segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O Cartoonista da Revolução























Hoje dia 29 de Janeiro João Abel Manta faz oitenta anos.
Embora o artista tenha uma longa vida dedicada às artes, desde a arquitectura, passando pela ilustração, caricatura, cartoon até à pintura, para mim, quando se fala em João Abel Manta, fala – se dos cartoons do MFA, do “Camarada Vasco e da Dinamização Cultural”
“João Abel Manta deve ser tomado como o artista máximo, talvez o único afinal, que a revolução de Abril suscitou na nossa comarca das artes”, escreveu João Medina, em 1991, sobre aquele a quem, chamou ‘O Cartoonista de Abril’.Com os “Bonecos” da Revolução, deixo aqui a minha homenagem ao “mestre João Abel Manta”.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Vinhetas

Julgo que este Bloco de Vinhetas foi emitido pela Comissão de Turismo no ano de 1940, aquando das comemorações centenárias da Província da Estremadura.
Na altura o apelo era “Visitem a Rainha das Termas de Portugal”. Este apelo deixou de fazer sentido pois, por motivos que sinceramente nunca entendi, abandonámos esta vertente que a cidade oferecia aos visitantes, contrariamente a outros locais termais que continuam em plena actividade.

domingo, 20 de janeiro de 2008

A certidão

Bom dia. Desculpe, eu queria uma certidão...
- O senhor tire a senha, vá para a fila e aguarde.
Não queremos faltas de respeito na repartição.
- Cento e vinte e cinco: que deseja, que se faz tarde?

- Disse a sua colega que era aqui nesta secção,
E já dei volta a tudo, que deus me valha,
Que se pedia o impresso para esta certidão.
- Entendeu mal e não ofenda quem trabalha.

- Ando há dois dias em gabinetes metido nisto.
Não faz sentido arranjar tanta complicação.
- Eu só trabalho aqui. Olhe, falta aqui um registo.
O senhor é mal educado e reclama sem razão.

- Posso falar com o chefe? Exijo uma explicação.
- Saiu em serviço e não pode ser incomodado
- Tenho tudo o que pediram. Faço já uma reclamação.
- Não faça. O chefe é primo do secretário de estado

(autor ???)

Há uns tempos vi este “poema” na Net que achei graça e que me fez lembrar um pequeno problema que ainda não consegui resolver.
Eu passo a contar…..
Nos últimos meses sempre que recebo o aviso para pagar a água, lá está numa linha o aviso de que “nesta data se encontra uma factura já vencida e que não foi liquidada”
Como bom cidadão que sou, não gosto que me chamem caloteiro e lá vou eu aos serviços municipais, mostrar o comprovativo de que efectivamente o pagamento foi efectuado.
As simpáticas funcionárias pedem desculpas tiram fotocopias do comprovativo, dizem que o problema é do Computador ….etc…etc… e prometem ir resolver o problema…
No mês seguinte lá estou eu outra vez, já vou na quarta visita aos serviços Municipais, e não me parece que pare por aqui, porques estas coisas do "computador" são dificeis de resolver.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

a história de uma samarra

Corria o ano de 1959, começava eu a desfolhar as primeiras páginas do livro da 1ª classe e morava na Rua Afonso Enes, quase junto ao Largo do Estragado, hoje pomposamente chamado de Largo do Colégio Militar.
Feito o enquadramento da época, vou contar uma pequena história.
Nesse ano a minha Família recebia o convite para irmos ao casamento de uma Tia, que iria ter lugar no Painho. Como nessa altura o pronto-a-vestir era um conceito que não existia, pelo menos para as classes médias-baixas, a minha mãe que era costureira de profissão meteu mãos à obra e na véspera do casamento, vá de fazer uma “Samarra”para eu levar ao acontecimento. Passei a noite a dormir ao lado da minha mãe que me acordava diversas vezes para a “prova” do casacão.
No dia seguinte lá fui eu com grande orgulho metido na minha “Samarra” e tive o cuidado de dizer a toda a gente “Foi a minha mãe que fez”.

A minha mãe partiu hoje……já não me faz mais “Samarras”.
Fica a recordação das coisas boas que vivemos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Cinco tostões de colorau.

Se algum dia for feita a história do Comércio Tradicional em Caldas da Rainha, as Mercearias do Tavares Santos e Amaral e do Frias e Gonçalves, terão um lugar de destaque.

Nestes tempos os vários produtos alimentares, arroz, massa, feijão, açúcar, sal, etc, não eram embalados e a pesagem fazia-se na altura da venda.
O azeite e o petróleo, eram "aviados" com uma bomba manual para o vasilhame que o cliente trazia de casa.
O bacalhau cortado à faca deixava sempre umas lascas que fazia as delícias dos empregados, e entre outras coisas vendia-se cinco tostões de colorau.
Eu não sou saudosista mas acho isto uma maravilha.

O Tavares Santos e Amaral era onde hoje está a Benetton, e o Frias e Gonçalves deu lugar ao Supermercado Casaleiro.
Não me recordo em que alturas fecharam as portas, mas julgo que foi na década de sessenta. Um dia destes quando descobrir algumas pessoas que por lá tenham trabalhado, volto ao assunto com mais informação.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Uma volta pela cidade


















Para começar o ano vamos lá dar uma volta pela cidade, e nada melhor que fazê-lo por meios aéreos, pois aí temos uma panorâmica agradável, ao contrário do que acontece quando colocamos os pés no chão, e aí podemos ver uma cidade que evolui aos tropeções, com remendos pontuais mas sem um caminho delineado.

Estas fotos foram publicadas da Revista Municipal

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Falando de comércio tradicional

A ideia das árvores de natal nas ruas veio dar um abanão nas mentalidades mais conservadoras, que continuam à espera de um “D.Sebastião” que resolva todos os problemas, quando a resolução dos mesmos depende de nós próprios.

Sobre este assunto vale a pena ler o editorial do DN, publicado no dia 31-12-2007.

Chegando a hora das compras, porque estas não foram as esperadas, telejornais e jornais fazem eco de um chorrilho de queixas dos pequenos comerciantes: “Nunca foi tão mau como este ano.” Há dois problemas com o espírito de Calimero, de queixas permanentes. Um é similar ao do Pedro: de tanto gritar pelo lobo, quando há lobo a sério, ninguém acredita. E, de facto, a crise do pequeno comércio já só colhe indiferença geral, apesar de ser um problema verdadeiro. No ano passado, o sector perdeu cerca de 20 mil empregos; este ano, até Junho, já se tinham atingido esses números. Um mal que, note-se, não é só português: em Espanha, todos os anos fecham cerca de 10 por cento dos pequenos comércios.
O segundo problema com a constante vitimização deriva dela própria, a vitimização. De tanto as pessoas se queixarem como que se interioriza a inevitabilidade de tudo estar mal. Ora as queixas – e o apelo inerente a elas, para que alguém os salve – podem afogar a vontade de quem mais e melhor pode resolver o problema: os próprios pequenos comerciantes. Certamente que há comerciantes que encontraram soluções, comerciantes que pensaram e mudaram, comerciantes que resolveram.

O País teria o maior prazer em ouvi-los.