domingo, 27 de novembro de 2016

Hotel do Facho

Como se sabe, antigamente, era hábito colar nas malas de viagem os rótulos dos hotéis por onde se passava, era uma espécie de “passaporte”, e um elevado número de rótulos nas malas significava que o portador era pessoa viajada, logo de uma classe social acima da média.
Esta peça aqui reproduzida é um destes rótulos, e foi oferecido pelo meu Amigo “Zé Gordo” que sabe desta minha maluquice por tudo o que diz respeito às Caldas.
Sobre o Hotel do Facho transcrevo uma passagem escrita pelo Dr. João Serra em “Apontamento histórico sobre a Lagoa de Óbidos”

...Grandela deixou-se seduzir pela Lagoa em 1897, após uma viagem de burrico até à Foz. Começou as obras desse vasto conjunto (que hoje integra as instalações do INATEL) logo no ano seguinte. E enquanto povoava a sua propriedade de veados e falcões, punha-se a imaginar empreendimentos na margem da Lagoa, debruando canais como em Veneza ou Amesterdão. O Conde de Almeida Araújo além de um gigantesco palacete chumbado num pequeno promontório de onde a vista domina a Lagoa e o Mar, construiu uma estação telégrafo-postal e um Restaurante, antes de falecer em Novembro de 1909. Junto ao "Restaurant", ainda deu início à construção de um Hotel, o Eden Palace Hotel, que foi inaugurado já em 1910. Luis Grandela, que o arrendou em 1923, chamou-lhe Hotel do Facho...

terça-feira, 22 de novembro de 2016

domingo, 20 de novembro de 2016

E o Natal aí está

Esta é uma época esperada com grande espectativa, não só pelas crianças, mas de certa maneira pelas lojas que esperam aumentar a sua facturação.
Hoje o DN escrevia sobre o assunto e em conversa com as Associações Comercias de Lisboa e Porto apontava para um crescimento das vendas na ordem dos 15% a 20%.
Julgo que estão a pôr a fasquia muito alta mas em qualquer dos casos esta é uma quadra muito bonita e a ACCCRO – Associação Empresarial de Caldas da Rainha e Oeste, já começou a dar o seu contributo com este magnifico (digo eu) projecto de iluminações natalícias.
Agora que a cidade se encha de pessoas, pois temos 600 lojas onde vai encontrar o que procura, e sempre com a cordialidade que caracteriza o comércio de rua.   

sábado, 12 de novembro de 2016

ACCCRO - 114 anos

Esta Associação foi fundada em 12 de Novembro de 1902, por um grupo de quarenta e cinco cidadãos, entre os quais figurava Rafael Bordalo Pinheiro.
A reunião para aprovação de estatutos teve lugar no Hotel da Copa (na actual Rua Miguel Bombarda), onde ficou a sua Sede provisória. Em Janeiro do ano seguinte passou a estar instalada na travessa de Santo António e em Março de 1903 passou para a Praça da Republica, onde mais tarde seria os “Armazéns do Chiado”.
Designava-se “Associação Comercial e Industrial das Caldas da Rainha”, definindo como primeiro objectivo «Constituir-se num centro onde o comércio e indústria defendam os seus direitos investigue as suas necessidades, advogue os direitos e interesses dos comerciantes e industriais e promova tudo quanto possa contribuir para a prosperidade social e interesse do comércio e indústria».
Em 1939,a alteração estatutária foi profunda: de Associação passou a Grémio, com a imposição de todos os estabelecimentos comerciais, fazerem parte do Grémio, que por sua vez era um dos sustentáculos do regime.  
Esta situação manteve-se, como se sabe, até 1974. Nessa altura recuperou o carácter eminentemente associativo, ampliou o âmbito geográfico, embora conservasse a representatividade empresarial e comercial.

A trajectória da Associação,  com mais de um século de existência, é inseparável da afirmação urbana das Caldas da Rainha e da sua capacidade de polarizar uma malha feita de fios não apenas económicos, como sociais, culturais e até desportivas, do seu legado faz parte uma crença no futuro das cidades e um particular orgulho de ser caldense, que não podemos deixar de recolher e, na medida das nossas realidades, adaptar e continuar.

domingo, 6 de novembro de 2016

Quem quer Quentes e Boas ?

Antes de chegar a casa passei pelo "homem das castanhas" e comprei uma dúzia que estavam óptimas... já não vinham naquele cartucho feito das folhas das páginas amarelas, o que tira uma certa graça à "coisa", mas tudo bem.
Esta fotografia que "roubei" na Net serve às mil maravilhas para ilustrar o poema genial de Ary dos Santos, e que nesta altura do ano é incontornável.

Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.

É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.

A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.

domingo, 30 de outubro de 2016

Uma Viagem pelas Caldas

“Chegou no dia 25 às Caldas da Rainha a primeira machina do caminho-de-ferro, que brevemente será aberto à exploração. Como amigos dedicados  d’aquella povoação não podemos deixar de registar aqui o fausto acontecimento”
Foi assim que Rafael Bordalo Pinheiro relatou a chegada do primeiro comboio às Caldas, no jornal “Pontos nos II” em 30 de Junho de 1887, e é com este texto que começa a revista publicada hoje pelo Jornal de Noticias dedicada à linha do Oeste.

sábado, 22 de outubro de 2016

Mais um “Estrela” que nos deixou

Nos Anos 60/70 no Bairro da Ponte, mais propriamente no sótão do número 10 da Rua Jacinto Ribeiro, um grupo de Rapazes dava corpo a um grupo pomposamente chamado “Grupo Académico Estrelas da Juventude”.
Foi uma experiência inesquecível pela maturidade e amizade de todos.
Vem isto a propósito do súbito desaparecimento do “Estrela” Victor Filipe. Já muitas coisas foram escritas, e sinceramente nesta hora do desaparecimento do meu amigo faltam-me as palavras, por isso, faço minhas as palavras do excelente texto do Pereira da Silva e termino com “Vou ter saudades tuas, Victor Filipe, porque também eu gosto muito de ti, meu puto.”vou ter saudades tuas, Victor M. Filipe, porque também eu "gosto de ti meu puto"....vou ter saudades tuas, Victor M. Filipe, porque também eu "gosto de ti meu puto"....

domingo, 16 de outubro de 2016

Painéis de Azulejos publicitários

Rezam as crónicas que desde meados do seculo XIX, o azulejo ganhou presença nas fachadas dos edifícios como meio de publicitar as casas comerciais.
Alguns que ainda vão resistindo ao tempo, são autênticas obras de arte, da variedade de cores, de padrões, de brilhos, de figurações e ornatos, resultam composições magníficas que transformam o cenário urbano.

Este que aqui reproduzo, fotografei (com o telemóvel) na Rua São José, em Lisboa, e como sou fascinado por neste tipo de painéis não podia deixar de partilhar com os meus amigos.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Forte de Nossa Senhora da Graça - Elvas

Este Sábado que passou foi dia de me juntar aos amigos do Batalhão de Cavalaria 8322-74 que em 1975 cumpriu a sua missão em Angola.

O Encontro Foi em Elvas no magnífico Solar dos Chorões, liderado pelo meu grande amigo, Fernando Farrapa.
Antes do repasto, fomos visitar o Forte de Nossa Senhora da Graça ou Forte Conde De Lippe, militar que havia proposto a sua construção e que comandou o Exército português entre 1762 e 1764.
O Forte resistiu às tropas espanholas durante a chamada Guerra das Laranjas em 1801 e, mais tarde, no contexto da Guerra Peninsular, às tropas do general Nicolas Soult, que o bombardeou não chegando a tomá-lo.
Utilizado no passado como prisão militar, o conjunto encontrava-se até 2014 em condições próximas da ruína.
Em 1975, um dos presos políticos mais sonantes que ali estava “incorporado” era Saldanha Sanches.
Em Setembro de 2015 foram concluídas as obras de restauro, com o objectivo de transformar o forte num museu militar funcional e que vale a pena visitar.





domingo, 25 de setembro de 2016

Ping Pong de 1954

Esta é a minha modalidade de eleição, e este panfleto é demostrativo da força do Ténis de Mesa na cidade. Julgo que depois dos anos 90 a coisa esmoreceu um pouco, pese embora todo o entusiasmo do meu amigo Fernando Brás.

domingo, 4 de setembro de 2016

Publicidade no Desporto

Esta fotografia é precursora de uma maneira diferente de fazer publicidade e por outro lado trazer algumas mais-valias às equipas.
Corria o ano de 1980 e a equipa de Ténis de Mesa dos “Estrelas” anunciavam os TVs a Cores da Grundig vendidos pela Casa Anselmo.
Para o registo ficar completo os craques são Zé Fernando, António Guilherme, Julio Calisto e o saudoso Moleiro.
Em baixo; Eu e o Valter Lousada.
…Era uma equipa demolidora, principalmente depois dos jogos, que para compensar as energias dispendidas, fazíamos uns belos petiscos no “Camaroeiro” e no “Manel Braz”.

domingo, 28 de agosto de 2016

A “Frutos” voltou ao Parque

24 Anos depois a Frutos voltou ao Parque. A minha geração viu finalmente um desejo de longa data concretizado, trazer para o Parque D. Carlos I os eventos da Cidade, nomeadamente as feiras.
O número de visitantes deu-nos razão e é fundamental que este evento tenha continuidade, porque só assim é possível limar algumas arestas que estiveram menos bem, e chamar de novo os grandes produtores e marcas que outrora marcaram presença.
Quanto aos espectáculos, o cartaz foi muito bom, António  Zambujo, Miguel Araújo, Herman José , Ana Moura, Abrunhosa, Fernanda Paulo, HMB e muitos mais que encheram o recinto com grandes concertos.
Está na altura de começar a preparar a “Frutos 2017”.     





sábado, 20 de agosto de 2016

A "Frutos" voltou ao Parque

Começou este Sábado a FRUTOS 2016. Gosto da ideia e como prova a montra da Electro Lider vestiu-se a rigor.
Nestes painéis fica o registo das "Frutos" realizadas no Parque, de onde nunca deviam ter saído.

domingo, 14 de agosto de 2016

O Parque está mais bonito




Palavras para quê? o Parque está lindo e nós também

domingo, 7 de agosto de 2016

Um encontro em Avanca


A Pandilha voltou à carga e num Sábado encalorado, fomos até Avanca para uma visita á casa Museu do Prof. Egas Moniz e depois um belíssimo almoço na Picanha na Brasa, isto sem esquecer um soberbo lanche em Pardilhó.
Como estas reuniões de trabalho não são conclusivas, já foram agendadas mais quatro até 2018.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

O Pokemon voltou


Quem havia de dizer que o Jogo que eu vendi na Electro líder há quase vinte anos, voltaria a ter um sucesso que ultrapassa tudo o que é imaginável.

Claro que a comunicação social dá uma ajuda mas descontando os exageros, pelo menos tem a vantagem de tirar as pessoas de casa.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Um olhar sobre Ponte de Lima

Confesso que não conhecia Ponte de Lima, mas fiquei “Cliente” vou lá voltar um dia destes.







domingo, 10 de julho de 2016

Palavras para quê?.. VAMOS GANHAR E "MAI NADA"

Palavras para quê?.. VAMOS GANHAR E "MAI NADA"

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Os amigos não têm prazo de validade

Um encontro de amigos é coisa que eu não dispenso, e um dia destes dei corda aos sapatos e fui até Elvas ao encontro do melhor cozinheiro que a minha companhia teve em Angola.
Um grande amigo o Fernando Farrapa, continuou com a sua actividade em Elvas e tem um belíssimo Espaço onde as festas de grupo são obrigatórias O Solar dos Chorões.
Foi um dia bem passado recordando algumas aventuras passadas no Leste de Angola, no ano de 75


domingo, 3 de julho de 2016

Um olhar sobre Canary Wharf

Londres, mesmo depois do Brexit continua a ser imponente. Canary Wharf é uma das zonas mais modernas da capital, aqui fica um olhar sobre esta zona.