segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Uma volta por Espinho

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Quem se lembra desta Rua das Montras?


sábado, 14 de Novembro de 2009

As fotografias dos amigos

Recebo com alguma frequência mails de amigos que visitam o Blog, normalmente por “acidente”, fruto de alguma pesquisa, e se têm alguma ligação às Caldas acabam por lá ficar a “esmiuçar a coisa”.
São muito reconfortantes os elogios, enviam fotos, sugestões, eu sei lá, só coisas boas que fazem bem ao ego.
Hoje peguei nalgum “material enviado” e cá está.

A foto da igreja Nossa Senhora do Pópulo foi enviada do Canadá

Daqui um caldense algures nos USA. Foi quase por acidente que encontrei este trabalho de um "Águas Mornas", Cognome que o Fernandinho (Turco), não gosta de ouvir. Mas talvez goste de ler..
Muito bem Zé Ventura..
Daqui Zé Perlengas!..Gostei de recordar através das fotos e leitura um pouco da nossa bonita cidade.
Com mais tempo irei ler e ver com mais atenção.
Um abraço caldense desde os..USA

A foto do museu chega pela mão do José Santana Marques, Um colega, um pouquinho mais velho, dos tempos escola

Um "canto" dos alunos do meu tempo. Foto tirada, creio à mais de 10 anos.(upa, upa)
O parque dantes não era mais bonito?
acho eu.

Do Canadá o António Abilio que ultimamente tem sido um leitor atento dos Blogs dos Antigos Alunos e do meu, também envia o seu contributo com esta foto dos pavilhões.

...Isto é fantástico estamos tão longe e tão perto ao mesmo tempo.
Eu estive agora mesmo a visitar o teu blog achei muito interessante, tu na realidade tens gosto pelo que fazes, porque tudo isto dá trabalho e leva tempo. Mas já dizia o velho ditado quem corre por gosto não cansa. Deixa que te pergunte isto parte da tua formação profissional ou será só um passatempo?
Pelo teu Blog reparei que és dois anos mais novo do que eu, será que nos conhecemos? Eu tenho uma vaga ideia de um Ventura, puderás avivares-me a memória, onde era o teu bairro em miudo? Talvez assim eu me recorde ou seja, ligue a cara e o nome da pessoa porque eu nasci no bairro do Viola e morei mais tarde no borlão em frente do café Avenida e quando vim para o Canadá vivia na Avenida no prédio que ficou de pé junto do grémio onde agora está o estacionamento...

A foto da praça não me foi enviada mas o meu amigo Pedro Olivença merece o destaque desta foto fabulosa.

Por último de Lisboa chegou este apontamento com uma foto

Nas minhas pesquisas, em busca de memórias das Caldas da Rainha, deparei com o blog Águas Mornas e por ali fiquei, “presa” a todas as fotos a preto e branco, que julgo serem dos meus saudosos anos 60…
Infelizmente, não vou às Caldas há uns anos mas vou sabendo de algumas modernices que, certamente, não vou gostar de ver in loco.
De cinco irmãos, a minha mãe é a única caldense, os meus tios nasceram em Alvorninha.
Nos anos 60, os meus primos e eu passávamos o mês de Agosto em casa do meu avô que, na época, morava na Rua Fonte do Pinheiro. Em frente, um muro alto albergava um macaquinho, salvo erro de nome Chico, que se passeava também, acorrentado, num poste de madeira.
No Parque alugavam-se bicicletas à hora…

As manhãs de praia, na Foz do Arelho, eram quase sempre acompanhadas de neblina e lembro-me de estar a tomar banho e a chuviscar… mas isso, para nós não tinha qualquer importância…
Íamos até às “meninas dos jornais” (em frente aos Capristanos) que nos deixavam ler as revistas aos quadradinhos…
Este mês passado nas Caldas era o ponto alto das nossas férias grandes de Verão.
……..
O meu avô frequentava 2 cafés, o café Central e o dos Capristanos, penso que na altura já era dos Claras.
………..
Fátima Castro ( http://aselhadomar.blogspot.com/ )

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Na Rota das Aldeias de Xisto

Este fim de semana, a convite de um amigo, "meti pés ao caminho" e fui até à zona do Fundão.
Percorri a rota das aldeias de xisto, confesso que conhecia muito mal toda aquela zona, mas achei lindíssimo.
No domingo fui levado à “aventura” de um almoço na aldeia de Açor, mais propriamente à festa de artes e sabores da Maúnça. Fiquei a saber que esta festa se faz todos os anos por alturas do S.Martinho.

Neste fim de semana, as portas das casas abrem-se para o visitante. Cada casa, na sua “loja”, na sua sala, na garagem ou no armazém, são "Restaurantes ou Lojas", onde nos podemos deliciar com os seus sabores: o coelho no azeite, a chanfana, os brulhões ou maranhos, o cabrito assado, o feijão com couves acompanhado de carne da salgadeira e enchidos fumados, servidos com muita gentileza, pão caseiro e vinho da Maúnça. E as sobremesas da castanha, arroz doce, miaus, os queijos "corno" e à ovelheira ou cabreira.
Depois ajudamos a digestão com licores originais como o da castanha, a aguardente de medronho e mel e uma caminhada pelas "tasquinhas", na mira de mais uma gulodice ou para apreciar o artesanato local.

Comi umas “berças”, uma “prateirada” de feijão com couves a acompanhar enchidos e outras carnes, e para tal empreitada foi-me fornecido apenas um prato e um garfo, depois as mãos fizeram o resto. Para sobremesa um arroz doce feito pela avó Ana.

Julgava eu que era impossível encontrar alguém conhecido naquele lugar perdido nos confins da serra da Gardunha, puro engano, quando me preparava para sair lá estava uma colega de Escola, a Teresa Faria.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Foz do Arelho

Ainda da colecção do Manuel Vasconcelos, estes postais da Foz do Arelho, fazem-nos recuar aos anos sessenta.
Na lagoa faziam-se passeios de Bateira. No Mar as barracas são as mesmas mas a “Aberta estava fechada”, parece uma contradição mas efectivamente como se pode ver a ligação Entre o Mar e a Lagoa não existia. Como bem se recordam isto acontecia em períodos de tempo bastante largos, e eram as populações, com meios rudimentares que abriam um canal para permitir a circulação da água.

domingo, 1 de Novembro de 2009

Os mercados

Graças ao meu amigo Manuel Vasconcelos que foi ao sótão descobrir estas e outras preciosidades, trago para o blog estes postais que retratam os mercados de Caldas dos anos sessenta.
Nas fotos em cima, temos as vendedeiras da Praça da Fruta. No edifício em fundo é visível a placa do Advogado Saudade e Silva.
Na foto em baixo temos a praça do peixe, que durante muitos anos funcionou na Praça 5 de Outubro.
Além dos cabazes do peixe, ressalta o pormenor das latas onde se guardava o peixe comprado, porque na época frigoríficos era um luxo ao alcance de poucos.
Na última foto o “mercado das galinhas”, que tinha lugar na parte lateral da praça do peixe, ao lado do Teatro Pinheiro Chagas.
Julgo que este mercado, contrariamente aos outros só funcionava à segunda-feira.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Elas andam aí

Halloween é o nome que os países anglo-saxónicos dão ao Dia das Bruxas.
Culturalmente esta foi sempre uma data que nos passou ao lado, mas mesmo assim a “malta” do Comércio das Caldas, no sentido de dar alguma animação à cidade, meteu mãos à obra e como se pode ver pelas fotos, imaginação é coisa que não falta.
Pessoalmente tenho apoiado estes projectos de corpo e alma porque defendo que esta é única saída para revitalizar o comércio de rua, não sei se isto se vai traduzir em aumento de vendas, mas que é uma mais valia para a cidade, disto não restam dúvidas.
A “Exposição” irá estar na rua até ao próximo Sábado, venham ao centro da cidade dar uma espreitadela.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Terra das Malandrices

Com organização da Confraria do Priapo, teve inicio esta quinta feira a 1º mostra erótica-paródica da Caldas da Rainha subordinada ao tema “Terra das Malandrices”. O evento que abriu com uma exposição de várias peças no “Caldas Shopping”, vai continuar com diversas actividades durante todo o mês.
Prometo voltar ao tema mostrando aqui algumas fotos. Na falta delas recorro a uma que circula na Net e que me foi enviada do outro lado do Atlântico pelo amigo Faustino do Rosário.
Sugere ele que seria a
“Decoração ideal para colocar nas Caldas da Rainha na ponte que liga a rua Sebastião de Lima com o bairro da ponte.
Até já estou a imaginar os comentários dos críticos de meia tigela como eu;
"É pá, aquilo agora é um espectáculo com a nova decoração... Com o Sol das 10 da manhã, a natureza mostra o verdadeiro brasão da cidade !"

domingo, 18 de Outubro de 2009

Confraria do Príapo

Hoje faço minhas as palavras do Confrade Mor - José Nascimento

Caros Confrades,

Inicia-se na próxima 5ª Feira, dia 22, a primeira inciativa da nossa Confraria. A 1ª Mostra Erótica-Paródica de Caldas da Rainha - Terra das Malandrices terá a duração de um mês e compreenderá exposições, animação, palestras e gastronomia, podendo o Programa (em anexo) ser consultado em
http://terradasmalandrices.blogspot.com/.

A preparação tem sido árdua, não isenta de erros e defeitos, mas feita com dedicação por toda a equipa envolvida. Nem todas as opções são fáceis e enfrentam-se alguns riscos, mas esperamos que corra tudo da melhor maneira.

Não obstante o enorme interesse público que esta 1ª Mostra tem despertado, importa que todos os Confrades apoiem e compareçam assiduamente às diversas actividades previstas, empenhando-se também em divulgá-las nos seus círculos sociais.

Esta semana, decorrerá a inauguração do evento (5ª Feira, dia 22, às 18h, no Caldas Shopping), para a qual estão convidados todos os Confrades, assim como a 1ª palestra (6ª Feira, dia 23, às 21h, na Passagem do Céu de Vidro - Parque D. Carlos I), a qual terá por tema "O Culto do Falo - da antiguidade à actualidade" e por orador o Professor Doutor Nuno Monteiro Pereira, médico urologista e sexólogo.

Contamos com a presença e participação activa de todos vós, fazendo votos de que este seja a primeira de muitas iniciativas que dignifiquem a nossa Confraria e a nossa Cidade.

Saudações Priapianas

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

O Bairro da Ponte

Em Abril deste ano publiquei aqui umas fotos do Largo Frederico Pinto Basto, e dizia a propósito:
O largo fica no Bairro da Ponte, junto à Farmácia Perdigão, antes Correia Mendes.
Este Largo faz parte da minha infância, pois o Bairro da Ponte foi a minha “casa” durante largos anos e obviamente acompanhei a evolução urbana deste espaço aqui bem documentada nesta foto.
Deste largo tenho a recordação do “café do Diamantino”, da sede dos Pimpões, dos bailes dos Santos Populares e das noites de conversa passadas no muro do Chafariz.
Nos anos sessenta e setenta, o Bairro da Ponte era um bairro eminentemente operário, aliás, para a cidade, este foi sempre o bairro do “outro lado da linha”.
Claro que com a deslocalização das pessoas, este sentimento já não faz sentido; além disso, o Largo está lindo e tem o “Café Creme” onde servem uma bica quase tão boa como a simpatia do Abílio e do Vitor que são os responsáveis por eu atravessar a cidade diariamente para a bica da noite.


Esta semana o amigo José Brás dos Santos teceu um comentário, sobre aquele espaço e como achei muito interessante recuperei para a “cabeça do Blog” o texto que me chegou.

...Curiosamente é um largo que faz parte da minha infância, adolescência e idade adulta. Para mim, o «Café do Diamantino» nunca foi o café do Diamantino. Foi sim, o café da Ema (a esposa do Sr. Diamantino), onde muito brinquei, comia as sombrinhas Regina e os gelados da Rajá. Curiosamente o nome do Café é Rafael Bordalo Pinheiro e entre distintos frequentadores teve o saudoso Zeca Afonso, com qual tive o prazer de conversar por diversas vezes.
A farmácia Correia Mendes, agora Perdigão, sempre foi para mim a farmácia do Sr. Humberto. Antes do novo edifício, no primeiro andar havia um alfaiate e na Rua Dr. Augusto Saudade e Silva, onde está hoje o estacionamento da farmácia, lembro-me bem de existir um sapateiro conhecido, se não me falha a memória, por «Pila».
Passei bons tempos de estudo Universitário, aos fins-de-semana, no Café Creme na década de 80, na época o dono era um sobrinho do Sr. Diamantino.

Longe vão os tempos em que os moradores da Rua Dr. Augusto Saudade e Silva e do Largo Frederico Pinto Basto se conheciam bem uns aos outros. Eram os tempos dos meus avós e da geração da minha mãe.
Hoje quando lá chego, é uma tristeza. Mataram a alma do Bairro da Ponte dos meus tempos de infância. Dos tempos em que passava pela vivenda do Dr. Costa e Silva e a sua esposa – que sempre tratei e conheci por a Madame, sem saber o seu nome – me oferecia algumas das deliciosas framboesas por ela cuidadas.

domingo, 11 de Outubro de 2009

Real Sociedade

Nos anos setenta depois do “25 Abril” o movimento associativo eclodiu com uma dinâmica própria dos períodos revolucionários, esta foi um fase transversal a todo o País e obviamente as Caldas da Rainha não fugiu à regra.
Uma destas associações que apareceram foi o Real Sociedade, que teve no Joaquim Marques o seu grande sustentáculo.

Vem a propósito esta introdução, porque no Sábado participei num Jantar, (estas coisas para terem êxito tem que haver comida), onde estiveram presentes meia centena de ex-associados.
Embora o Grupo tenha tido diversas actividades, ténis de mesa, teatro, campismo e pesca, foi no futebol que esta colectividade teve os seus pontos altos.

Guardo do Real Sociedade, alguns objectos, nomeadamente uma “minúscula taça” prémio do 1º Raly Paper que ganhei com meu, “co-piloto” Zé Fernando.

A festa foi óptima, e a companhia do melhor. Algumas fotos projectadas fizeram as delícias dos participantes.
Fico à espera do próximo encontro.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Vamos a votos

No dia 11 lá vamos de novo colocar o voto na urna, e este é um direito do qual não abdico, porque além der ser a “arma do povo” ainda não inventaram coisa melhor para decidir quem nos vem “lixar”.
Eu confesso que todas as minhas esperanças e perspectivas de Abril já se esfumaram neste mar de incompetências e políticos de pacotilha.

Estas são umas eleições que nos tocam mais de perto porque está em causa o poder local, e neste caso também julgo que vamos ter mais do mesmo, mais quatro anos a assistir ao esvaziamento da importância que Caldas da Rainha já teve na zona Oeste, é o preço que temos que pagar quando as pessoas resolvem perpetuar a sua presença em lugares de decisão…mas o voto é que manda.

A curiosidade destas eleições, é a presença de uma lista fora do âmbito dos partidos, liderada pela minha amiga Teresa Serrenho e que se candidata à Junta de freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, espero que seja uma lufada de ar fresco.

domingo, 4 de Outubro de 2009

Fluviário de Mora

Este Sábado os “Encontros da tropa” levaram-me até Mora, sendo o Fluviário o ponto de encontro. Curiosamente já por várias vezes tinha agendado uma visita a este local mas nunca se tinha concretizado.
Gostei do que vi sem uma grandeza megalómana, mas muito interessante e “limpinho”, não só o edifício como o espaço envolvente.
Situado em Mora, junto ao Parque Ecológico do Gameiro, este parque foi inaugurado em 21 de Março de 2007.
Constituído por um conjunto de aquários onde se pode ver várias espécies de rio, mostra-nos também diversas espécies exóticas sendo as Piranhas Vermelhas as mais afamadas, habitando entre tantas outras como pimpões, achigãs, tainhas, chanchitos, enguias ou trutas, entre as Portuguesas, ou outras como as rãs-seta-venenosas, peixes-gatos, peixes-azuis-cauda-de-lira, peixes-facas, pacus-negros, aruanãs-prateados ou mesmo lontras asiáticas.

A visita foi só o aperitivo, o Encontro que se seguiu foi a festa do costume, um abraço de centena e meia de Amigos a quem os anos não esfriam a amizade.

domingo, 27 de Setembro de 2009

O Comércio saiu à rua

No passado Sábado, o Comércio de rua das Caldas, levou a cabo mais uma iniciativa no sentido de dar força ao slogan “Centro Comercial a céu aberto”.
Aproveitando uma ideia do Paulo (Zelu), pegámos nos nossos “tarecos” e à boa maneira de outros tempos trouxemos a banca para a rua.
Tradicionalmente as Caldas tem uma grande apetência para o comércio tradicional, (pessoalmente não gosto nada deste termo), e julgo que este tipo de iniciativas é mais uma achega para manter e estimular esta tendência e tentar animar as vendas numa altura particularmente difícil.
Em jeito de brincadeira costumo dizer que provavelmente vamos todos falir, mas pelo menos será uma falência com estilo.


terça-feira, 22 de Setembro de 2009

A Oliva chegou ao fim

A Oliva apresentou um pedido formal de insolvência. Chega assim ao fim uma Industria emblemática dos anos 50/60.

Fundada em 1925 como "Oliveira, Filhos e Cia. Lda", esta empresa de S. João da Madeira começou por dedicar-se à indústria de fundição, serralharia, serração e carpintaria mecânica.

Em 1934 chegavam à Oliva os fogões de cozinha, ferros de engomar, radiadores e tornos de bancada e em 1948 era inaugurada a fábrica das máquinas de costura que lideraram o mercado nacional durante mais de 30 anos.

Oliva - Uma verdadeira máquina em coser, chulear e até em trabalhar com duas agulhas!

Era Assim a publicidade dos anos Sessenta.

Da Oliva resta os imóveis que são considerados exemplos maiores da arquitectura industrial portuguesa dos anos 50 e 60, e tanto quanto se sabe irão ser aproveitados para um pólo de desenvolvimento Industrial.

Nota: Esta foto é de uma parede algures no Porto e publicada no Blog "Bonecada de Alexis"

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Um Postal do Amilcar de Figueiredo

Em Julho deste ano publiquei aqui no Blog alguns postais que o Amilcar de Figueiredo, proprietário da Foto Articor, editou.
Num deles, o que hoje publico de novo, tinha como legenda que se tratava de uns moinhos no alto do Nadadouro, o que está errado.
O meu amigo Amilcar de Figueiredo fez o favor de me corrigir pois esta paisagem é na Serra nos Mangues, entre S.Martinho do Porto e Nazaré.
Este jovem “aposentado” que tem como hobby “Escrever poesia. Crítica política quando isso é oportuno e Fotografia” tem um espaço na internet que pode visitar em:
http://amilcardefigueiredo.spaces.live.com/

domingo, 13 de Setembro de 2009

Uma Associação com 114 anos

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha completou este Sábado 114 anos.
Por iniciativa de Ernesto Botelho Moniz, Eduardo Barbosa, Eduardo Gonçalves Neves, Artur Ferreira Neto e Henrique Sales Henriques, esta associação viu os seus estatutos aprovados em 14 de Setembro de 1895 pelo Visconde de S.Sebastião, ao tempo Governador Civil do Distrito de Leiria.

Não conheço particularmente como tem sido a vida desta associação, mas imagino que a exemplo de outras também não seja fácil, pese embora o facto de ser um tipo de colectividade onde a angariação de fundos encontra maior receptividade por parte das populações e do poder local.
Muito se tem falado na profissionalização ou não deste tipo de actividade.
Pessoalmente julgo que este é um passo fundamental, embora o voluntariado tenha o seu espaço. De uma maneira ou de outra e quer se goste ou não de alguns exageros, como as ambulâncias a circular pelo centro da cidade, quando outras opções tornariam mais rápido a sua deslocação, ou a sirene que já não é tão eficaz no chamamento como outros meios de comunicações, os Bombeiros continuam a ser uma importante força social de Socorro.


quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

A Licença de Isqueiro

Esta tarde um amigo entrou na minha loja para me pedir um Isqueiro para acender o seu cigarro, eu tentando fazer alguma graça respondi-lhe que não tinha, porque não tinha renovado a licença.

Estava um grupo de jovens que ficou a olhar para mim a pensar “o gajo não joga com o baralho todo”.

Expliquei que no tempo do “Botas” a licença de Isqueiro era uma obrigatoriedade de qualquer cidadão exemplar…nem queriam acreditar.

Lembrei-me que a minha amiga Lurdes Peça há uns tempos enviou-me uma imagem deste documento e prometi aos jovens que hoje poria no Blog.

Cá está, a promessa está cumprida.

domingo, 6 de Setembro de 2009

Quando chega Setembro

Provavelmente alguém terá uma explicação “científica” para estas coisas, eu não, o que é certo é que todos os anos em Setembro me lembro do Salvador Allende.

Em 1973 estava na tropa em Paço de Arcos. Na unidade havia um jornal de Parede que fazia a glorificação do ditador Augusto Pinochet, depois do golpe brutal que derrubou o primeiro Presidente Marxista a ser eleito democraticamente na América Latina.

Vivia-se nesta altura uma intensa “Guerra Fria” com os Estados Unidos envolvidos no Vietname, e o aparecimento de um regime Comunista na sua área de influência era a última coisa que os Americanos queriam, já bastava o êxito da revolução de Fidel.

Assim em Setembro de 73, aproveitando algumas convulsões sociais que as revoluções são peritas em criar o Ditador deitou por terra o sonho Chileno, Allende foi assinado no Palácio de La Moneda.

Em Setembro de 1974, continuava em Paço de Arcos, nesta altura já tinha-mos tomado de assalto a “redacção” do Jornal de Parede e obviamente o conteúdo mudou radicalmente.

Tinha 21 anos, o Che Guevara o meu ídolo, MRPP, FEC(ml) estavam muito à direita e no “meu jornal de parede” lá estava a última frase de Salvador Allende.

"¡Viva Chile! ¡Viva el pueblo! ¡Vivan los trabajadores!"

Uns tempos depois emocionei-me com o filme “Chove em Santiago.

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Caldas intemporal XXVIII – Praça 25 de Abril

A Praça 25 de Abril ou como se diz a Praça dos três poderes, pois em volta da rotunda está o Tribunal, a Câmara e a Igreja, é um espaço que não sendo muito antigo tem algumas histórias que fazem parte da vida da cidade.

O Borlão, como esta praça era denominada nos anos sessenta, chegou a ser o palco da tradicional feira do 15 de Agosto.

A estátua do Marechal Carmona “plantada” na Rotunda originou uma “epopeia” revolucionária que acabou com a sua retirada, coisas do PREC.

O café Maratona, instalado nas arcadas, com a sua “pista de carrinhos” marcou uma geração.
Mais tarde a pista de carrinhos deu lugar aos bilhares e agora uma magnífica remodelação, dotou aquele espaço de nova vida.

quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Os cinquenta anos do Astérix

Na minha adolescência comprava com regularidade a Revista “Tintin”, a tal que tinha como público alvo os jovens dos 7 aos 77 anos.
Esta revista, uma autêntica enciclopédia sobre banda desenhada, com maior incidência sobre a “escola Franco-Belga” tinha como heróis mais significativos o
Lucky Luck, Michel Vaillant, o Buddy Longway, o Luc Orient, o Ric Hochet, o Cort Maltese, o Black e Mortimer, o Tintin e obviamente o Asterix e o Obélix que eram os meus favoritos.
Pois bem, os meus heróis estão crescidinhos e fazem 50 anos.
O Astérix, o Obélix, o Druida Panoramix e os outros amigos da aldeia foram criados em 1959 por Alberto Uderzo e René Goscinny. Após o falecimento de Goscinny, Uderzo deu continuidade ao trabalho, apesar de Uderzo ter afirmado que não queria que ninguém continuasse a série, após a sua morte.
A editora ASA prepara-se para comemorar a data com uma reedição do álbum “Como Obélix Caiu no Caldeirão do Druida Quando Era Pequeno” que foi publicado pela primeira vez no jornal Francês Pilot em 1965.
Por mim, do alto dos meus 57 anos, continuo fiel aos meus heróis.

sábado, 22 de Agosto de 2009

O meu papel de Avô

A semana passada fui incumbido de uma espinhosa função e para a desempenhar fui nomeado “babysiter”.
Quero dizer que me desenrasquei na perfeição muito embora o meu neto tenha facilitado a tarefa.

Mas esta tarefa lembrou-me um texto que há uns tempos li num blog e que teria sido escrito por uma menina de 8 anos e publicado no "Jornal O Povo do Cartaxo”.
Não sei se é bem assim mas tudo isto são pormenores, perante a verdadeira delícia que é este texto.

"Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem «Despacha-te!».
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.
As avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma avó, sobretudo se não tiver televisão."

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Postais das Caldas IV – Cabeleireiros de Lisboa

Os “Cabeleireiros de Lisboa” que no final do século XIX, abriram uma filial nas Caldas da Rainha, foram também responsáveis por 3 edições de Postais Ilustrados.
No postal (em cima) com uma vista sobre o lago do parque D.Carlos I, é bem visível a data de 27-08-1904.
No de baixo, que nos mostra os Pavilhões do Parque, o ano não é legível mas será seguramente de 1905.

quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Mais flores

domingo, 9 de Agosto de 2009

Encontro no Arripiado

A Aldeia do Arripiado, ali junto a Tancos e a dois passos do Tramagal, foi o palco escolhido para um encontro de Amigos que fazemos regularmente em Agosto para aproveitar as férias do “Franciú” que faz parte do grupo da Pandilha, uma amizade cimentada desde os tempos de Angola e que os anos não conseguiram apagar.
Conforme se pode ver pelas fotos o local era bonito o restaurante “O Moinante” serviu bem, mas como sempre é a alegria do encontro que nos deixa saudades até ao próximo ano.

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

A Serra do Montejunto

A Serra do Montejunto é o ponto mais alto da região oeste, com os seus 666 de altitude, estende-se por 7 Km de largo.
Subindo ao cume da Serra desfruta-se da imensidão e beleza desta "varanda da Estremadura", área protegida de âmbito regional.
Foi o que eu fiz um dia destes quando precisei de ir ao Cadaval, aproveitei para matar saudades de uma zona que conheço bem.


quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Festas de Agosto

Porque o Agosto é o mês de férias por excelência, a oferta de festas e romarias é enorme, não há lugar que não ofereça uma festa ao seu Santo Padroeiro para lhe agradecer a protecção que este lhes dá, tanto nas agriculturas como na sua vida pessoal, nós somos assim, gostamos de entregar o “nosso destino” à providência divina.

Como em Caldas não temos uma festa em honra de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, temos que nos contentar com as festas do “Costa”.

Não é o caso do cartaz reproduzido, que se refere à Feira Popular que o Caldas S.C. levou a efeito em 1960.

domingo, 26 de Julho de 2009

Postais das Caldas – III – Ancora

Em tempo de férias aqui se reproduz alguns postais da Foz do Arelho que a editora Ancora comercializou nos anos setenta.
Não deixa de ser interessante verificar como as coisas mudaram em tão poucos anos.

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Postais das Caldas – II – Alberto Malva

Os Imagens aqui reproduzidas são uma pequena amostra dos Postais Ilustrados editados por Alberto Malva, no princípio do século XX.
Este fotógrafo, da Rua da Madalena em Lisboa, foi responsável por uma vasta colecção a nível nacional e particularmente sobre as Caldas são conhecidos mais de duas centenas, alguns deles em parcerias com outros editores.
A colecção deste editor e de outros está muito bem documentada no excelente “Catálogo de Bilhetes Postais Ilustrados” da autoria do Dr. Vasco Trancoso.

quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Palma Inácio – o último revolucionário

Na terça-feira passada, morreu o militante histórico do PS, Hermínio da Palma Inácio, um dos revolucionários que mais dor de cabeça deu ao “Estado Novo”.
O fundador da LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) foi protagonistas de acções que o tornaram célebre.
Em 1956 desviou um voo comercial da TAP e sobrevoou Lisboa, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro a baixa altitude para lançar cerca de 100 mil panfletos com apelos à revolta popular contra a ditadura.
A sua vida foi marcada por um combate constante contra o Estado Novo, tendo sido preso diversas vezes pela PIDE, destacando-se uma passagem pelos calabouços do Aljube, onde protagonizou uma fuga histórica.
Outra das acções de grande envergadura em que participou foi no assalto à dependência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, (Operação Mondego) concretizada em 17 de Maio de 1967 com Camilo Mortágua, António Barracosa, e Luís Benvindo. O assalto foi reivindicado como operação manifestamente política pela LUAR.
Sobre esta operação, conta-se que Salazar teria comentado:
"Ainda em 1967 bandidos comunistas assaltam a dependência do Banco de Portugal na Figueira da Foz e fogem com o dinheiro, que não é pouco. Mas o que é que andam a fazer a PIDE e a GNR e a PSP? Até essas forças já me falham?"
O último e mais espectacular plano de Palma Inácio não chegou a consumar-se. Propunha-se ele ocupar com elementos da LUAR a cidade da Covilhã, cujos acessos, incluindo estradas e pontes, seriam cortados com explosivos. A população seria evacuada e a PSP e a GNR desarmadas.

No dia 25 de Abril de 1974, Palma Inácio estava preso em Caxias, onde recebeu por código morse as primeiras notícias da Revolução.

domingo, 12 de Julho de 2009

Postais das Caldas - I

Estes postais, que não foram muito divulgados, fazem parte de uma colecção editada pela Foto Articor, sendo as fotografias da autoria do proprietário o Sr. Amilcar de Figueiredo.

“Puxei” de novo o post sobre os Postais do Amilcar de Figueiredo porque o meu amigo Artur me “puxou as orelhas”.

“Os postais não foram divulgados na devida altura e é pena, porque, à excepção do primeiro, nos remetem para locais emblemáticos da cidade pouco retratados pelas edições mais comerciais. Os dois recantos da Mata Real seleccionados têm um significado muito especial para mim, pelas agradáveis reminiscências de infância que tiveram o condão de convocar a uma distância tão alargada no tempo. Apesar dos esforços desenvolvidos, continuo sem conseguir identificar os espaços documentados na segunda e na quinta fotografia. A legendagem sucinta de cada uma das imagens talvez ajudasse os mais distraídos a avivarem a memória e, quem sabe, a marcar uma visita especial «in loco»…

Então cá está o Post revisto e aumentado.

Praça da República

Moinhos do Alto da Serra do Bouro

Parque das Merendas - Mata

Mata (junto do portão da Igreja do N.S.Populo)

Casa Museu da Fábrica Bordalo Pinheiro

Estrada da Foz

"Aberta" da Foz do Arelho

Mata

Chafariz da Rua Vitorino Frois

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Vamos ao Jaz aos Pimpões

A S.I.R. "Os Pimpões" e a "a sexta sessão" têm o prazer de lhe sugerir o concerto de Daniel Hewson, para a sua próxima Sexta-Feira 10 de Julho, com início previsto para as 22.30 horas, no auditório da associação e em jeito de café. A entrada é de 3 € com direito a 1 bebida (cerveja, sumo, água). Os petiscos têm o apoio da Casa Antero (Pachá).

O Quarteto de Dan Hewson é uma verdadeira fusão de influências Foi formado em Londres com músicos ingleses e brasileiros mas a nova formação para além do próprio é constituída pelo italiano Massimo Cavalli no contrabaixo e ainda dois portugueses, Bruno Margalho no saxofone alto e Luís Candeias na bateria.Em 2007 gravaram seu primeiro disco, "A Day in Cadiz", apresentado ao vivo no Vortex Jazz Club de Londres.A ideia foi desenvolver um som muito particular, juntar um saxofone forte e lírico com uma secção rítmica muito aberta, e por vezes trocar o piano pelo som do trombone evocando a liberdade do quarteto de Ornette Coleman e Don Cherry.As composições têm muitas influências do jazz contemporâneo, música clássica e música brasileira.Imagine-se uma fusão do John Taylor, Chick Corea e Hermeto Pascoal.

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Flora

Estava eu aqui a pensar o que é ia “blogar”, e nada de surgir uma ideia luminosa.
Então, como não tenho a sensibilidade poética do meu amigo Orlando Santos, nem a veia literária do Artur Gonçalves, deitei mãos a duas fotos que tirei um dia destes, que diga-se em abono da verdade não estão nada más.
Sou muito modesto, não sou?

domingo, 28 de Junho de 2009

Roteiro Gastronómico

Este Domingo respondendo a um convite de um amigo dos tempos da “Tropa” fui até Brotas, Concelho de Mora.
O Encontro estava marcado para o Restaurante “O Poço”, que vim a descobrir ser propriedade do meu amigo, embora seja a esposa e as filhas que fazem as honras da casa.
Embora a aparência exterior passar a imagem de um restaurante modesto, no interior ficamos agradados com a decoração e impressionados pelas molduras de “diplomas” e recortes de revistas e jornais que fizeram referência à excelência da sua comida.
E têm razão, começa-se pelas entradas, as farinheiras fritas, os torresmos, os enchidos variados, queijos alentejanos, os ovos mexidos com espargos selvagens.
Depois são as migas com entrecosto, Cabrito, Ensopado de Perdiz, isto tudo servido em pequenos pratos para não escapar nada.
Para finalizar os doces regionais, arrasam com o resto do colesterol.
Um vinho a condizer e um ambiente familiar dão o toque final.
Regressei a Caldas com a promessa de lá voltar.

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Lá como cá

Este Outdoor que fotografei em Santa Maria da Feira assentava que nem uma luva aqui nas Caldas da Rainha.

Eu bem sei que a oposição não é grande coisa mas alguém diga ao Costa que ele já não é a solução mas sim o problema.

Já passei por várias Associações e tive sempre o cuidado de “não criar raízes”, pois entendo que a mudança é a única arma contra o “deixa andar”.

domingo, 21 de Junho de 2009

Caldas intemporal XXVII – O Pinheiro da Rainha

Este miradouro que se encontra na Mata, foi outrora um ponto de encontro dos visitantes que se deslocavam à nossa cidade.

“N’estas termas não havia então o movimento de familias que se vê hoje; o máximo meia dúzia, formando todas uma só familia… A vida que se passava era a seguinte: de manhã, tratamento no hospital onde havia o tradicional copinho dado pelo velho Sebastião que Deus tem; durante o dia, no passeio da Copa, jogava-se o arquinho, as senhoras cosiam e bordavam: mais tarde houve um jogo de Croquet devido á iniciativa da família Barros Lima e José Sacavém. Também havia o jogo da malha, e ainda me recordo de ver o falecido escritor Luciano Cordeiro joga-la com entusiasmo. Tempos que não voltam!
Depois de jantar, que era por volta das cinco horas, ia-se à mata real, uns subiam ao pinheiro da Rainha, outros espalhavam-se pelas ruas a jogarem jogos de prendas e arquinhos. Quando a noite vinha já próxima, todos desciam até ao Club, onde se dançava animadamente até às dez horas, sendo então servido o conhecido e tradicional chá com fatias e bolachas, alem e copos com agua chalada. Este chá era fornecido pela direcção do club, sendo digno de elogios pelo asseio e abundância.”
Alfredo Pinto (Sacavém)
Do livro “ Em terras de Portugal” Ed. Ferin-1914

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Ao sol na Praia da Rocha

Depois de uma semana ao sol na Praia da Rocha, cá estou de novo de regresso ao meu Blog.

Aqui ficam algumas fotos para fazer inveja a quem ainda não foi molhar os tornozelos em águas ligeiramente mais quentes que as da Foz do Arelho.

Só uma pequena referência à última foto, essa de ir fazer Surf para o Algarve não lembra a ninguém.





domingo, 7 de Junho de 2009

Uma passagem por Santa Maria da Feira

quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Caldas intemporal XXVI – Igreja Nossa Senhora da Conceição

Esta Igreja situada no actual largo 25 de Abril, teve em 20 de Agosto de 1950 o lançamento da primeira pedra e foi inaugurada em 21 de Outubro de 1951, com a presença do Cardeal Patriarca.
Na primeira imagem, um postal editado pela Havanesa das Caldas em 1952, podemos ver o “Largo do Borlão” ainda despido da urbanização actual.
Na terceira imagem é bem visível as obras que foram levadas a cabo para a dotar de vários serviços de apoio. Mas é nas traseiras da igreja que recentemente teve lugar a maior transformação, com a abertura de uma nova rua (Rua Padre Emílio) que ligou aquele largo à Rua Miguel Bombarda.

domingo, 31 de Maio de 2009

A Pandilha está de volta

A minha rapaziada, mais chegada, dos tempos “da minha guerra de Angola”, mais uma vez respondeu à chamada.
Eles são de Amarante, Castelo Branco, Pardilhó (Estarreja), Tramagal, Setúbal e por aí fora, mas foi só dizer que a “Nau dos Corvos” em Peniche servia uma caldeirada de se tirar o chapéu e foi vê-los a percorrer km para estarem presentes.
Não sei se isto é coisa de velhos, mas cada vez gosto mais disto, e como diz o mais velho do grupo, o “Primeiro Roque”, o melhor é aproveitar porque cada vez temos menos almoços para fazer.
Desta vez dois ou três amigos não puderam vir, mas ficam desde já convocados para a “reunião de trabalho” no Tramagal, quando o calendário marcar o oitavo mês.

segunda-feira, 25 de Maio de 2009

A bola chegou ao fim… venha a praia

Ontem fui ao Estádio de Alvalade despedir-me deste campeonato onde mais uma vez o Porto ganhou, os “sete milhões de adeptos” como vem sendo hábito contentaram-se com o terceiro lugar, de nada valendo os milhões que gastaram, o Nacional, boa equipa, gostei de ver, ficou em quarto e o “mestre da táctica, ficou em quinto.
Na próxima época lá estamos de novo com o Paulo Bento mais os seus putos, mas é o que se pode arranjar.
O Benfica pelos vistos vai continuar com o “coxo do Espanhol”, pois não lhe conseguiram fazer a cama bem feita para que ele pegasse nas malas e partisse de mãos abanar, o homem é cego mas não é burro.
Agora venha o verão como deve ser, porque a Foz do Arelho está à nossa espera.

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

E Peniche aqui tão perto..

domingo, 17 de Maio de 2009

O Olhanense aí está de novo

O Olhanense tal como a CUF, Lusitano de Évora, e outras fazem parte do meu imaginário.
Cromos como estes, do Reina, Alfredo ou Parra fazem parte das minhas colecções de “caramelos da Bola”.
Vem isto a propósito porque, 34 anos depois, o Olhanense volta à 1ª Divisão do Futebol Nacional.
A esta hora Olhão já se vestiu de vermelho e preto para a festa Algarvia, e certamente lá estará o “Olhanense”, um colega de tropa que nunca cheguei a saber o seu nome pois a sua paixão pelo clube era de tal ordem que era assim mesmo que era conhecido “O Olhanense”,
Para ele um grande abraço e parabéns pela subida, carimbada em Gondomar.

sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Lembranças

O dia 14 de Maio marca a mudança da linha abaixo do cabeçalho do meu blog. É neste dia que o “Caldense e bom Rapaz” soma mais um ano.

Nos últimos tempos a data tem sido marcada por coisas boas e más mas a vida é feita disto e não há volta a dar.
No ano passado, precisamente neste dia foi o funeral do meu Pai, obviamente hoje lembrei-me dele muitas vezes.
Nos meus tempos de menino nunca tive uma ligação muito próxima com o meu Pai, talvez porque o “ganha pão” nem sempre está ao pé da porta e é preciso procurar noutros lugares, foi o que aconteceu com ele que durante anos esteve em Sacavém, primeiro na Camionagem Silmar e depois na Boa Viagem.
Recuperei esta foto daqueles tempos porque me lembra uma viagem que fiz a Barcelos nesta camioneta (ou parecida).
Na altura (princípios dos anos sessenta) não havia auto-estradas e os luxos da camioneta deixavam muito a desejar, por isso estou a falar de uma viagem de mais ou menos 7 horas, com paragem para almoço em Leiria. Ainda me lembo do restaurante onde comemos o bacalhau com grão.

Aquilo que a gente se lembra …a vida é feita destas pequenas coisas.

domingo, 10 de Maio de 2009

Regresso à Escola

Em 2005 participei pela primeira vez no Encontro de Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha.
Entusiasmei-me com a ideia de tal forma que acabei por me envolver com a organização do evento.
Tem sido muito gratificante esta envolvência, e este ano num “regresso à Escola” eu e os meus amigos Carlos Dias e Luis Franco repetimos uma foto tirada há 42 anos.
…Parece que foi ontem.
É incrível como a vida nos empurra para vários lugares mas quando toca a reunir os amigos lá estão para continuar as conversas que interrompemos há 42 anos como se isso fosse a coisa mais natural deste mundo.

segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Feira do Livro

Todos os anos por esta altura cumpro religiosamente um ritual. Vou passear à Feira do Livro.
Este ano não fugiu à regra e no domingo passado, sob um calor de fazer inveja ao verão, lá fui eu ver as novidades literárias e não só.
Confesso que este ano não fui grande comprador, porque a crise não é só para os outros, mas achei piada a uns baralhos de cartas do Fernando Pessoa, e a um livro infantil da Alice Vieira, que comprei para o meu neto, não que ele saiba ler, mas dá sempre jeito para daqui a uns meses ele arrancar as páginas.

sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Caldas intemporal XXV – Edifício da Convalescença


“Da década de 1940, o edifício da Casa da Convalescença foi reformado, acrescentou-se um piso mansarda, o seu interior remodelado, dotando-o de uma imponente escadaria ao gosto monumental do Estado Novo. Depois desta reforma arquitectónica não houve nenhuma outra intervenção a nível de volumetrias construídas, mesmo a ligação entres os edifícios do Hospital e da antiga Casa da Convalescença é uma discreta, e bem conseguida construção envidraçada da década de 1990 No que respeita a espaços interiores as grandes mudanças são dos espaços de tratamentos ORL que passou para a Casa da Convalescença, libertando outros espaços no Hospital Termal.”
http://www.aguas.ics.ul.pt/leiria_htermal.html

sábado, 25 de Abril de 2009

Confraria do Príapo

Um grupo de cidadãos desta cidade resolveu meter mãos à obra e pôr de pé a ideia de criar a Confraria do Príapo.

Para os menos atentos, Priapo era o Deus Grego da Fertilidade. Filho de Dionísio e Afrodite, a sua imagem é apresentada como um homem idoso, mostrando grandes órgãos genitais.

Pegando nessa ideia chegou a altura de dar alguma dignidade ao “Pirilau das Caldas”, transformando a peça de loiça numa mais valia para a Cidade.
E é isto que a Confraria do Príapo se propõe, “…defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo.”

Eu por mim acredito no projecto, daí ser um subscritor desde a primeira hora.

Nota: A imagem é de uma garrafa em forma de Falo, comercializada por uma marca de ginga.

domingo, 19 de Abril de 2009

Cravos de Abril

Já são muitos os anos que nos separam da “Revolução dos Cravos”, mas eu tal como o Sr. Antão, que “incompreensivelmente”, aos meus olhos de então, comemorava a República, também eu continuo a “pôr o meu cravo na lapela”.
...E por favor não culpem o 25 de Abril por esta crise profunda que vivemos. Tal como também não pode ser responsabilizado pela imbecilidade da classe política que nos tem governado, nem tão pouco pelo facto de nos termos demitido de participar na “coisa pública” defendendo os nossos ideais.

Por tudo isto deixo aqui o meu cravo com este magnifico poema de José Fanha.

CRAVOS

Para os meninos que queiram recordar o que não viveram

Tinha um cravo na lapela
tinha outro cravo na mão
pus um cravo na janela
e mais um no coração.

Dei cravos a tanta gente
tanta gente os deu a mim
nesse dia de repente
tudo em volta era um jardim.

Dei um cravo ao soldadinho
outro cravo ao capitão
liberdade pão e vinho
e que viva a revolução.

Cravo em verso cravo em prosa
cravo nosso meu e teu
em Maio que é mês da rosa
choveram cravos do céu.

Muito tempo já passou
no que passou desde então
mas o cravo esse ficou
dentro do meu coração.

Passa o tempo e não demora
no que passou desde então
mas o cravo inda cá mora
dentro do meu coração.

José Fanha (Abril 2006)

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Caldas intemporal XXIV – Pavilhões do Parque e salão Ibéria

Agora que surgem notícias de projectos que contemplam a recuperação dos Pavilhões, vem a propósito a publicação destas fotos daquela zona do Parque, onde além dos pavilhões é visível também o Salão Ibéria, uma sala de cinema que segundo o jornal Circulo das Caldas de 8 de Agosto de 1917, “as sessões de cinema já vinham funcionando há algum tempo. Nos anos cinquenta a sua arquitectura inicial foi reformulada, permitindo a exibição de filmes em “cinemascope”.
Após longos anos de actividade o edifício ruiu na noite de 9 de Outubro de 1978.

sábado, 11 de Abril de 2009

C.C.C. ou o teatro nas Caldas

Falar de Teatro nas Caldas é falar do CCC - Conjunto Cénico Caldense, mas também não é justo esquecer todos os movimentos, e foram muitos, que surgiram até aos anos sessenta, com destaque para “os Pimpões” que chegaram a ter representações notáveis com grande envolvimento dos Caldenses.
Se a memória não me falha julgo que foi em Setembro de 1968 que eu vi " O Vagabundo das mãos de Ouro" do Romeu Correia, e foi a primeira vez que eu vi teatro com“olhos de ver.
Lembrei-me de tudo isto porque esta semana desapareceu do nosso convívio um homem que teve sempre uma ligação grande a este grupo de teatro, bem como a outros núcleos da “Resistência”: o Renato Mendonça.

As imagens publicadas são do arquivo do Jorge Sobral e têm a particularidade de ter na 1º página um linóleo do Armando Correia.

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Caldas intemporal XXIII – Largo Frederico Pinto Basto

Provavelmente se perguntarmos aos Caldenses onde fica o Largo Frederico Pinto Basto, uma grande maioria não saberá a resposta.
O largo fica no Bairro da Ponte, junto à Farmácia Perdigão, antes Correia Mendes.
Este Largo faz parte da minha infância, pois o Bairro da Ponte foi a minha “casa” durante largos anos e obviamente acompanhei a evolução urbana deste espaço aqui bem documentada nestas fotos, uma dos anos sessenta e outra recente.
Deste largo tenho a recordação do “café do Diamantino”, da sede dos Pimpões, dos bailes dos Santos Populares e das noites de conversa passadas no muro do Chafariz.
Nos anos sessenta e setenta, o Bairro da Ponte era um bairro eminentemente operário, aliás, para a cidade, este foi sempre o bairro do “outro lado da linha”.
Claro que com a deslocalização das pessoas, este sentimento já não faz sentido; além disso, o Largo está lindo e tem o “Café Creme” onde servem uma bica quase tão boa como a simpatia do Abílio e do Vitor que são responsáveis por atravessar a cidade diariamente para a bica da noite.

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

A Foz do Arelho no seu melhor




Palavras para quê? A Foz do Arelho tem um encanto que não se explica, sente-se.

sexta-feira, 27 de Março de 2009

Histórias de Vida

No início da semana fui visitado na minha loja por um cliente que pretendia umas pilhas. Inicialmente não me apercebi que o cliente era um antigo colega da Escola Primária, embora este amigo tenha a sua morada nos arredores, talvez porque ele trabalhava numa fábrica, há vários anos que não nos cruzávamos.
Fiquei espantado porque este amigo lembra-se dos nomes, quase completos, da maior parte dos colegas que como eu iniciaram as lides escolares em 1959/60, já lá vão 50 anos.
Conversa puxa conversa, mostrei-lhe as fotografias da primária, que tenho digitalizadas no computador.
Foi comovente a emoção que o meu amigo sentiu. Contou que nunca tinha visto estas fotos, pois dizia ele, “naquele tempo não tinha dinheiro para comer quanto mais para fotografias”.
Falou-me nos pés descalços, nas idas à cantina escolar, para uma refeição quente, muitas vezes a única do dia e de muitas dificuldades por que passou.
Quando agora se fala em crises, fico a pensar que temos a memória curta.
Felizmente o meu amigo foi à luta e ultrapassou estes tempos difíceis, e eu faço questão de lhe oferecer as fotos que ele nunca teve.

segunda-feira, 23 de Março de 2009

Caldas intemporal XXII – Lago do parque

O Parque D.Carlos I, ou simplesmente o Parque como é conhecido, é um lugar de vários encantos.
Criado em 1889, num projecto assinado pelo arquitecto Rodrigo Berquó foi posteriormente remodelado em 1948, num novo projecto paisagístico de Francisco Caldeira Cabral.
Esta refrescante zona verde, tem no Lago um dos locais de maior beleza e tem o condão de me transportar alguns anos atrás quando os passeios de barco faziam as delícias da “malta” da Escola…. Coisas de ontem.


quinta-feira, 19 de Março de 2009

Caldas intemporal XXI – Hotel Rosa






Situado na Rua Diário de Noticias, quase em frente ao Chafariz das Cinco Bicas, o Hotel Rosa foi fundado em 1846. Até 1916 denominava-se “Pensão Rosa”. Desde esta data, o seu proprietário Manuel Gomes Cardoso foi introduzindo sucessivas reformas e melhoramentos, até aos anos sessenta, altura em que este edifício foi transformado para acolher o posto dos Serviços Médicos da Caixa de Previdência, situação que se prolongou até aos anos oitenta.


domingo, 15 de Março de 2009

16 de Março de 1974

Uma coluna militar proveniente do Regimento de Infantaria 5, das Caldas da Rainha, marchou sobre Lisboa naquela que seria uma insurreição abortada. O movimento que eclodiu em 16 de Março de 1974, ficou conhecido como o Pronunciamento das Caldas, e viria a se um ensaio para o vitorioso 25 de Abril - que restituiu a Liberdade ao Povo Português.
O ano passado, por esta altura aqui no blog, reproduzi um texto que o Diário de Noticias publicou para noticiar os acontecimentos. Posteriormente o José M.G., que eu não tenho o prazer de conhecer, teve o seguinte comentário que certamente passou despercebido mas que agora tomo a liberdade de o trazer de novo.
Pensava que passados estes anos sobre o 16Mar74, já se quisesse dizer mais qualquer coisa sobre o que se passou. Lamento que não tenham pedido à Dra. Joana Tornada para informar o Águas Mornas sobre o que se passou e quem tomou parte no Movimento. Como aqui foi referido além de só referir uma parte do problema, transformando desse modo a realidade, procura esquecer o que a outra corrente, não Spinolista, pretendia. O RI5 esteve desde o início com o Movimento de Capitães, tomou posição significativa na realização da reunião de Óbidos, onde pela primeira vez se falou em derrubar a ditadura, sempre cumpriu com a sua palavra, sempre assumiu a responsabilidade dos seus actos, muito embora houvesse duas correntes ideológicas opostas dentro da Unidade. Deixo aqui bem claro que no 16 de Março as Forças saíram, porque tinham antecipadamente informado o seu Comandante que se algo acontecesse aos Generais Costa Gomes e Spínola, que tomariam uma posição de força (de acordo com o que tinha sido acordado com a Coordenadora do Movimento) e não porque o grupo do Varela o comandasse as forças, mas porque houve realmente confirmação de Lisboa que a ordem de marcha era dada pela Comissão Coordenadora do Movimento de Capitães, conforme o afirmou telefonicamente o Major José Maria Azevedo, embora no dia anterior Salgueiro Maia dissesse que não podia sair porque não tinha munições além das de Instrução. Depois aproveitou-se a situação como um balão de ensaio, para o 25 de Abril, como o referiu Otelo.

José M.G.

Nota: não sei quem é o autor da foto que ilustra o texto e já não me lembro onde a "roubei".

quarta-feira, 11 de Março de 2009

Uma volta pela Cidade

Rua Herois da Grande Guerra
Rua Almirante Cândido Reis (Rua das Montras)Praça da República (Praça da Fruta)
Linha do Oeste
Igreja Nossa Senhora do Pópulo

sexta-feira, 6 de Março de 2009

Jantar dos Bloggers

No mês passado eu e a Isabel Castanheira lançámos a ideia de um encontro dos bloggers. Desde logo a ideia teve alguns entusiastas que manifestaram a intenção de estar presentes, houve até quem sugerisse a hipótese de transformar o encontro num acontecimento de maior envergadura. Julgo que não faz sentido, pelos menos por agora; a ideia é só de um divertido jantar no Zé do Barrete.

Data: 21 de Março 2009 (Sábado) 20HLocal : Restaurante Zé do Barrete, na Cova da Onça em Caldas da Rainha

Mas mesmo nas coisas simples é necessário alguma coordenação, por isso chegou a hora de confirmar a presença.
zeventura@netvisao.pt
loja107@sapo.pt
Estes mails estão à vossa disposição para confirmação do número de pessoas (importante também o número do telemóvel).

sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Caldas intemporal XX – Chafariz das Cinco Bicas

Este monumento datado de 1748, é um chafariz que se destaca de outros existentes na cidade, por ser de grandes dimensões, pelas suas formas espirais e pelas grandes bacias por onde corre a água em cascata.
O chafariz das Cinco Bicas, na sua inscrição em Latim: coeli beneficio salubriu regis munificiencia prereniu plieadum que aliae quinque, sat unde bibas (e estas as outras cinco Plêiades, de onde beberás quando quiseres, saudáveis por benefício do céu, sempre correndo por mercê do Rei), faz o reconhecimento da personalidade magnânima do Rei João V, cujo reinado foi fértil em exemplos de planos de abastecimento de água às cidades.

Nas minhas recordações de infância, o Chafariz ficará sempre associado ás praxes da Escola Industrial e Comercial, que funcionava nas traseiras do monumento. (onde hoje se encontra a secretaria e serviços de aprovisionamento do Hospital).

domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Carnaval

O Carnaval mais do que uma festa com data marcada no calendário, é um estado de alma.
No meu caso, sem ser um folião dos quatro dias, não dispensava uma boa animação como os bailes que aconteciam nos Pimpões ou Bombeiros, mas era no Lisbonense que a animação tinha o seu ponto mais alto.
Todos os anos tinha um ritual que recordo com frequência. No fim do baile, que acabava por volta das sete da manhã, era altura de ir até ao “Café Marinto” comer uma torradinha.
Esta não era uma torrada normal, era a torrada do fim do baile... e que bem que sabia.

No Bairro da Ponte organizávamos grupos para participar nas festas e desfiles que tinham a particularidade de sermos nós a confeccionar os nossos próprios fatos,
Na altura não tínhamos a Merche Romero a ganhar 7.000 Euros para mostrar as pernas, mas era muito mais divertido.
... Sinais dos tempos.
Nota: Não que eu tenha nada contra as pernas da Merche Romero.

O Fernando Pacheco, um Caldense a viver em Lisboa, leu o "post" e lembra-se bem das farras de Carnaval aqui descritas e fez questão, e muito bem, de o ilustrar enviando uma fotografia com o seguinte texto:

...Mando-te esta foto do Carnaval de 1972, tinha chegado do Ultramar (Moçambique) um mês antes, passei um "briol" que andei a semana seguinte com os pés frios.
Eu "Fernando Pacheco" sou o de Azul ao lado do meu cunhado Zé Gomes, que está de blusa branca, actualmente vive na Florida.
Bom Carnaval, um Abraço!... chau


Nota: Estas pernas não se comparam em nada ás da Merche Romero, mas é o que se pode arranjar.

terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

S.I.R.”Os Pimpões”

Já se tornou num lugar comum, mas não resisto em endereçar daqui os meus parabéns a uma colectividade a que estarei sempre ligado emocionalmente.
“Os Pimpões” comemoram dia 19 de Fevereiro 71 anos.
Esta colectividade, cujo nome foi inspirado do jornal de Rafael Bordalo Pinheiro “O Pimpão”, foi reconhecida como utilidade pública em Agosto de 1994.
Colectividade de grande tradição na Natação, foi também, durante largos anos a única sala de espectáculos da cidade.
Com o aparecimento de novos equipamentos desportivos e de entretenimento perdeu alguma visibilidade.
O Associativismo já conheceu melhores dias, mas uma instituição com esta dimensão saberá resistir às adversidades, com o esforço de uns quantos “carolas” que tal como eu continuam a acreditar que “os Pimpões” continuam a ter um papel importante no desenvolvimento e formação de Jovens.

quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Dia dos Namorados

Alguns Países instituíram o dia 14 de Fevereiro, dia de S.Valentim, como dia dos Namorados e rapidamente a sociedade de consumo resolveu aproveitar para o associar a uma troca de prendas entre casais românticos.
Nos tempos que correm os postais com declarações de amor deram lugar aos SMS.
Por mim prefiro estes postais do princípio do século, que têm um fascínio especial, muito mais a ver com o espírito do Cupido.
Mas com Postais ou SMS o que importa mesmo é namorar, e muito importante…isso não é coisa só dos novos, a geração dos cinquentões ainda mexe.








domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Caldas intemporal XIX – Praça Cinco de Outubro



Já num “post” anterior referi que a Praça 5 de Outubro foi dos locais das Caldas que maiores transformações sofreu.
Da velha Praça do Peixe já nada resta. Esta conta agora com um parque de estacionamento subterrâneo de 2 pisos enquanto à superfície, alguns bares enchem a noite de animação. Durante o dia é um ponto de encontro principalmente para os alunos da ESAD – Escola de Artes.
O que se mantém são os lindíssimos edifícios no topo - pena que o que outrora serviu de Escola primária esteja num estado de abandono que mete dó.
Este friso de azulejos com dragões, encontra-se no topo do edifício, que foi a Escola Primária, e que é revestido em grande parte por azulejos rectangulares de vidrado verde, com origem da Fábrica de Sacavém.

terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

1º Encontro de “Bloggers” do Oeste

Na sequência de uma reunião de alto nível entre o “Aguas Mornas” e “os “Cavacos das Caldas”, ficou decidido a realização de um reunião a que pomposamente demos o nome de “1º Encontro de Bloggers do Oeste”,

Data: 21 de Março 2009 (Sábado) 20H
Local : Restaurante Zé do Barrete, na Cova da Onça em Caldas da Rainha


Inscrições:
zeventura@netvisao.pt
loja107@sapo.pt

Ou na Loja 107 ou Electro Líder

Com este encontro não pretendemos resolver coisa nenhuma, apenas e só que seja uma boa jantarada com gente divertida.

Espera-se uma grande participação ou no pior dos cenários eu e a Isabel Castanheira, no dia 21 de Março, vamos jantar fora.

sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Cerâmica – Fim de um ciclo

Segundo dados da União dos Sindicatos do Distrito de Leiria, mais de cinco mil trabalhadores da indústria cerâmica perderam o emprego nos concelhos de Caldas da Rainha e Alcobaça nos últimos três anos.
Não sou especialista no assunto mas é obvio que esta crise que vivemos só veio antecipar a morte anunciada deste sector. Nós aqui neste cantinho do Oeste tínhamos sempre passado ao lado das pequenas crises, desta vez, tal como na aldeia Gaulesa “caiu-nos o céu em cima”.Fica-nos algumas recordações, como esta fotografia que nos mostra a equipa de futebol das Faianças Subtil, provavelmente dos anos setenta.
(Fotografia do arquivo de Valentino Subtil)

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Cerâmica 2009 – Ferreira da Silva

No próximo dia 1 de Fevereiro vai ter lugar no CCC a apresentação da Festa da Cerâmica 2009 que tem como comissário o Historiador João Serra.
A apresentação do evento vai também proporcionar uma homenagem ao artista Ferreira da Silva que celebrou recentemente o 80º aniversário.

Associando-me ao acontecimento, publico aqui um postal muito interessante do artista, alusivo ao Natal, que faz parte da colecção do Valentino Subtil que amavelmente me permitiu partilhá-lo com os amigos que por aqui passam.

Ainda sobre o artista alguns dados biográficos:
Nasceu no Porto em 1928, mas foi em Coimbra que despertou para a arte, ao ingressar na escola Avelar Brotero.
Aos 16 anos ingressa numa cerâmica do Bombarral, passa por Alcobaça e chega à Secla aos 26 Anos para chefiar a secção de pintura.
Em 1949 integra um grupo de figuras seleccionadas para expor na Gulbenkian e em 1958 inicia a produção própria na oficina do Afonso Angélico que vendia numa loja do Chiado em Lisboa.
Mais tarde, Ferreira da Silva tornou-se designer, mas não abandonou a produção a partir da roda. Esteve também envolvido na criação do Cencal - Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica, nas Caldas da Rainha, onde deu formação e realiza projectos especiais sob encomenda.

"puchei" este comentário para a face do blog porque o considero um contributo muito interessante:

Um verdadeiro artista! Tive a sorte de conviver com ele, a esposa e os dois filhos, quando moravam no Bairro da Ponte. Ele conheceu o meu pai na fábrica "Coimbra Frutuoso",e desde essa altura tornaram-se inseparáveis!Quando chegaram ao Bombarral para trabalharem na fábrica "Cerâmica Bombarralense", morreram de amores por duas amigas naturais daquela terra e casaram-se. Ele com a Maria José e o meu pai com a minha mãe. Quando chegaram à SECLA conheceram a Madame Hansi Staell, pintora húngara. Foram amigos do saudoso Hernâni Lopes,antigo professor de desenho da Escola Comercial e Industrial das Caldas da Rainha,cenógrafo da RTP desde 1957 e amigo lá de casa (tenho um quadro pintado por ele, como oferta de casamento).Mais tarde o meu pai teve a oferta da SEOL e lá ficou a SECLA pelo caminho.Ao remexer nas minhas recordações, encontrei este programa da festa de Natal de 1956 que acho muito interessante, pois figuram os nomes de meus pais, o meu,o Ferreira da Silva,a Madame Staell e o Hernâni Lopes...e eu lembro-me disto como se fosse hoje! O grande Hernâni faleceu em 1997. Actualmente, a esposa de Luis Ferreira da Silva,Maria José encontra-se ausente de Portugal,um dos filhos encontra-se a viver na Suiça e o outro em Lisboa e eu tenho as gratas lembranças de ter brincado com eles...


Lurdes Peça

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

O TGV

Nesta altura dos acontecimentos já toda a gente “botou faladura” sobre o TGV. Para não correr o risco de ser ostracizado pela sociedade vou também dar a minha opinião.
Não pondo em causa as maravilhas da mecânica que permitem um comboio deslocar-se a velocidades supersónicas questiono-me se traz algumas vantagens este tipo de transporte.
O TGV é um transporte pensado para países, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo, por isso esta não foi opção para países como a Noruega, Suécia, Holanda muitos outros países ricos mas com pouca extensão.
Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País. Segundo li a participação económica da comunidade europeia é de cerca de 2 mil milhões de euros. E que tal abandonar este projecto megalómano e aplicar algumas verbas a melhorar a rede de comboios tão mal aproveitada.
Actualmente a diferença para o anuncio que se reproduz, é o preço, porque de Caldas a Lisboa continua-se a demorar 3 horas , para percorrer os 80 km que nos separam da Capital.

domingo, 18 de Janeiro de 2009

18 de Janeiro de 1934

Hoje vou contar uma pequena história que nesta altura do ano relembro sempre.
Nos anos oitenta fui à Marinha Grande, pois precisava de comprar umas embalagens de plástico que uma fábrica de lá produzia.
Como não sabia bem onde ficava a unidade fabril em causa entrei numa “tasca” para perguntar. Numa mesa ao canto estava um “Velhote” que me deu a informação, não sei porquê fiquei na conversa com este amigo durante bastante tempo.
Fiquei a saber que fizera parte do levantamento operário que em 18 de Janeiro de 1934 (e não 38 como inicialmente tinha, mas o Prof. João Serra é um leitor atento) fez tremer Salazar.
O movimento que contestava a ordem dada pelo ditador de proibir os Sindicatos, provocou a revolta dos trabalhadores que levou ao assalto de postos policiais, bloqueios da linha férrea e outras ocupações em vários pontos do País, mas foi na Marinha Grande que o movimento teve maior expressão.
Este meu amigo falava do acontecimento com grande entusiasmo, contou-me que tinha participado no assalto à estação dos correios.
Contudo, rapidamente, a PIDE e as forças militares da Infantaria 7 e Artilharia nº 4, puseram fim ao movimento.
Não me lembro do nome deste amigo que partilhou comigo aquele momento, lembro apenas que tinha um boné “à Lenine”.
Com o passar dos anos percebo melhor a nostalgia com que ele falava da sua revolução, é semelhante à minha quando se fala do 25 Abril…já ninguém se lembra.

A história de um País também é feita desta gente.

Foto: Arquivo da Marinha Grande

segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Caldas intemporal XVIII – Rua de Camões



Esta é uma rua das Caldas com um peso histórico enorme.
Segundo o manuscrito de P.M.Jorge de São Paulo esta rua por alturas da construção do Hospital Real em 1534, era designada Rua das Oliveiras.
No Rol dos Confessados de 1656 é designada por “Rua de Baixo” com 11 fogos.
Em 1855 é citada numa deliberação da Câmara, que manda fazer obras no Largo da Copa, para que as águas que correm na Rua Direita possam seguir para a Rua de Baixo.
Em sessão de 1 de Setembro de 1856 foi designada por “Rua do Olival de Baixo”

-“Foi presente Joaquim Fadista, e requereo pª tirar pª a Rua do Olival de baixo uma porção de esterco – athe o conduzir para as suas fazendas – foi-lhe concedido pelo espaço de quatro dias”

Nos anos seguintes encontram-se várias referências a esta rua.
Em sessão de 7 de Junho de 1880 o Presidente da Câmara Dr. Carril Barbosa pedia aos vereadores para comparecem na Rua do Olival de Baixo, que foi alvo de obras, para a cerimónia da nova denominação que ficaria “Rua de Camões”. As tabuletas em ferro com o nome da rua foram oferecidas por Miguel Queriol como consta da acta de 5 de Julho seguinte.

quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Estas botas já têm dono

Aqui está o “post” que estava na forja para publicação há alguns dias.
Agora é oficial: Do alto dos meus cabelos brancos sou um Avô respeitável.
A minha filhota deu à luz um rapagão de seu nome Afonso.
Já fui à maternidade apresentar-me ao novo rebento e já deu para ver o seu perfil: vai ser lutador como a Mãe, vai ter a perspicácia e o bom senso do Pai, da Tia vai herdar o bom humor, da Avó a ternura e se for esperto como o Avô vai ser um Sportinguista à maneira.
….E mais não digo porque a baba já escorre pelo teclado.

terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Uma Revista de B.D.

Hoje vou escrever sobre uma revista de B.D. que ninguém conhece.
Trata-se da “Juve BêDê” que como o título indica fala sobre Banda Desenhada e é editada pela Associação Juvemedia.
No número 40, entre outros artigos, publica-se umas tiras que se caracterizam por uns desenhos “foleiros” mas com uns textos engraçados que são autoria da Joana Leite Silva.
Diz a revista sobre a autora:
…. A Dupla personalidade é uma webcomic portuguesa de carácter minimalista que segundo a autora é sinónimo de “incapacidade para o desenho”. As primeiras tiras surgiram em 2006 no Blog “Dupla Personalidade” que já conta com mais de 400 tiras publicadas regularmente.
No “currículo” da autora consta publicações no e-zine Inépcia, no blog do Nuno Markl e outras duas tiras no Blog das Produções Fictícias.
Em Maio de 2007, algumas tiram foram transformadas em marcadores de Livros a fim de promover o Microfestival de Banda Desenhada de Aveiro.

A tira em baixo, e outras, podem ser vistas no Blog “Dupla Personalidade

Só falta acrescentar que a Joana é minha filha.

sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

O Futuro

Os tempos que se avizinham não vão ser fáceis, por isso nada melhor para começar o ano que este poema do Ary dos Santos

O Futuro

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.
Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

José Carlos Ary dos Santos

terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Bom Ano

sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Vai um chazinho?

Não restam dúvidas que a malta em alturas de Natal está-se marimbando para a crise; é comer até cair pró lado.
Agora para compor a “vasilha” até à passagem de Ano vai um chazinho.
Entretanto em Janeiro a Crise continua…