sábado, 21 de setembro de 2019

Espalhando influência

Na semana passada voltei à Praia da Rocha, e quando por lá ando há um sítio que não dispenso para jantar.
Estou a falar do Restaurante Mira, onde se come bons grelhados e tem um serviço francamente agradável.
Este Restaurante tem a particularidade de possuir uma enorme quantidade de cachecóis de agremiações desportivas a forrar a parte superior das paredes.
Pois bem, esta última vez fiz questão de juntar ao espólio dos cachecóis, um do CALDAS S.C., e transmiti ao proprietário que este era especial, pois tinha estado no Campo da Mata no jogo em que fomos “roubados” pelo senhor do apito, o que nos impediu de ir ao Estádio do Jamor defrontar o grande Sporting.
Como se vê não perco uma oportunidade de espalhar influência, porque gosto muito da nossa cidade, ao contrário de certa gente que não tem dois dedos de testa…mas isso são contas de outro rosário.


domingo, 15 de setembro de 2019

Vamos lá fazer o sumário

Pois é, tal como na Escola depois da matéria dada é tempo de fazer o sumário, e como diz a canção “Meu querido mês de Agosto”
Ele foi uma almoçarada no Manuel Vina, para comemorar os anos da Beta, um Encontro na Lareira para celebrar os 90 anos do “Meu Primeiro Sargento”, uma tradicional sardinhada que se faz há várias décadas e uma volta pelo Algarve que acabou com uma almoçarada em casa de gente boa.
São estas pequenas coisas que fazem bem à alma e sentir como é bom ter amigos com quem partilhar a vida.      





sábado, 31 de agosto de 2019

Chega ao fim uma caminhada de 6 Anos

Com as eleições de 30 de Agosto, chega ao fim um percurso de 6 anos. Foi uma experiência de vida muito interessante, trabalhei com pessoas fabulosas,
Chegámos em Setembro de 2013 e tivemos que gerir a Associação com pinças, os três primeiros anos foram de grande dificuldade porque o dinheiro era curto e as dividas muitas, mas já lá vai, e o que me dá grande satisfação é a herança que deixamos para a direcção vindoura, neste momento a ACCCRO tem uma organização que nos orgulha, não tem dividas e deixamos uma “almofada” financeira muito confortável.
Fica a desilusão de não termos conseguido que os nossos Associados tivessem uma participação mais activa…mas as coisas são como são e não há volta a dar, é mais fácil mandar palpites no Facebook, do que fazer coisas em prol da comunidade.  
Parabéns aos novos elementos eleitos e ficamos na espectativa que façam um bom trabalho, porque a ACCCRO é fundamental para o desenvolvimento da Cidade.  

domingo, 11 de agosto de 2019

Real Sociedade

Nos anos setenta depois do “25 Abril” o movimento associativo eclodiu com uma dinâmica própria dos períodos revolucionários, este foi um fenómeno transversal a todo o País e obviamente as Caldas da Rainha não fugiu à regra.
Uma destas associações que apareceram foi o Real Sociedade, que teve no Joaquim Marques o seu grande sustentáculo.
Embora o Grupo tenha tido diversas actividades, ténis de mesa, teatro, campismo e pesca, foi no futebol que esta colectividade teve os seus pontos altos.
Guardo do Real Sociedade, alguns objectos, nomeadamente uma “minúscula taça” prémio do 1º Raly Paper que ganhei com meu, “co-piloto” Zé Fernando.
Enquanto alinhavava estas linhas, dou comigo a pensar na enorme criatividade que a minha geração teve para criar e reinventar uma nova maneira de estar na democracia que acabara de nascer.  





domingo, 4 de agosto de 2019

Caldas 77 – IV Encontros de arte

Faz agora 42 anos que as Caldas da Rainha viveu uns dias loucos. Os quartos Encontros de Arte, que decorreram entre 1 e 12 de Agosto de 1977, trouxeram à Cidade artistas das mais diversas áreas.
Não foi consensual, apelidado por uns de vandalismo, por outros de festival pornográfico, o que é certo é que o evento teve repercussões a nível Europeu, sendo noticiado em várias publicações.






domingo, 28 de julho de 2019

Caldas desaparecida – Rua Heróis da Grande Guerra

Num modesto contributo para a história do Comércio das Caldas da Rainha, trago aqui um conjunto de slides onde encontramos quase uma centena de referências a casas e serviços que existiam na Rua Heróis da Grande Guerra.
Com o decorrer dos anos foram desaparecendo, felizmente que algumas teimosamente vão resistindo, e claro novas vão surgindo.
A Rua Heróis da Grande Guerra, uma das mais importantes da Cidade, começou por se chamar “Rua dos Arneiros”, foi em 10 de Dezembro de 1902 denominada “Rua Conselheiro José Luciano”. Após a proclamação da República passou a denominar-se “Rua Machado dos Santos” muito embora nas actas da Câmara não conste esta deliberação. Em sessão de Câmara de 28 de Maio de 1915, foi deliberado denominá-la “Rua 14 de Maio”, mas três anos mais tarde volta ao nome anterior. Em 22 de Maio de 1927 assume a denominação de Avenida Heróis da Grande Guerra, Em 1936 a “Avenida” deu lugar à “Rua” pela qual hoje é conhecida. Alguns edifícios resistiram aos tempos como é o caso do Prédio do “Manuel Lopes” que data de 1903.














domingo, 21 de julho de 2019

O Salão Ibéria

Esta fotografia é uma preciosidade. Trata-se do interior do Salão Ibéria, onde se pode ver uma vasta assistência atenta a um evento ainda não identificado.
Julgo que não há muitas fotos que mostrem o interior desta sala de cinema, que marcou a nossa geração, (estou a falar para os cinquentões). A plateia, com as suas cadeiras de pau, para a “plebe”, porque as almofadadas eram as do balcão e estavam reservadas à classe mais abastada, estava repleta de assistentes. Curiosamente na fila da frente lá estão os meus sogros, no lado esquerdo, de óculos e engravatado, o Orlando Carteiro, um companheiro de Escola que já não vejo há anos e de camisola aos quadrados outro grande amigo, o Tomé Borges, que já nos deixou.

Mas voltando ao Salão Ibéria, segundo o jornal Circulo das Caldas de 8 de Agosto de 1917, as sessões de cinema já vinham funcionando há algum tempo. Nos anos cinquenta a sua arquitectura inicial foi reformulada, permitindo a exibição de filmes em “cinemascope”.
Após longos anos de actividade o edifício ruiu na noite de 9 de Outubro de 1978.
Nota: A Fotografia original é do meu amigo António Guilherme

domingo, 7 de julho de 2019

O Hotel Rosa

O Hotel Rosa foi fundado em 1846, embora com a denominação de “Pensão Rosa” até 1916. Desde esta data, Manuel Gomes Cardoso foi introduzindo sucessivas reformas e melhoramentos.
Durante vários anos foi um dos estabelecimentos hoteleiros que serviu de suporte aos visitantes que procuravam as Caldas para fazer Termas.
Nos anos setenta, depois do seu encerramento, foi transformado em posto dos Serviços Médicos.
Em 2005 foi demolido para dar lugar a uma nova edificação que alberga algumas lojas, escritórios e habitação.
Como nota de rodapé, este rótulo do Hotel que faz parte da minha colecção, foi-me oferecido pelo meu amigo “Zé Gordo”, um dos coleccionadores mais notáveis desta cidade.



quinta-feira, 4 de julho de 2019

… E o País ficou a conhecer melhor as Cavacas das Caldas

Ontem lá estivemos em Leiria para dar mais uma achega na projecção da  marca CALDAS, o que para nós, ACCCRO, sempre foi um objectivo primordial.
Foi um dia muito bem passado em excelente companhia e julgo que desempenhámos muito bem o nosso papel.
Ganhou as “Brisas do Lis”, na circunstância o resultado não era o mais importante, mas este honroso segundo lugar é muito importante pois deixa em aberto a possibilidade de um apuramento para a fase seguinte, e quem sabe se isto acontecer não teremos a CMCR a envolver-se no projecto.
Em qualquer dos casos chegar até aqui já foi bom, pois não podemos esquecer que iniciaram o concurso 906 doces, entre eles o nosso pastel Bordalo que ficou pelo caminho.    









segunda-feira, 1 de julho de 2019

Eu voto nas Cavacas das Caldas


No próximo dia 3 de Julho a ACCCRO vai estar em peso na cidade de Leiria, na emissão em directo da RTP, para defender a nossa “dama”.
Num universo de 906 doces a concurso, as Cavacas das Caldas foram apuradas para a fase final, e diria com inteira justiça, porque é um produto que faz parte do melhor e mais tradicional da gastronomia da região.
Segundo reza a história a sua confecção teve origem na Fanadia de onde eram naturais as manas Rosalina e Gestrudes Carlota conhecidas pelos seus dotes de doceiras em Lisboa na corte do Rei D. Carlos.
Com a queda da Monarquia em 5 de Outubro de 1910, as senhoras voltaram ás suas origens e ao fabrico das Cavacas e Beijinhos que vendiam junto ao Hospital Termal, tornando estes produtos numa imagem identificativa da cidade.
Por tudo isso está na altura de prestar homenagem as estas doceiras de excelência e a melhor forma de o fazer é votar nas nossas cavacas neste concurso que a RTP irá promover.
Independentemente do resultado, esta acção da ACCCRO foi mais uma achega para projectar a marca CALDAS, o que para nós sempre foi um objectivo primordial.

domingo, 23 de junho de 2019

Um urbanismo de bom gosto

Os Ingleses, que ultimamente, com a história do Brexit, tem tido um comportamento terceiro mundista são, no entanto, um povo com bom gosto.
Estas fotos mostram como o urbanismo é levado a sério, em terras de sua majestade.