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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Caldas intemporal XXVIII – Praça 25 de Abril

A Praça 25 de Abril ou como se diz a Praça dos três poderes, pois em volta da rotunda está o Tribunal, a Câmara e a Igreja, é um espaço que não sendo muito antigo tem algumas histórias que fazem parte da vida da cidade.

O Borlão, como esta praça era denominada nos anos sessenta, chegou a ser o palco da tradicional feira do 15 de Agosto.

A estátua do Marechal Carmona “plantada” na Rotunda originou uma “epopeia” revolucionária que acabou com a sua retirada, coisas do PREC.

O café Maratona, instalado nas arcadas, com a sua “pista de carrinhos” marcou uma geração.
Mais tarde a pista de carrinhos deu lugar aos bilhares e agora uma magnífica remodelação, dotou aquele espaço de nova vida.



domingo, 21 de junho de 2009

Caldas intemporal XXVII – O Pinheiro da Rainha



Este miradouro que se encontra na Mata, foi outrora um ponto de encontro dos visitantes que se deslocavam à nossa cidade.

“N’estas termas não havia então o movimento de familias que se vê hoje; o máximo meia dúzia, formando todas uma só familia… A vida que se passava era a seguinte: de manhã, tratamento no hospital onde havia o tradicional copinho dado pelo velho Sebastião que Deus tem; durante o dia, no passeio da Copa, jogava-se o arquinho, as senhoras cosiam e bordavam: mais tarde houve um jogo de Croquet devido á iniciativa da família Barros Lima e José Sacavém. Também havia o jogo da malha, e ainda me recordo de ver o falecido escritor Luciano Cordeiro joga-la com entusiasmo. Tempos que não voltam!
Depois de jantar, que era por volta das cinco horas, ia-se à mata real, uns subiam ao pinheiro da Rainha, outros espalhavam-se pelas ruas a jogarem jogos de prendas e arquinhos. Quando a noite vinha já próxima, todos desciam até ao Club, onde se dançava animadamente até às dez horas, sendo então servido o conhecido e tradicional chá com fatias e bolachas, alem e copos com agua chalada. Este chá era fornecido pela direcção do club, sendo digno de elogios pelo asseio e abundância.”
Alfredo Pinto (Sacavém)
Do livro “ Em terras de Portugal” Ed. Ferin-1914

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Caldas intemporal XXVI – Igreja Nossa Senhora da Conceição

Esta Igreja situada no actual largo 25 de Abril, teve em 20 de Agosto de 1950 o lançamento da primeira pedra e foi inaugurada em 21 de Outubro de 1951, com a presença do Cardeal Patriarca.
Na primeira imagem, um postal editado pela Havanesa das Caldas em 1952, podemos ver o “Largo do Borlão” ainda despido da urbanização actual.
Na terceira imagem é bem visível as obras que foram levadas a cabo para a dotar de vários serviços de apoio. Mas é nas traseiras da igreja que recentemente teve lugar a maior transformação, com a abertura de uma nova rua (Rua Padre Emílio) que ligou aquele largo à Rua Miguel Bombarda.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Caldas intemporal XXV – Edifício da Convalescença




“Da década de 1940, o edifício da Casa da Convalescença foi reformado, acrescentou-se um piso mansarda, o seu interior remodelado, dotando-o de uma imponente escadaria ao gosto monumental do Estado Novo. Depois desta reforma arquitectónica não houve nenhuma outra intervenção a nível de volumetrias construídas, mesmo a ligação entres os edifícios do Hospital e da antiga Casa da Convalescença é uma discreta, e bem conseguida construção envidraçada da década de 1990 No que respeita a espaços interiores as grandes mudanças são dos espaços de tratamentos ORL que passou para a Casa da Convalescença, libertando outros espaços no Hospital Termal.”http://www.aguas.ics.ul.pt/leiria_htermal.html

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Caldas intemporal XXIV – Pavilhões do Parque e salão Ibéria


Agora que surgem notícias de projectos que contemplam a recuperação dos Pavilhões, vem a propósito a publicação destas fotos daquela zona do Parque, onde além dos pavilhões é visível também o Salão Ibéria, uma sala de cinema que segundo o jornal Circulo das Caldas de 8 de Agosto de 1917, “as sessões de cinema já vinham funcionando há algum tempo. Nos anos cinquenta a sua arquitectura inicial foi reformulada, permitindo a exibição de filmes em “cinemascope”.
Após longos anos de actividade o edifício ruiu na noite de 9 de Outubro de 1978.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Caldas intemporal XXIII – Largo Frederico Pinto Basto

Provavelmente se perguntarmos aos Caldenses onde fica o Largo Frederico Pinto Basto, uma grande maioria não saberá a resposta.
O largo fica no Bairro da Ponte, junto à Farmácia Perdigão, antes Correia Mendes.
Este Largo faz parte da minha infância, pois o Bairro da Ponte foi a minha “casa” durante largos anos e obviamente acompanhei a evolução urbana deste espaço aqui bem documentada nestas fotos, uma dos anos sessenta e outra recente.
Deste largo tenho a recordação do “café do Diamantino”, da sede dos Pimpões, dos bailes dos Santos Populares e das noites de conversa passadas no muro do Chafariz.
Nos anos sessenta e setenta, o Bairro da Ponte era um bairro eminentemente operário, aliás, para a cidade, este foi sempre o bairro do “outro lado da linha”.
Claro que com a deslocalização das pessoas, este sentimento já não faz sentido; além disso, o Largo está lindo e tem o “Café Creme” onde servem uma bica quase tão boa como a simpatia do Abílio e do Vitor que são responsáveis por atravessar a cidade diariamente para a bica da noite.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Caldas intemporal XXII – Lago do parque

O Parque D.Carlos I, ou simplesmente o Parque como é conhecido, é um lugar de vários encantos.
Criado em 1889, num projecto assinado pelo arquitecto Rodrigo Berquó foi posteriormente remodelado em 1948, num novo projecto paisagístico de Francisco Caldeira Cabral.
Esta refrescante zona verde, tem no Lago um dos locais de maior beleza e tem o condão de me transportar alguns anos atrás quando os passeios de barco faziam as delícias da “malta” da Escola…. Coisas de ontem.


quinta-feira, 19 de março de 2009

Caldas intemporal XXI – Hotel Rosa






Situado na Rua Diário de Noticias, quase em frente ao Chafariz das Cinco Bicas, o Hotel Rosa foi fundado em 1846. Até 1916 denominava-se “Pensão Rosa”. Desde esta data, o seu proprietário Manuel Gomes Cardoso foi introduzindo sucessivas reformas e melhoramentos, até aos anos sessenta, altura em que este edifício foi transformado para acolher o posto dos Serviços Médicos da Caixa de Previdência, situação que se prolongou até aos anos oitenta.


sábado, 28 de fevereiro de 2009

Caldas intemporal XX – Chafariz das Cinco Bicas

Este monumento datado de 1748, é um chafariz que se destaca de outros existentes na cidade, por ser de grandes dimensões, pelas suas formas espirais e pelas grandes bacias por onde corre a água em cascata.
O chafariz das Cinco Bicas, na sua inscrição em Latim: coeli beneficio salubriu regis munificiencia prereniu plieadum que aliae quinque, sat unde bibas (e estas as outras cinco Plêiades, de onde beberás quando quiseres, saudáveis por benefício do céu, sempre correndo por mercê do Rei), faz o reconhecimento da personalidade magnânima do Rei João V, cujo reinado foi fértil em exemplos de planos de abastecimento de água às cidades.

Nas minhas recordações de infância, o Chafariz ficará sempre associado ás praxes da Escola Industrial e Comercial, que funcionava nas traseiras do monumento. (onde hoje se encontra a secretaria e serviços de aprovisionamento do Hospital).

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Caldas intemporal XIX – Praça Cinco de Outubro



Já num “post” anterior referi que a Praça 5 de Outubro foi dos locais das Caldas que maiores transformações sofreu.
Da velha Praça do Peixe já nada resta. Esta conta agora com um parque de estacionamento subterrâneo de 2 pisos enquanto à superfície, alguns bares enchem a noite de animação. Durante o dia é um ponto de encontro principalmente para os alunos da ESAD – Escola de Artes.
O que se mantém são os lindíssimos edifícios no topo - pena que o que outrora serviu de Escola primária esteja num estado de abandono que mete dó.
Este friso de azulejos com dragões, encontra-se no topo do edifício, que foi a Escola Primária, e que é revestido em grande parte por azulejos rectangulares de vidrado verde, com origem da Fábrica de Sacavém.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Caldas intemporal XVIII – Rua de Camões



Esta é uma rua das Caldas com um peso histórico enorme.
Segundo o manuscrito de P.M.Jorge de São Paulo esta rua por alturas da construção do Hospital Real em 1534, era designada Rua das Oliveiras.
No Rol dos Confessados de 1656 é designada por “Rua de Baixo” com 11 fogos.
Em 1855 é citada numa deliberação da Câmara, que manda fazer obras no Largo da Copa, para que as águas que correm na Rua Direita possam seguir para a Rua de Baixo.
Em sessão de 1 de Setembro de 1856 foi designada por “Rua do Olival de Baixo”

-“Foi presente Joaquim Fadista, e requereo pª tirar pª a Rua do Olival de baixo uma porção de esterco – athe o conduzir para as suas fazendas – foi-lhe concedido pelo espaço de quatro dias”

Nos anos seguintes encontram-se várias referências a esta rua.
Em sessão de 7 de Junho de 1880 o Presidente da Câmara Dr. Carril Barbosa pedia aos vereadores para comparecem na Rua do Olival de Baixo, que foi alvo de obras, para a cerimónia da nova denominação que ficaria “Rua de Camões”. As tabuletas em ferro com o nome da rua foram oferecidas por Miguel Queriol como consta da acta de 5 de Julho seguinte.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Caldas intemporal XVI – Hospital Santo Isidoro - ESAD



O Hospital Santo Isidoro foi instituído por legado do benemérito Isidoro Alves de Carvalho Aguiar. Este proprietário residente nas Caldas, fez testamento em 1833,deixando parte da sua herança para o Hospital das Caldas constituir uma enfermaria para doentes “gerais”, após um longo processo burocrático receberia os primeiros doentes em 1860.
….Peça interessantíssima de arquitectura do século XIX, este hospital foi concebido por Rodrigo Berquó, seguindo os mais modernos conceitos de então.
Foi desactivado em 1968, após a entrada em funcionamento do Hospital Distrital
(Caldas da Rainha em Bilhetes Postais )

Nos anos noventa nasceu no local a Escola Superior Artes e Design.
“No meio do pinhal Vítor de Figueiredo projectou esta escola de artes que se estende em dois volumes estreitos e longos por entre as árvores. O projecto assenta na repetição dos elementos que compõem a arquitectura reforçados pelo domínio do branco que tudo calibra mas que atribui também singularidade ao conjunto”.
Este edifício ganhou o Prémio Secil de Arquitectura em 1998. Nesta cidade onde os “mamarrachos” fizeram escola, este exemplo é um oásis.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Caldas intemporal XV – Alameda do parque



Esta perspectiva da Alameda do Parque realça ao fundo um Edifício com uma larga história.
No primeiro quartel do século XX, albergou o Clube de Recreio, que era um local obrigatório para as classes sociais mais abastadas que vinham ao “Hospital dos Banhos” em busca da cura para as suas maleitas.
A designação de “Casino” julgo que vem mais tarde, e nos anos setenta ganha a designação de Casa da Cultura, onde o CCC desenvolve as suas actividades teatrais.
Nos anos noventa é feita uma tentativa de recuperação, que embora com custos elevados, não foi coroada com sucesso e deixou o edifício no estado deplorável em que se encontra actualmente.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Caldas intemporal XIV – Hospital Termal



O Hospital Termal das Caldas da Rainha, à sombra do qual nasceu a povoação, foi fundado em 1485 pela Rainha D. Leonor, representa o mais antigo Hospital Termal do Mundo. No século XVIII, quando por toda a Europa se assistia a um renascimento do interesse pelo aquismo, o Rei D. João V, ele próprio frequentador assíduo do Hospital caldense, ordenou a sua reedificação. As obras tiveram Manuel da Maia como arquitecto responsável.
No século seguinte, o aumento e diversificação social da afluência dos Banhos das Caldas, foram acompanhados de significativas inovações. O Hospital foi integrado no património do Estado.


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Caldas intemporal XIII – Igreja Nossa Senhora do Pópulo




Consagrada a Nossa Senhora do Pópulo pela Rainha D. Leonor, este templo foi inicialmente concebido como capela privativa do Hospital, mas o rápido crescimento da povoação fez dela a Igreja Matriz das Caldas até quase aos nossos dias. Datada de 1500, foi planeada, tal como o Hospital Termal, pelo Mestre Mateus Fernandes (um dos arquitectos da Batalha) e possui uma arquitectura típica da primeira fase manuelina.
A última fotografia (a cores) foi obtida a partir da entrada da antiga Escola Comercial e Industrial e deixa ver a recuperação que foi feita no palácio da Rainha.