Estes dias chuvosos são óptimos para ficar em casa e
aproveitar para dar uma volta aos livros da estante, e já agora dar umas leituras
que mesmo de través são sempre enriquecedoras.
Foi o caso deste livro sobre a vida e obra de Claudina
Chamiço, que como dizia o Embaixador de S.Tomé e Príncipe, Damião Vaz de
Almeida, “ este livro é uma evocação à saudade, à encruzilhada e imbricação de
vidas que fazem a riqueza da multiculturalidade, e de sã convivência entre os
povos.”
Este livro “Das
Caldas da Rainha a S.Tomé e Príncipe", é um intercalar de memória, de
sentimentos, de impressões pessoais, quase íntimas, no discurso histórico, para
além de contrariar a tendência académica, é uma particularidade de Mário Lino
que ninguém lhe pode levar a mal, tal o grau de entusiasmo e de genuinidade com
que o faz”
Por tudo isto quando passarem pela Rua Claudina Chamiço,
lembrem-se que esta foi uma mulher muito à frente do seu tempo e que deu grande
contributo para solidariedade social, nomeadamente na área da saúde, de que é
referência a construção do Hospital da
Sant’Ana na Parede.
domingo, 10 de novembro de 2019
Das Caldas da Rainha a S. Tomé e Príncipe
domingo, 6 de julho de 2014
Brincadeiras da minha geração
Para a rapaziada da minha geração eram estas as nossos consolas de jogar, era na rua até às tantas, e no Bairro da ponte…bem a coisa era á sério.
Do jogo propriamente, havia variantes para todos os gostos, mas o vencedor era sempre quem tinha mais técnica, ou quem tinha mais físico para intimidar.
Eu como em termos de físico não era propriamente o Rambo, tive que apurar a técnica.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Recado ao Tomé
Hoje o meu amigo Tomé terminou a sua viagem por esta vida
que para ele não foi nada fácil nos últimos anos.
Tenho muitas e boas recordações dos nossos tempos de
infância e por isso assino por baixo este pequeno texto que o Ricardo me
enviou.
A imagem é do cartão de visita do clube que criámos no sótão
do Tomé no ano de 1965.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
O Bairro da Ponte
Em Abril deste ano publiquei aqui umas fotos do Largo Frederico Pinto Basto, e dizia a propósito:
O largo fica no Bairro da Ponte, junto à Farmácia Perdigão, antes Correia Mendes.
Este Largo faz parte da minha infância, pois o Bairro da Ponte foi a minha “casa” durante largos anos e obviamente acompanhei a evolução urbana deste espaço aqui bem documentada nesta foto.
Deste largo tenho a recordação do “café do Diamantino”, da sede dos Pimpões, dos bailes dos Santos Populares e das noites de conversa passadas no muro do Chafariz.
Nos anos sessenta e setenta, o Bairro da Ponte era um bairro eminentemente operário, aliás, para a cidade, este foi sempre o bairro do “outro lado da linha”.
Claro que com a deslocalização das pessoas, este sentimento já não faz sentido; além disso, o Largo está lindo e tem o “Café Creme” onde servem uma bica quase tão boa como a simpatia do Abílio e do Vitor que são os responsáveis por eu atravessar a cidade diariamente para a bica da noite.
Esta semana o amigo José Brás dos Santos teceu um comentário, sobre aquele espaço e como achei muito interessante recuperei para a “cabeça do Blog” o texto que me chegou.
...Curiosamente é um largo que faz parte da minha infância, adolescência e idade adulta. Para mim, o «Café do Diamantino» nunca foi o café do Diamantino. Foi sim, o café da Ema (a esposa do Sr. Diamantino), onde muito brinquei, comia as sombrinhas Regina e os gelados da Rajá. Curiosamente o nome do Café é Rafael Bordalo Pinheiro e entre distintos frequentadores teve o saudoso Zeca Afonso, com qual tive o prazer de conversar por diversas vezes.
A farmácia Correia Mendes, agora Perdigão, sempre foi para mim a farmácia do Sr. Humberto. Antes do novo edifício, no primeiro andar havia um alfaiate e na Rua Dr. Augusto Saudade e Silva, onde está hoje o estacionamento da farmácia, lembro-me bem de existir um sapateiro conhecido, se não me falha a memória, por «Pila».
Passei bons tempos de estudo Universitário, aos fins-de-semana, no Café Creme na década de 80, na época o dono era um sobrinho do Sr. Diamantino.
Longe vão os tempos em que os moradores da Rua Dr. Augusto Saudade e Silva e do Largo Frederico Pinto Basto se conheciam bem uns aos outros. Eram os tempos dos meus avós e da geração da minha mãe.
Hoje quando lá chego, é uma tristeza. Mataram a alma do Bairro da Ponte dos meus tempos de infância. Dos tempos em que passava pela vivenda do Dr. Costa e Silva e a sua esposa – que sempre tratei e conheci por a Madame, sem saber o seu nome – me oferecia algumas das deliciosas framboesas por ela cuidadas.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Caldas intemporal XXIII – Largo Frederico Pinto Basto
Provavelmente se perguntarmos aos Caldenses onde fica o Largo Frederico Pinto Basto, uma grande maioria não saberá a resposta.
O largo fica no Bairro da Ponte, junto à Farmácia Perdigão, antes Correia Mendes.
Este Largo faz parte da minha infância, pois o Bairro da Ponte foi a minha “casa” durante largos anos e obviamente acompanhei a evolução urbana deste espaço aqui bem documentada nestas fotos, uma dos anos sessenta e outra recente.
Deste largo tenho a recordação do “café do Diamantino”, da sede dos Pimpões, dos bailes dos Santos Populares e das noites de conversa passadas no muro do Chafariz.
Nos anos sessenta e setenta, o Bairro da Ponte era um bairro eminentemente operário, aliás, para a cidade, este foi sempre o bairro do “outro lado da linha”.
Claro que com a deslocalização das pessoas, este sentimento já não faz sentido; além disso, o Largo está lindo e tem o “Café Creme” onde servem uma bica quase tão boa como a simpatia do Abílio e do Vitor que são responsáveis por atravessar a cidade diariamente para a bica da noite. 
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
S.I.R.”Os Pimpões”
Setenta anos é uma bonita idade para uma Associação. “Os Pimpões” estão de parabéns pois no passado dia 19 de Fevereiro atingiram esta meta com o sucesso que se conhece.O Caminho não tem sido fácil, numa sociedade que convida cada vez mais ao desenraizamento, onde cada vez mais as pessoas são levadas a viver cada um por si, é, sem dúvida, um acto relevante o papel que assumem os dirigentes associativos que, pelo seu trabalho voluntário, contribuem para manter vivos estes espaços culturais, desportivos e de solidariedade social.
Recupero aqui a fotografia da primeira Sede desta Associação.
Por tudo isto eu continuo a ser um PIMPÃO da velha guarda.


