Esta fotografia é uma preciosidade. Trata-se do interior do
Salão Ibéria, onde se pode ver uma vasta assistência atenta a um evento ainda
não identificado.
Julgo que não há muitas fotos que mostrem o interior desta
sala de cinema, que marcou a nossa geração, (estou a falar para os
cinquentões). A plateia, com as suas cadeiras de pau, para a “plebe”, porque as
almofadadas eram as do balcão e estavam reservadas à classe mais abastada,
estava repleta de assistentes. Curiosamente na fila da frente lá estão os meus
sogros, no lado esquerdo, de óculos e engravatado, o Orlando Carteiro, um
companheiro de Escola que já não vejo há anos e de camisola aos quadrados outro
grande amigo, o Tomé Borges, que já nos deixou.
domingo, 21 de julho de 2019
O Salão Ibéria
domingo, 16 de dezembro de 2012
O Clube Operário “Os Estrelas”
“Os Estrelas” foram um marco importante do meu crescimento, foi o Ping-Pong, foi o Futebol,foram os Boletins Informativos, feitos em noitadas em casa do Orlando, mas foram sobretudo os Amigos.
Pois bem, rebusquei nos meus arquivos e aqui estão alguns “cartões de sócios” daqueles tempo.
O nome do grupo reflecte bem o período “revolucionário “ da época, e curiosamente o emblema criado nos anos setenta, é muito semelhante ao dos Jogos Olímpicos de Moscovo de 1980, não sei se os “sovietes” tinham algum espião infiltrado, mas que eles nos roubaram a ideia, disso não há dúvidas.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Recado ao Tomé
Hoje o meu amigo Tomé terminou a sua viagem por esta vida
que para ele não foi nada fácil nos últimos anos.
Tenho muitas e boas recordações dos nossos tempos de
infância e por isso assino por baixo este pequeno texto que o Ricardo me
enviou.
A imagem é do cartão de visita do clube que criámos no sótão
do Tomé no ano de 1965.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Uma viagem ao passado
Hoje vou utilizar a mesma fotografia que utilizei no Blog dos Antigos Alunos da Escola, porque esta é a imagem que hoje me fez recuar 40 anos e me levou novamente para a Rua Jacinto Ribeiro ali no Bairro da Ponte onde no sótão do Tomé nasceu e cresceu o “Grupo Académico Estrelas da Juventude” mais tarde, entrando na onda revolucionária o Clube Operário “Os Estrelas”.
Pois o meu amigo Tomé, completou 60 anos, nada de extraordinário, só que neste caso, este Amigo trava uma luta sem quartel com a doença. A coisa não está fácil, mas a sua vontade de viver é um exemplo que nos deixa envergonhados quando pensamos que os nossos problemas são muito importantes.
Falámos dos Estrelas, dos Amigos, da Escola, do Ping-Pong e de tantas outras coisas, e curiosamente quando demos por isso já estávamos a fazer planos para o futuro.
Quando a festa acabou vinha pelo caminho a pensar como nós damos pouco valor às pequenas coisas da vida.
Prometi lá voltar um dia destes, porque faz bem à alma recuar 40 anos e perceber que a vida só faz sentido quando temos amigos. 



