O Sinaleiro
Ágil, imponente, aprumado,
A autoridade pendendo do apito...
Deixava o condutor aflito,
Com medo de ser multado!
De branco: luvas, capacete,
Cinturão e talabarte...
Até mesmo o “casse-tête”
E a bolsa do bacamarte!
O transito bem dirigido,
Condutor arrependido,
Com a lei atropelada!
Nos idos anos cinquenta,
Assim era o sinaleiro...
Para uma visão mais atenta,
Apitava de poleiro!..
Carlos Proença, é um apaixonado pelas Caldas e é da sua
autoria este livro de poemas sobre velhas profissões do quotidiano Caldense.
Numa leitura mais ou menos apressada, este poema que transcrevo, transportou-me até aos princípios dos anos sessenta onde o aprumado sinaleiro desempenhava as suas funções ali na esquina onde hoje está a Venézia.
Numa leitura mais ou menos apressada, este poema que transcrevo, transportou-me até aos princípios dos anos sessenta onde o aprumado sinaleiro desempenhava as suas funções ali na esquina onde hoje está a Venézia.
No alto do seu palanque o “cabeça de giz” era o garante do
bom funcionamento do trânsito, e é bom recordar que na altura a Rua das Montras
era a rua mais movimentada da cidade, todo o movimento de carros se fazia por
aquela artéria.
