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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Nas Caldas de outros tempos - o Sinaleiro

O Sinaleiro



Ágil, imponente, aprumado,
A autoridade pendendo do apito...
Deixava o condutor aflito,
Com medo de ser multado!
De branco: luvas, capacete,
Cinturão e talabarte...
Até mesmo o “casse-tête”
E a bolsa do bacamarte!
O transito bem dirigido,
Condutor arrependido,
Com a lei atropelada!
Nos idos anos cinquenta,
Assim era o sinaleiro...
Para uma visão mais atenta,
Apitava de poleiro!..


Carlos Proença, é um apaixonado pelas Caldas e é da sua autoria este livro de poemas sobre velhas profissões do quotidiano Caldense.
Numa leitura mais ou menos apressada, este poema que transcrevo, transportou-me até aos princípios dos anos sessenta onde o aprumado sinaleiro desempenhava as suas funções ali na esquina onde hoje está a Venézia.

No alto do seu palanque o “cabeça de giz” era o garante do bom funcionamento do trânsito, e é bom recordar que na altura a Rua das Montras era a rua mais movimentada da cidade, todo o movimento de carros se fazia por aquela artéria.