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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Carnaval

O Carnaval mais do que uma festa com data marcada no calendário, é um estado de alma.
No meu caso, sem ser um folião dos quatro dias, não dispensava uma boa animação como os bailes que aconteciam nos Pimpões ou Bombeiros, mas era no Lisbonense que a animação tinha o seu ponto mais alto.
Todos os anos tinha um ritual que recordo com frequência. No fim do baile, que acabava por volta das sete da manhã, era altura de ir até ao “Café Marinto” comer uma torradinha.
Esta não era uma torrada normal, era a torrada do fim do baile... e que bem que sabia.

No Bairro da Ponte organizávamos grupos para participar nas festas e desfiles que tinham a particularidade de sermos nós a confeccionar os nossos próprios fatos,
Na altura não tínhamos a Merche Romero a ganhar 7.000 Euros para mostrar as pernas, mas era muito mais divertido.
... Sinais dos tempos.
Nota: Não que eu tenha nada contra as pernas da Merche Romero.

O Fernando Pacheco, um Caldense a viver em Lisboa, leu o "post" e lembra-se bem das farras de Carnaval aqui descritas e fez questão, e muito bem, de o ilustrar enviando uma fotografia com o seguinte texto:

...Mando-te esta foto do Carnaval de 1972, tinha chegado do Ultramar (Moçambique) um mês antes, passei um "briol" que andei a semana seguinte com os pés frios.
Eu "Fernando Pacheco" sou o de Azul ao lado do meu cunhado Zé Gomes, que está de blusa branca, actualmente vive na Florida.
Bom Carnaval, um Abraço!... chau


Nota: Estas pernas não se comparam em nada ás da Merche Romero, mas é o que se pode arranjar.