quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Falando de comércio tradicional

A ideia das árvores de natal nas ruas veio dar um abanão nas mentalidades mais conservadoras, que continuam à espera de um “D.Sebastião” que resolva todos os problemas, quando a resolução dos mesmos depende de nós próprios.

Sobre este assunto vale a pena ler o editorial do DN, publicado no dia 31-12-2007.

Chegando a hora das compras, porque estas não foram as esperadas, telejornais e jornais fazem eco de um chorrilho de queixas dos pequenos comerciantes: “Nunca foi tão mau como este ano.” Há dois problemas com o espírito de Calimero, de queixas permanentes. Um é similar ao do Pedro: de tanto gritar pelo lobo, quando há lobo a sério, ninguém acredita. E, de facto, a crise do pequeno comércio já só colhe indiferença geral, apesar de ser um problema verdadeiro. No ano passado, o sector perdeu cerca de 20 mil empregos; este ano, até Junho, já se tinham atingido esses números. Um mal que, note-se, não é só português: em Espanha, todos os anos fecham cerca de 10 por cento dos pequenos comércios.
O segundo problema com a constante vitimização deriva dela própria, a vitimização. De tanto as pessoas se queixarem como que se interioriza a inevitabilidade de tudo estar mal. Ora as queixas – e o apelo inerente a elas, para que alguém os salve – podem afogar a vontade de quem mais e melhor pode resolver o problema: os próprios pequenos comerciantes. Certamente que há comerciantes que encontraram soluções, comerciantes que pensaram e mudaram, comerciantes que resolveram.

O País teria o maior prazer em ouvi-los.

1 comentário:

Acordomar disse...

Sem dúvida, sem duvida!

b f semana
beijoca*