quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Beco das Flores

Hoje deu-me para colocar no Blog estas fotos da Rua José Pedro Ferreira, que para os Caldenses será sempre o Beco das Flores. Já ouvi muitas histórias de antigos moradores, mas julgo que o Guilherme ou o Irmão José Santos poderão acrescentar algumas.
Por mim recordo a Fábrica de Bolos do Santana que fazia os melhores pastéis de nata da região, não sei se não seriam os que levaram o Ministro a propor que se fizesse a promoção do delicioso produto, além fronteira.


Estas fotografias só ficam completas com estes comentários dos meus Amigos:

A mim o "Beco das Flores" diz-me muito porquanto quando terminei o Curso Geral do Comercio,- ANO DE 1963- o meu primeiro emprego foi no escritorio da empresa denominada " FRAMI" titulada por esse grande empresario e HOMEM profundamente humano de nome Francisco Caiado que na gestão da mesma era acolitado pelos filhos Rogerio e Jorge Caiado. Jamais esquecerei a minha passagem por aquela empresa que acabou por ser o verdadeiro trampolim para o BPA onde desenvolvi carreira. A titulo de mera curiosidade refiro que na altura fui colega do nosso bem conhecido Sanches na empresa e posteriormente encontramo-nos de novo na Banca. Velhos tempos em que a palava AMIZADE e SOLIDARIDADE foram apanágio desse grande empresario de nome FRANCISCO CAIADO, que ainda hoje passados muito anos, muito admiro.

Antonio Nobre

2 comentários:

Antonio Nobre disse...

A mim o "Beco das Flores" diz-me muito porquanto quando terminei o Curso Geral do Comercio,- ANO DE 1963- o meu primeiro emprego foi no escritorio da empresa denominada " FRAMI" titulada por esse grande empresario e HOMEM profundamente humano de nome Francisco Caiado que na gestão da mesma era acolitado pelos filhos Rogerio e Jorge Caiado. Jamais esquecerei a minha passagem por aquela empresa que acabou por ser o verdadeiro trampolim para o BPA onde desenvolvi carreira. A titulo de mera curiosidade refiro que na altura fui colega do nosso bem conhecido Sanches na empresa e posteriormente encontramo-nos de novo na Banca. Velhos tempos em que a palava AMIZADE e SOLIDARIDADE foram apanágio desse grande empresario de nome FRANCISCO CAIADO, que ainda hoje passados muito anos, muito admiro. Antonio Nobre

Anónimo disse...

Há dias,ao ler aqui as façanhas dos jovens e alguns amigos que viveram no Bairro do Viola, onde descarregavam carros de lenha, puxados por juntas de bois, etc.Veio- me à memória, tambêm a minha infância, algo parecida, vivida no Bêco das Flores.Por isso não consegui resistir ao repto lançado pelo nosso amigo Zé Ventura e aqui estou a escrever algumas linhas sobre o BECO DAS FLORES, local onde nasci eu e todos os meus irmãos, todos os partos em casa, naquela casa baixinha, mesmo ao cantinho do beco, onde hoje existe um café.
Passados 50 e poucos anos e tendo vivido o que já vivi, quase me arriscaria a dizer que à época o Beco das Flores seria talvez a "rua" ou beco com mais dinamismo na cidade.Em relação à dimensão do beco e com toda a sua azáfama diária, atrevo-me a desafiar os dignissimos historiadores da cidade, a encontrar uma rua, não um bairro ou uma praça, claro,onde houvesse concentrada tanta atividade comercial, industrial e agricola e habitação tudo em perfeita harmonia, e como disse, visto a esta distância de meio século, era impar na cidade.
Vou falar apenas do tempo em que lá vivi e que vou lembrando, outros poderão acrescentar algo mais ao que vou dizer.
O Beco, estreito e de piso sinuoso, desembocava numa área intensamente agricola, onde predominavam pomares ,vinha e denso arvoredo a que chamávamos a azinhaga. Local das mais diversas brincadeiras de infância, desde a manhã até noite dentro, para os mais corajosos.Tinha como moradores famílias completas, algumas oriundas de outros pontos do País e que trouxeram comércio e industria ao beco.Desde sapateiros, funileiros, olaria,fabricas de bolos e rebuçados F.A.Caiado a maior da cidade e Henrique Santana, torrefação de cafés, armazens de retrosaria, armazens da firma Tomás dos Santos, Avelino Tereso, Caetano Ferreira,armazêm de
produtos agricolas e até uma
Adega.É verdade o Beco até uma adega tinha.
Foi neste Beco que dei os meus primeiros passos e que tive a minha primeira vez em quase tudo.
"Até mesmo naquilo em que estão a pensar".
Falando da adega do Sr.Sebastião. fiz uma vindima pela 1ª vez, do princípio ao fim, ir à vinha em carro de bois buscar as uvas, pisar no lagar, encher os barris e provar o mosto. Era uma azáfama que terminava noite dentro á luz da velhinha candeia de azeite, pendurada num recanto da parede.Foi nesta adega que bebi o meu 1º copo de mosto, depois de agua pé e por fim o belo vinho. Fiz aqui o meu batismo, talvez com os meus 8 ou 9 anos.
Coisa rara na época, eram os automóveis, o beco, era uma mistura de desenvolvimento, havia quem ainda entrasse no beco com mercadorias em carro e bois, galeras puxadas por cavalos e já entravam tambêm, furgonetas e camionetas.Pois foi tambêm a minha 1ªvez na condução de uma carroça puxada por um imponente cavalo que vinha buscar combustível para uma quinta da Valmaceira, onde eu ia parar e regressava na parte da tarde.Guiei pela 1ª vez uma furgoneta do meu amigo Costa,já falecido,, beco acima beco abaixo por diversas vezes.Igualmente andei pela 1ª vez de motorizada,pelos carreiros da linda azinhaga, onde hoje é o CCC.
Claro que não vou falar da minha outra 1ª vez.A Empresa F.A.Caiado, tinha um movimento intenso de pessoas e bens, no beco, que a juntar a todas as outras actividades existentes, dá para calcular o que era para nós crianças a imensa experiência de vida que colhiamos.Clientes,empregados. caixeiros viajantes de outras empresas do País, eu conhecia toda a gente que entrava naquele beco. Vivi lá até aos 13 anos.
As memórias são muitas mas hoje fico por aqui.
Obrigado por terem partilhado comigo algumas da minha infância, passada no BECO DAS FLORES.
A.Guilherme