quarta-feira, 30 de março de 2011

Frases publicitárias

A publicidade bem feita é uma obra de arte.

Estes três anúncios dos anos setenta têm a particularidade de contar com a enorme criatividade do Poeta Ary dos Santos.

A cerveja Sagres era “A sede que se deseja”, com a Wolmark “Sabe-se lá onde acaba a pele e começa a lã….minha lã meu amor” e com os cigarros Kart era “Km de prazer”.

O Ary não era, apenas, um génio na publicidade , foi o autor de letras extraordinárias, para fados e canções

Curiosamente o filme publicitário da "pura lã virgem" foi a estreia de António Pedro de Vasconcelos como Realizador.

Estas frases fizeram a diferença no mercado publicitário da época.

12 comentários:

Joaquim disse...

Naqueles tempos já lá idos "não digo antigamente para não parecer antigo" haviam bonitas publicidades que ficavam em nossa mente (talvez por serem menos)e um delas era a "larangina C" e uma de uma vaca que dizia ; a minha peeeele para a vossa saúuuude. Era um reclame para sapatos Apenas recordações. J.Chaves

MaximinoMartins disse...

E lembram-se daquela...: Pinta, pinta...com a tinta Robbialac...
É a tinta que mais pinta, que mais dura...
Quem não pinta com a tinta Robbialac...
Pinta, pinta...p´ra borrar sempre a pintura...!!

Se "quiserem ouvir" a música...desliguem a televisão e ponham o ouvido à escuta...:
Já estou a cantar...!!

Abraço

Joaquim disse...

Maximino, a cantares dessa maneira não me parece que estejas doente, por isso podes ir ao almoço da escola ,já que eu não posso estar presente

oliva, oliva
minha feiticeira... padroeira,
de alta costura
do algarve, ao minho
lá por onde passas... dás mil graças
á formosura

Era uma das musicas antes dos jogos de futebol, patrocinadas pelos Felizardos das máquinas oliva

J. Chaves

MaximinoMartins disse...

Boa Chaves...dessa também me lembro (e com música...)..

Eu teria os meus 7/8 anos quando esse anúncio passava, o que quer dizer que já lá vão...seis décadas...!!!

Quanto ao almoço e embora não esteja completamente recuperado (nestas idades as coisas levam sempre um pouco mais de tempo...a voltar ao liugar...), não é por essa razão que não vou poder estar presente...apenas estou 6ª, Sábado e Domingo...em local onde não posso faltar (a não ser por doença...e essa razão não me interessa muito...)...
Olha fica combinado...: vamos estar para o ano os dois...?

E foi pena a marca Oliva ter sido mais uma coisa boa a acabar em Portugal...

Abraço

Maximino

Joaquim disse...

Olá Maximino estás desculpado, fica para o ano, o pior é que os anos vão passando. Este ano fui na cantiga e deixei-me levar e só vou em Junho. Já agora lembras-te desta? Era uma casa de utensílios elétricos em Lisboa que dizia assim

Lá rua da vitória 96/98
satisfaz plenamente
o cliente ,mais afoito

J. Chaves

MaximinoMartins disse...

Então não havia de me lembrar...??

Olha e lembras-te daquela...:

Silêncio...está um Siera a tocar...!!!

E da outra...:

O boca doce é bom é bom é...diz o avô e diz o Bébéééé...
O Boca doce é bom ...é bom é...!!

Abraço

Joaquim disse...

Maximino, Róóóólamatic, o tempo a rooolar sobre esferas.

Quem procura acha...triunfo é a bolacha

Não vá...mande a Morel

Já agora não esqueças a publicidade das ruas e entre muitas "os famosos esticadores prós colarinhos" Os pentes pra carecas. É pró cabelo é pró cabelo e não arranha. As meias de vidro marca Barcelona... A Praça da Figueira em Lisboa e não só... era um prazer estar de parte a ouvir esse nosso património...que já não voltam mais....J. Chaves

Pezinhos na Areia disse...

Amigo Zé, o que tu arranjaste com este "post"... a malta fica toda nostálgica! Sempre gostei de publicidade e vibro com os anúncios antigos...
Não consigo deixar de "responder" ao desafio dos teus amigos, por isso aqui ficam dois famosos jingles que passavam na rádio:

Candeeiros bem bonitos
modernos, originais,
compre-os na Rádio Vitória,
não se preocupe mais.

Lá na Rua da Vitória
quarenta e seis quarenta e oito
satisfaz-se plenamente
o cliente mais afoito.

Porque na Rádio Vitória
Embaixada do bom gosto
Quem lá vai é bem servido
e sai sempre bem disposto.

O senhor está constipado
e ficou mal de repente
porque não teve cuidado
porque foi imprevidente.

Para o mal cujo motivo
está na chuva, frio ou sol
qual o melhor preventivo?
Formitrol, Formitrol, Formitrol!

Recordam-se?...

Um abraço

MaximinoMartins disse...

Realmente...só o Zé "nos faria voltar atrás"...

Também me lembro muito bem desse...e já tenho passado na Rua da Vitória, que me não engano fica ali perto do Martin Moniz...e lembro-me desse anúncio...!!!

Mas lembro-me às vezes também dos "Companheiros da Alegria", um programa de gente bem disposta que saia na Rádio (creio que era no Rádio Clube Português...)por volta da hora do almoço...!!!

MaximinoMartins disse...

Peço desculpa não é perto do Martin Moniz, mas sim da Praça da Figueira...

Sou um desastre com ruas e largos de Lisboa...!!

Anónimo disse...

Não podia deixar de dar os parabéns ao "Pés de areia", por ter trazido todo o verso da" Rua da Vitória" e não só... Eu também tenho uma certa nostalgia por essas publicidades antigas e porque talvez era o Pão Nosso de cada Dia na Emissora Nacional ou no Rádio C Português e como eram repetidas varias vezes, ficavam em nossa mente. Maximino. os Companheiros da alegria começaram, penso eu nos princípios dos anos 50 até 1969,era um programa do Igrejas Caeiro, no Teatro Maria Mátos´´que começava assim

Uma oferta ...de uma nota de quinhentos
não se pode deitar fora

As publicidades das ruas, ou seja os nossos pregões sempre me deixaram por vezes parado a ouvi-las e a tentar compreender o significado delas. Por exemplo nas Caldas gostava de ouvir o "cauteleiro" com o seu (quem sabe lá...quem sabe lá...há dias de sorte) Outros ( olhó bilhete...olhó bilhete). Havia um vendedor de lotaria que corria a nossa cidade com um chapéu grande de sol com os vigésimos nas pontas das varetas e que cantava assim:

chim carolina ó i ou ai
diz a filha para o pai
vá comprar a sorte grande
que o germano, já lá vai

Era um sem parar de recordações, mas que para muitos ...É coisa que não interessa a alguém
J. Chaves

MaximinoMartins disse...

Olha em 1965 fui para a tropa para Lisboa fazer a especialidade...

Vinha de fim de semana para casa...estou no Rossio e entra o ardina a apregoar...:
Olhó Popular...trás o desastre...!!!

E logo eu e mais alguns...chamámos o moço para comprar o jornal...

Até Óbidos...li-o de ponta a ponta...mas do desastre...apenas o facto de ter gasto o dinheiro (que já nesse tempo não era muito)...em troca de um pregão de um miúdo...mais esperto do que eu...!

Abraço