quinta-feira, 4 de março de 2010

Estamos Lixados…não é verdade Professor?

Acabei de ver na TV uma entrevista ao Prof. Medina Carreira, no programa da Judite de Sousa no canal 1.

Já foi apelidado de incómodo, pessimista, controverso, fatalista, profeta da desgraça, treinador de bancada. E outras coisas, mas na verdade este economista de 78 anos continua com uma grande lucidez e fala com uma frontalidade que como diz “só é possível quando se é Livre”.
É necessário coragem quando se apelida de trafulhas alguns membros do governo.
Sobre o facilitismo do Ensino diz que estamos a criar gerações de analfabetos.
Da justiça fala em cumplicidades.
Não lhe passa pela cabeça que um politico não tenha profissão.
…Então não têm Professor… São coladores de cartazes.
Enfim, ouvi e reforcei a minha ideia que estamos a ser governados por imbecis carreiristas, e que isto não vai acabar bem.

6 comentários:

Alfredo disse...

O estado do sítio.
Ouvir o Professor Medina Carreira é tomar conhecimento do estado a que chegou este “sítio miserável, deprimido, manhoso, hipócrita, corrupto, incompetente e, obviamente, cada vez mais mal frequentado, governado e conduzido económica e socialmente por malfeitores” (A. Ribeiro Ferreira).
O compadrio está instalado sem vergonhas e os pulhas saltam de lugar cimeiro em lugar cimeiro numa protecção de espécies descarada e os indígenas vão esperando, pacificamente, por um milagre sem repararem que este não poderá surgir de parte alguma pois o sistema está corrupto tanto à esquerda como à direita não se vislumbrando nenhuma luz ao fundo do túnel.
O objectivo principal já foi conseguido, acabar com a sociedade média aquela donde poderia surgir a contestação pois a sociedade pobre, cada vez mais pobre e numerosa, não passa disso mesmo, sem força nem voz, e a sociedade rica, aquela que governa na realidade qualquer País “está-se bem, meu”.
Do Portugal profundo quem terá ontem assistido ao programa do Professor havendo em outro canal mais um programa para debitar canções destinadas ao festival e no outro canal mais um episódio de uma qualquer novela, isso sim, importante para os indígenas do nosso burgo.
E os que o ouviram quantos perceberam o que foi dito, que mais não foi, o que já foi dito e redito em inúmeros programas de debate.
E assim estamos… pobres, cada vez mais pobres.
A.Justiça

Alfredo disse...

Amigo Zé Ventura
Envio-te este texto só para veres que o que se passa hoje não é noticia de agora mas de sempre. Publica-o se achares interessante levá-lo ao conhecimento de outros.
Um abraço
A.Justiça

«O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!»
Eça de Queiroz “Farpas” 1871

Anónimo disse...

E disse mais ainda,que ninguém conhace mais de metade dos deputados,não se sabe o que é que já fizeram,ninguém ainda os ouviu e ás vezes lá são acordados para por obraço no ar.
Estamaos mesmo lixados!
Um Abraço, Carlos Silva.

J.L. Reboleira Alexandre disse...

Ouvi M. Carreira e não gostei nada do que ouvi. Ouvi dizer que Portugal estava pior que em Abril. Não acreditei!

Há dias ouvi um outro discurso de alguém «importante» e ao apurar o ouvido cheguei à conclusão de que o fulano falava para minorias, muito minorias, tal o vocabulário que usava. Alguns dos meus velhos amigos da aldeia, e de muitas outras aldeias, não compreenderiam metade das palavras! Porque razão os politicos lusos nunca falaram a linguagem do povo ? Na Europa não é assim. No Norte América não é assim. Na Ásia não sei, não os entendo!

Concluindo, 36 anos depois, como já suspeitava, nada mudou na realidade.

Cada país tem afinal, os politicos que merece.

Joaquim disse...

De verdade nunca gostei muito de políticos, porque quando cá fora falham como força activa no trabalho a única chance é esconderem-se na politica "embora tenhamos que viver com eles" e então quando são ministros de qualquer governo antecedente e nada fizeram quando saem tornam-se uns verdadeiros peritos quer em economia, saúde, justiça e mais. Alguns antes de estarem no poleiro dizem: isto deve de ser assim, mais assim e assim mas sabem que quando estão de fora é uma coisa, mas depois de enganar os"escadotes" já dizem: isto não pode ser assim, porque o outro governo mentiu e a coisa está pior do que aquilo que pensávamos e então vão pagar mais para que o futuro dos vossos filhos não fique hipotecado E assim os anos vão passando e os filhos já têm filhos e continuam a ouvir a mesma ladainha Até breve Chaves

Jose Brás dos Santos disse...

O licenciado Medina Carreira há muito que não é Professor... talvez desde 2000, altura em era Professor Auxiliar Convidado a 50% no ISCTE.

Pasmo com a importância que é dada a este senhor de provecta idade, o qual usa e abusa da retórica. É o país que temos!

Mas mais pasmo com algumas distinções feitas entre os «políticos» e os «outros». Distinções em que o cidadão - o qual por natureza da sua própria condição de cidadão é um político, a menos que não se preocupe com os destinos da sua Polis - assume o papel de ser um dos «outros».

Existem neste país, milhares de pessoas a exercer mandatos de natureza política, nas assembleias de freguesia, nas assembleias municipais. Pessoas honestas que - convirá lembrar! - dão o seu melhor em defesa das comunidades locais onde vivem. Têm profissões e não são propriamente coladores de cartazes.

Ser profeta da desgraça... não é particularmente difícil. Muito menos é difícil ter coragem para apelidar outrém de trafulha. Mais difícil é demonstrar e provar onde está a trafulhice. Mais difícil é demonstrar que outrém está errado e fazê-lo sem insultos ou meias verdades. Mas, muito difícil mesmo, é apresentar alternativas credíveis, coisa que o Senhor Licenciado Medina Carreira não consegue fazer.

O Senhor Licenciado Medina Carreira, de economista não tem nada. De economia pouco ou nada percebe, ou seja, percebe tanto quanto uma pessoa normal e mininamente culta. A sua formação é essencialmente jurídica, com especialidade em finanças. Aí, nas finanças, tem o dito méritos. Mas das finanças à economia é grande a distância.

Quanto ao tema Ensino, o mesmo não se esgota na concepção mercantilista que o Senhor Licenciado Medina Carreira tem do mesmo. Estamos mal, mas não tão mal e onde é apontado estarmos mal.

Quanto aos imbecis carreiristas, já um ilustre disse que «a má moeda expulsa a boa moeda». Por essa e por outras, conheço muito boa gente que abdicou de dar o seu melhor a este país e nem lhes falem a candidatarem-se a um lugar de simples presidente de junta de freguesia. Aos enxovalhos dos imbecis carreiristas e de pessoas como o Senhor Licenciado Medina Carreira disseram - Basta!