domingo, 17 de janeiro de 2010

Santo Antão


…Talvez a vida tivesse menos luzimento de exteriorizações, talvez as Caldas fossem menos progressivas, mas estendia-se, sem dúvida, por toda a parte, a doce paz de um mundo que girava sem cuidados. Não haveria, decerto, tantos automóveis, mas era admirável ir a Óbidos ou a Tornada. À procissão anual ou às romarias do Santo Antão ou do São Brás, a pé, cantando pelo caminho…

RECORDAÇÕES DE INFÂNCIA NAS CALDAS 1940-1954-1957 , Luiz Teixeira

Já em tempos utilizei parte deste texto, porque expressa muito bem o sentimento das pessoas que se deslocam à Romaria do Santo Antão em Óbidos.
Este ano, com pena minha, não vai ser possível lá estar, por isso aqui deixo algumas fotos do ano anterior, que aproveito para dedicar ao meu amigo Maximino, um grande defensor da cultura popular.

2 comentários:

Anónimo disse...

Meu amigo...
Muito obrigado... e vê tu, que andei a "fazer campanha" no nosso blog apara nos juntarmos hoje no cimo do monte do Santo Antão...e ao contrário de quase todos os outrs anos, não fui ao S.Antão...!!!
Espero pelo menos que alguns tenham tido a coragem de se pôr ao caminho, para nos contarem como foi...!!!

Um abraço

maximino

Antonio Abilio Frazão da luz disse...

Caro amigo Zé tenho acompanhado o blog mas ainda não tinha participado, mas desta vez ganhei coragem e filo, porque devia ter mexido com a minha saúdade, e depois de ver as fotos da festa do Santo Antão e verificar que a tradição e a cultura popular vive bem e por os jeitos recomenda-se, por essa razão fico feliz, porque a maior parte das coisas antiga hoje para muita gente deixou de ter valor, de ser fixe e isso é pena que assim aconteça pois foram essas coisas que nos deram muitos momentos de convivência alegria e felicidade, pois a tecnologia só veio tirar o valor e os tempos livres para podermos ir a essas festas populares ou até efectua-las.O qual eu não estou ai mas onde estou também se sente a velha cultura morrer aos poucos.
Também reparo que até já hà escadas para as pessoas terem melhor acesso, no tempo em que lá ia ou fui era por carreiros e caminhos de càbras como se costuma dizer, Bem Haja, para a cultura popular que seja sempre conservada que faz parte da nossa própria cultura ou raizes digamos assim.
Um abraço.
Antonio Abilio