sexta-feira, 30 de maio de 2008

Regimento de Infantaria Nº5

A Escola de Sargentos do Exército comemora no dia 1 de Junho o seu 27º aniversário, mas para nós Caldenses aquele aquartelamento será sempre o R.I.5.

O Regimento de Infantaria Nº5 foi criado na primeira metade do século XIX e andou por vários quartéis, Porto, Angra do Heroismo, Elvas e Lisboa. Em 1918 foi integrado na 6ª Brigada de Infantaria que tomou parte na Batalha de La Lys ou de Armentiéres, contribuindo para a derrota do “inimigo”.
Em 26 de Maio de 1918, passou a ter como área de guarnição as Caldas da Rainha onde foi instalado nos Pavilhões do Parque passando a ser o orgulho da Vila que tinha pela primeira vez uma unidade militar aquartelada.
O regimento viria a mudar de cidade mas em 1927, com a elevação de Caldas da Rainha a cidade regressou aos Pavilhões do Parque.
Em 1941 embarcava para Cabo Verde o primeiro Batalhão expedicionário do regimento de Infantaria Nº5, seguiu-se depois o envio de tropas para a Índia em 1959. Entretanto em 1961 mobiliza ainda uma Companhia para a Índia, 2 para Angola e 1 pelotão de morteiros para a Guiné.
O regimento aquartelado nos Pavilhões do Parque, mudou-se para o quartel onde hoje funciona a Escola de Sargentos em 5 de Junho de 1953, a inauguração com pompa e circunstância contou com a presença do Presidente da República.
Em 1974 protagonizou o primeiro sinal revolucionário com o “16 de Março” que viria a ser fundamental para a Revolução dos Cravos.

2 comentários:

J. L. Reboleira Alexandre disse...

O R.I. 5 para o meu pai foi o local de partida para São Vicente, Cabo Verde, na primeira de muitas outras viagens através dos oceanos, e da qual, apesar dos seus 88 anos ainda guarda imensas (nem sempre boas) recordações. Como era dura a vida do simples soldado na altura. Nem direito tinham à TV na partida ou na chegada da expedição. Para mim foi o local onde «assentei praça» em Outubro de 73, e onde «assisti» através da rádio de um soldado, ao 25 de Abril. Fazia a minha ronda de serviço quando a conhecida voz do locutor, num tom diferente do habitual, me fez sentir de imediato que alguma coisa se passava. Vieram depois, os sons das botas sobre a calçada (gravados em Paris) da Grândola do Zeca. Senti que uma nova era começava para o nosso país, e as coisas nunca mais seriam como dantes.

Sempre que passo frente àquela porta de armas, lembro-me com emoção daqueles momentos.

Artur R Gonçalves disse...

Amigo Zé Luís, por pouco que nos cruzávamos, mais uma vez, num mesmo local. Passei cerca de duas semanas no RI5 na primavera de 73. Depois mudei-me para outras paragens mais interessantes e libertadoras. Quando se deu o 16 de Março e, sobretudo, o 25 de Abril, já havia recuperado o meu estatuto de paisano, pelo que tive o privilégio de viver esses momentos históricos ao vivo e a cores.