sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Nas Caldas de outros tempos - o Sinaleiro

O Sinaleiro



Ágil, imponente, aprumado,
A autoridade pendendo do apito...
Deixava o condutor aflito,
Com medo de ser multado!
De branco: luvas, capacete,
Cinturão e talabarte...
Até mesmo o “casse-tête”
E a bolsa do bacamarte!
O transito bem dirigido,
Condutor arrependido,
Com a lei atropelada!
Nos idos anos cinquenta,
Assim era o sinaleiro...
Para uma visão mais atenta,
Apitava de poleiro!..


Carlos Proença, é um apaixonado pelas Caldas e é da sua autoria este livro de poemas sobre velhas profissões do quotidiano Caldense.
Numa leitura mais ou menos apressada, este poema que transcrevo, transportou-me até aos princípios dos anos sessenta onde o aprumado sinaleiro desempenhava as suas funções ali na esquina onde hoje está a Venézia.

No alto do seu palanque o “cabeça de giz” era o garante do bom funcionamento do trânsito, e é bom recordar que na altura a Rua das Montras era a rua mais movimentada da cidade, todo o movimento de carros se fazia por aquela artéria.


1 comentário:

Isabel Chaves disse...

Gostaria de acrescentar que, Carlos Proença é, para além de um apaixonado pelas Caldas, caldense de nascimento.
Aliás, a família Proença tem grande tradição em Caldas, leia-se o livro do mesmo autor intitulado "Breve História da Família Proença - Das Origens à Actualidade", no qual descobriremos muitos factos interessantes e situações engraçadas passadas na cidade das Caldas.
No livro "Velhas Ruas, Terra Antiga", também dedicado às ruas da cidade das Caldas, como não poderia deixar de ser..., encontramos também muitas curosidades. Neste livro o autor prima pelo bom humor!
Enfim...muitos mais livros e muitas e muitas mais palavras por dizer, sobre um caldense que tem sabido manter e mostrar o amor que sente pela sua terra natal.
Será que a cidade, nomeadamente o pelouro da cultura da CMCR, tem estado atento? Os amigos, esses sim, estão atentos, e que melhor recompensa do que ser reconhecido entre os seus pares?!
Por último, se tiver oportunidade, aconselho-lhe a leitura do poema dedicado ao Parque (o velho Parque...)intitulado 'O Parque da Minha Infância', no livro '...Ao Cair da Folha...'.
Com cordiais cumprimentos, subscrevo-me
Isabel Chaves