quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Sporting num estádio de recordações.

O Sporting conquistou ontem um empate frente ao Spartak em Moscovo, um bom resultado fruto do bom momento que a equipa atravessa. O Jogo foi disputado no antigo Estádio Olímpico, que foi palco dos Jogos de 1980, que me trouxe à memórias algumas recordações.
Na altura o ocidente boicotou os Jogos, com o argumento que a União Soviética tinha provocado uma enorme instabilidade na região ao invadir o Afeganistão. Agora os “invasores” são outros e quanto a instabilidade na zona, é só ver os telejornais, mas isso são contas de outro rosário.
O que ficou destes jogos foi a cerimónia de abertura, com o público na bancada a desenhar o “Misha” a mascote dos jogos, e a festa de encerramento a mesma coreografia, mas com o “Misha” a verter uma lágrima. Foi um espectáculo inesquecível.

1 comentário:

O LEÃO DA ESTRELA disse...

O caso da russa Alina, uma estudante do 4.º ano de Jornalismo da Universidade de Tomsk, que viajou três dias e três noites de comboio, percorrendo três mil quilómetros, entre a Sibéria ocidental e a capital russa, só com o objectivo de assistir ao jogo do Sporting, o seu clube preferido, com o Spartak de Moscovo, é mais um exemplo da existência de improváveis sportinguistas espalhados pelo mundo. Um coisa tão extraordinária que até deixou incrédulo o jornalista José Milhazes, do “Público”, há anos radicado em Moscovo, falando fluentemente a língua russa, facto que levou a jovem Alina a abordá-lo desta forma: "Não consegue organizar um encontro com Miguel Garcia, gostava tanto de tirar uma fotografia com ele e pedir-lhe um autógrafo? Vim de propósito de Tomsk...".
Segundo relata no seu blog, em http://blogs.publico.pt/darussia, José Milhares ficou boquiaberto: “De Tomsk? Da Sibéria?...". E quis saber como nasceu tal "amor" de Alina pelo Sporting. Ela explicou: "Este amor começou por acaso. Gosto de futebol, vou ver jogos a um bar de Tomsk e, certa vez, vi um jogo do Sporting e apaixonei-me por esta equipa. São jovens, mexem-se durante todo o jogo. O Miguel Garcia corre para trás e para a frente, é o maior."
Segundo José Milhazes, Alina, que trazia uma camisola verde e branca, com o emblema do Sporting bordado, e um leão de peluche (que baptizou de Miguel Garcia), disse que a sua irmã mais nova também gosta do futebol português, mas sublinhou: "Ela é adepta do FC Porto!"
Como era impossível não ajudar esta jovem siberiana a concretizar o seu sonho, a assessora de imprensa do Sporting, depois de ouvir semelhante estória insólita, prometeu organizar, na zona mista, após o jogo um encontro entre a sportinguista siberiana e o seu ídolo português. Alina não cabia em si de contente e aproveitou a oportunidade para tentar realizar mais um sonho seu: "O Miguel não me vai oferecer a camisola? Isso seria o fim. Ninguém irá acreditar nas minhas palavras em Tomsk, mas se mostrar a camisola...".
No final, o sonho realizou-se. Miguel Garcia recebeu a moça, deu-lhe a camisola e um autógrafo. Pelo menos. São históricas como esta que fazem do futebol um mundo dentro do mundo.