quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Caldas de outros tempos - Associação Comercial

Cédulas emitidas pela Associação Comercial em 1921, para colmatar a falta de trocos.
Associação Comercial - Uma História com 100 Anos

Esta Associação foi fundada em 12 de Novembro de 1902, por um grupo de cidadãos, entre os quais figuravam: Angelino Marcelino Garcia, Francisco António Pereira, João Almeida Cardoso, Jacinto da Silva Ribas, José Agostinho da Silva Angelo e Manuel Marques de Oliveira e Rafael Bordalo Pinheiro. No entanto, já em 8 de Julho de 1897, Francisco Gomes de Avelar (na sua publicação: Os Cavacos das Caldas), apelava para que o Comércio e a Indústria Caldenses, dessem as mãos em defesa dos interesses próprios, tendo sido de imediato apoiado por O Círculo das Caldas. Pouco depois, em Abril de 1899, foi organizada uma récita no Teatro dos Bombeiros a favor da Associação Comercial.
Finalmente, a 1ª Direcção (Joaquim da Cruz Ferreira, Joaquim de Almeida, João Pereira de Sousa, Alfredo Perez, José Francisco Enxuto Junior), seria eleita em 10 de Fevereiro de 1901. Em 20 de Novembro de 1902, o Circulo, noticiava que uma Assembleia Geral desta Associação “recentemente fundada”, tinha aprovado os seus estatutos. Esta reunião teve lugar no Hotel da Copa (na actual Rua Miguel Bombarda), onde ficou a sua Sede provisória. Em Janeiro seguinte passou a estar instalada na travessa de Santo António e em Março de 1903, o mesmo jornal relatava a inauguração, em 16 desse mês, da sua nova Sede. A sessão foi dirigida pelo presidente da Assembleia Geral: Rafael Bordalo Pinheiro. O Presidente da Direcção era João de Almeida Cardoso.
Durante a tarde e a noite daquele dia, esteve tocando, num coreto armado em frente da nova casa a Filarmónica Nova Caldense, que executou um hino dedicado àquela Associação composto pelo seu regente de então: Emílio Peres Lopes.

1 comentário:

Jorge Amado Rodrigues disse...

Prendeu-me a atenção na leitura deste artigo o nome de Emilio Peres Lopes da Filarmónica Caldense.

Tenho procurada há já algum tempo o rasto de um tio de um primo meu -ambos galegos - chamado Emilio Perez Lopez.

Deixou de se saber o seu rasto no início do século XX, sabendo-se apenas que foi para as Caldas da Rainha.
Não sei se é o mesmo mas admito que seja, seria demasiada coincidência.

Agradeço muito a quem saiba mais da história da Filarmónica ou mesmo daquele regente qualquer informação.

Cumprimenta

Jorge Amado Rodrigues / Porto