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domingo, 21 de julho de 2019

O Salão Ibéria

Esta fotografia é uma preciosidade. Trata-se do interior do Salão Ibéria, onde se pode ver uma vasta assistência atenta a um evento ainda não identificado.
Julgo que não há muitas fotos que mostrem o interior desta sala de cinema, que marcou a nossa geração, (estou a falar para os cinquentões). A plateia, com as suas cadeiras de pau, para a “plebe”, porque as almofadadas eram as do balcão e estavam reservadas à classe mais abastada, estava repleta de assistentes. Curiosamente na fila da frente lá estão os meus sogros, no lado esquerdo, de óculos e engravatado, o Orlando Carteiro, um companheiro de Escola que já não vejo há anos e de camisola aos quadrados outro grande amigo, o Tomé Borges, que já nos deixou.
Mas voltando ao Salão Ibéria, segundo o jornal Circulo das Caldas de 8 de Agosto de 1917, as sessões de cinema já vinham funcionando há algum tempo. Nos anos cinquenta a sua arquitectura inicial foi reformulada, permitindo a exibição de filmes em “cinemascope”.
Após longos anos de actividade o edifício ruiu na noite de 9 de Outubro de 1978.
Nota: A Fotografia original é do meu amigo António Guilherme

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Pára tudo…O “Campeão” está de volta

Porquê esta fotografia dos “Estrelas” que já tem uns 30 anos? Pois bem, hoje voltei ao Pavilhão da Mata para jogar Ping-Pong. Os “Velhos” do meu tempo andavam a desafiar-me, e devidamente equipado com a velha raquete Stiga, lá fui até à Mata, e sinceramente gostei, e prometi voltar… ah já acabei o treino há hora e meia e ainda não chamei o 112.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O Grupo de Mascarados

Um Blog começa por ser uma forma de comunicar de carácter pessoal que é lido por “meia dúzia” de amigos, com o passar dos tempos acontece por vezes que são os amigos a colaborar neste espaço.
É o caso do post de hoje, onde o nosso amigo Guilherme foi descobrir esta foto que me enviou com um pequeno texto.

Olá Zé Ventura
Estamos no carnaval e dando volta aqui a umas fotos para relembrar os famosos bailes do Lisbonense e grupos de família e amigos mascarados aqui envio uma para o caso de quereres colocar no blog. É um grupo familiar e corria o ano de l973. Belos os bailes e as festas de Carnaval da época; Bombeiros, Pimpões, Casino, bailes no Caldas, etc. era um circuito obrigatório passando claro pelo camaroeiro pelas 3, 4 da manha para um belo prego na frigideira à Camaroeiro. Há um prémio para quem adivinhar os nomes do grupo completo.
Um abraço
Guilherme

Nota: O prego à Camaroeiro com ovo a cavalo, um Camaroeiro (Imperial em copo maior) e pão …..17 Escudos e Cinquenta centavos (oito cêntimos).

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Tal como há 40 anos

“Embora esta cidade se haja desenvolvido, o seu ritmo de crescimento é lento.
A abertura de novas artérias de há muito projectada e que ligaria a Avenida da Independência Nacional, às Ruas Miguel Bombarda e 31 de Janeiro, não se faz, com prejuízo evidente para o Comércio e para a própria cidade.
…. Outro facto a evidenciar é o de estarem a decorrer, auspiciosamente, as negociações entre a Câmara Municipal e administração da Caixa Geral de Depósitos, com vista à demolição dos prédios situados no extremo norte da Praça da República.
…...entretanto, verifica-se não estar ainda solucionado o caso dos terrenos destinados à Piscina e Pavilhão situados junto à Escola Industrial e Comercial.
…. Outro facto que continua a merecer reparo é o trânsito citadino.”

Este artigo publicado no Diário Popular em Abril de 1968, com as devidas adaptações, continua pleno de actualidade, e tal como agora, a autarquia, protestou junto do Jornal, por considerar não serem justos os reparos.
Dias depois o Diário Popular, publicou novo texto cheio de sarcasmo.

Estes recortes fazem parte da “colecção” de preciosidades do meu amigo António Guilherme, que além de ser um Sportinguista dos 5 costados é também um leitor atento dos Blogs plantados na Net.

domingo, 23 de setembro de 2007

Um almoço inesquecível

Todas as “almoçaradas” são boas, mas há algumas que, sabe-se lá porquê, são inesquecíveis.
Vem isto a propósito de um almoço que fizemos no “Solar dos Presuntos” em Lisboa no princípio dos anos oitenta, quando eu e um grupo de amigos fomos participar no torneio de Ténis de Mesa da PHILIPS que decorreu no Pavilhão dos Desportos, agora Pavilhão Carlos Lopes.
Mas voltando ao almoço que decorreu no Solar dos Presuntos. A “coisa” começou com umas “vieiras” para entradas, devidamente regadas com um vinho Muralhas, depois um arroz de marisco, e sempre o Muralhas (muito) acompanhar. Foi uma “coisa do outro mundo”, com companheiros óptimos e sempre com a supervisão do “Chefe” Evaristo, um simpático “Cozinheiro” que na altura era também o responsável pela alimentação da selecção de Futebol nas suas deslocações.
A tarde acabou no Estádio José Alvalade a ver o Sporting - Guimarães e não sei se foi do Muralhas mas já não me lembro do resultado.
Quanto ao Solar dos Presuntos, já lá voltei algumas vezes e continua cada vez melhor.





quinta-feira, 17 de maio de 2007

O Salão Ibéria

Quando andava de volta dos caixotes para encontrar umas quantas fotos da Escola para publicação no Blog dos Antigos Alunos, o meu amigo Guilherme, descobriu esta fotografia que é uma preciosidade.
Trata-se do interior do Salão Ibéria, onde se pode ver uma vasta assistência atenta a um evento ainda não identificado.
Julgo que não há muitas fotos que mostrem o interior desta sala de cinema que marcou a nossa geração, (estou a falar para os cinquentões). A plateia, com as suas cadeiras de pau, porque as almofadadas eram as do balcão, e estavam reservadas à classe mais abastada, estava repleta de assistentes. Curiosamente na fila da frente lá estão os meus sogros, no lado esquerdo, de óculos e engravatado, o Orlando Carteiro, um companheiro de Escola que já não vejo há anos, (dá notícias) e de camisola aos quadrados outro amigo, o Tomé Borges, a quem mando um abraço.
Mas voltando ao Salão Ibéria, segundo o jornal Circulo das Caldas de 8 de Agosto de 1917, as sessões de cinema já vinham funcionando há algum tempo. Nos anos cinquenta a sua arquitectura inicial foi reformulada, permitindo a exibição de filmes em “cinemascope”. Após longos anos de actividade o edifício ruiu na noite de 9 de Outubro de 1978.

Dados recolhidos na publicação “Duas memórias das Caldas”