Tenho alguma dificuldade em escrever sobre o assunto, e ainda mais quando vejo alguma hipocrisia das pessoas que lamentam a situação a que chegou, apetece-me perguntar quantos livros lá compraram nos últimos anos. Claro está que as pessoas são livres de fazer as suas opções dos estabelecimentos onde adquirem os seus livros, mas pelos menos poupem a Isabel das “palmadinhas nas costas” e dos discursos solidários.
A verdade é esta, os livros não se vendem, porque os gostos alteraram-se e a crise faz sentir os seus efeitos, por isso à Isabel resta sair com a dignidade que merece.
Estas fotos, que aqui deixo, referem a passagem da Isabel pelo programa de TV da Fátima Lopes e uma imagem do Facebook do Nuno Markl fazendo um apelo derradeiro a uma suposta mobilização que impedisse o fecho.
Julgo que a cidade perde um dos seus pontos de referência, mas a vida é como é, apetece-me dizer, um pouco teatralmente “ As árvores morrem de pé”
