São assim os netos, que como diz o poeta:
Que nos colocam num lugar
Onde o tempo não existe
Com sua qualidade maior
Que é transformar um pai em avô.
Eu bem me esforço para suavizar os meus respeitáveis 90 kilos, mas esta malta é um bloqueio à minha empreitada e não param de me aliciar para estas tarefas espinhosas de saborear umas boas almoçaradas. Enfim é um sacrifício que eu faço com enorme prazer, porque uma vida sem amigos não faz sentido, e esta malta é do melhor.
Não há como uns dias de chuva para agente pôr as nossas colecções em ordem. Estes dias tenho andado de volta da filatelia desportiva e aqui deixo umas páginas de Basquetebol para os apreciadores do colecionismo e do basquetebol.
Há quatro anos participei na campanha do “Vamos Mudar”, que resultou numa surpreendente vitória sobre um partido que estava eternizado no poder. Dizem uns que foi uma desilusão, dizem outros que foram óptimos, direi que nem uma coisa nem outra , mas provavelmente o defeito também é meu, como pertenço à geração do PREC tinha esperança de que as mudanças fossem mais rápidas, mas a máquina da gestão pública é diabolicamente burocrática, e esta equipa não conseguiu escapar a esta teia, tem sido um trabalho esforçado, mas há muito por fazer, por essa razão continue a dar o meu apoio para que possam levar a bom porto as mudanças necessárias para colocar Caldas da Rainha no mapa.
Este fim de semana Portugal conquistou o Europeu de Hóquei em Patins, esta modalidade que já não desperta paixões como noutros tempos, mas assinalo o momento com algumas peças da minha coleção que foi editada nos anos 60 pela Sociedade Nacional de Fósforos com ilustrações de José Pargana.
Costumo dizer por graça que “ há gajos que ganham mais do que eu, mas não têm uma vidinha tão boa como a minha”, e para fazer juz ao que digo aqui fica uma prova de tal frase, Sol, Praia e jantaradas de “Encher a Mula”, aproveitem porque vida é um teatro sem ensaios. Por isso, divirtam-se, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
Esta semana fui servir de transporte para Lisboa e como o “cliente” tinha umas horas de ocupação até estar pronto para o regresso, aproveitei para dar umas voltas pela Capital e ver com olhos de ver aquilo que normalmente só vemos de passagem.
Hoje andei pelos lados de Alvalade e impunha-se uma visita ao Estádio do BICAMPEÃO. Andei por lá para ver se via o Gyokeres, mas o raio do homem não foi visto, nem aqui nem em Londres.
Há 50 anos cheguei ao Regimento de Cavalaria Nº3 em Estremoz, com guia de marcha para Angola, onde estive até quase à independência. Foram tempos marcantes da minha vida e sempre que vou ao Alentejo, Estremoz é rota obrigatória, e neste matar de saudades com 50 anos, a "Casa do Pixa Negra” faz parte das minhas memórias. Foi em boa companhia que revisitei aquele lugar de culto na capital do mármore.