domingo, 24 de maio de 2020

Os maluquinhos das colecções

Já aqui há dias o meu amigo Manuel Silva fez uma publicação alusiva ás exposições que fazíamos no antigo Stand da Fiat (actualmente Giovanni Galli), hoje volto ao tema porque faz 39 anos que encerrava a 4º mostra.
Olhando para uma das páginas dos expositores, porque havia mais, fico espantado com a quantidade de amigos que se juntavam para levar a cabo estas maluquices… outros tempos.  

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Dia da Espiga


As gerações mais novas não fazem a mínima ideia do que era esta coisa do “dia da espiga”, mas para os “rapazes” da minha idade esta data era sinónimo de festa, bailes e muita alegria.
Para assinalar este dia nada melhor que estes versos que descobri algures num blog, que não me lembro qual, e confesso a minha ignorância, também não sei quem é o autor.

Quinta-feira de Ascensão
o povo não cabe em casa:
-cada papoila é uma brasa
na sua imaginação.

Uma brasa que lobriga,
por entre a clara promessa:
de pão, que já se começa
a prever em cada espiga.

Lisboa não foge à regra
porque dias não são dias:
-tem as suas economias,
e mal faz quem não se alegra!

E porque nobreza obriga
e a tradição não perdoa,
-Lisboa sai de Lisboa
chegado o Dia da Espiga!

Acostumada, com zelo,
a bem cumprir seu papel,
mete em cestos o farnel
e corre ao campo, a comê-lo.

Vai tudo de cambulhada
na caravana bizarra:
-vai a família, a guitarra,
a viola, o cão, a criada...

No eléctrico, no vapor,
no comboio –toda aquela
Boa gente se atropela,
buscando o lugar melhor!

Conversa-se em alta voz
e há cestos, em confusão,
pelos bancos, pelo chão
e até por cima de nós!...

Mas não se ouve protestar:
- Não há ninguém que reaja,
porque Lisboa viaja
disposta a rir e folgar!

Por fim na relva tenrinha,
estendem-se brancas toalhas;
e surgem as vitualhas,
que cada cesto continha.

Que bom!... 'peixinhos da horta',
pataniscas com salada,
azeitonas, carne assada,
'bolos de areia', uma torta!

No garrafão, atestado,
já quase não há vinho...
Geme a guitarra, baixinho,
silêncio: - canta-se o fado!

E depois dorme-se a sesta,
e depois o sonho ocorre,
e depois a tarde morre,
e depois... acaba-se a festa!

A debandada é geral...
Mas ninguém de ali avança,
sem trazer, como lembrança,
o ramo tradicional!

sábado, 16 de maio de 2020

Não se deixem confinar pelo medo

Esta pandemia que trouxe à sociedade profundas alterações de comportamentos, trouxe também o MEDO e a ansiedade o que torna estes tempos “estranhos”.
Vem isto a propósito sobre um texto que li de J. Rentes de Carvalho, 90 anos, escritor português que vive na Holanda há 64 anos, fala sobre O MEDO, e vale a pena ler, porque acho que devemos ser cuidadosos , responsáveis e prudentes mas tudo gerido com bom senso.

…“Gostaria de ser profeta, daqueles que anunciam boas novas, mas para ser franco devo dizer que nada do que aconteceu no mundo desde que nasci me causou um abalo tão forte como o que esta pandemia prenuncia. E não falo das mortes, pois de uma maneira ou de outra é esse o nosso destino, mas deste medo generalizado que pode levar a mudanças radicais. Assusta-me ver como as pessoas tão docilmente aceitam medidas que lhes coartam a liberdade, lhes impõem uma quarentena drástica, como as autoridades calam os cientistas que provam a insensatez de tanta obrigação. Assusta-me também a perspetiva de que este ambiente de medo veio para ficar, porque ajuda eficazmente a manter o cidadão assustado, obediente, pronto a denunciar o vizinho que não obedece. Por muito democráticos que sejam ou aparentem ser, todos os governantes sonham com um rebanho dócil, e nenhum é mais agradável do que aquele que sem discutir aceita as ordens do pastor. Em situações assim, e dando esse resultado, pouco importa se o rótulo é do centro, dos extremos ou das alturas, socialista, comunista, liberal ou monárquico, o que conta é que o povo tenha medo. E o medo que já está connosco vai ficar, como vai ficar e crescer a nova casta de comentadores que tudo sabem de virologias, epidemias, cuidados intensivos, febres, contágios, etc. Numa questão de meses esses ultrapassaram já os comentadores da política e da economia, serão eles os novos e muito eficientes lacaios do poder, vão subir ao estrelato os que melhor souberem assustar.”

domingo, 10 de maio de 2020

Na janela da minha casa

O Arco-íris é associado a bom presságio, aliás sempre ouvi dizer que depois da tempestade vem a bonança, esperamos que sim, e que estes tempos estranhos deem lugar a melhores dias onde a “normalidade” seja normal.

sábado, 9 de maio de 2020

LOAD “”

Quando se fala em LOAD “” os “velhotes” das informáticas lembram-se logo do Spectrum, pois bem o Load “” vai ser o nome do Museu do Spectrum que deveria ser inaugurado no início de maio em Cantanhede, não fosse este vírus ter virado a nossa vida do avesso.
Já escrevi algumas coisas sobre esta “máquina diabólica” que Sir Clive Sinclair, criou nos anos 80.
Quando abri a “Electro Lider” em 1987, o popular ZX Spectrum de 48K era o último grito, depois surgiu o Spectrum+2 de 128 K e posteriormente os Amstrad e os Schneider, ainda sem disco rígido, mas com dois leitores de disquetes de 3,5” e 5 1/4” e com a capacidade gigantesca de 540K.
Só para se ter uma ideia do sucesso destas máquinas, na altura a Electro Lider vendeu mais de 600 computadores da família Spectrum.
Por tudo isto, para quem deu os primeiros passos nestas máquinas, não se esqueçam que esta é uma visita obrigatória.  

terça-feira, 28 de abril de 2020

José Malhoa

Em 28 de Abril de 1855 nasceu nas Caldas da Rainha o pintor José Malhoa, o Mestre retrata como ninguém, os costumes e tradições das gentes do povo, quadros que podem ser vistos no Museu com o seu nome no Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha.
Um dos quadros bem conhecidos é o “Fado” e tem uma história muito curiosa, consta que Malhoa se inspirou, nas visitas que fazia à Rua do Capelão, ali para os lados da Mouraria, onde um fadista de alcunha “O Pintor”  cantava ao som da guitarra do bem conhecido Amâncio, que além de bom musico era um rufia bem conhecido pelo manejo da navalha. Foi aí que conheceu a “Adelaide da facada”.
Várias vezes enquanto os “modelos” posavam para o retrato, acontecia agressões que regra geral acabavam nas prisões do Governo Civil, só ultrapassadas pela influência de Malhoa.
A coisa azedou quando Malhoa pintou a Adelaide com a alça da camisa descaída, e devido ao ar ameaçador de Amâncio a alça subiu para o seu lugar.
Esta história tem pormenores deliciosos, mas não me quero alongar mais, deixo apenas aqui o convite para quando for possível visitem o museu José Malhoa porque vale a pena.      



sexta-feira, 24 de abril de 2020

ABRIL SEMPRE

Muito tempo já passou
no que passou desde então
mas o cravo esse ficou
dentro do meu coração

Esta quadra do José Fanha e esta fotografia que tirei na Amieira serve para ilustrar a minha comemoração do 25 de Abril, embora como diz o poeta

Abril morreu
Hoje os cravos são sintéticos como a liberdade
A malta não tem memória
Esqueceu a história e não vai em revoluções
O povo Zeca, já não ordena
O povo esqueceu a fraternidade!

Para mim e para os da minha geração, fica a satisfação de termos sido actores de verdade e não meros figurantes da mais bela peça da história deste País.

sábado, 18 de abril de 2020

Como é, saímos de casa ou não?

Esta magnifica peça da minha amiga e colega de Escola Aida de Sousa Dias, levou-me para pensamentos profundos sobre esta pandemia.
Já li tudo sobre as teorias da conspiração, estive sempre atento aos milhares de especialistas sobre o assunto, constatei até que Portugal tem milhares de especialistas em gráficos do Excel, e li ainda textos eloquentes sobre a “incompetência” do Primeiro Ministro, da Ministra da Saúde e da responsável pela DGS, Dra Graça Freitas.
Aliás críticas muito fáceis de fazer quando estamos no sofá, no recato dos nossos lares, e não temos que estar ao leme dos acontecimentos, a tomar decisões que mexem com a vida das pessoas.
Não há dúvidas que o Facebook está carregadinho de opinadores que sabem tudo, embora, por circunstâncias várias nunca tenham mexido uma palha em prol da comunidade, e eu percebo, porque se nunca fizerem nada nunca erram.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Os torneios dos “Estrelas”

No Final da década de 70, princípios 80, o “Estrelas” organizavam os torneios populares de Ténis de Mesa, por equipas e culminava com um grande torneio individual.
A prova de equipas disputava-se ao longo de 3 a 4 meses, isto porque estamos a falar de um número muito elevado de participantes, no último torneio, o quinto, participaram 38 equipas, todas com atletas não federados.
Se a tudo isso, somarmos as 5 equipas federadas que havia em Caldas da Rainha, estamos provavelmente a faltar das épocas douradas do Ténis Mesa na Cidade.
Por graça aqui fica a constituição de algumas equipas participantes no 1º torneio popular e a classificação individual do 3º torneio.






quinta-feira, 9 de abril de 2020

Grupo de colecionadores “Os Pelicanos”

O meu amigo Manuel Silva, como toda a gente que está em reclusão obrigatória, tem aproveitado o tempo para “desenterrar” algumas memórias. Pois bem para completar as memórias dos Pelicanos, um grande grupo de colecionadores, aqui fica mais umas fotos de umas “reuniões de trabalho”, exposições e claro as indispensáveis jantaradas.
Estas imagens são de 2003 nos Pimpões e as jantaradas nos “Queridos”.




terça-feira, 7 de abril de 2020

Lembrando o Centro Comercial Barão.

O meu amigo Tó Mata Simões publicou uma foto do CCB e fez recuar um bom par de anos. Foram tempos memoráveis ricos em experiência comercial porque era um conceito novo. Partilho aqui esta foto que julgo ser de uma festa de natal do CCB



domingo, 5 de abril de 2020

O Futuro

Os tempos que se avizinham não vão ser fáceis, por isso, nada melhor para animar, que este poema do Ary dos Santos, que até parece que foi escrito este mês.

O Futuro

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.
Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

José Carlos Ary dos Santos

sábado, 28 de março de 2020

Vai uma fatia de Cericaia?

(Na receita original está Cericaia com C e não com S como diz o dicionário)
Trago para aqui esta fotografia só para provar aos meus amigos que não acreditam em mim, que quando digo que em minha casa se faz a melhor cericaia do País, não estou a mentir.
Esta foi acabadinha de fazer e como se pode constatar devidamente ornamentada com as ameixas de Elvas provenientes do Convento da Serra como manda a tradição alentejana.
Se não fosse o caso de estarmos em “prisão preventiva” convidava os meus amigos para a prova deste delicioso bolo.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Os Pavões do parque

Porque a Electro Líder se enquadra no tipo de loja que pode e deve estar em funcionamento, porque é fundamental no apoio aos reparadores e instaladores, estamos a funcionar com horário reduzido, mais precisamente das 9h30 às 13 Horas, e hoje os primeiros clientes foram os Pavões que têm o seu habitat no Parque, mas como os Caldenses bem sabem gostam de dar uma volta pela cidade.

sábado, 21 de março de 2020

174 anos de Rafael Bordalo Pinheiro

"Nunca cursei academias. Tenho o curso da Rua do Ouvidor...Cinco anos. Canto de ouvido"

Quem me conhece sabe da minha admiração por Rafael Bordalo Pinheiro, nasceu há 174 anos e foi um génio muito à frente do seu tempo.
Um homem de sorriso largo, com o seu traço irreverente e satírico, nasceu em Lisboa a 21 de Março de 1846, foi sempre um apaixonado pelo lado boémio da vida da Capital. Frequentou as Belas Artes o Curso Superior de Letras da Escola de arte Dramática, mas foi a caricatura que o lançou para a ribalta do humorismo gráfico a partir do êxito alcançado com O Dente da Baronesa (1870). Depois de várias participações em publicações estrangeiras e nacionais e de uma estadia no Brasil, regressa e começa trabalhar no “António Maria”(1879). Seguiu-se o Álbum das Glórias (1880), No Lazareto de Lisboa (1881), Pontos dos Iis (1885) e, finalmente, A Paródia (1900).
Em 1884, paralelamente à sua actividade como caricaturista e ilustrador, experimenta o barro nas oficinas de Gomes de Avelar e, pouco tempo depois, continua durante 21 anos na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.
Depois de uma vida cheia, em 23 de Janeiro de 1905 não resiste a uma lesão no coração e morre em Lisboa, mas a actualidade da sua obra faz com que esta seja intemporal.

terça-feira, 17 de março de 2020

Morreu um grande cantador

Viva quem canta
Que quem canta é quem diz
Quem diz o que vai no peito
No peito vai-me um país

Morreu o Pedro Barroso, era uma morte anunciada, mas foi uma grande perda para a música portuguesa.
Tive oportunidade de o ouvir e conversar com ele quando esteve nas Caldas pelos aniversários dos “Pimpões” em 1992 e 1996.
É um lugar comum tecer grandes elogios às pessoas que desaparecem, mas digo simplesmente que o Pedro vai continuar a acompanhar-me pela vida fora com a sua “menina dos olhos doces”, com o “cantarei”, com “cantar brejeiro” e eu sei lá, tantas outras.


domingo, 15 de março de 2020

O mais antigo Hospital Termal

Seguindo os sábios conselhos da Directora-geral da Saúde, Graça Freitas, este domingo passei os olhos por alguns livros da minha estante, e retive este do Jorge Mangorrinha, sobre o Hospital Termal, hospital que embora seja dos mais antigos do mundo, funciona com muito poucas valências, e como é obvio a cidade perde imenso com isto.
É um livro com a qualidade que o Jorge Mangorrinha nos habituou e além disso tem alguma s fotos interessantes.
Desde os anúncios aos hotéis que eram a coquelux da época, passando pelo cartaz dos Jogos Florais organizados pela Gazeta das Caldas, até à fotografia da Rua da Liberdade, (antiga Rua Frederico Pinto Basto) onde é visível a Pastelaria Caldense que faziam as melhores e únicas “Arrelias” que não têm nada a ver com os bolos que hoje se fazem com o mesmo nome.





domingo, 1 de março de 2020

Os Encantos do Alentejo

O jornal Britânico “The Guardian”, num artigo sobre o Alentejo, escrevia que a comida, o bom tempo e a paisagem colorida, eram as características que mereciam destaque, e tornavam a região num dos locais mais interessantes da “Europa Rural”, para visitar na Primavera.
Concordo inteiramente com a discrição. O Alentejo é na verdade sinónimo de sossego e de vastas planícies, e este ano apeteceu-me fugir do carnaval e descobrir um pouco de Arraiolos, Évora, Vila Viçosa, Redondo e Estremoz, e nestas alturas não perco a oportunidade dar largas à paixão pela fotografia, porque como dizia Henri Cartier-Bressom, “Fotografar, é colocar na mesma linha a cabeça. o olho e o coração”    











quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Recordar o RC3 de Estremoz

Sempre que ando pelo Alentejo, Estremoz é visita obrigatória. O Regimento de Cavalaria 3 foi o ponto de partida do Batalhão de Cavalaria 8322-74 com destino a Angola, isto já em 1975, nesta altura já o MRPP tinha como slogan “NEM MAIS UM SOLDADO PARA O ULTRAMAR”, mas o que é certo é que não valeu de nada porque fomos mesmo, e diga-se em abono da verdade que foi uma experiência de vida inesquecível, entre outras coisas ganhei amigos para a vida.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Parabéns aos Pimpões

Hoje dia 19 de Fevereiro, a Sociedade de Instrução e Recreio "Os Pimpões" faz 82 Anos.
Esta colectividade que tem uma importância fundamental na cidade, quer a nível desportivo, quer cultural, mantém uma actividade impressionante e um número de Associados de alguns milhares, o que nos tempos que correm, quando o Associativismo luta pela sua sobrevivência, é notável.
Fundada em 19 de Fevereiro de 1938, por: João Arroja, Joaquim Luís, Boaventura Vitória, Agostinho Alves, António Campoto e Delfim Nogueira, teve os seus primeiros estatutos aprovados por alvará do Governador Civil do Distrito de Leiria em 9 de Abril de 1943.
O nome da associação foi inspirado num jornal de Rafael Bordalo Pinheiro chamado "Pimpão", jornal este de duração curta e que antecedeu "Os Ridículos" . Os fundadores queriam construir um espaço de convívio e divertimento que superasse os bailes até aí realizados pelos mais velhos. Os tempos mudaram e os bailes deram lugar a diversas actividades que são o suporte para uma vida que se quer longa.
Parabéns SIR “OS PIMPÕES”
Assina um Pimpão da Velha Guarda.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

A Cidade que é outra louça

O título não é meu, é da revista Evasões deste mês que fez uma volta pelas Caldas dando a conhecer algumas dos seus pontos de interesse.
Da Rota Bordaliana à Praça, que é a nossa menina dos olhos, tiraram alguns apontamentos que culminaram com a visita à centenária Mercearia Pena e a Casa do Sr. Jacinto, e claro, não podia faltar a gastronomia. Maratona, Casa Antero e Adega do Albertino, foram as comtempladas, pelo olhar atento dos repórteres.
Tem ainda uma referência ao Pastel Bordalo, uma criação da ACCCRO, que me enche de satisfação, pois participei neste projecto desde a primeira hora.         

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Dia dos Namorados

Alguns Países instituíram o dia 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, como dia dos Namorados e rapidamente a sociedade de consumo resolveu aproveitar para o associar a uma troca de prendas entre casais românticos, e umas grandes jantaradas.
Neste dia de S.Valentim as redes sociais são um estendal de juras de amor eterno onde as pessoas aproveitam a ocasião para recordar o seu estado civil, postando fotografias com um sorriso de orelha a orelha, e de copo na mão.
Não tenho nada contra as novas tecnologias e ferramentas de informação, antes pelo contrário, mas não resisto ao glamor dos postais do princípio do século, que têm um fascínio especial, muito mais a ver com o espírito do Cupido.
Mas com Postais ou SMS o que importa mesmo é namorar, e não se esqueçam …isso não é coisa só dos novos, a geração dos cinquentões/Sessentões ainda mexe.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

A Décima sétima Freguesia

Confesso que nunca tive espírito de emigrante, mas obviamente tenho um enorme respeito por todos os que tiveram que se “fazer à vida”. Como escreveu Leão Tolstoi, “Prouvera a Deus que o nosso horizonte pudesse alargar-se todos os dias! As pessoas que se cingem a sistemas são as incapazes de abarcar a verdade inteira e tentam agarrá-la pela cauda”.  Isto vem a propósito de um livro do meu amigo João Carlos Costa sobre a Associação Regional Caldense nos Estados Unidos, amigos que partiram para o desconhecido em busca de uma vida melhor.
Com esta Associação deram razão a quem diz que “Quem inventou a distância, esqueceu-se que existe a saudade”.