Hoje fui à Escola de Sargentos (ex RI5), assistir ás comemorações dos 45 anos do
16 de Março. Fui e gostei muito por várias razões, uma delas é que me
transportou para uma época onde a minha geração não foram meros figurantes, mas
actores de verdade.
Já escrevi várias vezes que esta é uma data importante porque
colocou as Caldas da Rainha na rota da luta pela democracia em Portugal.
Depois de algumas palavras sobre o acontecimento e outras de
circunstância, fomos guiados numa visita pelo quartel e como é obvio nestes 45
anos muita coisa mudou.
Nesta visita não resisti a fotografar uns magníficos desenhos
na parede de uma caserna.
Obrigado a todos os que me proporcionaram uma manhã de Sábado
que me fez muito bem à alma.
sábado, 16 de março de 2019
16 de Março – A Revolta das Caldas
quarta-feira, 13 de março de 2019
16 de Março – A Revolta das Caldas
'Reina a ordem no País' disse
Marcelo Caetano a 28 de Março de 1974, na sua derradeira 'Conversa em Família',
na RTP. Saiu-lhe caro. Quarenta dias após o 'Golpe das Caldas', a Revolução de
25 de Abril derrubava o regime absolutista. Reinava a ordem da liberdade.
…"Céu cinzento. Sábado. Meia-noite.
16 de Março 1974. Virgílio Varela, o então novato capitão do Movimento das
Forças Armadas (MFA) detém o segundo-comandante do Regimento de Infantaria 5
(RI5) das Caldas da Rainha. Os camaradas Rocha Neves e Silva Carvalho aparecem,
neutralizam a direcção da unidade. O comandante acorda. Mal larga a cama é
preso.
Quatro da amanhã. O troço de
soldados em linha comandada pelo capitão Armando Marques Ramos atravessa os
portões do aquartelamento do R15, e inicia a marcha rumo a Lisboa. Os trinta e
três oficiais, e mais de duzentos soldados, querem derrubar a ditadura mais
teimosa da Europa.
O velocímetro não impõe milagres;
40 km/hora era o máximo que as máquinas bélicas suportavam. Mesmo assim, às
seis da manhã, alcançam a capital. A três quilómetros das portagens de Sacavém
deparam-se com um golpe totalmente distinto do almejado. Dentro de um Mini, os
majores Casanova Ferreira e Manuel Monge trazem novidades. Péssimas; para darem
meia-volta e voltar para o lugar de onde tinham vindo. Razões? Falta de
planeamento e de comunicação."
Pessoalmente julgo que a autarquia nunca valorizou este acontecimento,
mas o ano passado fez “mea culpa” e inaugurou um monumento junto à Escola de Sargentos
domingo, 10 de março de 2019
Secla 1971
Numa altura em que se questionou se valeria a pena recuperar
o edifício da Secla, vem a propósito estas fotos que faziam parte do Balanço
Geral de 1971.
Nessa altura era presidente do conselho de Administração o
Sr. Fernando Ponte e Sousa e a Secla viveu a azáfama de avultadas obras de
renovação e inovação.
sábado, 23 de fevereiro de 2019
…e PRONTOS
Esta tarde fui beber um copo com o meu amigo Zé Eloi, e
porquê? Passo a explicar o meu amigo, que é como sabem o proprietário do Maratona
e da Taberna Marginal (S. Martinho do Porto), não pára de nos surpreender e num
espaço lindíssimo na Avenida 1º de Maio, próximo da estação da CP, inaugurou o
PRONTOS, que além de Co-work apresenta várias soluções empresariais para as
necessidades do dia a dia.
Para a minha geração que tem sempre alguma resistência a estas
“modernices”, ficamos sempre desconfiados, mas conhecendo o Zé Eloi, como conheço
arrisco a dizer que esta ideia tem pernas para andar e está condenada ao
sucesso, por isso meu amigo vai em frente porque as Caldas precisa de ideias
inovadoras e de Empresários que não têm medo do risco.
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Rodrigo Berquó o arquiteto das termas
Rodrigo Berquó foi um visionário. Para ele transformar as
Caldas da Rainha numa das primeiras cidades termais da Europa, era uma missão
que só não foi totalmente realizada por motivo da sua morte ocorrida no
exercício da direcção do Hospital Termal, mas isso não lhe tira o mérito de ter
sido um dos homens do seu tempo, com uns horizontes de futuro que ainda hoje se
reconhece.
domingo, 10 de fevereiro de 2019
Os 110 Anos da Mercearia Pena
Falar dos 110 anos da mercearia Pena é falar de sinónimo de
qualidade. Quando lá entramos os aromas que sentimos faz-nos viajar pelo nosso
imaginário.
Sou frequentador da mercearia desse os tempos do Sr. Vitor,
do Mané do Silvestre, do Zé Lopes, e tantos outros que por lá passaram. Quando
em 1998 o Sr. Alberto da Bernarda adquiriu a Mercearia Pena ao Sr. Vitor
Ferreira Santos, mais conhecido por Vitor do Pena, esta foi renovada, mas manteve
as características dos velhos tempos.
Esta mercearia, que é uma referência do comércio tradicional
desde 1909, recebeu o Prémio Mercúrio em 2007, que é atribuído às 5 melhores casas de
Comércio Tradicional do País. Em 2009 também é distinguida pela Camara
Municipal pelos seus 100 anos e pela excelência do serviço prestado á
cidade.
O Sr. Alberto da Bernarda, um jovem setentão, continua cheio
de energia, e tem no seu filho Rui da Bernarda um excelente continuador que lhe
dá garantias de sucesso.
Parabéns a todos os que tornaram esta casa num
estabelecimento emblemático da cidade.
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Em dia de derbi
Numa semana onde Sporting e Benfica se vão encontrar duas
vezes, aqui ficam os “cromos” de uma magnifica colecção de carteiras de fósforos,
dos anos sessenta, para lembrar uns
tempos em que o futebol se jogava mais dentro das quatro linhas do que actualmente.
sábado, 26 de janeiro de 2019
Um livro muito interessante
Continuando à volta da minha estante, hoje trago um livro
que foi publicado pelo PH em 1999 da autoria de José Augusto Pimentel, que é um
excelente contributo para a história das oficinas de Automóveis nas Caldas da
Rainha.
Além da pesquisa meticulosa das oficinas, conta-nos também
que o primeiro automóvel nas Caldas foi comprado pelo Sr. Fernando da Silva
Duarte “O Barateiro”, que naquele tempo tinha uma loja na Rua de Camões.
O dito carro tinha a marca PEACHAROV (Sait Etiénne) e foi
comprado em 1905 por 800§00.
Para que os Caldenses tivessem o prazer de o ver, todos os
dias era exposto na Rua Heróis da Grande Guerra, junto à casa onde foi a
Livraria 107.
Segundo os relatos da época, os caldenses ali acorriam para
o ver, como se fosse um extraterrestre.
domingo, 20 de janeiro de 2019
Um livrinho de 1939
Nestes domingos chuvosos, nada melhor do que dar uma volta
por alguns livros que estão na prateleira há algum tempo.
Hoje venho aqui partilhar convosco algumas imagens deste
exemplar de 1939, sobre a minha Escola, que tem a particularidade de ter nas
suas páginas publicidade de algumas firmas caldenses da época.
domingo, 13 de janeiro de 2019
Casa Martins Pereira
O meu amigo, de há muitos anos, Orlando Santos, sabendo da
minha maluquice em guardar “coisas das Caldas”, um destes dias, ao visitar o Mercado
da Ribeira, descobriu uma Letra da Casa Martins Pereira.
Não há muita informação sobre os Bancos e Casas Bancárias
dos anos 20/30, mas segundo julgo saber por esta altura existia nas Caldas o:
Banco Industrial Português – Praça da República
Banco Espírito Santo – Praça da República
Banco Internacional do Comercio – Rua Cândido dos
Reis
Casa M.A. Martins Pereira na Rua Heróis da Grande
Guerra
Em qualquer dos casos aqui fica a famosa Letra do Martins
Pereira, bem com alguns anúncios publicados em 1923 e claro o agradecimento ao
Orlando Santos.
domingo, 6 de janeiro de 2019
Bandas e Ranchos
O Natal já lá vai e o Ano Novo também já entrou, e para
começar este 2019, que espero que seja de muita saúde para todos, deixo aqui
algumas considerações sobre um livro que o pai natal me ofereceu.
Mais do que recordar, dar a conhecer, ou recriar, perpetua-se a memória colectiva de um povo que são já parte integrante das nossas vidas e merecem a nossa admiração porquanto são estruturantes da vida social e cultural local. mas também na Formação musical que, voluntariamente e de forma desinteressada, é desenvolvida.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Bom ano de 2019
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
domingo, 16 de dezembro de 2018
O Mundo das Árvores
As Escolas e Jardins de Infância, responderam com muita criatividade
à iniciativa da ACCCRO – Associação empresarial, e trouxeram para a rua toda a
magia que o Natal encerra.
domingo, 2 de dezembro de 2018
domingo, 25 de novembro de 2018
O Natal está a chegar
As iluminações aí estão para anunciar esta quadra
fantástica. Muitos dirão que isto são ideias de uma sociedade que procura o
consumo desenfreado, mas filosofias à parte é também nesta época do ano que as famílias
estão mais próximas.
Quanto às iluminações…bem um dia eu conto as peripécias que
alguns empresários do ramo nos pregaram, a nós ACCCRO, mas o que interessa
mesmo é que a cidade está e ainda ficará mais bonita.
Que seja uma quadra feliz para todos.
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Os meus amigos na Gala Empresarial da ACCCRO
Este Encontro, transformado em Gala Empresarial desde 2013,
além da pompa do nome é um pretexto para
estar com os amigos e assim aconteceu, no meu último ano na direcção da ACCCRO,
convidei estes amigos para partilharem comigo este momento que assinala também
os 116 anos desta Associação. que teve na sua origem Rafael Bordalo Pinheiro,
uma figura incontornável na história da cidade.
Esta foi a mesa Saurimo, para a maioria dos meus amigos o
nome não diz nada para nós teve um significado especial.
domingo, 11 de novembro de 2018
O Bordado das Caldas
Neste livro de Mário Tavares com a preciosa colaboração da D.
Idalina Lameiras, descobri que o Bordado das Caldas teve a sua origem “ao tempo
em que a Rainha D.Leonor, pessoalmente, dirigia serões de agulha a que acorriam
senhoras da sua vila que principiava”
Esses bordados eram depois vendidos nas arcadas do Hospital
Real em dias festivos e de feiras.
Dizem os apreciadores que este bordado de linha cor de
canela é “D’um sabor leve e agradável que parecem pratos de arroz doce
enfeitados.
domingo, 4 de novembro de 2018
Como eu gostava de uma boa “Coboiada”
Deste de miúdo que tenho o espírito do colecionismo, por isso
tenho grande dificuldade em desfazer-me de peças que para mim são interessantes
e provavelmente para a maioria das pessoas é lixo, mas sou assim e não há nada
a fazer.
Estes são alguns exemplos, mas o Mundo de Aventuras e o Falcão com as aventuras do Major Alvega são inesquecíveis.





















































