(Na receita original está Cericaia com C e não com S como diz o dicionário)
Trago para aqui esta fotografia só para provar aos meus amigos
que não acreditam em mim, que quando digo que em minha casa se faz a melhor cericaia
do País, não estou a mentir.
Esta foi acabadinha de fazer e como se pode constatar
devidamente ornamentada com as ameixas de Elvas provenientes do Convento da
Serra como manda a tradição alentejana.
Se não fosse o caso de estarmos em “prisão preventiva” convidava
os meus amigos para a prova deste delicioso bolo.
sábado, 28 de março de 2020
Vai uma fatia de Cericaia?
quinta-feira, 26 de março de 2020
Os Pavões do parque
Porque a Electro Líder se enquadra no tipo de loja que pode
e deve estar em funcionamento, porque é fundamental no apoio aos reparadores e
instaladores, estamos a funcionar com horário reduzido, mais precisamente das
9h30 às 13 Horas, e hoje os primeiros clientes foram os Pavões que têm o seu
habitat no Parque, mas como os Caldenses bem sabem gostam de dar uma volta pela
cidade.
sábado, 21 de março de 2020
174 anos de Rafael Bordalo Pinheiro
"Nunca cursei academias. Tenho o curso da Rua do
Ouvidor...Cinco anos. Canto de ouvido"
Quem me conhece sabe da minha admiração por Rafael Bordalo Pinheiro,
nasceu há 174 anos e foi um génio muito à frente do seu tempo.
Um homem de sorriso largo, com o seu traço irreverente e
satírico, nasceu em Lisboa a 21 de Março de 1846, foi sempre um apaixonado pelo
lado boémio da vida da Capital. Frequentou as Belas Artes o Curso Superior de
Letras da Escola de arte Dramática, mas foi a caricatura que o lançou para a
ribalta do humorismo gráfico a partir do êxito alcançado com O Dente da
Baronesa (1870). Depois de várias participações em publicações estrangeiras e
nacionais e de uma estadia no Brasil, regressa e começa trabalhar no “António
Maria”(1879). Seguiu-se o Álbum das Glórias (1880), No Lazareto de Lisboa
(1881), Pontos dos Iis (1885) e, finalmente, A Paródia (1900).
Em 1884, paralelamente à sua actividade como caricaturista e ilustrador,
experimenta o barro nas oficinas de Gomes de Avelar e, pouco tempo depois,
continua durante 21 anos na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.
Depois de uma vida cheia, em 23 de Janeiro de 1905 não resiste a uma lesão no
coração e morre em Lisboa, mas a actualidade da sua obra faz com que esta seja
intemporal.
terça-feira, 17 de março de 2020
Morreu um grande cantador
Viva quem canta
Que quem canta é quem diz
Quem diz o que vai no peito
No peito vai-me um país
Morreu o Pedro Barroso, era uma morte anunciada, mas foi uma
grande perda para a música portuguesa.
Tive oportunidade de o ouvir e conversar com ele quando esteve
nas Caldas pelos aniversários dos “Pimpões” em 1992 e 1996.
É um lugar comum tecer grandes elogios às pessoas que
desaparecem, mas digo simplesmente que o Pedro vai continuar a acompanhar-me
pela vida fora com a sua “menina dos olhos doces”, com o “cantarei”, com “cantar
brejeiro” e eu sei lá, tantas outras.
domingo, 15 de março de 2020
O mais antigo Hospital Termal
Seguindo os sábios conselhos da Directora-geral da Saúde,
Graça Freitas, este domingo passei os olhos por alguns livros da minha estante,
e retive este do Jorge Mangorrinha, sobre o Hospital Termal, hospital que
embora seja dos mais antigos do mundo, funciona com muito poucas valências, e
como é obvio a cidade perde imenso com isto.
É um livro com a qualidade que o Jorge Mangorrinha nos
habituou e além disso tem alguma s fotos interessantes.
Desde os anúncios aos hotéis que eram a coquelux da época,
passando pelo cartaz dos Jogos Florais organizados pela Gazeta das Caldas, até à
fotografia da Rua da Liberdade, (antiga Rua Frederico Pinto Basto) onde é visível
a Pastelaria Caldense que faziam as melhores e únicas “Arrelias” que não têm
nada a ver com os bolos que hoje se fazem com o mesmo nome.
domingo, 1 de março de 2020
Os Encantos do Alentejo
O jornal Britânico “The Guardian”, num artigo sobre o
Alentejo, escrevia que a comida, o bom tempo e a paisagem colorida, eram as
características que mereciam destaque, e tornavam a região num dos locais mais
interessantes da “Europa Rural”, para visitar na Primavera.
Concordo inteiramente com a discrição. O Alentejo é na
verdade sinónimo de sossego e de vastas planícies, e este ano apeteceu-me fugir
do carnaval e descobrir um pouco de Arraiolos, Évora, Vila Viçosa, Redondo e
Estremoz, e nestas alturas não perco a oportunidade dar largas à paixão pela
fotografia, porque como dizia Henri Cartier-Bressom, “Fotografar, é colocar na
mesma linha a cabeça. o olho e o coração”
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
Recordar o RC3 de Estremoz
Sempre que ando pelo Alentejo, Estremoz é visita obrigatória.
O Regimento de Cavalaria 3 foi o ponto de partida do Batalhão de Cavalaria
8322-74 com destino a Angola, isto já em 1975, nesta altura já o MRPP tinha
como slogan “NEM MAIS UM SOLDADO PARA O ULTRAMAR”, mas o que é certo é que não
valeu de nada porque fomos mesmo, e diga-se em abono da verdade que foi uma experiência
de vida inesquecível, entre outras coisas ganhei amigos para a vida.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Parabéns aos Pimpões
Esta colectividade que tem uma importância fundamental na cidade, quer a nível desportivo, quer cultural, mantém uma actividade impressionante e um número de Associados de alguns milhares, o que nos tempos que correm, quando o Associativismo luta pela sua sobrevivência, é notável.
Fundada em 19 de Fevereiro de 1938, por: João Arroja, Joaquim Luís, Boaventura Vitória, Agostinho Alves, António Campoto e Delfim Nogueira, teve os seus primeiros estatutos aprovados por alvará do Governador Civil do Distrito de Leiria em 9 de Abril de 1943.
O nome da associação foi inspirado num jornal de Rafael Bordalo Pinheiro chamado "Pimpão", jornal este de duração curta e que antecedeu "Os Ridículos" . Os fundadores queriam construir um espaço de convívio e divertimento que superasse os bailes até aí realizados pelos mais velhos. Os tempos mudaram e os bailes deram lugar a diversas actividades que são o suporte para uma vida que se quer longa.
Parabéns SIR “OS PIMPÕES”
Assina um Pimpão da Velha Guarda.
domingo, 16 de fevereiro de 2020
A Cidade que é outra louça
O título não é meu, é da revista Evasões deste mês que fez
uma volta pelas Caldas dando a conhecer algumas dos seus pontos de interesse.
Da Rota Bordaliana à Praça, que é a nossa menina dos olhos, tiraram
alguns apontamentos que culminaram com a visita à centenária Mercearia Pena e a
Casa do Sr. Jacinto, e claro, não podia faltar a gastronomia. Maratona, Casa
Antero e Adega do Albertino, foram as comtempladas, pelo olhar atento dos repórteres.
Tem ainda uma referência ao Pastel Bordalo, uma criação da
ACCCRO, que me enche de satisfação, pois participei neste projecto desde a
primeira hora.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Dia dos Namorados
Neste dia de S.Valentim as redes sociais são um estendal de juras de amor eterno onde as pessoas aproveitam a ocasião para recordar o seu estado civil, postando fotografias com um sorriso de orelha a orelha, e de copo na mão.
Não tenho nada contra as novas tecnologias e ferramentas de informação, antes pelo contrário, mas não resisto ao glamor dos postais do princípio do século, que têm um fascínio especial, muito mais a ver com o espírito do Cupido.
Mas com Postais ou SMS o que importa mesmo é namorar, e não se esqueçam …isso não é coisa só dos novos, a geração dos cinquentões/Sessentões ainda mexe.
domingo, 9 de fevereiro de 2020
A Décima sétima Freguesia
Confesso que nunca tive espírito de emigrante, mas obviamente
tenho um enorme respeito por todos os que tiveram que se “fazer à vida”. Como
escreveu Leão Tolstoi, “Prouvera a Deus que o nosso horizonte pudesse
alargar-se todos os dias! As pessoas que se cingem a sistemas são as incapazes
de abarcar a verdade inteira e tentam agarrá-la pela cauda”. Isto vem a propósito de um livro do meu amigo
João Carlos Costa sobre a Associação Regional Caldense nos Estados Unidos, amigos
que partiram para o desconhecido em busca de uma vida melhor.
Com esta Associação deram razão a quem diz que “Quem
inventou a distância, esqueceu-se que existe a saudade”.
domingo, 2 de fevereiro de 2020
“O Armador do Caldas”
Já por diversas vezes a Fernanda Silva me tinha sugerido dar
uma vista olhos nos recortes de jornais que tinha guardado sobre o seu pai, o
António Pedro, um dos jogadores mais brilhantes que jogou no Caldas S.C. nas
décadas de 50/60, quando os Caldenses ombreavam com os grandes do futebol.
Pois bem hoje foi o dia, e na verdade tem recordações que
demonstram bem o valor do seu pai, bem ilustrado no suplemento da Revista
Cavaleiro Andante, que lhe atribui o título de “O Armador do Caldas”.
Pessoalmente conheci o António Pedro e tive o privilégio de
conversar com ele várias vezes, pessoa modesta e muito sensata, e com histórias
da bola muito engraçadas.
Deixo aqui alguns recortes, um dia destes volto ao tema.
domingo, 26 de janeiro de 2020
O Chafariz das Cinco Bicas
Um chafariz com história, aliás com muitas histórias.
Situado ao lado da antiga Escola Industrial e Comercial, do alto das suas bicas,
presenciou muitas “praxes” escolares e deu de beber a muita boa gente.
Este Chafariz joanino, classificado de Imóvel de Interesse
Público pelo IPPAR em 1982, é um dos três mandados edificar nas Caldas da
Rainha, entre 1748 e 1751, na sequência da politica adoptada por D. João V de
fornecer água às populações.
Tem como característica cinco estrelas onde estão cravadas as bicas que
representavam, emblematicamente 5 das 7 plêiades ou 7 estrelas da constelação
do Touro (as filhas de Apolo).
Por cima tem uma placa com a Inscrição: "E estas as outras cinco plêiades,
de onde beberás quando quiseres, saudáveis por benefício do céu, sempre
correndo por mercê do Rei".
domingo, 19 de janeiro de 2020
Ferreira da Silva
Confesso que não sou um grande apreciador da arte de
Ferreira da Silva, mas a sua obra também não me é indiferente, e hoje, como os programas
da TV são uma “pessegada” que já não há pachorra, aproveitei para dar uma
olhadela ao livro do João Serra sobre a vida e obra de Luis Ferreira da Silva.
Não mudei a minha opinião, embora considere que foi um homem muito à
frente do seu tempo com algumas obras arrojadas, mas que não são de fácil apreciação.
domingo, 12 de janeiro de 2020
Quem vai subir esta encosta?
Quem conhece a região sabe da importância deste dia para o Concelho de Óbidos, é uma romaria muito interessante.
Nos meus tempos de Escola era quase um sacrilégio não ir ao Santo Antão, chouriço assado, com fartura, vinho, muito, e alegria aos jorros.
Nos últimos anos fui lá algumas vezes quase de passagem, vamos lá ver se na próxima sexta-feira tenho um bocadinho para beber um copo com o Maximino
No Livro RECORDAÇÕES DE INFÂNCIA NAS CALDAS 1940-1954-1957 , de Luiz Teixeira destaco esta passagem que reflete o espirito da festa.
…Talvez a vida tivesse menos luzimento de exteriorizações, talvez as Caldas fossem menos progressivas, mas estendia-se, sem dúvida, por toda a parte, a doce paz de um mundo que girava sem cuidados. Não haveria, decerto, tantos automóveis, mas era admirável ir a Óbidos ou a Tornada. À procissão anual ou às romarias do Santo Antão ou do São Brás, a pé, cantando pelo caminho…
domingo, 5 de janeiro de 2020
Os encantos do parque das Caldas
Mesmo no inverno o Parque das Caldas, ou jardim, como dizem
os meus amigos que me visitam, tem os seus encantos.
Este Parque criado durante o reinado de D.João V, e
dinamizado por Rodrigo Berquó, no final do seculo XIX, continua a ser um local
de grande romantismo e lazer, com as belas alamedas e o lago central, é um óptimo
local para “carregar baterias”, e já agora para quem por lá passa, pode sempre
aproveitar para uma visita ao Museu José Malhoa, onde se pode apreciar quadros
emblemáticos como as Promessas e o Fado.

























