domingo, 15 de dezembro de 2019

Rafael Bordalo Pinheiro – Um Português genial

Quem me conhece sabe que tenho um fascínio por Rafael Bordalo Pinheiro, e sempre achei estranho que a cidade de Caldas da Rainha, nunca lhe desse a importância merecida, nos últimos anos parece haver uma inversão deste esquecimento e aos poucos vai lhe sendo dado o destaque que merece.
Vem a propósito umas revistas que descobri, onde a figura do mestre merece reportagem, onde a grandeza da sua obra é realçada.
Bordalo Pinheiro foi inventor do Zé Povinho, mas também jornalista da gravura, cronista gráfico, ceramista, empresário (falido), cartoonista e um grande republicano. Foi um homem que nasceu antes do seu tempo, tão destemido quanto temido, tão provocador como carinhoso, em suma um humorista que soube rir dos outros quanto de si próprio.  

domingo, 8 de dezembro de 2019

Um jantar de amigos

No passado Sábado cumpriu-se mais uma tradição que já leva 10 anos, uma jantarada de natal envolvendo gente do Comércio.
Durante a minha passagem pela ACCCRO (Associação Comercial), transformámos este jantar em Gala Empresarial, ao fim de 6 anos de mandato, este encontro regressou às origens e perdeu a “pompa e circunstância”.
Como ontem disse, para mim é um privilégio ter amigos desta qualidade, e para o próximo ano lá estaremos de novo, e já agora se faltar alguém que não seja eu.   





















domingo, 1 de dezembro de 2019

Os Galegos ou o 1º de Dezembro?

O meu antigo professor e amigo, Sá Lopes, perguntava se sem a Restauração, ainda seriamos Galegos?
A esta pergunta ninguém saberá responder, em qualquer dos casos como nunca morri de amores por espanhóis, estou agradecido aos 120 conspiradores que na manhã de 1 de dezembro de 1640, invadiram o Paço da Ribeira, em Lisboa, para acabar com o domínio Espanhol, representado por Miguel de Vasconcelos.   
Mas ainda sobre a questão dos Galegos, se recuarmos até ao período que se segue ao Terramoto de lisboa, é impressionante a chegada de Galegos a Portugal, nomeadamente a Lisboa, onde ainda hoje se encontra descendentes desta imensa comunidade.
Para ilustrar este pequeno apontamento, aqui fica uma imagem do livro sobre o mesmo tema com ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro.  


domingo, 24 de novembro de 2019

As exposições na “Fiat”

Hoje “roubei” uma fotografia do álbum do Júlio Reis para recordar as exposições fantásticas que fazíamos, por alturas de maio.
A primeira foi realizada no edifício dos CTT, em 1975, e nos anos seguintes no stand da Fiat, onde hoje funciona a Giovani Gali e a Perfumaria Barreiros e Faria.
Grandes noitadas na preparação das exposições, que reunia coleções muito variadas, e tanta gente que se envolvia nisto.
O espírito do colecionismo foi desvanecendo, mas eu e mais alguns teimosos, continuamos a guardar recordações e fundamentalmente a cultivar amizades.


terça-feira, 19 de novembro de 2019

Está bonita a minha Rua

Aqui está uma foto para mostrar como está bonita a minha Rua, mas o que eu queria mesmo mostrar era a minha loja, Electro Lider onde se não encontrar o que quer, encontra pelo menos gente muito simpática e muito bem disposta, só por isso vale a pena a visita.

sábado, 16 de novembro de 2019

Está bonita a minha Cidade

Nos últimos 6 anos tive alguma responsabilidade nas iluminações de Natal, e este ano confesso que estava com alguma curiosidade para ver o que esta nova direcção da ACCCRO iria fazer, pois bem já vi e francamente gostei do que vi. Está bonita a minha cidade e julgo que o objectivo que nos propusemos há 6 anos, de promover a marca “Caldas” tem pernas para andar.











segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Parabéns ACCCRO pelos 117 anos

A ACCCRO foi fundada em 12 de Novembro de 1902, por um grupo de quarenta e cinco cidadãos, entre os quais figurava Rafael Bordalo Pinheiro.
A reunião para aprovação de estatutos teve lugar no Hotel da Copa (na actual Rua Miguel Bombarda), onde ficou a sua Sede provisória. Em Janeiro do ano seguinte passou a estar instalada na travessa de Santo António e em Março de 1903 passou para a Praça da Republica, onde mais tarde seria os “Armazéns do Chiado”.
Designava-se “Associação Comercial e Industrial das Caldas da Rainha”, definindo como primeiro objectivo «Constituir-se num centro onde o comércio e indústria defendam os seus direitos investigue as suas necessidades, advogue os direitos e interesses dos comerciantes e industriais e promova tudo quanto possa contribuir para a prosperidade social e interesse do comércio e indústria».
Em 1939,a alteração estatutária foi profunda: de Associação passou a Grémio, com a imposição de todos os estabelecimentos comerciais, fazerem parte do Grémio, que por sua vez era um dos sustentáculos do regime.
Esta situação manteve-se, como se sabe, até 1974. Nessa altura recuperou o carácter eminentemente associativo, embora conservasse a representatividade empresarial e comercial.
Como escreveu João Serra, “A trajectória desta Associação é inseparável da afirmação urbana das Caldas da Rainha e da sua capacidade de polarizar uma malha feita de fios não apenas económicos, como sociais, culturais e até desportivas”.
Por tudo isso ergo a minha taça de champanhe para festejar os 117 anos da ACCCRO.

domingo, 10 de novembro de 2019

Das Caldas da Rainha a S. Tomé e Príncipe

Estes dias chuvosos são óptimos para ficar em casa e aproveitar para dar uma volta aos livros da estante, e já agora dar umas leituras que mesmo de través são sempre enriquecedoras.
Foi o caso deste livro sobre a vida e obra de Claudina Chamiço, que como dizia o Embaixador de S.Tomé e Príncipe, Damião Vaz de Almeida, “ este livro é uma evocação à saudade, à encruzilhada e imbricação de vidas que fazem a riqueza da multiculturalidade, e de sã convivência entre os povos.”  
Este livro  “Das Caldas da Rainha a S.Tomé e Príncipe", é um intercalar de memória, de sentimentos, de impressões pessoais, quase íntimas, no discurso histórico, para além de contrariar a tendência académica, é uma particularidade de Mário Lino que ninguém lhe pode levar a mal, tal o grau de entusiasmo e de genuinidade com que o faz”
Por tudo isto quando passarem pela Rua Claudina Chamiço, lembrem-se que esta foi uma mulher muito à frente do seu tempo e que deu grande contributo para solidariedade social, nomeadamente na área da saúde, de que é referência a construção do Hospital da  Sant’Ana na Parede.

domingo, 3 de novembro de 2019

40 Anos depois

É verdade… já se passaram 44 anos.
A propósito de uma conversa, com um grupo de amigos sobre a Independência de Angola, veio-me à memória a minha participação no processo de descolonização daquele território Africano.
Integrei um Batalhão que foi enviado para a Lunda, Leste de Angola, mais precisamente Saurimo, em Maio de 1975, e regressámos a 31 de Outubro do mesmo ano, ou seja a 11 dias da Independência.
Estes seis meses foram vividos com uma grande intensidade, uma experiência inesquecível, para trás ficam as recordações e uma grande amizade com todos os companheiros, mas muito forte naturalmente com  os “Furriéis” que me eram mais próximos.
Como alguém já disse:
Independentemente do nosso papel,
Do tamanho do nosso papel,
Ou do número de graus de liberdade
A que temos direito
Ou que fazem parte do nosso contrato.
Que o importante foi ser actor
E não mero figurante.
Para ilustrar este pequeno texto deixo aqui o último jornal que comprei em Angola

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Um lanche como manda a tradição

Desculpem lá não os ter convidado para o meu lanche, foi uma falha imperdoável, fica para uma próxima, estava tudo óptimo e bem regado com a fabulosa jeropiga que o meu amigo Tony de Fermentelos faz o favor de me oferecer. Tenham um bom fim de semana.

domingo, 27 de outubro de 2019

Um encontro que faz bem à alma

Ele há coisas que não tem uma explicação lógica, não é fácil o comum dos mortais entender porque é que uma vivência com quase 50 anos de distância, mantém as pessoas tão ligadas, mas é isso mesmo que acontece com os meus amigos do Batalhão de Cavalaria 8322-74, que passou por Angola já em tempo de pós 25 de Abril.
Já escrevi várias vezes que foi uma experiência de vida única, e reencontrar esta malta, faz muito bem à alma.
Este ano a festa foi em Mangualde, no próximo lá estaremos em Penacova.

sábado, 19 de outubro de 2019

As memórias do Maximino

Pode-se dizer que conheci o Maximino por causa dos Encontros dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, e nestes últimos 20 anos tive oportunidade de constatar como ele é um Homem Bom, para não me alongar em grandes elogios acrescento que é um privilégio ter amigos como ele, além do mais é um “Lagarto” dos quatros costados.

Pois bem o Max passou para o papel as inúmeras histórias que nos tem contado e teve honras de apresentação do seu livro no Fólio 2019 e claro que eu não podia faltar.
Já li alguns textos e gostei, para vos aguçar o apetite aqui deixo uma passagem das “Idas às Caldas”  

“ Das lojas de mercearias desse tempo, lembro-me da loja do Pena, hoje uma mercearia de referência, ainda a loja do Frias e Gonçalves, também da loja do senhor Francisco situada na antiga praça do peixe, ambas fecharam há muito em parte devido à abertura de grandes superfícies, e para os tecidos e linhas, na ainda existente loja do João Vintém no topo norte da praça do peixe, sendo também um ponto de referência a loja do senhor Jaime Neto, na rua das Montras.”     


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

A Taberna do Narciso

O Luis do Ramiro, sabendo da minha disponibilidade para tudo o que a Caldas diga respeito, encontrou uma foto que achou interessante partilhar neste espaço.
Como já referi a fotografia foi obtida durante uma jantarada na taberna do Narciso, a sua localização era na Rua Heróis da Grande Guerra, um pouco mais abaixo da Mercearia Pena, onde hoje funciona um café, e a foto está datada de Junho de 1969.
Para a informação ficar completa tive a ajuda preciosa do Mané, ele também um dos convivas deste encontro e neto do Senhor Narciso.
Em pé, da esquerda para a direita temos: Campoto, Raul Peres, Sabino Alfaiate, Arlindo, Cipriano, António Paulo, Júlia, Helena, Felicidade (Esposa do Sr. Narciso), Mané, Hugo do João Ramos, Joaquim Pinto e João Rego.
Sentados pela mesma ordem: Laureano, Amaral (continuo na Escola), Valentim, Rafael, Justiça, David, Narciso, Tomás, Cardoso, Vitória, Eduardo, ???, “Cobecas”.

sábado, 5 de outubro de 2019

República, Zé Povinho e Eleições

Este livro de caricaturas de Rui Pimentel, tem tudo a ver com o dia de hoje, foi editado pela Biblioteca Museu República e Resistência, para comemorar a implantação da Republica, e em véspera de eleições este carton do Zé Povinho é um lembrete para amanhã fazermos valer o nosso direito de escolha.
É um lugar comum mas quem fica em casa perde a autoridade moral para reclamar e além disso o direito ao voto deu muito trabalho para alcançar.


segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Quem não gosta de legos?

Grande exposição que está na Expoeste, vale a pena lá dar uma saltada para apreciar grandes construções em legos. Por mim sou um fã e os meus netos autênticos engenheiros na montagem destas construções.