domingo, 27 de outubro de 2019

Um encontro que faz bem à alma

Ele há coisas que não tem uma explicação lógica, não é fácil o comum dos mortais entender porque é que uma vivência com quase 50 anos de distância, mantém as pessoas tão ligadas, mas é isso mesmo que acontece com os meus amigos do Batalhão de Cavalaria 8322-74, que passou por Angola já em tempo de pós 25 de Abril.
Já escrevi várias vezes que foi uma experiência de vida única, e reencontrar esta malta, faz muito bem à alma.
Este ano a festa foi em Mangualde, no próximo lá estaremos em Penacova.

sábado, 19 de outubro de 2019

As memórias do Maximino

Pode-se dizer que conheci o Maximino por causa dos Encontros dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, e nestes últimos 20 anos tive oportunidade de constatar como ele é um Homem Bom, para não me alongar em grandes elogios acrescento que é um privilégio ter amigos como ele, além do mais é um “Lagarto” dos quatros costados.

Pois bem o Max passou para o papel as inúmeras histórias que nos tem contado e teve honras de apresentação do seu livro no Fólio 2019 e claro que eu não podia faltar.
Já li alguns textos e gostei, para vos aguçar o apetite aqui deixo uma passagem das “Idas às Caldas”  

“ Das lojas de mercearias desse tempo, lembro-me da loja do Pena, hoje uma mercearia de referência, ainda a loja do Frias e Gonçalves, também da loja do senhor Francisco situada na antiga praça do peixe, ambas fecharam há muito em parte devido à abertura de grandes superfícies, e para os tecidos e linhas, na ainda existente loja do João Vintém no topo norte da praça do peixe, sendo também um ponto de referência a loja do senhor Jaime Neto, na rua das Montras.”     


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

A Taberna do Narciso

O Luis do Ramiro, sabendo da minha disponibilidade para tudo o que a Caldas diga respeito, encontrou uma foto que achou interessante partilhar neste espaço.
Como já referi a fotografia foi obtida durante uma jantarada na taberna do Narciso, a sua localização era na Rua Heróis da Grande Guerra, um pouco mais abaixo da Mercearia Pena, onde hoje funciona um café, e a foto está datada de Junho de 1969.
Para a informação ficar completa tive a ajuda preciosa do Mané, ele também um dos convivas deste encontro e neto do Senhor Narciso.
Em pé, da esquerda para a direita temos: Campoto, Raul Peres, Sabino Alfaiate, Arlindo, Cipriano, António Paulo, Júlia, Helena, Felicidade (Esposa do Sr. Narciso), Mané, Hugo do João Ramos, Joaquim Pinto e João Rego.
Sentados pela mesma ordem: Laureano, Amaral (continuo na Escola), Valentim, Rafael, Justiça, David, Narciso, Tomás, Cardoso, Vitória, Eduardo, ???, “Cobecas”.

sábado, 5 de outubro de 2019

República, Zé Povinho e Eleições

Este livro de caricaturas de Rui Pimentel, tem tudo a ver com o dia de hoje, foi editado pela Biblioteca Museu República e Resistência, para comemorar a implantação da Republica, e em véspera de eleições este carton do Zé Povinho é um lembrete para amanhã fazermos valer o nosso direito de escolha.
É um lugar comum mas quem fica em casa perde a autoridade moral para reclamar e além disso o direito ao voto deu muito trabalho para alcançar.


segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Quem não gosta de legos?

Grande exposição que está na Expoeste, vale a pena lá dar uma saltada para apreciar grandes construções em legos. Por mim sou um fã e os meus netos autênticos engenheiros na montagem destas construções.











sábado, 21 de setembro de 2019

Espalhando influência

Na semana passada voltei à Praia da Rocha, e quando por lá ando há um sítio que não dispenso para jantar.
Estou a falar do Restaurante Mira, onde se come bons grelhados e tem um serviço francamente agradável.
Este Restaurante tem a particularidade de possuir uma enorme quantidade de cachecóis de agremiações desportivas a forrar a parte superior das paredes.
Pois bem, esta última vez fiz questão de juntar ao espólio dos cachecóis, um do CALDAS S.C., e transmiti ao proprietário que este era especial, pois tinha estado no Campo da Mata no jogo em que fomos “roubados” pelo senhor do apito, o que nos impediu de ir ao Estádio do Jamor defrontar o grande Sporting.
Como se vê não perco uma oportunidade de espalhar influência, porque gosto muito da nossa cidade, ao contrário de certa gente que não tem dois dedos de testa…mas isso são contas de outro rosário.


domingo, 15 de setembro de 2019

Vamos lá fazer o sumário

Pois é, tal como na Escola depois da matéria dada é tempo de fazer o sumário, e como diz a canção “Meu querido mês de Agosto”
Ele foi uma almoçarada no Manuel Vina, para comemorar os anos da Beta, um Encontro na Lareira para celebrar os 90 anos do “Meu Primeiro Sargento”, uma tradicional sardinhada que se faz há várias décadas e uma volta pelo Algarve que acabou com uma almoçarada em casa de gente boa.
São estas pequenas coisas que fazem bem à alma e sentir como é bom ter amigos com quem partilhar a vida.      





sábado, 31 de agosto de 2019

Chega ao fim uma caminhada de 6 Anos

Com as eleições de 30 de Agosto, chega ao fim um percurso de 6 anos. Foi uma experiência de vida muito interessante, trabalhei com pessoas fabulosas,
Chegámos em Setembro de 2013 e tivemos que gerir a Associação com pinças, os três primeiros anos foram de grande dificuldade porque o dinheiro era curto e as dividas muitas, mas já lá vai, e o que me dá grande satisfação é a herança que deixamos para a direcção vindoura, neste momento a ACCCRO tem uma organização que nos orgulha, não tem dividas e deixamos uma “almofada” financeira muito confortável.
Fica a desilusão de não termos conseguido que os nossos Associados tivessem uma participação mais activa…mas as coisas são como são e não há volta a dar, é mais fácil mandar palpites no Facebook, do que fazer coisas em prol da comunidade.  
Parabéns aos novos elementos eleitos e ficamos na espectativa que façam um bom trabalho, porque a ACCCRO é fundamental para o desenvolvimento da Cidade.  

domingo, 11 de agosto de 2019

Real Sociedade

Nos anos setenta depois do “25 Abril” o movimento associativo eclodiu com uma dinâmica própria dos períodos revolucionários, este foi um fenómeno transversal a todo o País e obviamente as Caldas da Rainha não fugiu à regra.
Uma destas associações que apareceram foi o Real Sociedade, que teve no Joaquim Marques o seu grande sustentáculo.
Embora o Grupo tenha tido diversas actividades, ténis de mesa, teatro, campismo e pesca, foi no futebol que esta colectividade teve os seus pontos altos.
Guardo do Real Sociedade, alguns objectos, nomeadamente uma “minúscula taça” prémio do 1º Raly Paper que ganhei com meu, “co-piloto” Zé Fernando.
Enquanto alinhavava estas linhas, dou comigo a pensar na enorme criatividade que a minha geração teve para criar e reinventar uma nova maneira de estar na democracia que acabara de nascer.  





domingo, 4 de agosto de 2019

Caldas 77 – IV Encontros de arte

Faz agora 42 anos que as Caldas da Rainha viveu uns dias loucos. Os quartos Encontros de Arte, que decorreram entre 1 e 12 de Agosto de 1977, trouxeram à Cidade artistas das mais diversas áreas.
Não foi consensual, apelidado por uns de vandalismo, por outros de festival pornográfico, o que é certo é que o evento teve repercussões a nível Europeu, sendo noticiado em várias publicações.






domingo, 28 de julho de 2019

Caldas desaparecida – Rua Heróis da Grande Guerra

Num modesto contributo para a história do Comércio das Caldas da Rainha, trago aqui um conjunto de slides onde encontramos quase uma centena de referências a casas e serviços que existiam na Rua Heróis da Grande Guerra.
Com o decorrer dos anos foram desaparecendo, felizmente que algumas teimosamente vão resistindo, e claro novas vão surgindo.
A Rua Heróis da Grande Guerra, uma das mais importantes da Cidade, começou por se chamar “Rua dos Arneiros”, foi em 10 de Dezembro de 1902 denominada “Rua Conselheiro José Luciano”. Após a proclamação da República passou a denominar-se “Rua Machado dos Santos” muito embora nas actas da Câmara não conste esta deliberação. Em sessão de Câmara de 28 de Maio de 1915, foi deliberado denominá-la “Rua 14 de Maio”, mas três anos mais tarde volta ao nome anterior. Em 22 de Maio de 1927 assume a denominação de Avenida Heróis da Grande Guerra, Em 1936 a “Avenida” deu lugar à “Rua” pela qual hoje é conhecida. Alguns edifícios resistiram aos tempos como é o caso do Prédio do “Manuel Lopes” que data de 1903.