domingo, 28 de julho de 2019

Caldas desaparecida – Rua Heróis da Grande Guerra

Num modesto contributo para a história do Comércio das Caldas da Rainha, trago aqui um conjunto de slides onde encontramos quase uma centena de referências a casas e serviços que existiam na Rua Heróis da Grande Guerra.
Com o decorrer dos anos foram desaparecendo, felizmente que algumas teimosamente vão resistindo, e claro novas vão surgindo.
A Rua Heróis da Grande Guerra, uma das mais importantes da Cidade, começou por se chamar “Rua dos Arneiros”, foi em 10 de Dezembro de 1902 denominada “Rua Conselheiro José Luciano”. Após a proclamação da República passou a denominar-se “Rua Machado dos Santos” muito embora nas actas da Câmara não conste esta deliberação. Em sessão de Câmara de 28 de Maio de 1915, foi deliberado denominá-la “Rua 14 de Maio”, mas três anos mais tarde volta ao nome anterior. Em 22 de Maio de 1927 assume a denominação de Avenida Heróis da Grande Guerra, Em 1936 a “Avenida” deu lugar à “Rua” pela qual hoje é conhecida. Alguns edifícios resistiram aos tempos como é o caso do Prédio do “Manuel Lopes” que data de 1903.














domingo, 21 de julho de 2019

O Salão Ibéria

Esta fotografia é uma preciosidade. Trata-se do interior do Salão Ibéria, onde se pode ver uma vasta assistência atenta a um evento ainda não identificado.
Julgo que não há muitas fotos que mostrem o interior desta sala de cinema, que marcou a nossa geração, (estou a falar para os cinquentões). A plateia, com as suas cadeiras de pau, para a “plebe”, porque as almofadadas eram as do balcão e estavam reservadas à classe mais abastada, estava repleta de assistentes. Curiosamente na fila da frente lá estão os meus sogros, no lado esquerdo, de óculos e engravatado, o Orlando Carteiro, um companheiro de Escola que já não vejo há anos e de camisola aos quadrados outro grande amigo, o Tomé Borges, que já nos deixou.

Mas voltando ao Salão Ibéria, segundo o jornal Circulo das Caldas de 8 de Agosto de 1917, as sessões de cinema já vinham funcionando há algum tempo. Nos anos cinquenta a sua arquitectura inicial foi reformulada, permitindo a exibição de filmes em “cinemascope”.
Após longos anos de actividade o edifício ruiu na noite de 9 de Outubro de 1978.
Nota: A Fotografia original é do meu amigo António Guilherme

domingo, 7 de julho de 2019

O Hotel Rosa

O Hotel Rosa foi fundado em 1846, embora com a denominação de “Pensão Rosa” até 1916. Desde esta data, Manuel Gomes Cardoso foi introduzindo sucessivas reformas e melhoramentos.
Durante vários anos foi um dos estabelecimentos hoteleiros que serviu de suporte aos visitantes que procuravam as Caldas para fazer Termas.
Nos anos setenta, depois do seu encerramento, foi transformado em posto dos Serviços Médicos.
Em 2005 foi demolido para dar lugar a uma nova edificação que alberga algumas lojas, escritórios e habitação.
Como nota de rodapé, este rótulo do Hotel que faz parte da minha colecção, foi-me oferecido pelo meu amigo “Zé Gordo”, um dos coleccionadores mais notáveis desta cidade.




quinta-feira, 4 de julho de 2019

… E o País ficou a conhecer melhor as Cavacas das Caldas

Ontem lá estivemos em Leiria para dar mais uma achega na projecção da  marca CALDAS, o que para nós, ACCCRO, sempre foi um objectivo primordial.
Foi um dia muito bem passado em excelente companhia e julgo que desempenhámos muito bem o nosso papel.
Ganhou as “Brisas do Lis”, na circunstância o resultado não era o mais importante, mas este honroso segundo lugar é muito importante pois deixa em aberto a possibilidade de um apuramento para a fase seguinte, e quem sabe se isto acontecer não teremos a CMCR a envolver-se no projecto.
Em qualquer dos casos chegar até aqui já foi bom, pois não podemos esquecer que iniciaram o concurso 906 doces, entre eles o nosso pastel Bordalo que ficou pelo caminho.    









segunda-feira, 1 de julho de 2019

Eu voto nas Cavacas das Caldas


No próximo dia 3 de Julho a ACCCRO vai estar em peso na cidade de Leiria, na emissão em directo da RTP, para defender a nossa “dama”.
Num universo de 906 doces a concurso, as Cavacas das Caldas foram apuradas para a fase final, e diria com inteira justiça, porque é um produto que faz parte do melhor e mais tradicional da gastronomia da região.
Segundo reza a história a sua confecção teve origem na Fanadia de onde eram naturais as manas Rosalina e Gestrudes Carlota conhecidas pelos seus dotes de doceiras em Lisboa na corte do Rei D. Carlos.
Com a queda da Monarquia em 5 de Outubro de 1910, as senhoras voltaram ás suas origens e ao fabrico das Cavacas e Beijinhos que vendiam junto ao Hospital Termal, tornando estes produtos numa imagem identificativa da cidade.
Por tudo isso está na altura de prestar homenagem as estas doceiras de excelência e a melhor forma de o fazer é votar nas nossas cavacas neste concurso que a RTP irá promover.
Independentemente do resultado, esta acção da ACCCRO foi mais uma achega para projectar a marca CALDAS, o que para nós sempre foi um objectivo primordial.

domingo, 23 de junho de 2019

Um urbanismo de bom gosto

Os Ingleses, que ultimamente, com a história do Brexit, tem tido um comportamento terceiro mundista são, no entanto, um povo com bom gosto.
Estas fotos mostram como o urbanismo é levado a sério, em terras de sua majestade.  








sábado, 22 de junho de 2019

Coisas de colecionador

Hoje foi dia de organizar os Boletins da ACCCRO e da CMCR. ….Coisas de colecionador.






sábado, 15 de junho de 2019

Hoje foi dia do 1º Sargento Roque fazer a prova de vida

O nosso “Primeiro” continua de pedra e cal e fazer ver aos mais novos que continua para as curvas…bem já são umas curvas mais apertadas, mas lá vai andando.
Hoje aproveitando uma passagem pelas Caldas dos meus amigos Mota e Carlos Silva, fomos fazer uma almoçarada e claro que o Roque lá estava, já agora envia um grande abraço para todos os companheiros do Batalhão de Cavalaria 8322-74.  

segunda-feira, 10 de junho de 2019

O Zé Povinho faz anos

"Nasceu com o 5º número da revista A Lanterna Mágica, de 12 de Junho de 1875. Em 1879, com o lançamento do novo jornal "O António Maria" (Primeira Série), apesar de analfabeto, surge com uma presença constante que ridiculariza os factos nacionais.
Zé Povinho espalha indiscriminadamente todo o seu fôlego satírico, ilustrando o catálogo da vida nacional, política e social, e das suas incongruências."
Agora o Zé está mais crescido, pela mão do António e de outros cartoonistas já é um cidadão da Europa, e certamente o seu criador Rafael Bordalo Pinheiro está muito satisfeito.
Esta data irá passar despercebida na cidade porque a Livraria 107 da minha amiga Isabel Castanheira, já não está lá para nos lembrar deste aniversário.

domingo, 2 de junho de 2019

Um Comércio levado a sério

Na semana que passou fui até Londres visitar a “minha rapaziada” e claro aproveitei o tempo para conhecer melhor uma grande cidade.
Bem sei que a dimensão da capital britânica não é comparável com o nosso burgo, mas ainda assim vale a pena pôr os olhos nestas fotos de algumas lojas da zona de Chelsea, onde o culto pelas flores é simplesmente fabuloso. A King´s Road (Julgo que é este o nome da avenida principal), tem centenas de lojas e em todas elas as flores são o tema de decoração.