domingo, 27 de setembro de 2009

O Comércio saiu à rua

No passado Sábado, o Comércio de rua das Caldas, levou a cabo mais uma iniciativa no sentido de dar força ao slogan “Centro Comercial a céu aberto”.
Aproveitando uma ideia do Paulo (Zelu), pegámos nos nossos “tarecos” e à boa maneira de outros tempos trouxemos a banca para a rua.
Tradicionalmente as Caldas tem uma grande apetência para o comércio tradicional, (pessoalmente não gosto nada deste termo), e julgo que este tipo de iniciativas é mais uma achega para manter e estimular esta tendência e tentar animar as vendas numa altura particularmente difícil.
Em jeito de brincadeira costumo dizer que provavelmente vamos todos falir, mas pelo menos será uma falência com estilo.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

A Oliva chegou ao fim

A Oliva apresentou um pedido formal de insolvência. Chega assim ao fim uma Industria emblemática dos anos 50/60.

Fundada em 1925 como "Oliveira, Filhos e Cia. Lda", esta empresa de S. João da Madeira começou por dedicar-se à indústria de fundição, serralharia, serração e carpintaria mecânica.

Em 1934 chegavam à Oliva os fogões de cozinha, ferros de engomar, radiadores e tornos de bancada e em 1948 era inaugurada a fábrica das máquinas de costura que lideraram o mercado nacional durante mais de 30 anos.

Oliva - Uma verdadeira máquina em coser, chulear e até em trabalhar com duas agulhas!

Era Assim a publicidade dos anos Sessenta.

Da Oliva resta os imóveis que são considerados exemplos maiores da arquitectura industrial portuguesa dos anos 50 e 60, e tanto quanto se sabe irão ser aproveitados para um pólo de desenvolvimento Industrial.

Nota: Esta foto é de uma parede algures no Porto e publicada no Blog "Bonecada de Alexis"

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um Postal do Amilcar de Figueiredo

Em Julho deste ano publiquei aqui no Blog alguns postais que o Amilcar de Figueiredo, proprietário da Foto Articor, editou.
Num deles, o que hoje publico de novo, tinha como legenda que se tratava de uns moinhos no alto do Nadadouro, o que está errado.
O meu amigo Amilcar de Figueiredo fez o favor de me corrigir pois esta paisagem é na Serra nos Mangues, entre S.Martinho do Porto e Nazaré.
Este jovem “aposentado” que tem como hobby “Escrever poesia. Crítica política quando isso é oportuno e Fotografia” tem um espaço na internet que pode visitar em:
http://amilcardefigueiredo.spaces.live.com/

domingo, 13 de setembro de 2009

Uma Associação com 114 anos

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha completou este Sábado 114 anos.
Por iniciativa de Ernesto Botelho Moniz, Eduardo Barbosa, Eduardo Gonçalves Neves, Artur Ferreira Neto e Henrique Sales Henriques, esta associação viu os seus estatutos aprovados em 14 de Setembro de 1895 pelo Visconde de S.Sebastião, ao tempo Governador Civil do Distrito de Leiria.

Não conheço particularmente como tem sido a vida desta associação, mas imagino que a exemplo de outras também não seja fácil, pese embora o facto de ser um tipo de colectividade onde a angariação de fundos encontra maior receptividade por parte das populações e do poder local.
Muito se tem falado na profissionalização ou não deste tipo de actividade.
Pessoalmente julgo que este é um passo fundamental, embora o voluntariado tenha o seu espaço. De uma maneira ou de outra e quer se goste ou não de alguns exageros, como as ambulâncias a circular pelo centro da cidade, quando outras opções tornariam mais rápido a sua deslocação, ou a sirene que já não é tão eficaz no chamamento como outros meios de comunicações, os Bombeiros continuam a ser uma importante força social de Socorro.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Licença de Isqueiro

Esta tarde um amigo entrou na minha loja para me pedir um Isqueiro para acender o seu cigarro, eu tentando fazer alguma graça respondi-lhe que não tinha, porque não tinha renovado a licença.

Estava um grupo de jovens que ficou a olhar para mim a pensar “o gajo não joga com o baralho todo”.

Expliquei que no tempo do “Botas” a licença de Isqueiro era uma obrigatoriedade de qualquer cidadão exemplar…nem queriam acreditar.

Lembrei-me que a minha amiga Lurdes Peça há uns tempos enviou-me uma imagem deste documento e prometi aos jovens que hoje poria no Blog.

Cá está, a promessa está cumprida.

domingo, 6 de setembro de 2009

Quando chega Setembro

Provavelmente alguém terá uma explicação “científica” para estas coisas, eu não, o que é certo é que todos os anos em Setembro me lembro do Salvador Allende.

Em 1973 estava na tropa em Paço de Arcos. Na unidade havia um jornal de Parede que fazia a glorificação do ditador Augusto Pinochet, depois do golpe brutal que derrubou o primeiro Presidente Marxista a ser eleito democraticamente na América Latina.

Vivia-se nesta altura uma intensa “Guerra Fria” com os Estados Unidos envolvidos no Vietname, e o aparecimento de um regime Comunista na sua área de influência era a última coisa que os Americanos queriam, já bastava o êxito da revolução de Fidel.

Assim em Setembro de 73, aproveitando algumas convulsões sociais que as revoluções são peritas em criar o Ditador deitou por terra o sonho Chileno, Allende foi assinado no Palácio de La Moneda.

Em Setembro de 1974, continuava em Paço de Arcos, nesta altura já tinha-mos tomado de assalto a “redacção” do Jornal de Parede e obviamente o conteúdo mudou radicalmente.

Tinha 21 anos, o Che Guevara o meu ídolo, MRPP, FEC(ml) estavam muito à direita e no “meu jornal de parede” lá estava a última frase de Salvador Allende.

"¡Viva Chile! ¡Viva el pueblo! ¡Vivan los trabajadores!"

Uns tempos depois emocionei-me com o filme “Chove em Santiago.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Caldas intemporal XXVIII – Praça 25 de Abril

A Praça 25 de Abril ou como se diz a Praça dos três poderes, pois em volta da rotunda está o Tribunal, a Câmara e a Igreja, é um espaço que não sendo muito antigo tem algumas histórias que fazem parte da vida da cidade.

O Borlão, como esta praça era denominada nos anos sessenta, chegou a ser o palco da tradicional feira do 15 de Agosto.

A estátua do Marechal Carmona “plantada” na Rotunda originou uma “epopeia” revolucionária que acabou com a sua retirada, coisas do PREC.

O café Maratona, instalado nas arcadas, com a sua “pista de carrinhos” marcou uma geração.
Mais tarde a pista de carrinhos deu lugar aos bilhares e agora uma magnífica remodelação, dotou aquele espaço de nova vida.



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Os cinquenta anos do Astérix

Na minha adolescência comprava com regularidade a Revista “Tintin”, a tal que tinha como público alvo os jovens dos 7 aos 77 anos.
Esta revista, uma autêntica enciclopédia sobre banda desenhada, com maior incidência sobre a “escola Franco-Belga” tinha como heróis mais significativos o
Lucky Luck, Michel Vaillant, o Buddy Longway, o Luc Orient, o Ric Hochet, o Cort Maltese, o Black e Mortimer, o Tintin e obviamente o Asterix e o Obélix que eram os meus favoritos.
Pois bem, os meus heróis estão crescidinhos e fazem 50 anos.
O Astérix, o Obélix, o Druida Panoramix e os outros amigos da aldeia foram criados em 1959 por Alberto Uderzo e René Goscinny. Após o falecimento de Goscinny, Uderzo deu continuidade ao trabalho, apesar de Uderzo ter afirmado que não queria que ninguém continuasse a série, após a sua morte.
A editora ASA prepara-se para comemorar a data com uma reedição do álbum “Como Obélix Caiu no Caldeirão do Druida Quando Era Pequeno” que foi publicado pela primeira vez no jornal Francês Pilot em 1965.
Por mim, do alto dos meus 57 anos, continuo fiel aos meus heróis.

sábado, 22 de agosto de 2009

O meu papel de Avô

A semana passada fui incumbido de uma espinhosa função e para a desempenhar fui nomeado “babysiter”.
Quero dizer que me desenrasquei na perfeição muito embora o meu neto tenha facilitado a tarefa.

Mas esta tarefa lembrou-me um texto que há uns tempos li num blog e que teria sido escrito por uma menina de 8 anos e publicado no "Jornal O Povo do Cartaxo”.
Não sei se é bem assim mas tudo isto são pormenores, perante a verdadeira delícia que é este texto.

"Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem «Despacha-te!».
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.
As avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma avó, sobretudo se não tiver televisão."

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Postais das Caldas IV – Cabeleireiros de Lisboa

Os “Cabeleireiros de Lisboa” que no final do século XIX, abriram uma filial nas Caldas da Rainha, foram também responsáveis por 3 edições de Postais Ilustrados.
No postal (em cima) com uma vista sobre o lago do parque D.Carlos I, é bem visível a data de 27-08-1904.
No de baixo, que nos mostra os Pavilhões do Parque, o ano não é legível mas será seguramente de 1905.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mais flores



domingo, 9 de agosto de 2009

Encontro no Arripiado

A Aldeia do Arripiado, ali junto a Tancos e a dois passos do Tramagal, foi o palco escolhido para um encontro de Amigos que fazemos regularmente em Agosto para aproveitar as férias do “Franciú” que faz parte do grupo da Pandilha, uma amizade cimentada desde os tempos de Angola e que os anos não conseguiram apagar.
Conforme se pode ver pelas fotos o local era bonito o restaurante “O Moinante” serviu bem, mas como sempre é a alegria do encontro que nos deixa saudades até ao próximo ano.




terça-feira, 4 de agosto de 2009

A Serra do Montejunto

A Serra do Montejunto é o ponto mais alto da região oeste, com os seus 666 de altitude, estende-se por 7 Km de largo.
Subindo ao cume da Serra desfruta-se da imensidão e beleza desta "varanda da Estremadura", área protegida de âmbito regional.Foi o que eu fiz um dia destes quando precisei de ir ao Cadaval, aproveitei para matar saudades de uma zona que conheço bem.




quinta-feira, 30 de julho de 2009

Festas de Agosto

Porque o Agosto é o mês de férias por excelência, a oferta de festas e romarias é enorme, não há lugar que não ofereça uma festa ao seu Santo Padroeiro para lhe agradecer a protecção que este lhes dá, tanto nas agriculturas como na sua vida pessoal, nós somos assim, gostamos de entregar o “nosso destino” à providência divina.

Como em Caldas não temos uma festa em honra de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, temos que nos contentar com as festas do “Costa”.

Não é o caso do cartaz reproduzido, que se refere à Feira Popular que o Caldas S.C. levou a efeito em 1960.

domingo, 26 de julho de 2009

Postais das Caldas – III – Ancora





Em tempo de férias aqui se reproduz alguns postais da Foz do Arelho que a editora Ancora comercializou nos anos setenta.
Não deixa de ser interessante verificar como as coisas mudaram em tão poucos anos.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Postais das Caldas – II – Alberto Malva

Os Imagens aqui reproduzidas são uma pequena amostra dos Postais Ilustrados editados por Alberto Malva, no princípio do século XX.
Este fotógrafo, da Rua da Madalena em Lisboa, foi responsável por uma vasta colecção a nível nacional e particularmente sobre as Caldas são conhecidos mais de duas centenas, alguns deles em parcerias com outros editores.
A colecção deste editor e de outros está muito bem documentada no excelente “Catálogo de Bilhetes Postais Ilustrados” da autoria do Dr. Vasco Trancoso.




quinta-feira, 16 de julho de 2009

Palma Inácio – o último revolucionário

Na terça-feira passada, morreu o militante histórico do PS, Hermínio da Palma Inácio, um dos revolucionários que mais dor de cabeça deu ao “Estado Novo”.
O fundador da LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) foi protagonistas de acções que o tornaram célebre.
Em 1956 desviou um voo comercial da TAP e sobrevoou Lisboa, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro a baixa altitude para lançar cerca de 100 mil panfletos com apelos à revolta popular contra a ditadura.
A sua vida foi marcada por um combate constante contra o Estado Novo, tendo sido preso diversas vezes pela PIDE, destacando-se uma passagem pelos calabouços do Aljube, onde protagonizou uma fuga histórica.
Outra das acções de grande envergadura em que participou foi no assalto à dependência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, (Operação Mondego) concretizada em 17 de Maio de 1967 com Camilo Mortágua, António Barracosa, e Luís Benvindo. O assalto foi reivindicado como operação manifestamente política pela LUAR.
Sobre esta operação, conta-se que Salazar teria comentado:
"Ainda em 1967 bandidos comunistas assaltam a dependência do Banco de Portugal na Figueira da Foz e fogem com o dinheiro, que não é pouco. Mas o que é que andam a fazer a PIDE e a GNR e a PSP? Até essas forças já me falham?"O último e mais espectacular plano de Palma Inácio não chegou a consumar-se. Propunha-se ele ocupar com elementos da LUAR a cidade da Covilhã, cujos acessos, incluindo estradas e pontes, seriam cortados com explosivos. A população seria evacuada e a PSP e a GNR desarmadas.

No dia 25 de Abril de 1974, Palma Inácio estava preso em Caxias, onde recebeu por código morse as primeiras notícias da Revolução.

domingo, 12 de julho de 2009

Postais das Caldas - I

Estes postais, que não foram muito divulgados, fazem parte de uma colecção editada pela Foto Articor, sendo as fotografias da autoria do proprietário o Sr. Amilcar de Figueiredo.

“Puxei” de novo o post sobre os Postais do Amilcar de Figueiredo porque o meu amigo Artur me “puxou as orelhas”.

“Os postais não foram divulgados na devida altura e é pena, porque, à excepção do primeiro, nos remetem para locais emblemáticos da cidade pouco retratados pelas edições mais comerciais. Os dois recantos da Mata Real seleccionados têm um significado muito especial para mim, pelas agradáveis reminiscências de infância que tiveram o condão de convocar a uma distância tão alargada no tempo. Apesar dos esforços desenvolvidos, continuo sem conseguir identificar os espaços documentados na segunda e na quinta fotografia. A legendagem sucinta de cada uma das imagens talvez ajudasse os mais distraídos a avivarem a memória e, quem sabe, a marcar uma visita especial «in loco»…

Então cá está o Post revisto e aumentado.


Praça da República
Moinhos do Alto da Serra do Bouro

Parque das Merendas - Mata

Mata (junto do portão da Igreja do N.S.Populo)

Casa Museu da Fábrica Bordalo Pinheiro

Estrada da Foz

"Aberta" da Foz do Arelho

Mata

Chafariz da Rua Vitorino Frois