Na minha adolescência comprava com regularidade a Revista “Tintin”, a tal que tinha como público alvo os jovens dos 7 aos 77 anos.
Esta revista, uma autêntica enciclopédia sobre banda desenhada, com maior incidência sobre a “escola Franco-Belga” tinha como heróis mais significativos o
Lucky Luck, Michel Vaillant, o Buddy Longway, o Luc Orient, o Ric Hochet, o Cort Maltese, o Black e Mortimer, o Tintin e obviamente o Asterix e o Obélix que eram os meus favoritos.
Pois bem, os meus heróis estão crescidinhos e fazem 50 anos.
O Astérix, o Obélix, o Druida Panoramix e os outros amigos da aldeia foram criados em 1959 por Alberto Uderzo e René Goscinny. Após o falecimento de Goscinny, Uderzo deu continuidade ao trabalho, apesar de Uderzo ter afirmado que não queria que ninguém continuasse a série, após a sua morte.
A editora ASA prepara-se para comemorar a data com uma reedição do álbum “Como Obélix Caiu no Caldeirão do Druida Quando Era Pequeno” que foi publicado pela primeira vez no jornal Francês Pilot em 1965.
Por mim, do alto dos meus 57 anos, continuo fiel aos meus heróis.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Os cinquenta anos do Astérix
sábado, 22 de agosto de 2009
O meu papel de Avô
A semana passada fui incumbido de uma espinhosa função e para a desempenhar fui nomeado “babysiter”.
Quero dizer que me desenrasquei na perfeição muito embora o meu neto tenha facilitado a tarefa.
Mas esta tarefa lembrou-me um texto que há uns tempos li num blog e que teria sido escrito por uma menina de 8 anos e publicado no "Jornal O Povo do Cartaxo”.
Não sei se é bem assim mas tudo isto são pormenores, perante a verdadeira delícia que é este texto.
"Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem «Despacha-te!».
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.
As avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma avó, sobretudo se não tiver televisão."
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Postais das Caldas IV – Cabeleireiros de Lisboa
Os “Cabeleireiros de Lisboa” que no final do século XIX, abriram uma filial nas Caldas da Rainha, foram também responsáveis por 3 edições de Postais Ilustrados.
No postal (em cima) com uma vista sobre o lago do parque D.Carlos I, é bem visível a data de 27-08-1904.
No de baixo, que nos mostra os Pavilhões do Parque, o ano não é legível mas será seguramente de 1905.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Encontro no Arripiado
A Aldeia do Arripiado, ali junto a Tancos e a dois passos do Tramagal, foi o palco escolhido para um encontro de Amigos que fazemos regularmente em Agosto para aproveitar as férias do “Franciú” que faz parte do grupo da Pandilha, uma amizade cimentada desde os tempos de Angola e que os anos não conseguiram apagar.
Conforme se pode ver pelas fotos o local era bonito o restaurante “O Moinante” serviu bem, mas como sempre é a alegria do encontro que nos deixa saudades até ao próximo ano.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A Serra do Montejunto
A Serra do Montejunto é o ponto mais alto da região oeste, com os seus 666 de altitude, estende-se por 7 Km de largo.
Subindo ao cume da Serra desfruta-se da imensidão e beleza desta "varanda da Estremadura", área protegida de âmbito regional.Foi o que eu fiz um dia destes quando precisei de ir ao Cadaval, aproveitei para matar saudades de uma zona que conheço bem.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Festas de Agosto
Porque o Agosto é o mês de férias por excelência, a oferta de festas e romarias é enorme, não há lugar que não ofereça uma festa ao seu Santo Padroeiro para lhe agradecer a protecção que este lhes dá, tanto nas agriculturas como na sua vida pessoal, nós somos assim, gostamos de entregar o “nosso destino” à providência divina.
Como em Caldas não temos uma festa em honra de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, temos que nos contentar com as festas do “Costa”.
Não é o caso do cartaz reproduzido, que se refere à Feira Popular que o Caldas S.C. levou a efeito em 1960.
domingo, 26 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Postais das Caldas – II – Alberto Malva
Os Imagens aqui reproduzidas são uma pequena amostra dos Postais Ilustrados editados por Alberto Malva, no princípio do século XX.
Este fotógrafo, da Rua da Madalena em Lisboa, foi responsável por uma vasta colecção a nível nacional e particularmente sobre as Caldas são conhecidos mais de duas centenas, alguns deles em parcerias com outros editores.
A colecção deste editor e de outros está muito bem documentada no excelente “Catálogo de Bilhetes Postais Ilustrados” da autoria do Dr. Vasco Trancoso.

quinta-feira, 16 de julho de 2009
Palma Inácio – o último revolucionário
Na terça-feira passada, morreu o militante histórico do PS, Hermínio da Palma Inácio, um dos revolucionários que mais dor de cabeça deu ao “Estado Novo”.
O fundador da LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) foi protagonistas de acções que o tornaram célebre.
Em 1956 desviou um voo comercial da TAP e sobrevoou Lisboa, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro a baixa altitude para lançar cerca de 100 mil panfletos com apelos à revolta popular contra a ditadura.
A sua vida foi marcada por um combate constante contra o Estado Novo, tendo sido preso diversas vezes pela PIDE, destacando-se uma passagem pelos calabouços do Aljube, onde protagonizou uma fuga histórica.
Outra das acções de grande envergadura em que participou foi no assalto à dependência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, (Operação Mondego) concretizada em 17
de Maio de 1967 com Camilo Mortágua, António Barracosa, e Luís Benvindo. O assalto foi reivindicado como operação manifestamente política pela LUAR.
Sobre esta operação, conta-se que Salazar teria comentado:
"Ainda em 1967 bandidos comunistas assaltam a dependência do Banco de Portugal na Figueira da Foz e fogem com o dinheiro, que não é pouco. Mas o que é que andam a fazer a PIDE e a GNR e a PSP? Até essas forças já me falham?"O último e mais espectacular plano de Palma Inácio não chegou a consumar-se. Propunha-se ele ocupar com elementos da LUAR a cidade da Covilhã, cujos acessos, incluindo estradas e pontes, seriam cortados com explosivos. A população seria evacuada e a PSP e a GNR desarmadas.
No dia 25 de Abril de 1974, Palma Inácio estava preso em Caxias, onde recebeu por código morse as primeiras notícias da Revolução.
domingo, 12 de julho de 2009
Postais das Caldas - I
“Puxei” de novo o post sobre os Postais do Amilcar de Figueiredo porque o meu amigo Artur me “puxou as orelhas”.
“Os postais não foram divulgados na devida altura e é pena, porque, à excepção do primeiro, nos remetem para locais emblemáticos da cidade pouco retratados pelas edições mais comerciais. Os dois recantos da Mata Real seleccionados têm um significado muito especial para mim, pelas agradáveis reminiscências de infância que tiveram o condão de convocar a uma distância tão alargada no tempo. Apesar dos esforços desenvolvidos, continuo sem conseguir identificar os espaços documentados na segunda e na quinta fotografia. A legendagem sucinta de cada uma das imagens talvez ajudasse os mais distraídos a avivarem a memória e, quem sabe, a marcar uma visita especial «in loco»…
Então cá está o Post revisto e aumentado.
Moinhos do Alto da Serra do Bouroquinta-feira, 9 de julho de 2009
Vamos ao Jaz aos Pimpões
A S.I.R. "Os Pimpões" e a "a sexta sessão" têm o prazer de lhe sugerir o concerto de Daniel Hewson, para a sua próxima Sexta-Feira 10 de Julho, com início previsto para as 22.30 horas, no auditório da associação e em jeito de café. A entrada é de 3 € com direito a 1 bebida (cerveja, sumo, água). Os petiscos têm o apoio da Casa Antero (Pachá).
O Quarteto de Dan Hewson é uma verdadeira fusão de influências Foi formado em Londres com músicos ingleses e brasileiros mas a nova formação para além do próprio é constituída pelo italiano Massimo Cavalli no contrabaixo e ainda dois portugueses, Bruno Margalho no saxofone alto e Luís Candeias na bateria.Em 2007 gravaram seu primeiro disco, "A Day in Cadiz", apresentado ao vivo no Vortex Jazz Club de Londres.A ideia foi desenvolver um som muito particular, juntar um saxofone forte e lírico com uma secção rítmica muito aberta, e por vezes trocar o piano pelo som do trombone evocando a liberdade do quarteto de Ornette Coleman e Don Cherry.As composições têm muitas influências do jazz contemporâneo, música clássica e música brasileira.Imagine-se uma fusão do John Taylor, Chick Corea e Hermeto Pascoal.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Flora
Estava eu aqui a pensar o que é ia “blogar”, e nada de surgir uma ideia luminosa.
Então, como não tenho a sensibilidade poética do meu amigo Orlando Santos, nem a veia literária do Artur Gonçalves, deitei mãos a duas fotos que tirei um dia destes, que diga-se em abono da verdade não estão nada más.
Sou muito modesto, não sou?
domingo, 28 de junho de 2009
Roteiro Gastronómico
Este Domingo respondendo a um convite de um amigo dos tempos da “Tropa” fui até Brotas, Concelho de Mora.
O Encontro estava marcado para o Restaurante “O Poço”, que vim a descobrir ser propriedade do meu amigo, embora seja a esposa e as filhas que fazem as honras da casa.
Embora a aparência exterior passar a imagem de um restaurante modesto, no interior ficamos agradados com a decoração e impressionados pelas molduras de “diplomas” e recortes de revistas e jornais que fizeram referência à excelência da sua comida.
E têm razão, começa-se pelas entradas, as farinheiras fritas, os torresmos, os enchidos variados, queijos alentejanos, os ovos mexidos com espargos selvagens.
Depois são as migas com entrecosto, Cabrito, Ensopado de Perdiz, isto tudo servido em pequenos pratos para não escapar nada.
Para finalizar os doces regionais, arrasam com o resto do colesterol.
Um vinho a condizer e um ambiente familiar dão o toque final.
Regressei a Caldas com a promessa de lá voltar.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Lá como cá
Este Outdoor que fotografei em Santa Maria da Feira assentava que nem uma luva aqui nas Caldas da Rainha.
Eu bem sei que a oposição não é grande coisa mas alguém diga ao Costa que ele já não é a solução mas sim o problema.
Já passei por várias Associações e tive sempre o cuidado de “não criar raízes”, pois entendo que a mudança é a única arma contra o “deixa andar”.
domingo, 21 de junho de 2009
Caldas intemporal XXVII – O Pinheiro da Rainha
Este miradouro que se encontra na Mata, foi outrora um ponto de encontro dos visitantes que se deslocavam à nossa cidade.“N’estas termas não havia então o movimento de familias que se vê hoje; o máximo meia dúzia, formando todas uma só familia… A vida que se passava era a seguinte: de manhã, tratamento no hospital onde havia o tradicional copinho dado pelo velho Sebastião que Deus tem; durante o dia, no passeio da Copa, jogava-se o arquinho, as senhoras cosiam e bordavam: mais tarde houve um jogo de Croquet devido á iniciativa da família Barros Lima e José Sacavém. Também havia o jogo da malha, e ainda me recordo de ver o falecido escritor Luciano Cordeiro joga-la com entusiasmo. Tempos que não voltam!
Depois de jantar, que era por volta das cinco horas, ia-se à mata real, uns subiam ao pinheiro da Rainha, outros espalhavam-se pelas ruas a jogarem jogos de prendas e arquinhos. Quando a noite vinha já próxima, todos desciam até ao Club, onde se dançava animadamente até às dez horas, sendo então servido o conhecido e tradicional chá com fatias e bolachas, alem e copos com agua chalada. Este chá era fornecido pela direcção do club, sendo digno de elogios pelo asseio e abundância.”
Alfredo Pinto (Sacavém)
Do livro “ Em terras de Portugal” Ed. Ferin-1914
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Ao sol na Praia da Rocha
Depois de uma semana ao sol na Praia da Rocha, cá estou de novo de regresso ao meu Blog.
Aqui ficam algumas fotos para fazer inveja a quem ainda não foi molhar os tornozelos em águas ligeiramente mais quentes que as da Foz do Arelho.
Só uma pequena referência à última foto, essa de ir fazer Surf para o Algarve não lembra a ninguém.























Parque das Merendas - Mata

Estrada da Foz
"Aberta" da Foz do Arelho
Mata
Chafariz da Rua Vitorino Frois 
