domingo, 28 de junho de 2009

Roteiro Gastronómico

Este Domingo respondendo a um convite de um amigo dos tempos da “Tropa” fui até Brotas, Concelho de Mora.
O Encontro estava marcado para o Restaurante “O Poço”, que vim a descobrir ser propriedade do meu amigo, embora seja a esposa e as filhas que fazem as honras da casa.
Embora a aparência exterior passar a imagem de um restaurante modesto, no interior ficamos agradados com a decoração e impressionados pelas molduras de “diplomas” e recortes de revistas e jornais que fizeram referência à excelência da sua comida.
E têm razão, começa-se pelas entradas, as farinheiras fritas, os torresmos, os enchidos variados, queijos alentejanos, os ovos mexidos com espargos selvagens.
Depois são as migas com entrecosto, Cabrito, Ensopado de Perdiz, isto tudo servido em pequenos pratos para não escapar nada.
Para finalizar os doces regionais, arrasam com o resto do colesterol.
Um vinho a condizer e um ambiente familiar dão o toque final.
Regressei a Caldas com a promessa de lá voltar.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lá como cá

Este Outdoor que fotografei em Santa Maria da Feira assentava que nem uma luva aqui nas Caldas da Rainha.

Eu bem sei que a oposição não é grande coisa mas alguém diga ao Costa que ele já não é a solução mas sim o problema.

Já passei por várias Associações e tive sempre o cuidado de “não criar raízes”, pois entendo que a mudança é a única arma contra o “deixa andar”.

domingo, 21 de junho de 2009

Caldas intemporal XXVII – O Pinheiro da Rainha



Este miradouro que se encontra na Mata, foi outrora um ponto de encontro dos visitantes que se deslocavam à nossa cidade.

“N’estas termas não havia então o movimento de familias que se vê hoje; o máximo meia dúzia, formando todas uma só familia… A vida que se passava era a seguinte: de manhã, tratamento no hospital onde havia o tradicional copinho dado pelo velho Sebastião que Deus tem; durante o dia, no passeio da Copa, jogava-se o arquinho, as senhoras cosiam e bordavam: mais tarde houve um jogo de Croquet devido á iniciativa da família Barros Lima e José Sacavém. Também havia o jogo da malha, e ainda me recordo de ver o falecido escritor Luciano Cordeiro joga-la com entusiasmo. Tempos que não voltam!
Depois de jantar, que era por volta das cinco horas, ia-se à mata real, uns subiam ao pinheiro da Rainha, outros espalhavam-se pelas ruas a jogarem jogos de prendas e arquinhos. Quando a noite vinha já próxima, todos desciam até ao Club, onde se dançava animadamente até às dez horas, sendo então servido o conhecido e tradicional chá com fatias e bolachas, alem e copos com agua chalada. Este chá era fornecido pela direcção do club, sendo digno de elogios pelo asseio e abundância.”
Alfredo Pinto (Sacavém)
Do livro “ Em terras de Portugal” Ed. Ferin-1914

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ao sol na Praia da Rocha

Depois de uma semana ao sol na Praia da Rocha, cá estou de novo de regresso ao meu Blog.

Aqui ficam algumas fotos para fazer inveja a quem ainda não foi molhar os tornozelos em águas ligeiramente mais quentes que as da Foz do Arelho.

Só uma pequena referência à última foto, essa de ir fazer Surf para o Algarve não lembra a ninguém.





domingo, 7 de junho de 2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Caldas intemporal XXVI – Igreja Nossa Senhora da Conceição

Esta Igreja situada no actual largo 25 de Abril, teve em 20 de Agosto de 1950 o lançamento da primeira pedra e foi inaugurada em 21 de Outubro de 1951, com a presença do Cardeal Patriarca.
Na primeira imagem, um postal editado pela Havanesa das Caldas em 1952, podemos ver o “Largo do Borlão” ainda despido da urbanização actual.
Na terceira imagem é bem visível as obras que foram levadas a cabo para a dotar de vários serviços de apoio. Mas é nas traseiras da igreja que recentemente teve lugar a maior transformação, com a abertura de uma nova rua (Rua Padre Emílio) que ligou aquele largo à Rua Miguel Bombarda.

domingo, 31 de maio de 2009

A Pandilha está de volta

A minha rapaziada, mais chegada, dos tempos “da minha guerra de Angola”, mais uma vez respondeu à chamada.
Eles são de Amarante, Castelo Branco, Pardilhó (Estarreja), Tramagal, Setúbal e por aí fora, mas foi só dizer que a “Nau dos Corvos” em Peniche servia uma caldeirada de se tirar o chapéu e foi vê-los a percorrer km para estarem presentes.
Não sei se isto é coisa de velhos, mas cada vez gosto mais disto, e como diz o mais velho do grupo, o “Primeiro Roque”, o melhor é aproveitar porque cada vez temos menos almoços para fazer.
Desta vez dois ou três amigos não puderam vir, mas ficam desde já convocados para a “reunião de trabalho” no Tramagal, quando o calendário marcar o oitavo mês.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A bola chegou ao fim… venha a praia

Ontem fui ao Estádio de Alvalade despedir-me deste campeonato onde mais uma vez o Porto ganhou, os “sete milhões de adeptos” como vem sendo hábito contentaram-se com o terceiro lugar, de nada valendo os milhões que gastaram, o Nacional, boa equipa, gostei de ver, ficou em quarto e o “mestre da táctica, ficou em quinto.
Na próxima época lá estamos de novo com o Paulo Bento mais os seus putos, mas é o que se pode arranjar.
O Benfica pelos vistos vai continuar com o “coxo do Espanhol”, pois não lhe conseguiram fazer a cama bem feita para que ele pegasse nas malas e partisse de mãos abanar, o homem é cego mas não é burro.
Agora venha o verão como deve ser, porque a Foz do Arelho está à nossa espera.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

O Olhanense aí está de novo

O Olhanense tal como a CUF, Lusitano de Évora, e outras fazem parte do meu imaginário.
Cromos como estes, do Reina, Alfredo ou Parra fazem parte das minhas colecções de “caramelos da Bola”.
Vem isto a propósito porque, 34 anos depois, o Olhanense volta à 1ª Divisão do Futebol Nacional.
A esta hora Olhão já se vestiu de vermelho e preto para a festa Algarvia, e certamente lá estará o “Olhanense”, um colega de tropa que nunca cheguei a saber o seu nome pois a sua paixão pelo clube era de tal ordem que era assim mesmo que era conhecido “O Olhanense”,
Para ele um grande abraço e parabéns pela subida, carimbada em Gondomar.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Lembranças

O dia 14 de Maio marca a mudança da linha abaixo do cabeçalho do meu blog. É neste dia que o “Caldense e bom Rapaz” soma mais um ano.

Nos últimos tempos a data tem sido marcada por coisas boas e más mas a vida é feita disto e não há volta a dar.
No ano passado, precisamente neste dia foi o funeral do meu Pai, obviamente hoje lembrei-me dele muitas vezes.
Nos meus tempos de menino nunca tive uma ligação muito próxima com o meu Pai, talvez porque o “ganha pão” nem sempre está ao pé da porta e é preciso procurar noutros lugares, foi o que aconteceu com ele que durante anos esteve em Sacavém, primeiro na Camionagem Silmar e depois na Boa Viagem.
Recuperei esta foto daqueles tempos porque me lembra uma viagem que fiz a Barcelos nesta camioneta (ou parecida).
Na altura (princípios dos anos sessenta) não havia auto-estradas e os luxos da camioneta deixavam muito a desejar, por isso estou a falar de uma viagem de mais ou menos 7 horas, com paragem para almoço em Leiria. Ainda me lembo do restaurante onde comemos o bacalhau com grão.

Aquilo que a gente se lembra …a vida é feita destas pequenas coisas.

domingo, 10 de maio de 2009

Regresso à Escola

Em 2005 participei pela primeira vez no Encontro de Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha.
Entusiasmei-me com a ideia de tal forma que acabei por me envolver com a organização do evento.
Tem sido muito gratificante esta envolvência, e este ano num “regresso à Escola” eu e os meus amigos Carlos Dias e Luis Franco repetimos uma foto tirada há 42 anos.
…Parece que foi ontem.
É incrível como a vida nos empurra para vários lugares mas quando toca a reunir os amigos lá estão para continuar as conversas que interrompemos há 42 anos como se isso fosse a coisa mais natural deste mundo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Feira do Livro

Todos os anos por esta altura cumpro religiosamente um ritual. Vou passear à Feira do Livro.
Este ano não fugiu à regra e no domingo passado, sob um calor de fazer inveja ao verão, lá fui eu ver as novidades literárias e não só.
Confesso que este ano não fui grande comprador, porque a crise não é só para os outros, mas achei piada a uns baralhos de cartas do Fernando Pessoa, e a um livro infantil da Alice Vieira, que comprei para o meu neto, não que ele saiba ler, mas dá sempre jeito para daqui a uns meses ele arrancar as páginas.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Caldas intemporal XXV – Edifício da Convalescença




“Da década de 1940, o edifício da Casa da Convalescença foi reformado, acrescentou-se um piso mansarda, o seu interior remodelado, dotando-o de uma imponente escadaria ao gosto monumental do Estado Novo. Depois desta reforma arquitectónica não houve nenhuma outra intervenção a nível de volumetrias construídas, mesmo a ligação entres os edifícios do Hospital e da antiga Casa da Convalescença é uma discreta, e bem conseguida construção envidraçada da década de 1990 No que respeita a espaços interiores as grandes mudanças são dos espaços de tratamentos ORL que passou para a Casa da Convalescença, libertando outros espaços no Hospital Termal.”http://www.aguas.ics.ul.pt/leiria_htermal.html

sábado, 25 de abril de 2009

Confraria do Príapo

Um grupo de cidadãos desta cidade resolveu meter mãos à obra e pôr de pé a ideia de criar a Confraria do Príapo.

Para os menos atentos, Priapo era o Deus Grego da Fertilidade. Filho de Dionísio e Afrodite, a sua imagem é apresentada como um homem idoso, mostrando grandes órgãos genitais.

Pegando nessa ideia chegou a altura de dar alguma dignidade ao “Pirilau das Caldas”, transformando a peça de loiça numa mais valia para a Cidade.
E é isto que a Confraria do Príapo se propõe, “…defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo.”
Eu por mim acredito no projecto, daí ser um subscritor desde a primeira hora.

Nota: A imagem é de uma garrafa em forma de Falo, comercializada por uma marca de ginga.

domingo, 19 de abril de 2009

Cravos de Abril

Já são muitos os anos que nos separam da “Revolução dos Cravos”, mas eu tal como o Sr. Antão, que “incompreensivelmente”, aos meus olhos de então, comemorava a República, também eu continuo a “pôr o meu cravo na lapela”.
...E por favor não culpem o 25 de Abril por esta crise profunda que vivemos. Tal como também não pode ser responsabilizado pela imbecilidade da classe política que nos tem governado, nem tão pouco pelo facto de nos termos demitido de participar na “coisa pública” defendendo os nossos ideais.

Por tudo isto deixo aqui o meu cravo com este magnifico poema de José Fanha.

CRAVOS

Para os meninos que queiram recordar o que não viveram

Tinha um cravo na lapela
tinha outro cravo na mão
pus um cravo na janela
e mais um no coração.

Dei cravos a tanta gente
tanta gente os deu a mim
nesse dia de repente
tudo em volta era um jardim.

Dei um cravo ao soldadinho
outro cravo ao capitão
liberdade pão e vinho
e que viva a revolução.

Cravo em verso cravo em prosa
cravo nosso meu e teu
em Maio que é mês da rosa
choveram cravos do céu.

Muito tempo já passou
no que passou desde então
mas o cravo esse ficou
dentro do meu coração.

Passa o tempo e não demora
no que passou desde então
mas o cravo inda cá mora
dentro do meu coração.

José Fanha (Abril 2006)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Caldas intemporal XXIV – Pavilhões do Parque e salão Ibéria


Agora que surgem notícias de projectos que contemplam a recuperação dos Pavilhões, vem a propósito a publicação destas fotos daquela zona do Parque, onde além dos pavilhões é visível também o Salão Ibéria, uma sala de cinema que segundo o jornal Circulo das Caldas de 8 de Agosto de 1917, “as sessões de cinema já vinham funcionando há algum tempo. Nos anos cinquenta a sua arquitectura inicial foi reformulada, permitindo a exibição de filmes em “cinemascope”.
Após longos anos de actividade o edifício ruiu na noite de 9 de Outubro de 1978.

sábado, 11 de abril de 2009

C.C.C. ou o teatro nas Caldas

Falar de Teatro nas Caldas é falar do CCC - Conjunto Cénico Caldense, mas também não é justo esquecer todos os movimentos, e foram muitos, que surgiram até aos anos sessenta, com destaque para “os Pimpões” que chegaram a ter representações notáveis com grande envolvimento dos Caldenses.
Se a memória não me falha julgo que foi em Setembro de 1968 que eu vi " O Vagabundo das mãos de Ouro" do Romeu Correia, e foi a primeira vez que eu vi teatro com“olhos de ver.
Lembrei-me de tudo isto porque esta semana desapareceu do nosso convívio um homem que teve sempre uma ligação grande a este grupo de teatro, bem como a outros núcleos da “Resistência”: o Renato Mendonça.

As imagens publicadas são do arquivo do Jorge Sobral e têm a particularidade de ter na 1º página um linóleo do Armando Correia.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Caldas intemporal XXIII – Largo Frederico Pinto Basto

Provavelmente se perguntarmos aos Caldenses onde fica o Largo Frederico Pinto Basto, uma grande maioria não saberá a resposta.
O largo fica no Bairro da Ponte, junto à Farmácia Perdigão, antes Correia Mendes.
Este Largo faz parte da minha infância, pois o Bairro da Ponte foi a minha “casa” durante largos anos e obviamente acompanhei a evolução urbana deste espaço aqui bem documentada nestas fotos, uma dos anos sessenta e outra recente.
Deste largo tenho a recordação do “café do Diamantino”, da sede dos Pimpões, dos bailes dos Santos Populares e das noites de conversa passadas no muro do Chafariz.
Nos anos sessenta e setenta, o Bairro da Ponte era um bairro eminentemente operário, aliás, para a cidade, este foi sempre o bairro do “outro lado da linha”.
Claro que com a deslocalização das pessoas, este sentimento já não faz sentido; além disso, o Largo está lindo e tem o “Café Creme” onde servem uma bica quase tão boa como a simpatia do Abílio e do Vitor que são responsáveis por atravessar a cidade diariamente para a bica da noite.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Foz do Arelho no seu melhor




Palavras para quê? A Foz do Arelho tem um encanto que não se explica, sente-se.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Histórias de Vida

No início da semana fui visitado na minha loja por um cliente que pretendia umas pilhas. Inicialmente não me apercebi que o cliente era um antigo colega da Escola Primária, embora este amigo tenha a sua morada nos arredores, talvez porque ele trabalhava numa fábrica, há vários anos que não nos cruzávamos.
Fiquei espantado porque este amigo lembra-se dos nomes, quase completos, da maior parte dos colegas que como eu iniciaram as lides escolares em 1959/60, já lá vão 50 anos.
Conversa puxa conversa, mostrei-lhe as fotografias da primária, que tenho digitalizadas no computador.
Foi comovente a emoção que o meu amigo sentiu. Contou que nunca tinha visto estas fotos, pois dizia ele, “naquele tempo não tinha dinheiro para comer quanto mais para fotografias”.
Falou-me nos pés descalços, nas idas à cantina escolar, para uma refeição quente, muitas vezes a única do dia e de muitas dificuldades por que passou.
Quando agora se fala em crises, fico a pensar que temos a memória curta.
Felizmente o meu amigo foi à luta e ultrapassou estes tempos difíceis, e eu faço questão de lhe oferecer as fotos que ele nunca teve.