segunda-feira, 23 de março de 2009

Caldas intemporal XXII – Lago do parque

O Parque D.Carlos I, ou simplesmente o Parque como é conhecido, é um lugar de vários encantos.
Criado em 1889, num projecto assinado pelo arquitecto Rodrigo Berquó foi posteriormente remodelado em 1948, num novo projecto paisagístico de Francisco Caldeira Cabral.
Esta refrescante zona verde, tem no Lago um dos locais de maior beleza e tem o condão de me transportar alguns anos atrás quando os passeios de barco faziam as delícias da “malta” da Escola…. Coisas de ontem.


quinta-feira, 19 de março de 2009

Caldas intemporal XXI – Hotel Rosa






Situado na Rua Diário de Noticias, quase em frente ao Chafariz das Cinco Bicas, o Hotel Rosa foi fundado em 1846. Até 1916 denominava-se “Pensão Rosa”. Desde esta data, o seu proprietário Manuel Gomes Cardoso foi introduzindo sucessivas reformas e melhoramentos, até aos anos sessenta, altura em que este edifício foi transformado para acolher o posto dos Serviços Médicos da Caixa de Previdência, situação que se prolongou até aos anos oitenta.


domingo, 15 de março de 2009

16 de Março de 1974

Uma coluna militar proveniente do Regimento de Infantaria 5, das Caldas da Rainha, marchou sobre Lisboa naquela que seria uma insurreição abortada. O movimento que eclodiu em 16 de Março de 1974, ficou conhecido como o Pronunciamento das Caldas, e viria a se um ensaio para o vitorioso 25 de Abril - que restituiu a Liberdade ao Povo Português.
O ano passado, por esta altura aqui no blog, reproduzi um texto que o Diário de Noticias publicou para noticiar os acontecimentos. Posteriormente o José M.G., que eu não tenho o prazer de conhecer, teve o seguinte comentário que certamente passou despercebido mas que agora tomo a liberdade de o trazer de novo.
Pensava que passados estes anos sobre o 16Mar74, já se quisesse dizer mais qualquer coisa sobre o que se passou. Lamento que não tenham pedido à Dra. Joana Tornada para informar o Águas Mornas sobre o que se passou e quem tomou parte no Movimento. Como aqui foi referido além de só referir uma parte do problema, transformando desse modo a realidade, procura esquecer o que a outra corrente, não Spinolista, pretendia. O RI5 esteve desde o início com o Movimento de Capitães, tomou posição significativa na realização da reunião de Óbidos, onde pela primeira vez se falou em derrubar a ditadura, sempre cumpriu com a sua palavra, sempre assumiu a responsabilidade dos seus actos, muito embora houvesse duas correntes ideológicas opostas dentro da Unidade. Deixo aqui bem claro que no 16 de Março as Forças saíram, porque tinham antecipadamente informado o seu Comandante que se algo acontecesse aos Generais Costa Gomes e Spínola, que tomariam uma posição de força (de acordo com o que tinha sido acordado com a Coordenadora do Movimento) e não porque o grupo do Varela o comandasse as forças, mas porque houve realmente confirmação de Lisboa que a ordem de marcha era dada pela Comissão Coordenadora do Movimento de Capitães, conforme o afirmou telefonicamente o Major José Maria Azevedo, embora no dia anterior Salgueiro Maia dissesse que não podia sair porque não tinha munições além das de Instrução. Depois aproveitou-se a situação como um balão de ensaio, para o 25 de Abril, como o referiu Otelo.

José M.G.

Nota: não sei quem é o autor da foto que ilustra o texto e já não me lembro onde a "roubei".

quarta-feira, 11 de março de 2009

Uma volta pela Cidade

Rua Herois da Grande Guerra
Rua Almirante Cândido Reis (Rua das Montras)Praça da República (Praça da Fruta)
Linha do Oeste
Igreja Nossa Senhora do Pópulo

sexta-feira, 6 de março de 2009

Jantar dos Bloggers

No mês passado eu e a Isabel Castanheira lançámos a ideia de um encontro dos bloggers. Desde logo a ideia teve alguns entusiastas que manifestaram a intenção de estar presentes, houve até quem sugerisse a hipótese de transformar o encontro num acontecimento de maior envergadura. Julgo que não faz sentido, pelos menos por agora; a ideia é só de um divertido jantar no Zé do Barrete.

Data: 21 de Março 2009 (Sábado) 20HLocal : Restaurante Zé do Barrete, na Cova da Onça em Caldas da Rainha

Mas mesmo nas coisas simples é necessário alguma coordenação, por isso chegou a hora de confirmar a presença.
zeventura@netvisao.pt
loja107@sapo.pt
Estes mails estão à vossa disposição para confirmação do número de pessoas (importante também o número do telemóvel).

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Caldas intemporal XX – Chafariz das Cinco Bicas

Este monumento datado de 1748, é um chafariz que se destaca de outros existentes na cidade, por ser de grandes dimensões, pelas suas formas espirais e pelas grandes bacias por onde corre a água em cascata.
O chafariz das Cinco Bicas, na sua inscrição em Latim: coeli beneficio salubriu regis munificiencia prereniu plieadum que aliae quinque, sat unde bibas (e estas as outras cinco Plêiades, de onde beberás quando quiseres, saudáveis por benefício do céu, sempre correndo por mercê do Rei), faz o reconhecimento da personalidade magnânima do Rei João V, cujo reinado foi fértil em exemplos de planos de abastecimento de água às cidades.

Nas minhas recordações de infância, o Chafariz ficará sempre associado ás praxes da Escola Industrial e Comercial, que funcionava nas traseiras do monumento. (onde hoje se encontra a secretaria e serviços de aprovisionamento do Hospital).

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Carnaval

O Carnaval mais do que uma festa com data marcada no calendário, é um estado de alma.
No meu caso, sem ser um folião dos quatro dias, não dispensava uma boa animação como os bailes que aconteciam nos Pimpões ou Bombeiros, mas era no Lisbonense que a animação tinha o seu ponto mais alto.
Todos os anos tinha um ritual que recordo com frequência. No fim do baile, que acabava por volta das sete da manhã, era altura de ir até ao “Café Marinto” comer uma torradinha.
Esta não era uma torrada normal, era a torrada do fim do baile... e que bem que sabia.

No Bairro da Ponte organizávamos grupos para participar nas festas e desfiles que tinham a particularidade de sermos nós a confeccionar os nossos próprios fatos,
Na altura não tínhamos a Merche Romero a ganhar 7.000 Euros para mostrar as pernas, mas era muito mais divertido.
... Sinais dos tempos.
Nota: Não que eu tenha nada contra as pernas da Merche Romero.

O Fernando Pacheco, um Caldense a viver em Lisboa, leu o "post" e lembra-se bem das farras de Carnaval aqui descritas e fez questão, e muito bem, de o ilustrar enviando uma fotografia com o seguinte texto:

...Mando-te esta foto do Carnaval de 1972, tinha chegado do Ultramar (Moçambique) um mês antes, passei um "briol" que andei a semana seguinte com os pés frios.
Eu "Fernando Pacheco" sou o de Azul ao lado do meu cunhado Zé Gomes, que está de blusa branca, actualmente vive na Florida.
Bom Carnaval, um Abraço!... chau


Nota: Estas pernas não se comparam em nada ás da Merche Romero, mas é o que se pode arranjar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

S.I.R.”Os Pimpões”

Já se tornou num lugar comum, mas não resisto em endereçar daqui os meus parabéns a uma colectividade a que estarei sempre ligado emocionalmente.
“Os Pimpões” comemoram dia 19 de Fevereiro 71 anos.
Esta colectividade, cujo nome foi inspirado do jornal de Rafael Bordalo Pinheiro “O Pimpão”, foi reconhecida como utilidade pública em Agosto de 1994.
Colectividade de grande tradição na Natação, foi também, durante largos anos a única sala de espectáculos da cidade.
Com o aparecimento de novos equipamentos desportivos e de entretenimento perdeu alguma visibilidade.
O Associativismo já conheceu melhores dias, mas uma instituição com esta dimensão saberá resistir às adversidades, com o esforço de uns quantos “carolas” que tal como eu continuam a acreditar que “os Pimpões” continuam a ter um papel importante no desenvolvimento e formação de Jovens.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Caldas intemporal XIX – Praça Cinco de Outubro



Já num “post” anterior referi que a Praça 5 de Outubro foi dos locais das Caldas que maiores transformações sofreu.
Da velha Praça do Peixe já nada resta. Esta conta agora com um parque de estacionamento subterrâneo de 2 pisos enquanto à superfície, alguns bares enchem a noite de animação. Durante o dia é um ponto de encontro principalmente para os alunos da ESAD – Escola de Artes.
O que se mantém são os lindíssimos edifícios no topo - pena que o que outrora serviu de Escola primária esteja num estado de abandono que mete dó.
Este friso de azulejos com dragões, encontra-se no topo do edifício, que foi a Escola Primária, e que é revestido em grande parte por azulejos rectangulares de vidrado verde, com origem da Fábrica de Sacavém.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

1º Encontro de “Bloggers” do Oeste

Na sequência de uma reunião de alto nível entre o “Aguas Mornas” e “os “Cavacos das Caldas”, ficou decidido a realização de um reunião a que pomposamente demos o nome de “1º Encontro de Bloggers do Oeste”,

Data: 21 de Março 2009 (Sábado) 20HLocal : Restaurante Zé do Barrete, na Cova da Onça em Caldas da Rainha

Inscrições:
zeventura@netvisao.pt
loja107@sapo.pt

Ou na Loja 107 ou Electro Líder

Com este encontro não pretendemos resolver coisa nenhuma, apenas e só que seja uma boa jantarada com gente divertida.

Espera-se uma grande participação ou no pior dos cenários eu e a Isabel Castanheira, no dia 21 de Março, vamos jantar fora.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Cerâmica – Fim de um ciclo

Segundo dados da União dos Sindicatos do Distrito de Leiria, mais de cinco mil trabalhadores da indústria cerâmica perderam o emprego nos concelhos de Caldas da Rainha e Alcobaça nos últimos três anos.
Não sou especialista no assunto mas é obvio que esta crise que vivemos só veio antecipar a morte anunciada deste sector. Nós aqui neste cantinho do Oeste tínhamos sempre passado ao lado das pequenas crises, desta vez, tal como na aldeia Gaulesa “caiu-nos o céu em cima”.Fica-nos algumas recordações, como esta fotografia que nos mostra a equipa de futebol das Faianças Subtil, provavelmente dos anos setenta.
(Fotografia do arquivo de Valentino Subtil)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cerâmica 2009 – Ferreira da Silva

No próximo dia 1 de Fevereiro vai ter lugar no CCC a apresentação da Festa da Cerâmica 2009 que tem como comissário o Historiador João Serra.
A apresentação do evento vai também proporcionar uma homenagem ao artista Ferreira da Silva que celebrou recentemente o 80º aniversário.

Associando-me ao acontecimento, publico aqui um postal muito interessante do artista, alusivo ao Natal, que faz parte da colecção do Valentino Subtil que amavelmente me permitiu partilhá-lo com os amigos que por aqui passam.

Ainda sobre o artista alguns dados biográficos:
Nasceu no Porto em 1928, mas foi em Coimbra que despertou para a arte, ao ingressar na escola Avelar Brotero.
Aos 16 anos ingressa numa cerâmica do Bombarral, passa por Alcobaça e chega à Secla aos 26 Anos para chefiar a secção de pintura.
Em 1949 integra um grupo de figuras seleccionadas para expor na Gulbenkian e em 1958 inicia a produção própria na oficina do Afonso Angélico que vendia numa loja do Chiado em Lisboa.
Mais tarde, Ferreira da Silva tornou-se designer, mas não abandonou a produção a partir da roda. Esteve também envolvido na criação do Cencal - Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica, nas Caldas da Rainha, onde deu formação e realiza projectos especiais sob encomenda.

"puchei" este comentário para a face do blog porque o considero um contributo muito interessante:

Um verdadeiro artista! Tive a sorte de conviver com ele, a esposa e os dois filhos, quando moravam no Bairro da Ponte. Ele conheceu o meu pai na fábrica "Coimbra Frutuoso",e desde essa altura tornaram-se inseparáveis!Quando chegaram ao Bombarral para trabalharem na fábrica "Cerâmica Bombarralense", morreram de amores por duas amigas naturais daquela terra e casaram-se. Ele com a Maria José e o meu pai com a minha mãe. Quando chegaram à SECLA conheceram a Madame Hansi Staell, pintora húngara. Foram amigos do saudoso Hernâni Lopes,antigo professor de desenho da Escola Comercial e Industrial das Caldas da Rainha,cenógrafo da RTP desde 1957 e amigo lá de casa (tenho um quadro pintado por ele, como oferta de casamento).Mais tarde o meu pai teve a oferta da SEOL e lá ficou a SECLA pelo caminho.Ao remexer nas minhas recordações, encontrei este programa da festa de Natal de 1956 que acho muito interessante, pois figuram os nomes de meus pais, o meu,o Ferreira da Silva,a Madame Staell e o Hernâni Lopes...e eu lembro-me disto como se fosse hoje! O grande Hernâni faleceu em 1997. Actualmente, a esposa de Luis Ferreira da Silva,Maria José encontra-se ausente de Portugal,um dos filhos encontra-se a viver na Suiça e o outro em Lisboa e eu tenho as gratas lembranças de ter brincado com eles...


Lurdes Peça

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O TGV

Nesta altura dos acontecimentos já toda a gente “botou faladura” sobre o TGV. Para não correr o risco de ser ostracizado pela sociedade vou também dar a minha opinião.
Não pondo em causa as maravilhas da mecânica que permitem um comboio deslocar-se a velocidades supersónicas questiono-me se traz algumas vantagens este tipo de transporte.
O TGV é um transporte pensado para países, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo, por isso esta não foi opção para países como a Noruega, Suécia, Holanda muitos outros países ricos mas com pouca extensão.
Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País. Segundo li a participação económica da comunidade europeia é de cerca de 2 mil milhões de euros. E que tal abandonar este projecto megalómano e aplicar algumas verbas a melhorar a rede de comboios tão mal aproveitada.
Actualmente a diferença para o anuncio que se reproduz, é o preço, porque de Caldas a Lisboa continua-se a demorar 3 horas , para percorrer os 80 km que nos separam da Capital.

domingo, 18 de janeiro de 2009

18 de Janeiro de 1934

Hoje vou contar uma pequena história que nesta altura do ano relembro sempre.
Nos anos oitenta fui à Marinha Grande, pois precisava de comprar umas embalagens de plástico que uma fábrica de lá produzia.
Como não sabia bem onde ficava a unidade fabril em causa entrei numa “tasca” para perguntar. Numa mesa ao canto estava um “Velhote” que me deu a informação, não sei porquê fiquei na conversa com este amigo durante bastante tempo.
Fiquei a saber que fizera parte do levantamento operário que em 18 de Janeiro de 1934 (e não 38 como inicialmente tinha, mas o Prof. João Serra é um leitor atento) fez tremer Salazar.
O movimento que contestava a ordem dada pelo ditador de proibir os Sindicatos, provocou a revolta dos trabalhadores que levou ao assalto de postos policiais, bloqueios da linha férrea e outras ocupações em vários pontos do País, mas foi na Marinha Grande que o movimento teve maior expressão.
Este meu amigo falava do acontecimento com grande entusiasmo, contou-me que tinha participado no assalto à estação dos correios.
Contudo, rapidamente, a PIDE e as forças militares da Infantaria 7 e Artilharia nº 4, puseram fim ao movimento.
Não me lembro do nome deste amigo que partilhou comigo aquele momento, lembro apenas que tinha um boné “à Lenine”.
Com o passar dos anos percebo melhor a nostalgia com que ele falava da sua revolução, é semelhante à minha quando se fala do 25 Abril…já ninguém se lembra.

A história de um País também é feita desta gente.

Foto: Arquivo da Marinha Grande

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Caldas intemporal XVIII – Rua de Camões



Esta é uma rua das Caldas com um peso histórico enorme.
Segundo o manuscrito de P.M.Jorge de São Paulo esta rua por alturas da construção do Hospital Real em 1534, era designada Rua das Oliveiras.
No Rol dos Confessados de 1656 é designada por “Rua de Baixo” com 11 fogos.
Em 1855 é citada numa deliberação da Câmara, que manda fazer obras no Largo da Copa, para que as águas que correm na Rua Direita possam seguir para a Rua de Baixo.
Em sessão de 1 de Setembro de 1856 foi designada por “Rua do Olival de Baixo”

-“Foi presente Joaquim Fadista, e requereo pª tirar pª a Rua do Olival de baixo uma porção de esterco – athe o conduzir para as suas fazendas – foi-lhe concedido pelo espaço de quatro dias”

Nos anos seguintes encontram-se várias referências a esta rua.
Em sessão de 7 de Junho de 1880 o Presidente da Câmara Dr. Carril Barbosa pedia aos vereadores para comparecem na Rua do Olival de Baixo, que foi alvo de obras, para a cerimónia da nova denominação que ficaria “Rua de Camões”. As tabuletas em ferro com o nome da rua foram oferecidas por Miguel Queriol como consta da acta de 5 de Julho seguinte.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Estas botas já têm dono

Aqui está o “post” que estava na forja para publicação há alguns dias.
Agora é oficial: Do alto dos meus cabelos brancos sou um Avô respeitável.
A minha filhota deu à luz um rapagão de seu nome Afonso.
Já fui à maternidade apresentar-me ao novo rebento e já deu para ver o seu perfil: vai ser lutador como a Mãe, vai ter a perspicácia e o bom senso do Pai, da Tia vai herdar o bom humor, da Avó a ternura e se for esperto como o Avô vai ser um Sportinguista à maneira.
….E mais não digo porque a baba já escorre pelo teclado.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Uma Revista de B.D.

Hoje vou escrever sobre uma revista de B.D. que ninguém conhece.
Trata-se da “Juve BêDê” que como o título indica fala sobre Banda Desenhada e é editada pela Associação Juvemedia.
No número 40, entre outros artigos, publica-se umas tiras que se caracterizam por uns desenhos “foleiros” mas com uns textos engraçados que são autoria da Joana Leite Silva.
Diz a revista sobre a autora:
…. A Dupla personalidade é uma webcomic portuguesa de carácter minimalista que segundo a autora é sinónimo de “incapacidade para o desenho”. As primeiras tiras surgiram em 2006 no Blog “Dupla Personalidade” que já conta com mais de 400 tiras publicadas regularmente.
No “currículo” da autora consta publicações no e-zine Inépcia, no blog do Nuno Markl e outras duas tiras no Blog das Produções Fictícias.
Em Maio de 2007, algumas tiram foram transformadas em marcadores de Livros a fim de promover o Microfestival de Banda Desenhada de Aveiro.

A tira em baixo, e outras, podem ser vistas no Blog “Dupla Personalidade

Só falta acrescentar que a Joana é minha filha.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O Futuro

Os tempos que se avizinham não vão ser fáceis, por isso nada melhor para começar o ano que este poema do Ary dos Santos

O Futuro

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.
Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

José Carlos Ary dos Santos

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bom Ano

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Vai um chazinho?

Não restam dúvidas que a malta em alturas de Natal está-se marimbando para a crise; é comer até cair pró lado.
Agora para compor a “vasilha” até à passagem de Ano vai um chazinho.
Entretanto em Janeiro a Crise continua…

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Boas Festas e Feliz Natal

Este presépio que fotografei no Santuário de Fátima é apropriado para acompanhar os meus votos de Boas Festas e Feliz Natal a todos os meus Amigos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

As promessas voltaram a casa

Hoje a convite da Matilde (gente importante é assim) fui assistir à reabertura do Museu José Malhoa que se encontrava encerrado desde Junho de 2006.
O acontecimento foi muito concorrido, lá estava o Poder, o Clero e o Povo e demais visitantes. Os discursos de circunstância deram lugar à visita do espaço agora remodelado.
Obviamente que a estrutura do edifício é a mesma, mas apresenta-se agora com cara lavada e fundamentalmente com mais luz natural.
A disposição das obras também está interessante; em suma é indispensável a vossa visita, quanto mais não seja para rever “As Promessas” que é um quadro que sempre me fascinou.

Parabéns à Matilde pela dedicação e entusiasmo que devota àquela casa.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Caldas intemporal XVII – Museu José Malhoa



1º Fotografia – Postal Ilustrado nº8 da Colecção Passaport Loty
2º Fotografia – Postal Ilustrado nº307 Colecção Lifer
3º Fotografia – Imagem da Colecção Dias dos Reis

Vem estas fotografias do Museu José Malhoa a propósito, porque ao fim de um largo período em que esteve fechado para obras, vai finalmente abrir na próxima sexta-feira dia 19.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Caldas intemporal XVI – Hospital Santo Isidoro - ESAD



O Hospital Santo Isidoro foi instituído por legado do benemérito Isidoro Alves de Carvalho Aguiar. Este proprietário residente nas Caldas, fez testamento em 1833,deixando parte da sua herança para o Hospital das Caldas constituir uma enfermaria para doentes “gerais”, após um longo processo burocrático receberia os primeiros doentes em 1860.
….Peça interessantíssima de arquitectura do século XIX, este hospital foi concebido por Rodrigo Berquó, seguindo os mais modernos conceitos de então.
Foi desactivado em 1968, após a entrada em funcionamento do Hospital Distrital
(Caldas da Rainha em Bilhetes Postais )

Nos anos noventa nasceu no local a Escola Superior Artes e Design.
“No meio do pinhal Vítor de Figueiredo projectou esta escola de artes que se estende em dois volumes estreitos e longos por entre as árvores. O projecto assenta na repetição dos elementos que compõem a arquitectura reforçados pelo domínio do branco que tudo calibra mas que atribui também singularidade ao conjunto”.
Este edifício ganhou o Prémio Secil de Arquitectura em 1998. Nesta cidade onde os “mamarrachos” fizeram escola, este exemplo é um oásis.