domingo, 28 de setembro de 2008

Caldas intemporal X - Avenida 1º Maio



A Avenida 1º de Maio é o exemplo do que não se deve fazer numa cidade.
A construção de edifícios de grande volumetria criou uma carga humana naquela zona que torna esta artéria pouco atraente e num amontoado de carros.
Anuncia-se a construção de um parque de estacionamento subterrâneo para a zona, mas o que era mesmo bom era o regresso à paisagem do 1ºpostal do início do século XX.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Uma Volta por Lamego

Segundo alguns manuscritos Romanos, Lamego será das cidades mais antigas.
Conquistada aos Mouros por Fernando Magno de Leão em 1057, foi durante muito tempo uma das cidades mais influentes da região.
Em 1835, quando os distritos foram criadas, Lamego foi designada como sede que mais tarde foi atribuída a Viseu devido à sua posição mais central.
O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios é dos monumentos mais emblemáticos da cidade.

Mas Lamego não é só história é também os vinhos, o presunto, o cabrito assado no Forno…
Um dia destes vou lá voltar.




quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A lagoa de Óbidos

Quem vai até ao Bom Sucesso fica surpreendido com o “desenvolvimento” que por lá vai. Os condomínios fechados, campos de golf, e outros “luxos dos ricos”, crescem como cogumelos. Como diz o meu amigo Orlando qualquer dia os "camones" plantam um portão na entrada e os plebeus não têm direito a nada. Enquanto não chegam as restrições vão-se regalando com a beleza destes recantos retratados na imagem.

Os Municípios das Caldas e Óbidos tratam tão mal a Lagoa, que não a merecem.

sábado, 13 de setembro de 2008

Caldas intemporal IX - Palácio Real



Nas Caldas não há muitos exemplos de recuperações interessantes, esta que foi levada a cabo no Palácio Real é uma das excepções.
Mandado edificar por D. João V, situado junto à Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, numa das entradas da Mata da Rainha D. Leonor, é um pequeno palacete citadino do séc. XVIII, com uma fachada simples e harmoniosa. Neste edifício, na década de sessenta, funcionava no primeiro andar aulas da Formação Feminina e no rés-do-chão o “Ginásio” das meninas.
Actualmente alberga o Museu do Centro Hospitalar e no átrio fazem-se algumas exposições que vale a pena ver.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Esta Rotunda é gira

Esta Rotunda na cidade de Portimão homenageia o trabalho das mulheres, que na primeira metade do século XX foram de grande importância na indústria conserveira. Foi nesse período de desenvolvimento que esta cidade Algarvia foi um dos grandes bastiões da luta operária, sendo José Buísel (anarco-sindicalista) um dos seus principais líderes.
Na década de 70, com o declínio das conserveiras, Portimão escolheu um modelo de desenvolvimento, à semelhança do resto do Algarve, de centro turístico, bem apoiada pela Praia da Rocha ex-líbris do barlavento Algarvio.

Mas história à parte, eu gosto Portimão, e obviamente das sardinhas.

sábado, 6 de setembro de 2008

O Verão chegou ao fim

As toalhas estão a secar, vamos lá desmontar a barraca, para o próximo ano há mais.

sábado, 30 de agosto de 2008

Caldas intemporal VIII



A linha do oeste, ao longo dos anos, tem sido vítima da miopia de alguns “mentecaptos” que, ao invés, da tendência europeia que considera o transporte ferroviário um transporte com futuro, conseguiram entregar de mão beijada o transporte de pessoas para Lisboa, à rede de autocarros expresso.
Foi agora anunciado a sua reestruturação incluído no “pacote de compensações da Ota”.

O que a imcompetência desta gente não consegue fazer (por enquanto) é destruir a beleza estação dos caminhos ferro.

domingo, 24 de agosto de 2008

Fim de semana desportivo

Os Jogos Olímpicos de Pequim chegam ao fim com uma cerimónia, que tal como a abertura foi de grande efeito visual.
Julgo que todos ficámos com uma ideia diferente do que é a China actualmente, eu pelos menos vou olhar o país do Mao Tsé-tung com outros olhos.
Quanto à nossa presença… bom o Nelson Évora e a Vanessa Fernandes, lá nos vão fazendo esquecer que estamos num pais que não funciona mas tem graça.

A Volta a Portugal também chegou ao fim. O ciclismo já não é o que era mas enfim.
Ganhou um Espanhol julgo que é do Tavira, mas para mim corredores do Tavira era o Jorge Corvo.
Ah o Benfica chegou ao fim, parece que o dono das bicicletas não apareceu.


E o SPORTING começou o Campeonato a ganhar com uma primeira parte de luxo embora o Trofense seja fraquinho.
Para tentar emperrar a coisa, o bandeirinha que só pode ser do Benfica, conseguiu ver um penalti numa falta do Polga cometida a uns 3 metros da grande área.
Eu não acredito em bruxas, mas…

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Não à Barragem do Fridão

Eu confesso que não faço ideia se a rapaziada do Bloco de Esquerda tem razão no seu protesto, mas que eu achei graça ao cartaz que encontrei numa rotunda de Amarante, lá isso achei.

domingo, 10 de agosto de 2008

Companhia, firme…

A Pandilha dos “Furriéis da CCS” voltaram as reunir as tropas. Num restaurante em Amarante sobre o Rio Tâmega, discutimos os grandes temas que assolam o Pais, tais como a validade da equipa espanhola da Luz, a boa carreira do Sporting e o Glorioso FCP, (o organizador do encontro é do norte).
Quando eu fiz seiscentos Quilómetros para passar o dia com estes “coirões” julgo que está tudo dito. Há amigos que são para o resto da vida.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Caldas intemporal VII

A Praça do Rossio, hoje Praça da Republica é um belo exemplo de calçada portuguesa vetada a um abandono que mete dó.Ladeada de vários edifícios carregados de história, continua a ser um ponto de encontro dos passeios ao fim do dia


sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Deolinda - Um projecto com muita pinta

"O seu nome é Deolinda e tem idade suficiente para saber que a vida não é tão fácil como parece, solteira de amores, casada com desamores, natural de Lisboa, habita um rés-do-chão algures nos subúrbios da capital. Compõe as suas canções a olhar por entre as cortinas da janela, inspirada pelos discos de grafonola da avó e pela vida bizarra dos vizinhos. Vive com 2 gatos e um peixinho vermelho..."
Na quinta-feira assisti no Centro Cultural ao espectáculo dos “Deolinda” e gostei do que ouvi. Boa voz, bons músicos, aqui está um projecto que nasceu na Net (My space) e ganhou pernas para andar.Para quem não conhece vale a pena dar uma espreitadela a http://www.deolinda.com.pt/ www.myspace.com/deolindalisboa

terça-feira, 29 de julho de 2008

Porque gosto do amarelo

Quando falha a imaginação nada melhor que uma fotografia de flores para dar um ar alegre ao blog.
Esta fotografia foi obtida no parque e quanto ao nome das flores confesso a minha ignorância, mas não faço a mínima ideia. Serão Lírios?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Caldas intemporal VI

Retomo a série de fotografias onde se pode comparar alguns locais de Caldas da Rainha, com um século de distância.
Desta vez as imagens levam-nos até ao Parque D.Carlos I, mais propriamente ao espaço do Museu José Malhoa, que não se vê na primeira foto pois só foi inaugurado em 1940 durante as comemorações Centenárias da Província da Estremadura.


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Exposição de 1940

Trago para o topo do Blog de novo a fotografia do Poster das Comemorações Centenárias na Província da Estremadura de 1940 que teve lugar em Caldas da Rainha, porque na passada Quarta-feira tive o prazer de assistir no Centro Cultural ao colóquio de Prof. João Serra, sobre o assunto.
Confesso que não sabia muito bem a que se referia esta peça da minha colecção das “coisas” das Caldas, apenas tinha algumas informações de pessoas mais velhas que se lembravam do acontecimento e que o rotulavam de “muito importante, mais ou menos como A EXPO 98”.Pois bem o Professor meteu mãos à obra e fiquei a perceber a importância do certame organizado com a supervisão de António Montês, e fez-se alguma luz do “porquê” da rivalidade com Leiria.


domingo, 6 de julho de 2008

Caldas intemporal V



Mais uma série de imagens que temporalmente distam entre a primeira e a última um século.
Trata-se da Rua Miguel Bombarda, outrora uma das ruas mais importantes da Vila pois era aqui que se encontrava o Hotel da Copa que segundo a documentação da época era o albergue por excelência da classe social mais abastada, quando estas vinham até às Caldas para um período Termal

Esta artéria da cidade cujo nome anterior era Rua Serpa Pinto, aparece referenciada na sessão da Câmara de 24 de Outubro de 1871 que deliberou “que a feira semanal de porcos grandes e pequenos passasse a ser no largo existente com o fim da Rua do Jogo da Bola (Rua das montras) e passasse para a Rua dos monturos, no largo que fica ao fundo do Jogo da Bola”.No final do século dezanove passa a Rua Serpa Pinto e em 8 de Março de 1911, passa a denominar-se Rua Dr. Miguel Bombarda.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Eu assino por baixo

«O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!»
Eu não diria melhor, mas na verdade quem escreveu isto foi Eça de Queiroz no primeiro número das “Farpas” em 1871
(Este texto corre por aí em vários mails e Blogs)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Caldas Intemporal IV

Mais um grupo de fotografias que tal como as anteriores preenchem um espaço temporal de 100 anos.
A Praça 5 de Outubro foi o local das Caldas que maior transformação sofreu. O nome começou por ser Praça Nova, passando a Praça Hintze Ribeiro, ou Praça do Peixe, como vulgarmente era conhecida. Com o advento da “República” ganhou o nome de dura até aos nossos dias.
O Teatro Pinheiro Chagas foi-se, a venda do peixe também e no local nasceu um dos locais mais agradáveis e de grande animação nocturna.
O estacionamento subterrâneo foi outra inovação na cidade.


sábado, 21 de junho de 2008

Caldas Intemporal III

A Rua Heróis da Grande Guerra, que por volta de 1904, ano da primeira fotografia, chamava-se Rua Conselheiro José Luciano, depois do “5 de Outubro de 1910” passou a chamar-se Rua Machado dos Santos. Em 1936 ganhou a denominação pela qual a conhecemos nos nossos dias. Alguns edifícios resistiram aos tempos e os carros deram lugar a um espaço muito agradável e de grande movimento pedonal, principalmente ao Sábado onde o slogan “centro comercial a céu aberto” tem todo o cabimento.


domingo, 8 de junho de 2008

Caldas intemporal, II

O Largo Dr. José Barbosa ou Terreiro das Gralhas como outrora se chamou é citado pelo autor das Notícias interessantes da Real Villa das Caldas.
...Com alguns mapas curiosos, nos annos de 1797 e 1798, manuscrito em poder do Conde de Almarjão, conf. Nas Memórias das Caldas da Rainha, do Dr. Augusto da Silva Carvalho...No Livro das décimas de 1845 é indicado como Terreiro, mas no documento de Canalizações ao cimo da praça é referido como Largo das Gralhas.
Em 17 de Janeiro de 1898, a sessão do Município, deliberou atribuir o nome ao largo de Dr. José Vitor Caril Barbosa, actualmente Dr. José Barbosa.

1910 - Foto de Autor desconhecido

Anos Sessenta - Foto de Autor desconhecido

2008 - Foto de José Ventura

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Caldas intemporal, parte I

Foto de 1910 - Autor desconhecido

Foto de 1960 - Autor desconhecido

2008 - Foto de José Ventura
Estas fotos foram obtidas num intervalo de 50 anos: 1910, 1960 e 2008
As personagens foram mudando mas o encanto da “Avenida dos Plátanos” em pleno Parque D.Carlos I, continua inalterável.


sexta-feira, 30 de maio de 2008

Regimento de Infantaria Nº5

A Escola de Sargentos do Exército comemora no dia 1 de Junho o seu 27º aniversário, mas para nós Caldenses aquele aquartelamento será sempre o R.I.5.

O Regimento de Infantaria Nº5 foi criado na primeira metade do século XIX e andou por vários quartéis, Porto, Angra do Heroismo, Elvas e Lisboa. Em 1918 foi integrado na 6ª Brigada de Infantaria que tomou parte na Batalha de La Lys ou de Armentiéres, contribuindo para a derrota do “inimigo”.
Em 26 de Maio de 1918, passou a ter como área de guarnição as Caldas da Rainha onde foi instalado nos Pavilhões do Parque passando a ser o orgulho da Vila que tinha pela primeira vez uma unidade militar aquartelada.
O regimento viria a mudar de cidade mas em 1927, com a elevação de Caldas da Rainha a cidade regressou aos Pavilhões do Parque.
Em 1941 embarcava para Cabo Verde o primeiro Batalhão expedicionário do regimento de Infantaria Nº5, seguiu-se depois o envio de tropas para a Índia em 1959. Entretanto em 1961 mobiliza ainda uma Companhia para a Índia, 2 para Angola e 1 pelotão de morteiros para a Guiné.
O regimento aquartelado nos Pavilhões do Parque, mudou-se para o quartel onde hoje funciona a Escola de Sargentos em 5 de Junho de 1953, a inauguração com pompa e circunstância contou com a presença do Presidente da República.
Em 1974 protagonizou o primeiro sinal revolucionário com o “16 de Março” que viria a ser fundamental para a Revolução dos Cravos.

domingo, 25 de maio de 2008

Avelino Belo

Um dias destes vi um catálogo de um leilão onde figurava um busto de Rafael Bordalo Pinheiro (imagem da direita) da autoria de Avelino Belo, um dos grandes ceramistas das Caldas, e discípulo de Bordalo Pinheiro. Este "post" é o resultado de uma pequena pesquisa sobre este ceramista tão esquecido.
Avelino António Soares Belo nasceu., em 19 de Janeiro de 1872, na Murtosa (Aveiro). Oriundo de uma Família de padeiras, de Pardelhas conhecidas como as “Traças”.
Com 11 Anos Juntou-se ao pai, pescador na Foz do Arelho. Aí foram descobertos os seus dotes artísticos, quando o Dr. José Filipe Rebelo teve oportunidade de apreciar os seus desenhos, mostrando depois a mestre Bordalo.
Em consequência, foi trabalhar para a Fábrica de Faianças, com cerca de 13 anos, tornando-se mais tarde um dos operários de confiança de Rafael - juntamente com José Carlos dos Santos e Adelino Moura.
Em 1888 participou na Exposição Industrial de Lisboa como aluno da Escola Industrial das Caldas.
Após breve passagem pelo Atelier do Visconde de Sacavém, fundou a sua própria fábrica em 1899, continuando a imprimir grande imaginação e desenvoltura ao seus trabalhos.

Sempre foi um estudioso das técnicas sobre a indústria que vivia. Entrou em polémica, em Junho de 1926 na Gazeta das Caldas, acerca das chaminés dos fornos de cerâmica, e no seu último artigo, publicado em 29 de Maio de 1927 naquele jornal, defendia a união de todos os fabricantes de cerâmica em redor da Fábrica Bordalo Pinheiro, para se conseguir superar a crise, de então, naquele sector.
Suicidou-se em 24 de Maio de 1927.