sexta-feira, 30 de maio de 2008

Regimento de Infantaria Nº5

A Escola de Sargentos do Exército comemora no dia 1 de Junho o seu 27º aniversário, mas para nós Caldenses aquele aquartelamento será sempre o R.I.5.

O Regimento de Infantaria Nº5 foi criado na primeira metade do século XIX e andou por vários quartéis, Porto, Angra do Heroismo, Elvas e Lisboa. Em 1918 foi integrado na 6ª Brigada de Infantaria que tomou parte na Batalha de La Lys ou de Armentiéres, contribuindo para a derrota do “inimigo”.
Em 26 de Maio de 1918, passou a ter como área de guarnição as Caldas da Rainha onde foi instalado nos Pavilhões do Parque passando a ser o orgulho da Vila que tinha pela primeira vez uma unidade militar aquartelada.
O regimento viria a mudar de cidade mas em 1927, com a elevação de Caldas da Rainha a cidade regressou aos Pavilhões do Parque.
Em 1941 embarcava para Cabo Verde o primeiro Batalhão expedicionário do regimento de Infantaria Nº5, seguiu-se depois o envio de tropas para a Índia em 1959. Entretanto em 1961 mobiliza ainda uma Companhia para a Índia, 2 para Angola e 1 pelotão de morteiros para a Guiné.
O regimento aquartelado nos Pavilhões do Parque, mudou-se para o quartel onde hoje funciona a Escola de Sargentos em 5 de Junho de 1953, a inauguração com pompa e circunstância contou com a presença do Presidente da República.
Em 1974 protagonizou o primeiro sinal revolucionário com o “16 de Março” que viria a ser fundamental para a Revolução dos Cravos.

domingo, 25 de maio de 2008

Avelino Belo

Um dias destes vi um catálogo de um leilão onde figurava um busto de Rafael Bordalo Pinheiro (imagem da direita) da autoria de Avelino Belo, um dos grandes ceramistas das Caldas, e discípulo de Bordalo Pinheiro. Este "post" é o resultado de uma pequena pesquisa sobre este ceramista tão esquecido.
Avelino António Soares Belo nasceu., em 19 de Janeiro de 1872, na Murtosa (Aveiro). Oriundo de uma Família de padeiras, de Pardelhas conhecidas como as “Traças”.
Com 11 Anos Juntou-se ao pai, pescador na Foz do Arelho. Aí foram descobertos os seus dotes artísticos, quando o Dr. José Filipe Rebelo teve oportunidade de apreciar os seus desenhos, mostrando depois a mestre Bordalo.
Em consequência, foi trabalhar para a Fábrica de Faianças, com cerca de 13 anos, tornando-se mais tarde um dos operários de confiança de Rafael - juntamente com José Carlos dos Santos e Adelino Moura.
Em 1888 participou na Exposição Industrial de Lisboa como aluno da Escola Industrial das Caldas.
Após breve passagem pelo Atelier do Visconde de Sacavém, fundou a sua própria fábrica em 1899, continuando a imprimir grande imaginação e desenvoltura ao seus trabalhos.

Sempre foi um estudioso das técnicas sobre a indústria que vivia. Entrou em polémica, em Junho de 1926 na Gazeta das Caldas, acerca das chaminés dos fornos de cerâmica, e no seu último artigo, publicado em 29 de Maio de 1927 naquele jornal, defendia a união de todos os fabricantes de cerâmica em redor da Fábrica Bordalo Pinheiro, para se conseguir superar a crise, de então, naquele sector.
Suicidou-se em 24 de Maio de 1927.

domingo, 18 de maio de 2008

E Pronto....Ganhámos a Taça

O Sporting venceu hoje a Taça de Portugal ao bater na final o FC Porto por 2-0, no Estádio Nacional, revalidando assim o troféu conquistado na época passada. Tiuí, que entrou já durante o prolongamento, marcou os dois golos dos «leões e lembrou os “tripeiros” que não são os melhores do mundo.
O meu Sporting acabou a época como começou, com uma vitória sobre os Azuis do Norte, disfarça assim o péssimo campeonato que realizou.
Eu que já tinha “despedido” o Paulo Bento, lá tenho que o aturar mais uma época.
O Sporting ganhou a taça, e o Zeca já não estava cá para ver.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Encontro de Amigos

Em 2005 participei pela primeira vez no Encontro dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, onde fui aluno e completei o meu Curso de Formação Montador Electricista.
Fiquei cliente de tal maneira que resolvi entrar para o “Staf” da organização dos próximos Encontros e no Sábado, lá estou de novo para participar em mais uma jornada de grande emotividade, que vai reunir cerca de 300 colegas de várias gerações.
A modéstia não é o meu forte, por isso julgo que tenho alguma responsabilidade nesta “explosão” de participantes, pois o Blog http://www.alunosbordalo.blogsopt.com/ entra pelas casas dentro e “desinquieta” as pessoas.
Mas a tecnologia não seria eficaz se a Escola não tivesse deixado em cada um de nós um sentimento de cumplicidade e fraternidade que os anos não conseguiram apagar.

terça-feira, 29 de abril de 2008

De "Abril" a "Maio"

Falar do 1º de Maio, é falar de Abril, e este autocolante da Festa da Amizade com o Zeca Afonso, ilustra na perfeição estas comemorações que já tiveram melhores dias.

É interessante recordar as manifestações do 1º de Maio de 1886, promovidas por um grupo de operários de Chicago, que tinham como luta principal o estabelecimento do regime de 8 horas de trabalho diário. Numa fase de grande pujança a “Revolução Industrial” conduziu à sujeição dos trabalhadores a condições desumanas de laboração. A necessidade de se produzir o máximo ao mais baixo custo não respeitava idades nem sexos. As organizações sindicais eram incipientes e perseguidas pelas autoridades policiais.
Mais de 100 anos depois parece que voltou tudo à estaca zero.

...É assim o poder do dinheiro.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Madrugada de esperança








Como o tempo passa.
Trinta e quatro anos já nos separam daquela madrugada inesquecível para a minha geração, que viveu intensamente a “Revolução dos Cravos” bem como o período do PREC.
Quase que respondendo à pergunta “onde estavas no 25 de Abril”, recordo que estava na tropa no Quartel de Paço de Arcos e curiosamente estava de “Sargento de Piquete”.
Fui alertado para o movimento por volta das cinco da manhã e lembro-me que tive perfeita consciência que a vida das pessoas se transformaria a partir daquele dia.
Para ilustrar este post utilizei a primeira página dos jornais “A Capital” e o “Diário de Lisboa”. Os jornais já desapareceram e os ideais de Abril também.....
Ficou uma sociedade cinzenta que acha tudo normal e até o direito à indignação perdeu.

domingo, 20 de abril de 2008

Em Abril águas mil

Pois é, quando não temos ideias para um tema interessante, nada melhor que falar do tempo. E para o “post” não ficar muito “seco” fica muito bem uma foto de flores com algumas gotas desta chuva que teima em cair.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Associação Académica de Coimbra


Se há dias fiz um post dedicado ao FCP, hoje tiro o meu chapéu à AAC.
Aquele resultado na “Catedral” foi uma lição que nos fez lembrar “A Briosa” de outros tempos. É certo que os “vermelhos” deram uma ajudinha porque se esqueceram que as camisolas não correm sozinhas.
Da minha colecção de “Caramelos da Bola” aqui estão alguns artistas de Coimbra de grande categoria, embora nunca tenham dado três “favas” ao Benfica.
....E mais não digo porque na próxima quarta-feira a coisa pode correr mal.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Uma Associação com história

Hoje trago para o Blog a medalha comemorativa dos “Pimpões” porque estou com a consciência pesada.
Então não é que eu, um Pimpão da velha guarda, me esqueci por completo de ir à Assembleia Geral.
Já me penitenciei, junto de alguns amigos, mas para reforçar a minha simpatia pela colectividade recomendo uma visita ao Blog da Natação. http://pimpoesnatacao.blogspot.com/

“Os Pimpões” sempre estiveram alguns passos à frente no movimento associativo, ultimamente a gestão não tem sido fácil mas acredito na dinâmica da Direcção, para reinventar novas receitas e novas actividades que sejam dinamizadoras para Colectividade, que já leva sete décadas de história.

domingo, 6 de abril de 2008

“O Porto é uma Nação, carago”

Quer se goste ou não o F. C. Porto não tem nada a ver com a desorganização que reina para os lados da segunda circular, onde o meu Sporting hipotecado à banca, continua a “dar tiros no pé” e os Lampiões, com a “história do Apito Dourado” bem tentam disfarçar o insucesso da “equipa maravilha” que “qualquer treinador do mundo gostaria de ter”.

Mas voltando ao Porto, presto-lhe aqui a minha homenagem, pela conquista do Campeonato Nacional de Futebol, com a publicação da capa do destacável do Cavaleiro Andante. Julgo que o Porto de hoje tem muito a ver com o espírito de José Maria Pedroto.

Os meus cumprimentos aos meus amigos do FCP, principalmente ao “padeiro de Amarante”, a quem um dia fui apresentado com Sportinguista e recebi dele o comentário “ Bem estes ainda se toleram...”.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Um cartaz de 1940

Este cartaz, de grande formato, sobre as comemorações centenárias na província da Estremadura, que tiveram lugar em Caldas da Rainha nos meses de Agosto e Setembro de 1940, é uma das peças da minha colecção, que eu ainda não consegui entender muito bem que tipo de comemorações publicitava e que tipo de festejos é que envolveu.
Este evento decorre numa altura em que chegam às Caldas refugiados da Guerra.

Com o titulo "Ecos da Guerra - Os emigrados em Caldas da Rainha", A Gazeta das Caldas noticiava que, "Inesperadamente automóveis estrangeiros começaram aparar nas ruas da cidade, enquanto muitos outros, atulhados de bagagens, se dirigiam para o sul. (...) Os hotéis ficaram cheios de estrangeiros: austríacos, ingleses, franceses, americanos, Belgas e Holandeses.(...) Gente estranha, de todos os credos políticos e de todas as religiões recolheram-se ao bom abrigo dum Portugal tranquilo graças ao Estado Novo, a Carmona e Salazar"Segundo uma descrição cronológica do Historiador João Serra, ficamos ainda a saber que em 1940 era inaugurado o novo edifício dos Correios e a cidade tinha 9632 habitantes. António Montez era nomeado director do Museu Malhoa e Júlio Lopes presidia aos destinos da Cidade.
Quanto à exposição, nas minhas pesquisas sobre o assunto, não fui muito bem sucedido.

domingo, 23 de março de 2008

A Pérgula do parque

Cinquenta anos separam estas fotografias, mas a Pérgula do parque contínua com o mesmo encanto de outros anos.
O primeiro postal é o Nº6 da Colecção Passaport Loty, o segundo é da Colecção Dúlia e foi editado com o número 179 e o terceiro é uma fotografia minha.

"O arquitecto Berquó de acordo com o que se passava no resto da Europa, concebeu-o num estilo romântico oitocentista, marcadamente cosmopolita que exalta o sentimentalismo e transmite as sensações de unidade e harmonia de quem contempla a natureza. O traçado destes espaços é fluido, desaparecendo a composição axial do Barroco que caracterizava o anterior Passeio da Copa. A topiária entra assim em desuso apreciando-se antes as formas naturais das árvores e arbustos que agora se apresentam não ordenadas mas em maciços vegetais. Mais tarde, já nos anos 40, o arquitecto Paulino Montez vem percorrer o caminho inverso retalhando o espaço, implantando-lhe canteiros de formato metodicamente geométrico e realizando como construção uma pérgula em ferro, situada ao longo de um dos eixos propostos. O Arquitecto Paisagista Francisco Caldeira Cabral vem, nos finais dos anos 40 apresentar uma proposta para o parque onde são projectados amplos espaços vegetalizados numa concepção modernista da paisagem, utilizando espécies vegetais endémicas da região (como por exemplo as urzes) apontando-as como as mais indicadas já que além da sua vertente estética são as mais bem adaptadas às condições do local."
( Teresa Câmara, in http://www.monumentos.pt/Monumentos)

Esta é a apreciação técnica da “coisa”, para mim a pérgula será sempre o local Romântico que esconde nas suas folhagens “juras de amor” que o tempo vai fazendo esquecer.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Uma imagem sem legendas

domingo, 16 de março de 2008

Do Ford Capri ao Fiat 600

Eu confesso que para mim os carros são “coisas” com rodas que servem para a gente se deslocar de um lado para o outro e ponto final. Quando a conversa é sobre “máquinas” dou comigo a pensar que estes fulanos são maluquinhos.
Mas há carros e carros. Este fim-de-semana encontrei-me com uns camaradas de “Outras Guerras”, e o meu Amigo Joaquim Rodrigues (Barriguinhas para os amigos), que tem a tal “pedrada” por carros antigos, desta vez apresentou-se na reunião com este magnifico exemplar dos anos setenta que se portou lindamente na viagem de Castelo Branco a Pardilhó (Murtosa) e regresso. Em matéria de carros antigos este meu amigo é reincidente, se não vejam este magnifico Fiat 600, outra preciosidade, que ele trouxe noutro encontro.

quarta-feira, 12 de março de 2008

As Noites de Domingo

A “malta” do blog dos Antigos alunos do Ramalho Ortigão, está a “ Tentar reconstituir os locais de encontro das juventudes caldenses entre as décadas de 40 e 70. Narra-nos um pequeno depoimento com lembranças de algum desses lugares onde "foste feliz".
E o que distinguia os locais, o que vos fazia preferir uns aos outros? A localização, os jogos, a qualidade da imperial ou das bifanas, as pessoas que lá iam, as horas a que fechavam, as conversa, o dono ou os empregados, tudo o que se lembrarem.”
Respostas para:
inqueritoscaldas@gmail.com


Ao pensar no tema proposto dou comigo a relembrar algumas coisas, nomeadamente das noites de Domingo, que começavam com um passeio pela Rua das Montras e acabavam no Café Lusitano. Com o pretexto de beber um café e ver televisão, estes momentos eram aproveitados para namorar, sempre sobre o olhar atento dos Pais da “menina”, porque no início da década de setenta uma saída nocturna a sós com a “pequena” era assunto fora de questão.

sábado, 8 de março de 2008

Marketing ao Jantar

“ Ainda se assiste a demasiados casos em que as empresas, através dos seus representantes, parecem esquecer que dependem dos clientes, mais do que os clientes dependem deles. Esta atitude é errada e fatal! Quem nela incorrer, certamente terá os dias contados, pois o mercado, quando funciona, é impiedoso para com aqueles que lhe viram as costas. Uma empresa não existe sem clientes e estes são cada vez mais raros. Por outro lado, é mais difícil e custoso conquistar um novo cliente do que manter os actuais, razão pela qual os clientes são hoje considerados preciosos activos que em geral, devem ser preservados a todo o custo."

Este e outros conceitos foram servidos pelo Prof. José Rafael Nascimento, durante uma jantarada de amigos ontem à noite no Pachá, onde o Paulo e a sua equipa condimentam as refeições com uma eficiência e simpatia que se reconhece.
Mas voltando ao especialista em Marketing, o “Homem” sabe do que fala, e fiquei impressionado com o conhecimento que tem sobre a zona Oeste, mais precisamente sobre as Caldas.
O professor não tem a “varinha de condão” para resolver os problemas mas tem ideias muito precisas de algumas acções, que com baixo custo, se poderiam levar a cabo, quer a nível do comércio quer a nível da própria cidade.
Julgo que seria de grande importância voltar a falar do assunto, mas desta vez juntar ao grupo representantes do Município e outras forças vivas da cidade, até porque o Professor mostrou grande disponibilidade para tal, e no mínimo seria um crime não aproveitar as lições do “Mestre”.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Uma obra impressionante

Este fim-de-semana a convite de familiares participei num almoço em Fátima, e aproveitei o passeio para visitar o novo “Santuário”.
Eu confesso que não sou muito dado a estas coisas de “Religiões”, mas fiquei impressionado com a beleza da chamada Nova Igreja, dedicada à Santíssima Trindade.
Este Templo da autoria do arquitecto grego Alexandros Tombazis, com uma decoração inspirada na arte bizantina, é uma obra de muito bom gosto.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O Hospital Termal

Hoje um amigo coleccionador ofereceu-me estas vinhetas comemorativas do quinto centenário do Hospital Termal.

Esta unidade que remonta a 1485 ano em que D. Leonor, mulher dedicada às artes e à assistência aos necessitados, mandou edificar o hospital. Tal iniciativa terá sido tomada depois de, ao passar na zona, a rainha ter observado gente humilde a banhar-se em água enlameada para acalmar dores e sarar feridas. Como padecia de uma úlcera no peito, resolveu seguir o exemplo e ficou rapidamente curada.
Durante muito tempo, este foi o único - hospital termal do mundo, de cujo património fazem também parte as igrejas de Nossa Senhora do Pópulo e de São Sebastião, a Mata Rainha D. Leonor, o Parque D. Carlos I e o Museu do Hospital, lugares, todos eles, interessantes e cuja visita constitui um verdadeiro mergulho na História.
Depois de ter estado encerrado para obras devido a uma bactéria prejudicial à saúde que ali se instalou, o Hospital Termal continua a cumprir o objectivo para que foi criado, mas de forma limitada.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

S.I.R.”Os Pimpões”

Setenta anos é uma bonita idade para uma Associação. “Os Pimpões” estão de parabéns pois no passado dia 19 de Fevereiro atingiram esta meta com o sucesso que se conhece.
O Caminho não tem sido fácil, numa sociedade que convida cada vez mais ao desenraizamento, onde cada vez mais as pessoas são levadas a viver cada um por si, é, sem dúvida, um acto relevante o papel que assumem os dirigentes associativos que, pelo seu trabalho voluntário, contribuem para manter vivos estes espaços culturais, desportivos e de solidariedade social.

Recupero aqui a fotografia da primeira Sede desta Associação.
Quem conhece as actuais instalações pode constatar a enorme evolução que esta Associação foi sofrendo ao longo destas sete décadas.

Por tudo isto eu continuo a ser um PIMPÃO da velha guarda.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Os Amigos que vão partindo

Nesta viagem pela vida acontece que alguns Amigos nos vão deixando quando ainda seria de esperar que palmilhassem mais alguns quilómetros na nossa companhia.

O José Manuel Castelhano, companheiro do Ping Pong, já partiu. Falei com ele há duas ou três semanas, nem sabia que estava doente.

Temos tão pouco tempo para os amigos....ou será desculpa nossa?

Do António Guilherme recebi este Mail

Recordando o nosso amigo castelhano, meu primeiro amigo de infância e de brincadeiras de rua e que durante toda a instrução primária, foi sempre o meu companheiro a caminho dos bancos da escola, rebusquei esta foto, onde está toda a classe da escola primária. Feliz recordação que vai ficando na nossa memória. (o zé manel é na 2ª fila o 1º da esq. de camisa branca).
um abraço,

Guilherme

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A Mata – O pulmão das Caldas

Ao ver estes Postais ilustrados editados por A. Malva nos anos cinquenta/sessenta, dei comigo a pensar como é possível a nossa cidade não dinamizar estes espaços que temos o privilégio de ter na nossa cidade.
A mata começou a ganhar alguma importância por alturas da construção da igreja do Pópulo e do Palácio Real por volta de 1500, e no princípio do século 20 era um sítio de passeio obrigatório como nos diz Alfredo Pinto (Sacavém) no livro Terras de Portugal, publicado em 1914.

“… depois de jantar, que era por volta das cinco horas, ia-se à Mata Real, uns subiam ao Pinheiro da Rainha, outros espalhavam-se pelas ruas a jogarem jogos de prendas e arquinhos. Quando a noite vinha já bastante próxima, todos desciam até ao Club onde se dançava animadamente até às dez horas…”
Hoje além do Campo de Jogos e do Pavilhão está vetado a algum abandono.
Não sei de quem é a culpa, se do Hospital, se da Câmara Municipal; o que é certo é que quem perde é a Cidade.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O Grupo de Mascarados

Um Blog começa por ser uma forma de comunicar de carácter pessoal que é lido por “meia dúzia” de amigos, com o passar dos tempos acontece por vezes que são os amigos a colaborar neste espaço.
É o caso do post de hoje, onde o nosso amigo Guilherme foi descobrir esta foto que me enviou com um pequeno texto.

Olá Zé Ventura
Estamos no carnaval e dando volta aqui a umas fotos para relembrar os famosos bailes do Lisbonense e grupos de família e amigos mascarados aqui envio uma para o caso de quereres colocar no blog. É um grupo familiar e corria o ano de l973. Belos os bailes e as festas de Carnaval da época; Bombeiros, Pimpões, Casino, bailes no Caldas, etc. era um circuito obrigatório passando claro pelo camaroeiro pelas 3, 4 da manha para um belo prego na frigideira à Camaroeiro. Há um prémio para quem adivinhar os nomes do grupo completo.
Um abraço
Guilherme

Nota: O prego à Camaroeiro com ovo a cavalo, um Camaroeiro (Imperial em copo maior) e pão …..17 Escudos e Cinquenta centavos (oito cêntimos).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O Cartoonista da Revolução























Hoje dia 29 de Janeiro João Abel Manta faz oitenta anos.
Embora o artista tenha uma longa vida dedicada às artes, desde a arquitectura, passando pela ilustração, caricatura, cartoon até à pintura, para mim, quando se fala em João Abel Manta, fala – se dos cartoons do MFA, do “Camarada Vasco e da Dinamização Cultural”
“João Abel Manta deve ser tomado como o artista máximo, talvez o único afinal, que a revolução de Abril suscitou na nossa comarca das artes”, escreveu João Medina, em 1991, sobre aquele a quem, chamou ‘O Cartoonista de Abril’.Com os “Bonecos” da Revolução, deixo aqui a minha homenagem ao “mestre João Abel Manta”.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Vinhetas

Julgo que este Bloco de Vinhetas foi emitido pela Comissão de Turismo no ano de 1940, aquando das comemorações centenárias da Província da Estremadura.
Na altura o apelo era “Visitem a Rainha das Termas de Portugal”. Este apelo deixou de fazer sentido pois, por motivos que sinceramente nunca entendi, abandonámos esta vertente que a cidade oferecia aos visitantes, contrariamente a outros locais termais que continuam em plena actividade.

domingo, 20 de janeiro de 2008

A certidão

Bom dia. Desculpe, eu queria uma certidão...
- O senhor tire a senha, vá para a fila e aguarde.
Não queremos faltas de respeito na repartição.
- Cento e vinte e cinco: que deseja, que se faz tarde?

- Disse a sua colega que era aqui nesta secção,
E já dei volta a tudo, que deus me valha,
Que se pedia o impresso para esta certidão.
- Entendeu mal e não ofenda quem trabalha.

- Ando há dois dias em gabinetes metido nisto.
Não faz sentido arranjar tanta complicação.
- Eu só trabalho aqui. Olhe, falta aqui um registo.
O senhor é mal educado e reclama sem razão.

- Posso falar com o chefe? Exijo uma explicação.
- Saiu em serviço e não pode ser incomodado
- Tenho tudo o que pediram. Faço já uma reclamação.
- Não faça. O chefe é primo do secretário de estado

(autor ???)

Há uns tempos vi este “poema” na Net que achei graça e que me fez lembrar um pequeno problema que ainda não consegui resolver.
Eu passo a contar…..
Nos últimos meses sempre que recebo o aviso para pagar a água, lá está numa linha o aviso de que “nesta data se encontra uma factura já vencida e que não foi liquidada”
Como bom cidadão que sou, não gosto que me chamem caloteiro e lá vou eu aos serviços municipais, mostrar o comprovativo de que efectivamente o pagamento foi efectuado.
As simpáticas funcionárias pedem desculpas tiram fotocopias do comprovativo, dizem que o problema é do Computador ….etc…etc… e prometem ir resolver o problema…
No mês seguinte lá estou eu outra vez, já vou na quarta visita aos serviços Municipais, e não me parece que pare por aqui, porques estas coisas do "computador" são dificeis de resolver.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

a história de uma samarra

Corria o ano de 1959, começava eu a desfolhar as primeiras páginas do livro da 1ª classe e morava na Rua Afonso Enes, quase junto ao Largo do Estragado, hoje pomposamente chamado de Largo do Colégio Militar.
Feito o enquadramento da época, vou contar uma pequena história.
Nesse ano a minha Família recebia o convite para irmos ao casamento de uma Tia, que iria ter lugar no Painho. Como nessa altura o pronto-a-vestir era um conceito que não existia, pelo menos para as classes médias-baixas, a minha mãe que era costureira de profissão meteu mãos à obra e na véspera do casamento, vá de fazer uma “Samarra”para eu levar ao acontecimento. Passei a noite a dormir ao lado da minha mãe que me acordava diversas vezes para a “prova” do casacão.
No dia seguinte lá fui eu com grande orgulho metido na minha “Samarra” e tive o cuidado de dizer a toda a gente “Foi a minha mãe que fez”.

A minha mãe partiu hoje……já não me faz mais “Samarras”.
Fica a recordação das coisas boas que vivemos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Cinco tostões de colorau.

Se algum dia for feita a história do Comércio Tradicional em Caldas da Rainha, as Mercearias do Tavares Santos e Amaral e do Frias e Gonçalves, terão um lugar de destaque.

Nestes tempos os vários produtos alimentares, arroz, massa, feijão, açúcar, sal, etc, não eram embalados e a pesagem fazia-se na altura da venda.
O azeite e o petróleo, eram "aviados" com uma bomba manual para o vasilhame que o cliente trazia de casa.
O bacalhau cortado à faca deixava sempre umas lascas que fazia as delícias dos empregados, e entre outras coisas vendia-se cinco tostões de colorau.
Eu não sou saudosista mas acho isto uma maravilha.

O Tavares Santos e Amaral era onde hoje está a Benetton, e o Frias e Gonçalves deu lugar ao Supermercado Casaleiro.
Não me recordo em que alturas fecharam as portas, mas julgo que foi na década de sessenta. Um dia destes quando descobrir algumas pessoas que por lá tenham trabalhado, volto ao assunto com mais informação.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Uma volta pela cidade


















Para começar o ano vamos lá dar uma volta pela cidade, e nada melhor que fazê-lo por meios aéreos, pois aí temos uma panorâmica agradável, ao contrário do que acontece quando colocamos os pés no chão, e aí podemos ver uma cidade que evolui aos tropeções, com remendos pontuais mas sem um caminho delineado.

Estas fotos foram publicadas da Revista Municipal

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Falando de comércio tradicional

A ideia das árvores de natal nas ruas veio dar um abanão nas mentalidades mais conservadoras, que continuam à espera de um “D.Sebastião” que resolva todos os problemas, quando a resolução dos mesmos depende de nós próprios.

Sobre este assunto vale a pena ler o editorial do DN, publicado no dia 31-12-2007.

Chegando a hora das compras, porque estas não foram as esperadas, telejornais e jornais fazem eco de um chorrilho de queixas dos pequenos comerciantes: “Nunca foi tão mau como este ano.” Há dois problemas com o espírito de Calimero, de queixas permanentes. Um é similar ao do Pedro: de tanto gritar pelo lobo, quando há lobo a sério, ninguém acredita. E, de facto, a crise do pequeno comércio já só colhe indiferença geral, apesar de ser um problema verdadeiro. No ano passado, o sector perdeu cerca de 20 mil empregos; este ano, até Junho, já se tinham atingido esses números. Um mal que, note-se, não é só português: em Espanha, todos os anos fecham cerca de 10 por cento dos pequenos comércios.
O segundo problema com a constante vitimização deriva dela própria, a vitimização. De tanto as pessoas se queixarem como que se interioriza a inevitabilidade de tudo estar mal. Ora as queixas – e o apelo inerente a elas, para que alguém os salve – podem afogar a vontade de quem mais e melhor pode resolver o problema: os próprios pequenos comerciantes. Certamente que há comerciantes que encontraram soluções, comerciantes que pensaram e mudaram, comerciantes que resolveram.

O País teria o maior prazer em ouvi-los.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Tal como há 40 anos

“Embora esta cidade se haja desenvolvido, o seu ritmo de crescimento é lento.
A abertura de novas artérias de há muito projectada e que ligaria a Avenida da Independência Nacional, às Ruas Miguel Bombarda e 31 de Janeiro, não se faz, com prejuízo evidente para o Comércio e para a própria cidade.
…. Outro facto a evidenciar é o de estarem a decorrer, auspiciosamente, as negociações entre a Câmara Municipal e administração da Caixa Geral de Depósitos, com vista à demolição dos prédios situados no extremo norte da Praça da República.
…...entretanto, verifica-se não estar ainda solucionado o caso dos terrenos destinados à Piscina e Pavilhão situados junto à Escola Industrial e Comercial.
…. Outro facto que continua a merecer reparo é o trânsito citadino.”

Este artigo publicado no Diário Popular em Abril de 1968, com as devidas adaptações, continua pleno de actualidade, e tal como agora, a autarquia, protestou junto do Jornal, por considerar não serem justos os reparos.
Dias depois o Diário Popular, publicou novo texto cheio de sarcasmo.

Estes recortes fazem parte da “colecção” de preciosidades do meu amigo António Guilherme, que além de ser um Sportinguista dos 5 costados é também um leitor atento dos Blogs plantados na Net.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Um postal do Entroncamento

Hoje apeteceu-me publicar aqui um postal da minha colecção, que retrata a Ponte da Pedra no Entroncamento. E porquê ?
Porque o meu Amigo Carlos Silva, que é do Tramagal, conhece bem aquela zona, e francamente, não encontrei melhor maneira de lhe dizer que um dia destes vou lá almoçar com ele.

Claro está que depois disto fui pesquisar sobre esta ponte e descobri que foi construída no último quartel do século XVI e constituía um ponto de encontro, da encruzilhada entre as estradas que ligavam Torres Novas, Golegã e Vila Nova da Barquinha.

…. Não sei se tem alguma coisa a ver com isto, mas no Restaurante da Quinta da Ponte da Pedra, da Vila Nova da Barquinha, não se come nada mal.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Memórias de Camilo Castelo Branco

Um dia destes ao passear por Vila Real deparei com a placa (na foto), cravada numa parede, alusiva a uma situação vivida por Camilo Castelo Branco.
Fiquei curioso, pois de todo, não sabia a que se devia tamanha sova.
Esta passagem da sua biografia esclareceu-me.

“Ainda a viver com Patrícia Emília de Barros, Camilo publicou n'O Nacional, correspondências contra José Cabral Teixeira de Morais, governador civil. Devido a esta desavença é espancado pelo «Olhos-de-Boi», capanga do governador. As suas irreverentes correspondências jornalísticas valeram-lhe, em 1848 nova agressão a cargo de Caçadores 3. Camilo abandona Patrícia nesse mesmo ano, fugindo para casa da irmã, residente agora em Covas do douro.”
Muitos anos passaram, mas escrever ou dizer tudo o que se pensa continua a ter os seus riscos e nestes novos tempos, com “requintes de malvadez”. Por isso quando não quiserem “comprar” uma “boa peixeirada”, assobiem para o ar.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Está bonita a minha Rua

Pois é …. A ideia partiu da "Isabel da 107", depois juntou meia dúzia de elementos que constituíram o “braço armado” da iniciativa e ….Bem… vale a pena ver as ruas das Caldas.
Cada Comerciante tem à porta da sua loja uma árvore de Natal com efeitos alusivos ao seu ramo de negócio, e o resultado é espectacular.
As ruas enchem-se de gente para desfrutar o momento.
Ah … a Câmara Municipal e a Associação Comercial não têm nada a ver com isto, é que por vezes para fazer “coisas” não é uma questão de dinheiro, mas sim de imaginação.
Esta foto não é muito elucidativa, porque foi obtida numa fase de elaboração, mas num Sábado destes venham passear ao centro da Cidade e vão gostar do “Pinhal do Pai Natal”.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Do Chiado ao BCP


















Este anúncio de 1947 publicitava a filial dos Grandes Armazéns do Chiado das Caldas da Rainha, que se situava na Praça da República, vulgo Praça da Fruta.
Dos armazéns do Chiado lembro-me de uma enorme escadaria à entrada e um senhor (Constantino ?) muito gentil que fazia as honras da casa e tinha como ex-líbris o seu laço sempre impecável.
As casas comerciais tem os seus ciclos, e nos anos sessenta o Chiado fechou as portas. Anos depois deu lugar ao Banco Comercial Português, que fez uma óptima recuperação do edifício, o que nesta cidade é coisa rara.