segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O Cartoonista da Revolução























Hoje dia 29 de Janeiro João Abel Manta faz oitenta anos.
Embora o artista tenha uma longa vida dedicada às artes, desde a arquitectura, passando pela ilustração, caricatura, cartoon até à pintura, para mim, quando se fala em João Abel Manta, fala – se dos cartoons do MFA, do “Camarada Vasco e da Dinamização Cultural”
“João Abel Manta deve ser tomado como o artista máximo, talvez o único afinal, que a revolução de Abril suscitou na nossa comarca das artes”, escreveu João Medina, em 1991, sobre aquele a quem, chamou ‘O Cartoonista de Abril’.Com os “Bonecos” da Revolução, deixo aqui a minha homenagem ao “mestre João Abel Manta”.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Vinhetas

Julgo que este Bloco de Vinhetas foi emitido pela Comissão de Turismo no ano de 1940, aquando das comemorações centenárias da Província da Estremadura.
Na altura o apelo era “Visitem a Rainha das Termas de Portugal”. Este apelo deixou de fazer sentido pois, por motivos que sinceramente nunca entendi, abandonámos esta vertente que a cidade oferecia aos visitantes, contrariamente a outros locais termais que continuam em plena actividade.

domingo, 20 de janeiro de 2008

A certidão

Bom dia. Desculpe, eu queria uma certidão...
- O senhor tire a senha, vá para a fila e aguarde.
Não queremos faltas de respeito na repartição.
- Cento e vinte e cinco: que deseja, que se faz tarde?

- Disse a sua colega que era aqui nesta secção,
E já dei volta a tudo, que deus me valha,
Que se pedia o impresso para esta certidão.
- Entendeu mal e não ofenda quem trabalha.

- Ando há dois dias em gabinetes metido nisto.
Não faz sentido arranjar tanta complicação.
- Eu só trabalho aqui. Olhe, falta aqui um registo.
O senhor é mal educado e reclama sem razão.

- Posso falar com o chefe? Exijo uma explicação.
- Saiu em serviço e não pode ser incomodado
- Tenho tudo o que pediram. Faço já uma reclamação.
- Não faça. O chefe é primo do secretário de estado

(autor ???)

Há uns tempos vi este “poema” na Net que achei graça e que me fez lembrar um pequeno problema que ainda não consegui resolver.
Eu passo a contar…..
Nos últimos meses sempre que recebo o aviso para pagar a água, lá está numa linha o aviso de que “nesta data se encontra uma factura já vencida e que não foi liquidada”
Como bom cidadão que sou, não gosto que me chamem caloteiro e lá vou eu aos serviços municipais, mostrar o comprovativo de que efectivamente o pagamento foi efectuado.
As simpáticas funcionárias pedem desculpas tiram fotocopias do comprovativo, dizem que o problema é do Computador ….etc…etc… e prometem ir resolver o problema…
No mês seguinte lá estou eu outra vez, já vou na quarta visita aos serviços Municipais, e não me parece que pare por aqui, porques estas coisas do "computador" são dificeis de resolver.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

a história de uma samarra

Corria o ano de 1959, começava eu a desfolhar as primeiras páginas do livro da 1ª classe e morava na Rua Afonso Enes, quase junto ao Largo do Estragado, hoje pomposamente chamado de Largo do Colégio Militar.
Feito o enquadramento da época, vou contar uma pequena história.
Nesse ano a minha Família recebia o convite para irmos ao casamento de uma Tia, que iria ter lugar no Painho. Como nessa altura o pronto-a-vestir era um conceito que não existia, pelo menos para as classes médias-baixas, a minha mãe que era costureira de profissão meteu mãos à obra e na véspera do casamento, vá de fazer uma “Samarra”para eu levar ao acontecimento. Passei a noite a dormir ao lado da minha mãe que me acordava diversas vezes para a “prova” do casacão.
No dia seguinte lá fui eu com grande orgulho metido na minha “Samarra” e tive o cuidado de dizer a toda a gente “Foi a minha mãe que fez”.

A minha mãe partiu hoje……já não me faz mais “Samarras”.
Fica a recordação das coisas boas que vivemos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Cinco tostões de colorau.

Se algum dia for feita a história do Comércio Tradicional em Caldas da Rainha, as Mercearias do Tavares Santos e Amaral e do Frias e Gonçalves, terão um lugar de destaque.

Nestes tempos os vários produtos alimentares, arroz, massa, feijão, açúcar, sal, etc, não eram embalados e a pesagem fazia-se na altura da venda.
O azeite e o petróleo, eram "aviados" com uma bomba manual para o vasilhame que o cliente trazia de casa.
O bacalhau cortado à faca deixava sempre umas lascas que fazia as delícias dos empregados, e entre outras coisas vendia-se cinco tostões de colorau.
Eu não sou saudosista mas acho isto uma maravilha.

O Tavares Santos e Amaral era onde hoje está a Benetton, e o Frias e Gonçalves deu lugar ao Supermercado Casaleiro.
Não me recordo em que alturas fecharam as portas, mas julgo que foi na década de sessenta. Um dia destes quando descobrir algumas pessoas que por lá tenham trabalhado, volto ao assunto com mais informação.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Uma volta pela cidade


















Para começar o ano vamos lá dar uma volta pela cidade, e nada melhor que fazê-lo por meios aéreos, pois aí temos uma panorâmica agradável, ao contrário do que acontece quando colocamos os pés no chão, e aí podemos ver uma cidade que evolui aos tropeções, com remendos pontuais mas sem um caminho delineado.

Estas fotos foram publicadas da Revista Municipal

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Falando de comércio tradicional

A ideia das árvores de natal nas ruas veio dar um abanão nas mentalidades mais conservadoras, que continuam à espera de um “D.Sebastião” que resolva todos os problemas, quando a resolução dos mesmos depende de nós próprios.

Sobre este assunto vale a pena ler o editorial do DN, publicado no dia 31-12-2007.

Chegando a hora das compras, porque estas não foram as esperadas, telejornais e jornais fazem eco de um chorrilho de queixas dos pequenos comerciantes: “Nunca foi tão mau como este ano.” Há dois problemas com o espírito de Calimero, de queixas permanentes. Um é similar ao do Pedro: de tanto gritar pelo lobo, quando há lobo a sério, ninguém acredita. E, de facto, a crise do pequeno comércio já só colhe indiferença geral, apesar de ser um problema verdadeiro. No ano passado, o sector perdeu cerca de 20 mil empregos; este ano, até Junho, já se tinham atingido esses números. Um mal que, note-se, não é só português: em Espanha, todos os anos fecham cerca de 10 por cento dos pequenos comércios.
O segundo problema com a constante vitimização deriva dela própria, a vitimização. De tanto as pessoas se queixarem como que se interioriza a inevitabilidade de tudo estar mal. Ora as queixas – e o apelo inerente a elas, para que alguém os salve – podem afogar a vontade de quem mais e melhor pode resolver o problema: os próprios pequenos comerciantes. Certamente que há comerciantes que encontraram soluções, comerciantes que pensaram e mudaram, comerciantes que resolveram.

O País teria o maior prazer em ouvi-los.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Tal como há 40 anos

“Embora esta cidade se haja desenvolvido, o seu ritmo de crescimento é lento.
A abertura de novas artérias de há muito projectada e que ligaria a Avenida da Independência Nacional, às Ruas Miguel Bombarda e 31 de Janeiro, não se faz, com prejuízo evidente para o Comércio e para a própria cidade.
…. Outro facto a evidenciar é o de estarem a decorrer, auspiciosamente, as negociações entre a Câmara Municipal e administração da Caixa Geral de Depósitos, com vista à demolição dos prédios situados no extremo norte da Praça da República.
…...entretanto, verifica-se não estar ainda solucionado o caso dos terrenos destinados à Piscina e Pavilhão situados junto à Escola Industrial e Comercial.
…. Outro facto que continua a merecer reparo é o trânsito citadino.”

Este artigo publicado no Diário Popular em Abril de 1968, com as devidas adaptações, continua pleno de actualidade, e tal como agora, a autarquia, protestou junto do Jornal, por considerar não serem justos os reparos.
Dias depois o Diário Popular, publicou novo texto cheio de sarcasmo.

Estes recortes fazem parte da “colecção” de preciosidades do meu amigo António Guilherme, que além de ser um Sportinguista dos 5 costados é também um leitor atento dos Blogs plantados na Net.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Um postal do Entroncamento

Hoje apeteceu-me publicar aqui um postal da minha colecção, que retrata a Ponte da Pedra no Entroncamento. E porquê ?
Porque o meu Amigo Carlos Silva, que é do Tramagal, conhece bem aquela zona, e francamente, não encontrei melhor maneira de lhe dizer que um dia destes vou lá almoçar com ele.

Claro está que depois disto fui pesquisar sobre esta ponte e descobri que foi construída no último quartel do século XVI e constituía um ponto de encontro, da encruzilhada entre as estradas que ligavam Torres Novas, Golegã e Vila Nova da Barquinha.

…. Não sei se tem alguma coisa a ver com isto, mas no Restaurante da Quinta da Ponte da Pedra, da Vila Nova da Barquinha, não se come nada mal.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Memórias de Camilo Castelo Branco

Um dia destes ao passear por Vila Real deparei com a placa (na foto), cravada numa parede, alusiva a uma situação vivida por Camilo Castelo Branco.
Fiquei curioso, pois de todo, não sabia a que se devia tamanha sova.
Esta passagem da sua biografia esclareceu-me.

“Ainda a viver com Patrícia Emília de Barros, Camilo publicou n'O Nacional, correspondências contra José Cabral Teixeira de Morais, governador civil. Devido a esta desavença é espancado pelo «Olhos-de-Boi», capanga do governador. As suas irreverentes correspondências jornalísticas valeram-lhe, em 1848 nova agressão a cargo de Caçadores 3. Camilo abandona Patrícia nesse mesmo ano, fugindo para casa da irmã, residente agora em Covas do douro.”
Muitos anos passaram, mas escrever ou dizer tudo o que se pensa continua a ter os seus riscos e nestes novos tempos, com “requintes de malvadez”. Por isso quando não quiserem “comprar” uma “boa peixeirada”, assobiem para o ar.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Está bonita a minha Rua

Pois é …. A ideia partiu da "Isabel da 107", depois juntou meia dúzia de elementos que constituíram o “braço armado” da iniciativa e ….Bem… vale a pena ver as ruas das Caldas.
Cada Comerciante tem à porta da sua loja uma árvore de Natal com efeitos alusivos ao seu ramo de negócio, e o resultado é espectacular.
As ruas enchem-se de gente para desfrutar o momento.
Ah … a Câmara Municipal e a Associação Comercial não têm nada a ver com isto, é que por vezes para fazer “coisas” não é uma questão de dinheiro, mas sim de imaginação.
Esta foto não é muito elucidativa, porque foi obtida numa fase de elaboração, mas num Sábado destes venham passear ao centro da Cidade e vão gostar do “Pinhal do Pai Natal”.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Do Chiado ao BCP


















Este anúncio de 1947 publicitava a filial dos Grandes Armazéns do Chiado das Caldas da Rainha, que se situava na Praça da República, vulgo Praça da Fruta.
Dos armazéns do Chiado lembro-me de uma enorme escadaria à entrada e um senhor (Constantino ?) muito gentil que fazia as honras da casa e tinha como ex-líbris o seu laço sempre impecável.
As casas comerciais tem os seus ciclos, e nos anos sessenta o Chiado fechou as portas. Anos depois deu lugar ao Banco Comercial Português, que fez uma óptima recuperação do edifício, o que nesta cidade é coisa rara.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

A equipa do Caldas de 1963/64

Ao desfolhar uma revista que o Mário Duarte me emprestou, deparei com uma fotografia da equipa do Caldas, da época de 63/64, que me trouxe à memória os meus tempos de “garoto”. Nesta altura tinha 11 anos e para ir ao futebol, o Ribas (Guarda-Redes na fila de cima à esquerda), que segundo a minha mãe seria um “primo afastado”, fazia o favor de me levar com ele para o Campo da Mata para assistir aos jogos que normalmente começavam às três da tarde. Claro está, como ele fazia parte da equipa, lá ia eu para o Campo da Mata com duas horas de antecedência, o que era uma grande “seca”, mas tinha algumas vantagens; não pagava bilhete e era uma “pessoa importante”, pois era amigo do Guarda-Redes.
Para completar a informação sobre a fotografia, aqui fica o nome dos atletas.
De pé da esquerda para a direita; Ribas, Rogério, Quim, Ramiro, Fiteira, Ramos, Lenine e Victor.
Em primeiro plano; Valter, Américo, Janita, Sena, Óscar e Mário.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Uma volta por Vila Real

Um dia destes fui a Vila Real “beber um cafezinho”. Na passagem fiquei em Amarante na “pensão” de um amigo das “guerras” Angolanas.
Foi um passeio do melhor, o fim do dia passado com a família “Mota” é sempre vivido de maneira que me deixa com vontade de voltar em breve.
E Vila Real ….Continua bonita e muito bem tratada, conforme se pode ver pela amostra junta.

domingo, 18 de novembro de 2007

O Naufrágio do Higland Hope, ou a História de um Piano

O vapor Inglês Highland Hope (2) pertencente à companhia Nelson Line era um navio de 14 000 toneladas que encalhou nos rochedos do Farilhão Grande, a Norte das Berlengas, numa zona conhecida como Bailadeira.
Na noite de 19 de Novembro de 1930, apenas 1 ano após a sua construção, o Highland Hope (2), devido ao denso nevoeiro que se fazia sentir, encalhou de proa naqueles ilhéus não tendo sido possível a sua remoção pelo que viria perder-se.
Das 550 pessoas a bordo não houve vítimas a registar, devido fundamentalmente à assistência pronta dos barcos de Peniche, na sua maioria embarcações que se dedicavam à pesca. Todos os ocupantes do navio foram transportados para Peniche onde lhes foi dada roupa, comida e abrigo.
Procedeu-se ao salvamento de todos os objectos de fácil transporte, entre eles um piano fabricado em 1890, que o Montepio Rainha D. Leonor adquiriu e passou a utilizar nos bailes e teatros que esta instituição realizava.
Esta Pianola não necessitava de pianista, pois tinha um sistema de cilindros, que para tocar bastava rodar.
Quando o Montepio fez a Casa de Saúde, acabou com os bailes e em 1947 o Piano foi vendido aos “Pimpões” por 1.500 Escudos.
Em 1993 o Piano foi objecto de um restauro, concluído em 1995, e actualmente permite a sua utilização tal como no passado.
O Piano encontra-se presentemente na Biblioteca dos “Pimpões”.

Fontes Bibliográficas
Mariano Calado, Peniche na História e na Lenda, 3ª Edição, Peniche 1984;
Actas da Câmara Municipal de Peniche, 22 de Janeiro de 1931;
José Augusto Pimentel – Gazeta das Caldas 1992

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Rapaziada da “Bola”

A propósito de uma recolha de fotografias para o “Blog” da escola(http://www.alunosbordalo.blogspot.com/) , junto vinha esta que não tem nada a ver com a Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, mas é uma preciosidade.
Esta equipa de futebol, que julgo ser dos anos cinquenta, resultou de um encontro de amigos e são eles: Vitor Rodrigues, José Gomes das Gaeiras, José Augusto, Carlos Gouveia, Henrique Sales, Moleiro e Calheiros Viegas.
Em baixo; Chitas, Mário Melo, Luis Barreto, Mário duarte e Carvalhinho.
Alguns destes amigos já partiram, mas fazem parte das recordações do Valentino Subtil que permitiu a publicação desta fotografia.

domingo, 4 de novembro de 2007

Caldas - Praça da Fruta

Este Postal Ilustrado editado por Amilcar de Figueiredo, mostra-nos como a Praça da República, outrora Praça do Rossio, empedrada em 1883 com o apoio financeiro de Faustino da Gama, é um belo exemplo de calçada portuguesa.
Embora já na curva descendente, o movimento na praça continua a ser interessante. O frenesim, principalmente dos Sábados, começa ao romper do dia até às duas da tarde, onde são transaccionados, principalmente frutas e legumes frescos na sua maioria cultivados na zona. Os figos e as amoras apanhadas nos caminhos e vendidas em “caixinhas” são alguns dos exemplos.
Mas vende-se um pouco de tudo desde os ovos, coelhos e galinhas até às tradicionais “pilinhas das caldas” que para os excursionistas provoca sempre momentos de grande alarido e de alguma brejeirice.
Longe vão os tempos em que o metro quadrado era disputado desde as 5 da manhã, porque era ponto assente que o meio da praça era onde estava a alma do negócio, dizia-se mesmo que nas pontas os preços eram mais baratos.
A ladear esta praça podemos ver inúmeras referências da cidade, desde o Café Central, noutros tempos centro de tertúlias intelectuais, até aos azulejos de”arte nova” da “Nova Padaria Taboense”, produção Bordalo Pinheiro fabricados na Fabrica de Faianças.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Rafael Bordalo Pinheiro

"Nunca cursei academias. Tenho o curso da Rua do Ouvidor...Cinco anos. Canto de ouvido"
Um homem de sorriso largo, com o seu traço irreverente e satírico construiu uma galeria de figurões políticos e financeiros "de todos os mil grotescos que por ahi fervilham como formigas num assucareiro", intervindo decisivamente na demolição das estruturas caducas duma monarquia decadente e na rápida ascensão e propagação dos ideais republicanos. Boémio incorrigível de olhos maliciosos a cintilar por entre o monóculo, o pai do famoso Zé Povinho, teve uma vida curta mas atribulada.
Rafael Bordalo Pinheiro nasceu em Lisboa a 21 de Março de 1846, foi sempre um apaixonado pelo lado boémio da vida da Capital. Frequentou as Belas Artes o Curso Superior de Letras da Escola de arte Dramática, mas foi a caricatura que o lançou para a ribalta do humorismo gráfico a partir do êxito alcançado com O Dente da Baronesa (1870). Depois de várias participações em publicações estrangeiras e nacionais e de uma estadia no Brasil, regressa e começa trabalhar no “António Maria”(1879). Seguiu-se o Álbum das Glórias (1880), No Lazareto de Lisboa (1881), Pontos dos Iis (1885) e, finalmente, A Paródia (1900).
Em 1884, paralelamente à sua actividade como caricaturista e ilustrador, experimenta o barro nas oficinas de Gomes de Avelar e, pouco tempo depois, continua durante 21 anos na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.
Depois de uma vida cheia, em 23 de Janeiro de 1905 não resiste a uma lesão no coração e morre em Lisboa, mas a actualidade da sua obra faz com que esta seja intemporal.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Chafariz das Cinco Bicas

Esta semana ao passar junto do Chafariz das Cinco Bicas, deparei-me com um enorme grupo de alunos da ESAD que procediam às praxes. Os Caloiros em fila passavam pelo Chafariz onde eram “Baptizados”, lembrei-me dos meus tempos da Escola Secundária onde no mesmo chafariz os rituais eram os mesmos, e já lá vão quarenta anos.
Para este “post” trago um postal editado por Fernando Daniel de Sousa, que nos mostra o Chafariz nos anos trinta.
Este Chafariz classificado de Imóvel de Interesse Público pelo IPPAR em 1982, tem como característica cinco estrelas onde estão cravadas as bicas que representavam, emblematicamente 5 das 7 plêiades ou 7 estrelas da constelação do Touro (as filhas de Apolo); as outras 2 estrelas ornam as bicas das outras 2 fontes: a da Estrada da Foz e a da Rua Nova.Por cima tem uma placa com a Inscrição:"E estas as outras cinco plêiades, de onde beberás quando quiseres, saudáveis por benefício do céu, sempre correndo por mercê do Rei".

domingo, 21 de outubro de 2007

Caldas – A Rua Heróis da Grande Guerra

A Rua Heróis da Grande Guerra é a rua da cidade que mais transformações tem sofrido, e ultimamente, mais polémicas tem levantado sobre se deve ser pedonal, aberta ao trânsito, ou outras soluções mistas que se têm alvitrado.
Noutros “post” já opinei sobre o assunto, hoje apenas quero mostrar como era a rua nos anos setenta.
Na foto em baixo a mesma rua nos nossos dias mas vista do lado contrário.


domingo, 14 de outubro de 2007

Caldas – Praça da Republica

Esta fotografia da esquerda mostra-nos os edifícios que circundavam a Praça da Republica, por volta dos anos setenta.
A foto em baixo mostra-nos como algumas mentes brilhantes, conseguiram transformar um edifício interessante num “mamarracho” completamente desenquadrado da arquitectura da mesma praça.
Estou a falar do prédio onde hoje funciona o BCP Millenium e outrora fora do Banco Raposo de Magalhães, posteriormente Banco Português do Atlântico.
Hoje as coisas são diferentes, já não se deixa construir “à balda”, mas não se promove a sua recuperação, e deixa-se que acabem por ruir pois é muito mais barato e servem melhor alguns interesses.

domingo, 7 de outubro de 2007

Caldas – Anos Sessenta – Praça 5 de Outubro

Esta fotografia já um pouco maltratada mostra-nos a Praça 5 de Outubro nos anos sessenta quando ali tinha lugar diariamente o mercado do peixe. Ao fundo da praça lá está o Teatro Pinheiro Chagas como que observando a imensidão de toldos das vendedeiras. Às segundas-feiras, na lateral esquerda, tinha lugar a feira das Galinhas.
A Praça 5 de Outubro é hoje um dos poucos lugares das Caldas onde as obras de recuperação foram bem sucedidas, sendo actualmente um espaço agradável e de convívio da “malta” nova.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Vamos fazendo pela vida

Pois é, o meu Sporting lá vai fazendo pela vida. De uma série de jogos que poderia ser um descalabro, Guimarães para a Taça da liga, ida à Luz e viagem à Ucrânia, não saímos muito “chamuscados”, falta agora o Guimarães em casa para fazer esquecer aquela “coisa” em casa com o Vitória de Setúbal.
Em contrapartida o “Glorioso SLB”, como os meus amigos gostam de dizer, estão no bom caminho para começar a acenar com lenços brancos ao “D.Sebastião” que o “Vieira dos Pneus” foi buscar a Espanha.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O Tal & Qual chegou ao fim

O Semanário TAL & QUAL chegou ao fim ao cabo de 27 anos de publicação.
Lembro-me perfeitamente do primeiro número que saiu e que guardo na minha colecção, Sá Carneiro fazia a primeira página com o seu romance não oficial com Snu Abcassis.
Fundado em Julho de 1980 pelo jornalista Joaquim Letria, o jornal nos últimos anos foi perdendo leitores, em 2006 fechou com uma média de vendas de 13 mil exemplares e actualmente já não chegava à dezena de milhar de exemplares vendidos.
Durante vários anos fui leitor atento deste jornal, mas a voragem do tempo trouxe novos hábitos e outras leituras.

domingo, 23 de setembro de 2007

Um almoço inesquecível

Todas as “almoçaradas” são boas, mas há algumas que, sabe-se lá porquê, são inesquecíveis.
Vem isto a propósito de um almoço que fizemos no “Solar dos Presuntos” em Lisboa no princípio dos anos oitenta, quando eu e um grupo de amigos fomos participar no torneio de Ténis de Mesa da PHILIPS que decorreu no Pavilhão dos Desportos, agora Pavilhão Carlos Lopes.
Mas voltando ao almoço que decorreu no Solar dos Presuntos. A “coisa” começou com umas “vieiras” para entradas, devidamente regadas com um vinho Muralhas, depois um arroz de marisco, e sempre o Muralhas (muito) acompanhar. Foi uma “coisa do outro mundo”, com companheiros óptimos e sempre com a supervisão do “Chefe” Evaristo, um simpático “Cozinheiro” que na altura era também o responsável pela alimentação da selecção de Futebol nas suas deslocações.
A tarde acabou no Estádio José Alvalade a ver o Sporting - Guimarães e não sei se foi do Muralhas mas já não me lembro do resultado.
Quanto ao Solar dos Presuntos, já lá voltei algumas vezes e continua cada vez melhor.





sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Fotos do Sul

O "T" tem mais hóspedes e o "L" tem quartos vagos

A Mansão

O Farol

domingo, 9 de setembro de 2007

Uma publicidade estranha

Aproveitando esta semana de Verão inesperado, fui até às águas calmas do Algarve.
Cumprindo a tradição, as sardinhas de Portimão fizeram parte do roteiro destas pequenas férias.
Lá fui eu até um local recomendado, mesmo contrariando a própria publicidade da casa, “O pior sítio de Portimão”. que encontrei logo nas embalagens dos talheres. Confesso que fiquei intrigado com a publicidade negativa, mas o que é certo é que se a coisa corresse mal, não nos podíamos queixar da falta de aviso.
Mas não; as sardinhas estavam óptimas, o atendimento bom e a companhia do melhor.
Vou lá voltar um dia destes.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Fotos

Pescarias


Reflexos


Árvores

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Condomínio de pano

Esta fotografia que um dia destes tirei em Espinho, fez-me lembrar um diálogo que tive com um Algarvio. Às tantas pergunta-me ele porque é que as praias cá para cima tinham casinhas na areia; é claro que se referia às barracas.
Lá lhe expliquei que o tempo “cá para cima” não é tão quente, e o vento quando sopra por vezes é frio, daí as barracas para proteger.
E dizia ele, “então para que é que vão para a praia? “
Realmente as nossas Praias podem ter estes defeitos todos mas tem uma coisa que eles nunca sentirão; o cheiro a maresia.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Fui à terra do Marcelo

A convite de um amigo, este fim-de-semana voltei ao Norte, e entre outras coisas boas do reencontro, demos um passeio por Celorico de Basto que além de edifícios muito interessantes, tem uma paisagem deslumbrante, com a serra da Senhora da Graça recortada no horizonte.
Foi um óptimo fim-de-semana, e como prova de gratidão “ofereci” à sua equipa aquele brinde no Estádio do Dragão.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Uma volta pelo Chiado

Como habitualmente às Quintas -Feiras vou até à Capital por motivos profissionais, e hoje aproveitei e dei uma volta pelo Chiado, uma zona que tradicionalmente sempre foi muito ligada aos intelectuais, e algumas estátuas de figuras literárias no local dão conta disto mesmo.
Este pequeno passeio trouxe à lembrança que há nove anos atrás um violento incêndio que deflagrou numa loja da Rua do Carmo devastou toda aquela zona, destruindo muitos edifícios do século XVIII.
O Projecto de renovação, dirigido pelo arquitecto Siza Vieira, preservou muitas das fachadas, e passados estes anos a zona devastada está de novo em alta e muito atraente.

Maria disse...
Ainda bem que tens aprovação prévia de comentários.Não foi há nove, foi há dezanove....Acho que vale a pena corrigires o post....Um abraço
.......
Era só para ver se estavas atenta.....Obrigado pela correcção
Zé Ventura

sábado, 18 de agosto de 2007

Um edifício que é um espanto


Há edifícios que não me canso de olhar e o “Cinema Éden”, na Praça dos Restauradores em Lisboa, é um deles. Depois de recuperado deixou-se de fitas, mas manteve o nome de origem e conservou a estrutura da fachada. Para mim que não percebo nada de arquitectura acho que foi um trabalho magnífico.
Construído em 1932, da autoria do Arquitecto Cassiano Branco, o Éden, a par do “Cinema Condes”, também na mesma Praça, continua a ser o ex-líbris daquela zona lisboeta.
No caso do Condes a sala de cinema deu lugar ao espectacular Hard Rock Café, que para os cinquentões tem uma decoração soberba.