domingo, 27 de maio de 2007

A Taça já cá canta


Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting
Esta é a minha maneira de chatear os meus amigos lampiões.
O Sporting, sem ter feito um jogo brilhante foi um justo vencedor da Taça de Portugal.
Para o próximo ano vamos ver, O Fernando Santos já encomendou as faixas de Campeão e o Jesualdo Ferreira também, só nos resta ficar em terceiro lugar se não houver nenhum “Rony” a marcar golos com a mão.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

O Salão Ibéria

Quando andava de volta dos caixotes para encontrar umas quantas fotos da Escola para publicação no Blog dos Antigos Alunos, o meu amigo Guilherme, descobriu esta fotografia que é uma preciosidade.
Trata-se do interior do Salão Ibéria, onde se pode ver uma vasta assistência atenta a um evento ainda não identificado.
Julgo que não há muitas fotos que mostrem o interior desta sala de cinema que marcou a nossa geração, (estou a falar para os cinquentões). A plateia, com as suas cadeiras de pau, porque as almofadadas eram as do balcão, e estavam reservadas à classe mais abastada, estava repleta de assistentes. Curiosamente na fila da frente lá estão os meus sogros, no lado esquerdo, de óculos e engravatado, o Orlando Carteiro, um companheiro de Escola que já não vejo há anos, (dá notícias) e de camisola aos quadrados outro amigo, o Tomé Borges, a quem mando um abraço.
Mas voltando ao Salão Ibéria, segundo o jornal Circulo das Caldas de 8 de Agosto de 1917, as sessões de cinema já vinham funcionando há algum tempo. Nos anos cinquenta a sua arquitectura inicial foi reformulada, permitindo a exibição de filmes em “cinemascope”. Após longos anos de actividade o edifício ruiu na noite de 9 de Outubro de 1978.

Dados recolhidos na publicação “Duas memórias das Caldas”



domingo, 13 de maio de 2007

O Dia da Cidade

No dia 15 de Maio a Cidade de Caldas da Rainha, veste o seu melhor fato para comemorar o seu dia.
Este ano para não fugir à tradição, lá temos umas quantas inaugurações bem ao estilo do Alberto João, umas condecorações dadas com um critério duvidoso, e o concerto, que este ano conta com a participação do Paulo Gonzo, porque o orçamento é curto.
No dia 15, terá lugar o desfile até ao Hospital Termal, que marca a sua reabertura, mesmo que este continue fechado, a Fanfarra dos Bombeiros dará uma volta pela cidade, mostrando os seus capacetes devidamente “ariados”
Longe vão os tempos do grande afluxo de visitantes, devido às Termas e de outros pontos de interesse. Noutra época a cidade tinha uma perspectiva de futuro, e não esta falta de planeamento que causa um vazio preocupante.
E assim vai o meu burgo que foi elevado a cidade em 11 de Agosto de 1927, que com todos os defeitos, continua a ser a minha cidade.

domingo, 6 de maio de 2007

Rua Miguel Bombarda

Este Postal ilustrado editado por Typ. José da Silva Dias, mostra-nos a Rua Miguel Bombarda. Por volta dos anos trinta.
Esta artéria da cidade cujo nome anterior era Rua Serpa Pinto, aparece referenciada na sessão da Câmara de 24 de Outubro de 1871 que deliberou “que a feira semanal de porcos grandes e pequenos passasse a ser no largo existente com o fim da Rua do Jogo da Bola (Rua das montras) e passasse para a Rua dos monturos, no largo que fica ao fundo do Jogo da Bola”.No final do século dezanove passa a Rua Serpa Pinto e em 8 de Março de 1911, passa a denominar-se Rua Dr. Miguel Bombarda.

sábado, 28 de abril de 2007

Fernando Daniel de Sousa

Este Postal ilustrado da Foz do Arelho foi editado no princípio do século por Fernando Daniel de Sousa, uma figura ilustre desta cidade (julgo que tinha uma "Drogaria" onde hoje funciona as análises do Freitas, virada para a Praça).
Fernando Daniel de Sousa era filho único de João Daniel de Sousa (Comerciante caldense conotado com o Partido Republicano) e, enquanto jovem, foi funcionário do Banco Martins Pereira em Caldas da Rainha. No entanto, cedo ficou responsável pelas lojas do seu Pai (Fazendas, calçado, mercearias e postais) que duraram até 1954, data de encerramento da sua actividade comercial.
Pertenceu à Comissão de Iniciativa na década de 30, foi membro da Associação Comercial e Industrial, esteve ligado aos Bombeiros e ao Montepio e era correspondente do Século e do Diário Popular.

domingo, 22 de abril de 2007

Os primeiros sinais da “Revolução”

No dia 24 de Abril de 1974, enquanto Otelo Saraiva de Carvalho, Garcia dos Santos, Vitor Crespo, Vitor Alves e Jaime Neves, ultimavam as instruções finais para que o “Movimento dos Capitães” tivesse sucesso, o Jornal “A República”, publicava um pequeno texto que de casual não tinha nada, chamando a atenção para o programa de Rádio “Limite” na Rádio Renascença. Nesse Programa seria emitida a senha que confirmava o início das operações militares.
Ás vinte e duas horas e cinquenta minutos a Estação dos Emissores Associados de Lisboa, transmite o primeiro sinal combinado:
«Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74: "E depois do Adeus"».
Ás 0:30 Horas pela voz de Leite de Vasconcelos a Rádio Renascença transmite a primeira quadra do "Grandola Vila Morena".

Grandola, Vila Morena
Terra da Fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade.

José Afonso cantou, e eu que estava no quartel de Paço de Arcos escutei.
Soube três horas depois que o movimento estava em marcha.

terça-feira, 17 de abril de 2007

O Largo da Copa

“ Entre os bens e propried. Q. a Rª D. Leonor deixou a este Hosp. forão huas casas sitas na praça iunto ao Hosp. Dos Peregrinos as quais fundou de novo húa Leanor annes a quem Diº. Aluz Aloxª de Óbidos qº lhe deu a charnequa de sesmaria iunto ao Cano de Água fria …e outo chão para acrescentar as casas .”

Esta foi a primeira referência ao largo da Copa em 1542. No “Rol dos Confessados” de 1656 é mencionada apenas quatro fogos, apesar de ser o local principal da Vila. Nesta data é conhecido por “Praça Velha”, talvez porque o Rossio já era conhecido por “Praça Nova”.
Em 1984 já é mencionado por Largo da Copa, e em sessão do Município, de 17 de Janeiro de 1898, sob proposta do Presidente, Eduardo Augusto Mafra, foi deliberado denominar o Largo da Copa por – Largo Rainha D. Leonor.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

A Importância do Cavaco…s das Caldas

Hoje vou falar de um “blog”, que para quem gosta das “Coisas das Caldas”, promete ser um local de consulta indispensável.
É claro que eu sou suspeito porque a Isabel Castanheira faz o favor de ser minha amiga, e eu tenho a responsabilidade, de a ter empurrado para a criação deste espaço na “Net”.
Mas quem a conhece, também pensa como eu, que não era justo ela não partilhar connosco o seu notável trabalho de pesquisa sobre a Cidade que adoptou Rafael Bordalo Pinheiro (a sua grande paixão).
Prometo ser um leitor atento, e não se esqueçam de dar uma espreitadela a “Cavacos das Caldas” em: http://www.cavacosdascaldas.blogspot.com/

domingo, 8 de abril de 2007

Sala de jantar do Lisbonense

Agora que tanto se fala do Hotel Lisbonense e do que está planeado para aquele local, aqui está um Postal Ilustrado, editado por Dias & Paramos, que retrata a Sala de Jantar do Grande Hotel Lisbonense, um edifício que em minha opinião não é relevante arquitectonicamente, mas encerra nas suas paredes um grande significado histórico.

sexta-feira, 23 de março de 2007

A escola da Foz do Arelho


Este Postal Ilustrado, editado por Typ.Caldense – José da Silva Dias (Cliché de F.Matias), leva-nos até à Foz do Arelho, onde se pode observar a Escola mandada construir pela Casa Grandela & Cª.
Francisco de Almeida Grandela, viveu apaixonado pela questão da educação em Portugal, foi um entusiasta das escolas móveis.
Em 1904 conheceu uma Inglesa de nome Stella Stuart que o incitou a dar mais atenção ao problema da alfabetização, levando a construir escolas na nossa região, sendo a mais emblemática a da Foz do Arelho.
Foi a própria Miss Stella que ajudou a população a ler e, quando se retirou para Inglaterra, por morte de um parente, mais de metade da polução da Foz sabia ler e escrever.

domingo, 18 de março de 2007

"O Armador do Caldas"

Hoje quando cumpria o ritual da “bica do almoço” estive na conversa com o António Pedro, e dando sequência à conversa aqui está a minha homenagem a um dos mais brilhantes jogadores que passou pelo Caldas.
A imagem mostra-nos o suplemento Nº 281 do Cavaleiro Andante, do princípio dos anos sessenta, dedicada a António Pedro “O Armador do Caldas”.
“Quer a interior, quer a médio, António Pedro” desempenha quase sempre, na equipa, o papel de “Armador de jogo”, pertencem-lhe regra geral, as iniciativas de ataque. Remata bem e defende a sua própria baliza com mestria."António Pedro nasceu em Vila Franca de Xira, e foi no Operário Vilafranquense que começou a jogar.

terça-feira, 13 de março de 2007

A Revolta das Caldas

Em 16 de Março de 1974 uma coluna de cerca de 200 militares do Regimento de Infantaria 5 (RI 5), das Caldas da Rainha, marchou para Lisboa, pensando que estava em marcha o golpe que derrubaria o Governo de Marcelo Caetano. Os actores desta tentativa frustrada não sabiam que tinha sido o ensaio geral que levaria ao 25 de Abril.

A "revolta das Caldas", como ficou vulgarmente conhecida a tentativa dos homens do RI 5, foi uma resposta directa ao acto de demissão, pelo Governo de Marcelo Caetano, dos generais Francisco da Costa Gomes e António de Spínola dos cargos de, respectivamente, chefe e vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas. Foi, ainda, uma reacção emocional, militarmente activa, contra a sessão de obediência ao Governo de Marcelo, por este organizada, e que teve por actores a esmagadora maioria dos oficiais generais e da hierarquia das Forças Armadas - "o beija-mão", no dizer dos capitães, que teve lugar no dia 14 de Março, quatro horas antes de Costa Gomes e Spínola serem demitidos, por se recusarem a comparecer.
Como retaliação deste movimento cerca de duas centenas de oficiais, sargentos e praças foram detidos. Entre eles, todos os oficiais do RI 5 que faziam parte do movimento (Virgílio Varela, Fortunato de Freitas, Ivo Garcia, Silva Carvalho e outros) e importantes homens do sector spinolista do movimento relacionados com a revolta (Manuel Monge, Casanova Ferreira, Almeida Bruno, Marques Ramos). No 25 de Abril, uma parte importante dos oficiais mais perto do general Spínola - que o Governo considerava o sector mais perigoso do Movimento dos Capitães - encontrava-se detido no Estabelecimento Prisional Militar da Trafaria.

Pesquisa no DN de 17-03-1974 (Reportagem de José Manuel barroso)

segunda-feira, 5 de março de 2007

A guerra passou por aqui.

O meu amigo Heleno, “camarada de outras guerras”, que por motivos profissionais se encontra em Angola, fez questão de me enviar algumas fotos sobre os locais que os dois bem conhecemos.
Esta imagem deixa-nos perceber o difícil que vai ser Angola libertar-se de um passado que deixou marcas profundas, não só na paisagem mas fundamentalmente nas pessoas.
As gerações vindouras vão ter muito que fazer para que estas marcas desapareçam e que no seu lugar floresça a esperança de um futuro promissor.

quinta-feira, 1 de março de 2007

O Parque D.Carlos I

"Onde hoje existe o Parque D. Carlos I houve, em tempos, uma vasta vinha. Ao lado desta foi criada uma zona ajardinada para ajudar à convalescença dos que corriam à hidroterapia. Finalmente, já em finais do século passado, começaria a desenhar-se o actual parque que, em conjunto com a mata, forma o verdadeiro pulmão das Caldas da Rainha. O parque, então designado Passeio da Copa, era um jardim de estrutura barroca, funcionando como espaço de convalescença dos doentes e local de lazer.
Um dos mais aprazíveis de Portugal com árvores seculares, gracioso lago com barcos de recreio, court de ténis, parque infantil e Museu. É uma espécie de passeio público ao gosto dos princípios do século, hoje enriquecido com locais de cultura. Criado em 1889 por Rodrigo Maria Berquó, esta zona verde já existia desde os primórdios do hospital termal.
Também da autoria deste arquitecto, na altura administrador do hospital, são os "Pavilhões do Parque" (na foto), mandados construir com o objectivo de ampliar o hospital, mas que, devido à morte de Berquó e ao fim da monarquia, nunca serviram para essa função
Em Junho de 1892 é inaugurado o novo Parque D. Carlos I, rapidamente adoptado pelos caldenses. Já neste século foi instalado na área do parque o Museu José Malhoa. Projectado por Paulino Montês, foi um dos primeiros espaços museológicos portugueses construído de raiz.
Nos últimos anos, fruto da realização de bienais de escultura das Caldas da Rainha, têm sido colocadas no parque obras de artistas participantes para valorizar o espaço."

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Encontro de Amigos

De vez em quando repetimos a receita, pega-se num telefone, tocamos a reunir e lá vão meia dúzia de “maduros” amigos de outras “guerras”, beber uns copos e pôr a conversa em dia.
Desta vez o encontro foi em Castelo Branco, e teve a particularidade de ter sido organizado pelo contingente feminino, que deu conta do recado de forma exemplar.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

"Os Pimpões"


No passado dia 19 de Fevereiro, a Sociedade de Instrução e Recreio "Os Pimpões" fez 69 Anos. Esta colectividade que tem uma importância fundamental na cidade, quer a nível desportivo, quer cultural, mantém uma actividade impressionante e um número de Associados de alguns milhares, o que nos tempos que correm, quando o Associativismo luta pela sua sobrevivência, é notável.
Fundada em 19 de Fevereiro de 1938, por: João Arroja, Joaquim Luís, Boaventura Vitória, Agostinho Alves, António Campoto e Delfim Nogueira, teve os seus primeiros estatutos aprovados por alvará do Governador Civil do Distrito de Leiria em 9 de Abril de 1943.
O nome da associação foi inspirado num jornal de Rafael Bordalo Pinheiro chamado "Pimpão", jornal este de duração curta e que antecedeu "Os Ridículos" . Os fundadores queriam construir um espaço de convívio e divertimento que superasse os bailes até aí realizados pelos mais velhos. Os tempos mudaram e os bailes deram lugar as aulas de dança, que conjuntamente com as actividades da Piscina, continuam a ser o suporte para uma vida que se quer longa.
Parabéns.
Assina um Pimpão da Velha Guarda.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Vamos Namorar

Postais e Cartas de Amor eram uma das formas correntes de manifestar o nosso amor ao nosso par, antes de nos impingirem este dia de S.Valentim como o “Dia dos Namorados”.
A associação deste dia com o amor romântico chega no final da Idade Média e aparece muito ligado aos símbolos modernos, que incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas.
Hoje os tempos são outros e as Cartas e Postais de namoro deram lugar aos SMS, cartões electrónicos e breves mensagens no “Messenger”, que podem ser eficazes mas nunca terão a beleza dos Postais de outrora.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Uma linha que divide a Cidade


Este postal ilustrado editado em 1965 por Carlos Marques dá-nos uma vista sobre “A Linha” que divide a Cidade.
De um lado a Cidade da “classe média”, do outro a do “proletariado”; era assim nos anos sessenta. As classes com o tempo diluíram-se, mas o lado de lá da linha será sempre o “Bairro da Ponte”, o bairro operário.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Domingo de manhã


Este domingo de manhã dei uma volta pela cidade, assisti de relance ao desfile das Invasões Napoleónicas, que certamente por defeito meu, não cheguei a perceber o enquadramento destas comemorações.
Como aquilo não tinha ponta por onde se pegasse, fui até ao Parque onde os pombos, se revelaram muito mais interessantes.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Hotel Central

Este lindíssimo rótulo do Hotel Central, leva-nos até ao Largo José Barbosa por volta dos anos trinta.
No Postal editado por Fernando Daniel de Sousa em 1935, podemos ver o Hotel Central a servir de fundo ao busto de bronze de homenagem a José Malhoa.
O escultor desta obra foi Costa Mota e o pedestal foi concebido pelo arquitecto Paulino Montez.
Este Busto encontra-se no Museu Malhoa desde 1940.


domingo, 28 de janeiro de 2007

Igreja Nossa Senhora da Conceição


Este Postal editado pela Havanesa das Caldas em 1952, mostra-nos a Igreja Nossa Senhora da Conceição.
Esta Igreja situada no actual largo 25 de Abril, teve em 20 de Agosto de 1950 o lançamento da primeira pedra e foi inaugurada em 21 de Outubro de 1951, com a presença do Cardeal Patriarca.
O curioso do Postal, é o vazio de urbanização em sua volta em contraste com os tempos de hoje como se pode observar na foto em baixo, publicada no Boletim Municipal.


quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Rua Diário Notícias


Em 1938 a cidade, muito grata ao jornal de Lisboa pela manifesta simpatia com que a tratava, resolveu homenageá-lo colocando uma placa com o seu nome na antiga “Calçada Nova da Rainha” que já fora em tempos Rua do Chafariz das Cinco Bicas”.
Pois em 1938 houve festa na terra pela simples atribuição do nome ao Diário de Notícias. Meteu banda, muito povo, o Director do Jornal, o majestoso Eduardo Schvaltack. Houve discursos muito aplaudidos. A banda tocou, o povo aplaudiu e foi descerrada a placa, uma das mais bonitas feita na Fábrica Bordalo Pinheiro.

“Crónicas do Meu Pequeno Mundo de Hermínio de Oliveira”

Nota: O Sr. Eduardo Schvaltack, não se chamava assim, mas, Eduardo Schwalback. Era um senhor muito gordo que Rafael Bordalo Pinheiro caricaturou.
Esta preciosa ajuda veio da Matilde que é uma profunda conhecedora destas coisas.

domingo, 21 de janeiro de 2007

Uma Família de futebolistas

















Vêm estes cromos a propósito da visita que esta semana o meu amigo Xico Vital me fez.
Já não nos víamos há muito tempo, porque o futebol o levou para outras paragens. Falámos da Escola, dos “Estrelas da Juventude”, que mais tarde deram lugar ao “Clube Operário Os Estrelas”, da rivalidade com o “Barracanense”, enfim coisas de ontem.
Nestes ”cromos” podemos ver o Vital (Pai), o Xico Vital quando na sua passagem pelo Porto depois de ter estado no Benfica, e o Vital (Tio). Ao lado o Xico Vital na sua passagem pelo Riopele.
Resta dizer que a farta cabeleira deu lugar a uma careca muito considerável, porque os anos não contam só para mim.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

O Santo Antão


…Talvez a vida tivesse menos luzimento de exteriorizações, talvez as Caldas fossem menos progressivas, mas estendia-se, sem dúvida, por toda a parte, a doce paz de um mundo que girava sem cuidados. Não haveria, decerto, tantos automóveis, mas era admirável ir a Óbidos ou a Tornada. À procissão anual ou às romarias do Santo Antão ou do São Brás, a pé, cantando pelo caminho…
RECORDAÇÕES DE INFÂNCIA NAS CALDAS 1940-1954-1957 , Luiz Teixeira

Este ano juntei-me aos milhares de pessoas que sobem a escadaria até à Capela, cumprindo um ritual que nos leva a pensar que por aqui a tradição ainda é o que era. As fogueiras para assar o chouriço são às dezenas e o vinho é acompanhamento indispensável para animar os participantes.

A Capela de Santo Antão de Óbidos: Situada a noroeste da vila de Óbidos, foi construída em cumprimento de um voto, por D. Antão Vaz Moniz, fidalgo obidense e um dos combatentes da Ala dos Namorados em Aljubarrota. Todos os anos , no dia 17 de Janeiro celebram-se os festejos em honra de Santo Antão. O povo sobe ao Outeiro, com muita devoção e oferece ao "Padroeiro dos Animais" azeite e linguiças, como sinal de cumprimento das promessas.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Descubra as diferenças.

Este Postal editado pela Tip. Caldense em 1920 mostra-nos um magnifico edifício, do principio do século XX.
Esta Casa foi fundada em 1903 por Manuel Lopes, tio do Dr. Júlio Lopes, que viria a ser Presidente da Câmara. Nos anos 50, deu lugar a um armazém de vinhos e actualmente várias lojas ocupam o rés-do-chão.
Mas o postal é um pretexto para mostrar duas fotos do mesmo local, uma antes das obras e outra depois.

Palavras para quê?

Como é possível alguém defender o regresso dos carros naquela artéria?




quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

As coisas que eu aprendi.

Um dia destes comprei o “Borda D’Água”, e desfolhando este almanaque a minha atenção redobrou na página dedicada a Maio, que é o meu mês. Fiquei a saber coisas importantíssimas.Que Maio é o mês indicado para iniciar a transplantação do arroz. Semear Girassol e soja não transgénica. Enxertar medronheiros, damasqueiros, amendoeiras, cidreiras e laranjeiras e plantar tomate. Na horta semeia-se o agrião, alface, beterraba, brócolos, cenoura, couve, ervilha, fava, feijão e melão. No jardim é boa altura para semear cravos e manjericos.
As ovelhas devem ser tosquiadas e o gado em geral castrado.
Em termos astrológicos, fiquei a saber que os nativos sob esta constelação têm em si muito poder em parte ligado à grande estrela vermelha Aldebaram.
Com visão iluminada, determinados, ambiciosos e perseverantes. As suas palavras são dinamizadoras da harmonia.
Depois desta leitura o meu ego ficou enorme, e por isso continuo a dizer que o “Borda de Água” é uma leitura incontornável.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Os Bichos-da-Seda


Este Postal Ilustrado do princípio do século XX, (Carimbo dos CTT 25-09-1913) mostra-nos uma Avenida com imensas Amoreiras e Plátanos, e a estação da C.P. ao fundo.
Esta imagem leva-me até aos anos sessenta, onde era frequente ver rapazes e raparigas a apanhar folhas de amoreira para alimentar os Bichos-da-Seda, que criávamos dentro de caixas de cartão, e se as experiências não eram altamente científicas, eram pelo menos muito enriquecedoras.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Vamos lá começar o ano.

Depois do frenesim do Natal e dos excessos do réveillon, nada melhor do que começar o ano com uma paisagem repousante com a "aberta" da Foz do Arelho em fundo.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Bordalo no sapatinho


Pois é, o Pai Natal sabe dos meus gostos, e como me portei bem durante todo o ano, recompensou-me com dois magníficos exemplares sobre Rafael Bordalo Pinheiro; um sobre a cerâmica e outro sobre as ilustrações publicadas na “A Paródia” alusivas ao teatro.
Este brilhante ceramista e caricaturista, que Sousa Viterbo depois de uma visita que fez à Fábrica descreveu como “Risonho sempre, com aquele seu ar finamente bonacheirão e finamente malicioso”, desapareceu em 1905 e tem uma obra cujo valor documental é amplamente reconhecida.
Bordalo Pinheiro integrava o famoso Grupo do Leão, formado por vários artistas e literatos entre os quais se contava o seu irmão Columbano, o pintor José Malhoa, Ramalho Ortigão e outros.
A Cerâmica das Caldas teve sempre uma grande tradição, desde a barrista Maria dos Cacos e Manuel “O Mafra” que tiveram como seguidores Francisco Gomes d’Avelar, António Alves da Cunha e José Francisco de Sousa.

domingo, 17 de dezembro de 2006

Salvemos a Praça….


Este postal ilustrado da Praça da Republica edição do Novo Salão de Barbear, que se localizava nesta mesma Praça nos nº 26 e 27, segundo o livro “Caldas da Rainha – Bilhete-postal Ilustrado” de Vasco Trancoso foi editado em 1911. (O que tenho na minha colecção tem data dos CTT de 13-08-1958).
Esta Praça que antes de 1910 se chamava Praça Maria Pia, tem um empedrado lindíssimo, ou melhor dizendo, tinha um empedrado lindíssimo, pois actualmente o estado de abandono a que foi condenado levou a uma degradação a clamar por uma intervenção urgente, e seria a altura ideal para reestruturar toda aquela zona.
Em minha opinião, a construção de um parque de estacionamento subterrâneo de dois pisos resolveria os problemas de estacionamento do centro da cidade e o tabuleiro superior depois de devidamente reconstruído e apetrechado com mobiliário urbano adequado permitiria que o mercado diário continuasse a funcionar em condições, e não como acontece actualmente onde vendedoras e compradores são tratados como em qualquer mercado medieval.

Apetece-me gritar como nos anos setenta

Salvemos a Praça e o Lince da Malcata

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Termas

“A vila das Caldas da Rainha é a mais concorrida terra da província da Estremadura. Dista 56 quilómetros da estação do Carregado, na linha de Lisboa ao Entroncamento.
Do Carregado para as Caldas faz-se a viagem em carruagens ou na diligência que sai do Carregado duas vezes por dia, pela manhã e à noite, depois da chegada do comboio àquela estação. O percurso é de 6 a 7 horas, havendo no Cercal casa de pasto e estação de mudas da diligência.
O Preço dos bilhetes é de 2$000 reis por ida e volta ou 1$200 reis por viagem sem retorno.
A vila oferece aos que a frequentam as maiores comodidades que proporcionam em Portugal terras desta ordem.
Há os hotéis de José Paulo Rodrigues, do Padre Justino António Viana, as hospedarias da Mariana e de José Pires. Além disso quase todas as famílias da vila recebem hóspedes durante a estação balneária.
O preço nos hotéis é de 800 a 1$000 reis. No excelente edifício do hospital há quartos bem mobilados e com bom serviço pelo preço diário de 600 a 1$000 reis.”

“Banhos de Caldas e Águas Minerais ……Ramalho Ortigão”

Alguém me explica quem é o responsável pelo estado a que chegou o Hospital Termal !

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Um caso de Longevidade – Mercearia Pena

Estava eu nas minhas navegações pela Net, quando “Os Altos Comandos” cá da casa me incumbiram de comprar o bacalhau para a noite da consoada, e claro que teria que ser na “Mercearia Pena”, pois aqui a tradição ainda é o que era.
Este estabelecimento é um caso bem sucedido de longevidade. A Mercearia Pena fundada em 1909 aposta em produtos tradicionais, tais como o bacalhau, café, queijos, enchidos e outros produtos de charcutaria regional, e é claramente uma aposta na diferença, muito bem conduzida pelos seus proprietários e pela eficiência do Silvestre.
O meu amigo Mané, um benfiquista dos quatro costados, é uma figura que nós já não dispensamos.
Vale a pena passar por lá, nem que seja pelo aroma do café que se sente no ar, e no caso dos coleccionadores de pacotes de açúcar, poderão enriquecer a vossa colecção.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Rio Tâmega

Esta fotografia tirada na Primavera em Amarante, dá-nos uma vista do Rio Tâmega, com as suas margens enfeitadas de casas do século XVII, cujas varandas de madeira colorida e os Restaurantes com os seus terraços debruçados sobre o Rio, dá-nos uma paisagem deslumbrante.
Esta fotografia foi tirada na ponte de S. Gonçalo, que nos leva ao monumento com o mesmo nome.
Fico a imaginar até onde teriam subido as águas nesta altura de cheias.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Um Snack Bar com história

Um dia destes fui almoçar ao “Camaroeiro Real” e de repente dei comigo a pensar na importância que este Snack-bar teve na minha juventude, sim porque isto de nos sentarmos ao balcão e beber um Camaroeiro (Imperial num copo maior) era sinal de independência e masculinidade.
Durante a refeição, em conversa com o empregado, lembrei que há trinta e cinco anos comia-se ali um bitoque com ovo a cavalo, pão e cerveja por 17 escudos e cinquenta centavos ( 85 cêntimos), servido pelo Sr. Júlio o Abel ou o Luís.
O Cinzeiro da imagem ao lado é dessa altura, mas agora os tempos mudaram, os bilhares deram lugar a uma sala de refeições, bem agradável por sinal…..e as Francesinhas são óptimas.

sábado, 25 de novembro de 2006

Caldas de outros tempos - Pastelarias

A Pastelaria Machado deve ser das casas mais antigas de Caldas da Rainha, ainda em actividade. A sua origem remonta ao século XVIII com a Casa Fausta. Gertrudes Fausta uma das célebres irmãs Fausta, que parece ter sido uma das conserveiras de maior fama e que mais contribuiu para a manutenção de uma actividade emblemática das Caldas: as Cavacas e as trouxas-de-ovos.
Nesse tempo, eram ainda confeccionados alguns doces tradicionais, hoje ignorados, tais como: O "Manjar de Tornada" e os célebres "Cacos".
As irmãs Fausta foram contemporâneas, no final do século XIX, da Cavacaria das Mendricas (na actual Praça da República) onde se reuniam Rafael Bordalo Pinheiro, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, Columbano, Lopes de Mendonça, António de Andrade (então tenor em início de carreira), o Padre António (de Almeida) de Óbidos (conhecido pela sua bela voz de barítono, bem como pelas pescarias e caçadas que organizava), Gomes de Avelar (editor dos Cavacos das Caldas e ceramista local), os maestros do Club de Recreio (Gaspar e depois Taborda), e Mariano Pina. Por vezes também cavaqueavam no café da Adelaidinha da rua Direita - onde mais tarde ficaria a pastelaria Gato Preto.
Nesta época, havia ainda as seguintes casas e ou conserveiras: a Maria Carolina de Albuquerque (Já existia em 1887), a Cavacaria Pires (abriu em 1892) e a Cavacaria Central (abriu em 1897) - ambas no largo das Gralhas (actual largo Dr. José Barbosa); a Gertrudes e a Mariana Rodrigues Valada (também citada em 1883 por Silvano Lopes) ambas na rua Nova; a Cecília Santos na rua Direita; a Viúva Nunes, a Cesária Coelho e a Mariana César já tinha casa aberta em 1884) - todas na então praça Maria Pia; a Jesuína Garcia na rua General Queirós; o Pedro Prudêncio (emblema do Gato Preto) na rua do jardim nº 52 - premiado na Exposição de Paris de 1900; e a Cavacaria Conde, situada primeiro na Praça Maria Pia e depois na rua Direita (actualmente rua da Liberdade), que desde 1895 anunciava um doce que já não se prova nos dias de hoje - os Pastéis de D. Leonor.
Postal que retrata a Rua de Camões, onde se situa a Pastelaria Machado.

As Irmãs Fausta influenciaram as gerações seguintes de doceiras que fizeram época sobretudo no 1º quartel do século XX, tais como: as Carneirinhas: a Jade: a Adelaide Augusta do Café Sport na praça da Republica; a Flor de Liz na Rua Heróis da Grande Guerra - depois na Av. da Independência Nacional e, nos anos 30, na praça da República; O Africano de Francisco António dos Santos - na Rua Almirante Cândido dos Reis; a Maria Regina Garcia Pereira - e mais tarde a sua filha Regina - no largo do Conselheiro José Filipe; e o Joaquim Machado, na rua Camões, que herdaria a tradição da antiga casa Fausta.
Joaquim Machado desenvolveu a sua arte da doçaria, sobretudo, na primeira década do século XX (vendia as suas famosas trouxas a meio tostão cada) . A Cavacaria Machado, como ficou a denominar-se o estabelecimento, foi tomada de trespasse, em Maio de 1927, pela sociedade de Tiago Leopoldo Perez, que em Maio de 1928 adquiriu a denominação Tiago e Perez Lda.. Ainda hoje existe e é gerida por Herdeiros deste último.

(Pesquisa: Caldas da Rainha de Vasco trancoso, revistas da época, Jornal “O Expresso” e Publicações da Associação Comercial.)

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

"A Luta continua"

Numa altura em que a contestação social parece voltar às ruas em força, recordo aqui um autocolante editado em 1978, em Caldas da Rainha, quando a luta era pela semana inglesa e algumas regalias salariais. A sede do sindicato dos Empregados do Comércio funcionava na Rua do Jardim.