domingo, 28 de janeiro de 2007

Igreja Nossa Senhora da Conceição


Este Postal editado pela Havanesa das Caldas em 1952, mostra-nos a Igreja Nossa Senhora da Conceição.
Esta Igreja situada no actual largo 25 de Abril, teve em 20 de Agosto de 1950 o lançamento da primeira pedra e foi inaugurada em 21 de Outubro de 1951, com a presença do Cardeal Patriarca.
O curioso do Postal, é o vazio de urbanização em sua volta em contraste com os tempos de hoje como se pode observar na foto em baixo, publicada no Boletim Municipal.


quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Rua Diário Notícias


Em 1938 a cidade, muito grata ao jornal de Lisboa pela manifesta simpatia com que a tratava, resolveu homenageá-lo colocando uma placa com o seu nome na antiga “Calçada Nova da Rainha” que já fora em tempos Rua do Chafariz das Cinco Bicas”.
Pois em 1938 houve festa na terra pela simples atribuição do nome ao Diário de Notícias. Meteu banda, muito povo, o Director do Jornal, o majestoso Eduardo Schvaltack. Houve discursos muito aplaudidos. A banda tocou, o povo aplaudiu e foi descerrada a placa, uma das mais bonitas feita na Fábrica Bordalo Pinheiro.

“Crónicas do Meu Pequeno Mundo de Hermínio de Oliveira”

Nota: O Sr. Eduardo Schvaltack, não se chamava assim, mas, Eduardo Schwalback. Era um senhor muito gordo que Rafael Bordalo Pinheiro caricaturou.
Esta preciosa ajuda veio da Matilde que é uma profunda conhecedora destas coisas.

domingo, 21 de janeiro de 2007

Uma Família de futebolistas

















Vêm estes cromos a propósito da visita que esta semana o meu amigo Xico Vital me fez.
Já não nos víamos há muito tempo, porque o futebol o levou para outras paragens. Falámos da Escola, dos “Estrelas da Juventude”, que mais tarde deram lugar ao “Clube Operário Os Estrelas”, da rivalidade com o “Barracanense”, enfim coisas de ontem.
Nestes ”cromos” podemos ver o Vital (Pai), o Xico Vital quando na sua passagem pelo Porto depois de ter estado no Benfica, e o Vital (Tio). Ao lado o Xico Vital na sua passagem pelo Riopele.
Resta dizer que a farta cabeleira deu lugar a uma careca muito considerável, porque os anos não contam só para mim.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

O Santo Antão


…Talvez a vida tivesse menos luzimento de exteriorizações, talvez as Caldas fossem menos progressivas, mas estendia-se, sem dúvida, por toda a parte, a doce paz de um mundo que girava sem cuidados. Não haveria, decerto, tantos automóveis, mas era admirável ir a Óbidos ou a Tornada. À procissão anual ou às romarias do Santo Antão ou do São Brás, a pé, cantando pelo caminho…
RECORDAÇÕES DE INFÂNCIA NAS CALDAS 1940-1954-1957 , Luiz Teixeira

Este ano juntei-me aos milhares de pessoas que sobem a escadaria até à Capela, cumprindo um ritual que nos leva a pensar que por aqui a tradição ainda é o que era. As fogueiras para assar o chouriço são às dezenas e o vinho é acompanhamento indispensável para animar os participantes.

A Capela de Santo Antão de Óbidos: Situada a noroeste da vila de Óbidos, foi construída em cumprimento de um voto, por D. Antão Vaz Moniz, fidalgo obidense e um dos combatentes da Ala dos Namorados em Aljubarrota. Todos os anos , no dia 17 de Janeiro celebram-se os festejos em honra de Santo Antão. O povo sobe ao Outeiro, com muita devoção e oferece ao "Padroeiro dos Animais" azeite e linguiças, como sinal de cumprimento das promessas.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Descubra as diferenças.

Este Postal editado pela Tip. Caldense em 1920 mostra-nos um magnifico edifício, do principio do século XX.
Esta Casa foi fundada em 1903 por Manuel Lopes, tio do Dr. Júlio Lopes, que viria a ser Presidente da Câmara. Nos anos 50, deu lugar a um armazém de vinhos e actualmente várias lojas ocupam o rés-do-chão.
Mas o postal é um pretexto para mostrar duas fotos do mesmo local, uma antes das obras e outra depois.

Palavras para quê?

Como é possível alguém defender o regresso dos carros naquela artéria?




quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

As coisas que eu aprendi.

Um dia destes comprei o “Borda D’Água”, e desfolhando este almanaque a minha atenção redobrou na página dedicada a Maio, que é o meu mês. Fiquei a saber coisas importantíssimas.Que Maio é o mês indicado para iniciar a transplantação do arroz. Semear Girassol e soja não transgénica. Enxertar medronheiros, damasqueiros, amendoeiras, cidreiras e laranjeiras e plantar tomate. Na horta semeia-se o agrião, alface, beterraba, brócolos, cenoura, couve, ervilha, fava, feijão e melão. No jardim é boa altura para semear cravos e manjericos.
As ovelhas devem ser tosquiadas e o gado em geral castrado.
Em termos astrológicos, fiquei a saber que os nativos sob esta constelação têm em si muito poder em parte ligado à grande estrela vermelha Aldebaram.
Com visão iluminada, determinados, ambiciosos e perseverantes. As suas palavras são dinamizadoras da harmonia.
Depois desta leitura o meu ego ficou enorme, e por isso continuo a dizer que o “Borda de Água” é uma leitura incontornável.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Os Bichos-da-Seda


Este Postal Ilustrado do princípio do século XX, (Carimbo dos CTT 25-09-1913) mostra-nos uma Avenida com imensas Amoreiras e Plátanos, e a estação da C.P. ao fundo.
Esta imagem leva-me até aos anos sessenta, onde era frequente ver rapazes e raparigas a apanhar folhas de amoreira para alimentar os Bichos-da-Seda, que criávamos dentro de caixas de cartão, e se as experiências não eram altamente científicas, eram pelo menos muito enriquecedoras.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Vamos lá começar o ano.

Depois do frenesim do Natal e dos excessos do réveillon, nada melhor do que começar o ano com uma paisagem repousante com a "aberta" da Foz do Arelho em fundo.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Bordalo no sapatinho


Pois é, o Pai Natal sabe dos meus gostos, e como me portei bem durante todo o ano, recompensou-me com dois magníficos exemplares sobre Rafael Bordalo Pinheiro; um sobre a cerâmica e outro sobre as ilustrações publicadas na “A Paródia” alusivas ao teatro.
Este brilhante ceramista e caricaturista, que Sousa Viterbo depois de uma visita que fez à Fábrica descreveu como “Risonho sempre, com aquele seu ar finamente bonacheirão e finamente malicioso”, desapareceu em 1905 e tem uma obra cujo valor documental é amplamente reconhecida.
Bordalo Pinheiro integrava o famoso Grupo do Leão, formado por vários artistas e literatos entre os quais se contava o seu irmão Columbano, o pintor José Malhoa, Ramalho Ortigão e outros.
A Cerâmica das Caldas teve sempre uma grande tradição, desde a barrista Maria dos Cacos e Manuel “O Mafra” que tiveram como seguidores Francisco Gomes d’Avelar, António Alves da Cunha e José Francisco de Sousa.

domingo, 17 de dezembro de 2006

Salvemos a Praça….


Este postal ilustrado da Praça da Republica edição do Novo Salão de Barbear, que se localizava nesta mesma Praça nos nº 26 e 27, segundo o livro “Caldas da Rainha – Bilhete-postal Ilustrado” de Vasco Trancoso foi editado em 1911. (O que tenho na minha colecção tem data dos CTT de 13-08-1958).
Esta Praça que antes de 1910 se chamava Praça Maria Pia, tem um empedrado lindíssimo, ou melhor dizendo, tinha um empedrado lindíssimo, pois actualmente o estado de abandono a que foi condenado levou a uma degradação a clamar por uma intervenção urgente, e seria a altura ideal para reestruturar toda aquela zona.
Em minha opinião, a construção de um parque de estacionamento subterrâneo de dois pisos resolveria os problemas de estacionamento do centro da cidade e o tabuleiro superior depois de devidamente reconstruído e apetrechado com mobiliário urbano adequado permitiria que o mercado diário continuasse a funcionar em condições, e não como acontece actualmente onde vendedoras e compradores são tratados como em qualquer mercado medieval.

Apetece-me gritar como nos anos setenta

Salvemos a Praça e o Lince da Malcata

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Termas

“A vila das Caldas da Rainha é a mais concorrida terra da província da Estremadura. Dista 56 quilómetros da estação do Carregado, na linha de Lisboa ao Entroncamento.
Do Carregado para as Caldas faz-se a viagem em carruagens ou na diligência que sai do Carregado duas vezes por dia, pela manhã e à noite, depois da chegada do comboio àquela estação. O percurso é de 6 a 7 horas, havendo no Cercal casa de pasto e estação de mudas da diligência.
O Preço dos bilhetes é de 2$000 reis por ida e volta ou 1$200 reis por viagem sem retorno.
A vila oferece aos que a frequentam as maiores comodidades que proporcionam em Portugal terras desta ordem.
Há os hotéis de José Paulo Rodrigues, do Padre Justino António Viana, as hospedarias da Mariana e de José Pires. Além disso quase todas as famílias da vila recebem hóspedes durante a estação balneária.
O preço nos hotéis é de 800 a 1$000 reis. No excelente edifício do hospital há quartos bem mobilados e com bom serviço pelo preço diário de 600 a 1$000 reis.”

“Banhos de Caldas e Águas Minerais ……Ramalho Ortigão”

Alguém me explica quem é o responsável pelo estado a que chegou o Hospital Termal !

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Um caso de Longevidade – Mercearia Pena

Estava eu nas minhas navegações pela Net, quando “Os Altos Comandos” cá da casa me incumbiram de comprar o bacalhau para a noite da consoada, e claro que teria que ser na “Mercearia Pena”, pois aqui a tradição ainda é o que era.
Este estabelecimento é um caso bem sucedido de longevidade. A Mercearia Pena fundada em 1909 aposta em produtos tradicionais, tais como o bacalhau, café, queijos, enchidos e outros produtos de charcutaria regional, e é claramente uma aposta na diferença, muito bem conduzida pelos seus proprietários e pela eficiência do Silvestre.
O meu amigo Mané, um benfiquista dos quatro costados, é uma figura que nós já não dispensamos.
Vale a pena passar por lá, nem que seja pelo aroma do café que se sente no ar, e no caso dos coleccionadores de pacotes de açúcar, poderão enriquecer a vossa colecção.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Rio Tâmega

Esta fotografia tirada na Primavera em Amarante, dá-nos uma vista do Rio Tâmega, com as suas margens enfeitadas de casas do século XVII, cujas varandas de madeira colorida e os Restaurantes com os seus terraços debruçados sobre o Rio, dá-nos uma paisagem deslumbrante.
Esta fotografia foi tirada na ponte de S. Gonçalo, que nos leva ao monumento com o mesmo nome.
Fico a imaginar até onde teriam subido as águas nesta altura de cheias.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Um Snack Bar com história

Um dia destes fui almoçar ao “Camaroeiro Real” e de repente dei comigo a pensar na importância que este Snack-bar teve na minha juventude, sim porque isto de nos sentarmos ao balcão e beber um Camaroeiro (Imperial num copo maior) era sinal de independência e masculinidade.
Durante a refeição, em conversa com o empregado, lembrei que há trinta e cinco anos comia-se ali um bitoque com ovo a cavalo, pão e cerveja por 17 escudos e cinquenta centavos ( 85 cêntimos), servido pelo Sr. Júlio o Abel ou o Luís.
O Cinzeiro da imagem ao lado é dessa altura, mas agora os tempos mudaram, os bilhares deram lugar a uma sala de refeições, bem agradável por sinal…..e as Francesinhas são óptimas.

sábado, 25 de novembro de 2006

Caldas de outros tempos - Pastelarias

A Pastelaria Machado deve ser das casas mais antigas de Caldas da Rainha, ainda em actividade. A sua origem remonta ao século XVIII com a Casa Fausta. Gertrudes Fausta uma das célebres irmãs Fausta, que parece ter sido uma das conserveiras de maior fama e que mais contribuiu para a manutenção de uma actividade emblemática das Caldas: as Cavacas e as trouxas-de-ovos.
Nesse tempo, eram ainda confeccionados alguns doces tradicionais, hoje ignorados, tais como: O "Manjar de Tornada" e os célebres "Cacos".
As irmãs Fausta foram contemporâneas, no final do século XIX, da Cavacaria das Mendricas (na actual Praça da República) onde se reuniam Rafael Bordalo Pinheiro, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, Columbano, Lopes de Mendonça, António de Andrade (então tenor em início de carreira), o Padre António (de Almeida) de Óbidos (conhecido pela sua bela voz de barítono, bem como pelas pescarias e caçadas que organizava), Gomes de Avelar (editor dos Cavacos das Caldas e ceramista local), os maestros do Club de Recreio (Gaspar e depois Taborda), e Mariano Pina. Por vezes também cavaqueavam no café da Adelaidinha da rua Direita - onde mais tarde ficaria a pastelaria Gato Preto.
Nesta época, havia ainda as seguintes casas e ou conserveiras: a Maria Carolina de Albuquerque (Já existia em 1887), a Cavacaria Pires (abriu em 1892) e a Cavacaria Central (abriu em 1897) - ambas no largo das Gralhas (actual largo Dr. José Barbosa); a Gertrudes e a Mariana Rodrigues Valada (também citada em 1883 por Silvano Lopes) ambas na rua Nova; a Cecília Santos na rua Direita; a Viúva Nunes, a Cesária Coelho e a Mariana César já tinha casa aberta em 1884) - todas na então praça Maria Pia; a Jesuína Garcia na rua General Queirós; o Pedro Prudêncio (emblema do Gato Preto) na rua do jardim nº 52 - premiado na Exposição de Paris de 1900; e a Cavacaria Conde, situada primeiro na Praça Maria Pia e depois na rua Direita (actualmente rua da Liberdade), que desde 1895 anunciava um doce que já não se prova nos dias de hoje - os Pastéis de D. Leonor.
Postal que retrata a Rua de Camões, onde se situa a Pastelaria Machado.

As Irmãs Fausta influenciaram as gerações seguintes de doceiras que fizeram época sobretudo no 1º quartel do século XX, tais como: as Carneirinhas: a Jade: a Adelaide Augusta do Café Sport na praça da Republica; a Flor de Liz na Rua Heróis da Grande Guerra - depois na Av. da Independência Nacional e, nos anos 30, na praça da República; O Africano de Francisco António dos Santos - na Rua Almirante Cândido dos Reis; a Maria Regina Garcia Pereira - e mais tarde a sua filha Regina - no largo do Conselheiro José Filipe; e o Joaquim Machado, na rua Camões, que herdaria a tradição da antiga casa Fausta.
Joaquim Machado desenvolveu a sua arte da doçaria, sobretudo, na primeira década do século XX (vendia as suas famosas trouxas a meio tostão cada) . A Cavacaria Machado, como ficou a denominar-se o estabelecimento, foi tomada de trespasse, em Maio de 1927, pela sociedade de Tiago Leopoldo Perez, que em Maio de 1928 adquiriu a denominação Tiago e Perez Lda.. Ainda hoje existe e é gerida por Herdeiros deste último.

(Pesquisa: Caldas da Rainha de Vasco trancoso, revistas da época, Jornal “O Expresso” e Publicações da Associação Comercial.)

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

"A Luta continua"

Numa altura em que a contestação social parece voltar às ruas em força, recordo aqui um autocolante editado em 1978, em Caldas da Rainha, quando a luta era pela semana inglesa e algumas regalias salariais. A sede do sindicato dos Empregados do Comércio funcionava na Rua do Jardim.

domingo, 19 de novembro de 2006

Caldas de outros tempos - Rua Miguel Bombarda

Este postal ilustrado do início do século XX, (carimbo dos CTT 08-09-1916), mostra-nos a Avenida 1º de Maio e ao fundo a Rua Miguel Bombarda. O edifício do lado esquerdo foi durante muitos anos o quartel dos Bombeiros

Nota: Não é Avenida 1º de Maio, mas sim Independência Nacional, e o meu amigo Zé Manel Serrenho, como é uma pessoa atenta, não deixou passar este lapso.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Guimarães uma cidade com História


Ontem os noticiários davam conta que Guimarães tinha-se candidatado a “Capital Europeia da Cultura”. Como simples cidadão, sem qualquer poder de decisão, gostaria de subscrever a ideia, pois considero Guimarães uma cidade que respira História por tudo o que é sítio.
Deixo aqui uma fotografia que tirei no princípio do ano, quando por lá passei uma manhã de visita ao “Berço de Portugal”.

sábado, 11 de novembro de 2006

Festival do chocolate em Óbidos


Na quinta-feira, lá fui até Óbidos para dar uma espreitadela ao Festival do Chocolate.
O facto de ser a um dia de semana teve a vantagem de fugir à enorme confusão dos Sábados e Domingos, mas mesmo assim ainda me sujeitei a uma pequena fila de espera para visitar a sala onde se pode ver umas esculturas de chocolate, cujo tema é a B.D.
Atendendo à grande promoção que é feita ao evento, fiquei com a sensação que o mesmo fica aquém das espectativas criadas, pois tirando a sala de que falei e alguns pontos meramente comerciais fica muito pouco para ver.
O melhor mesmo é o aroma a chocolate que se sente por toda a Vila , que com festa, ou não, é sempre bonita .

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

O Sol está de volta

Para traz fica as enxurradas que provocaram enormes estragos e as noites com o céu coberto de nuvens, mesmo com a lua a querer furar, tal como se pode ver nesta foto tirada no passado Sábado quando a minha cidade ficou 30 minutos em escuridão completa.

domingo, 5 de novembro de 2006

Caldas de outros tempos – O Casino do Parque

Vai longe o tempo em que se podia visitar o casino, cuja sala de entrada apresentava um tecto de vidro, que lhe dava um ar esplendoroso.
Este Salão teve períodos de glória no primeiro quarto do século XX, quando as Caldas, por via das Termas, era ponto de paragem da classe mais bem instalada na vida.
Com os anos, o edifício, que se situa no interior do Parque D. Carlos I, foi-se degradando. Depois de 1975, sofreu algumas obras de remodelação e passou a denominar-se Casa da Cultura. Nos anos noventa, iniciou-se um projecto de remodelação “megalómano” que teve como resultado a morte do edifício, que hoje se encontra abandonado e em ruínas.
Fica aqui como recordação um cartaz, datado dos anos sessenta, de um espectáculo que era abrilhantado por um dos maiores “Entertainers” do panorama Nacional: Max, um Madeirense de gema.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Os meus primeiros computadores











Aproveitando o feriado para algumas arrumações, ao abrir uma caixa, deparei-me com as minhas preciosidades informáticas.

Decorria o ano de 1986 quando vi um anúncio publicado no Jornal "A Bola" que dizia que finalmente a técnica de programação estava ao nosso alcance, graças ao génio do Sr. Clive Sinclair, criador do ZX 81 e mais tarde do Spectrum 48K.
Assim com um pedido à firma “Landry – Engenheiros Consultores Lda”, Julgo que era assim que se chamava, encomendei o ZX 81, uma máquina extraordinária de 2 kb de memória, e mais tarde uma expansão para 16 Kb pela módica quantia 11 mil escudos, julgo que equivalia a cerca de 25% do vencimento de então. No ano seguinte o Spectrum 48Kb, adquirido na TV Caldas, por 28 mil escudos, trazia a cor e o som e uma memória já considerável.

Foram noitadas inesqueciveis , juntamente com os amigos, ora programando algumas rotinas em Basic ou desbravando jogos que hoje fazem parte da história, tais como o Horácio Glutão, Manic Miner, Chucki Egg, Jet Pac, eu sei lá, tantos que seria fastidioso enumerar.

domingo, 29 de outubro de 2006

Coisas da bola




















Se houvesse justiça nos jogos de futebol, neste momento o Sporting estava em primeiro lugar, o Porto em segundo e o Benfica em terceiro, mas, felizmente para o futebol, o resultado dos jogos são por vezes completamente imprevisíveis, o que dá uma certa graça à “coisa”.
Embora o Porto nas últimas duas jornadas tenha tido uma sorte incrível, que não disfarça a realidade; sem o Anderson é uma equipa vulgar, presto-lho aqui através destes cromos da década de Cinquenta, os meus parabéns, pois vai à frente e o resto é conversa.

domingo, 22 de outubro de 2006

Vai uma fatia de bolo ?

No Sábado passado fui até Vila Nova da Barquinha, ao encontro dos meus “Camaradas” da aventura Angolana de 1975, quando a descolonização e os confrontos entre os Movimentos de Libertação estavam no auge. Temos sempre histórias para contar, mas acima de tudo, 31 anos depois, temos uma amizade sólida que gostamos de partilhar.

…Falemos das situações de que fomos
Actores de verdade, actores de facto.
Independentemente do nosso papel,
do tamanho do nosso papel,
Ou do número de graus de liberdade
A que temos direito
Ou que fazem parte do nosso contrato.
Que o importante foi ser actor
E não mero figurante. ….

( http://blogueforanada.blogspot.com)

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

O Teatro Pinheiro Chagas





















Esta semana na viagem pela blogosfera, no blog “Viagens pelo Oeste”, li um “post” sobre a destruição do Cine Teatro Pinheiro Chagas. Esta história nunca foi bem explicada, o que é certo, é que um edifício emblemático da cidade desapareceu, deixando um vazio na praça 5 de Outubro durante muitos anos, talvez por isso, ou talvez não esta praça sofreu uma remodelação dos espaços que a tornaram atractiva, o mesmo não se pode dizer de outros espaços nomeadamente da Zona Histórica.
Mas voltando ao Pinheiro Chagas recorda-se com dois cartazes os espectáculos que por lá se faziam.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Cromos da Bola






































Não são propriamente "cromos", mas são uma maravilha estas carteiras de fósforos dos anos sessenta.
Na imagem temos algumas vedetas do Benfica e Sporting, mas a colecção estende-se a outros Clubes muito populares da época tais como o Atlético, o Lusitano de Évora, o Olhanense, a Cuf, o Vitória de Setubal e outros. Além de futebolistas tinha figuras de outras modalidades, nomeadamente Atletismo e Hóquei em Patins.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Caldas de outros tempos - Rua Heróis da Grande Guerra


Agora que a Rua Heróis da Grande Guerra está em obras, recorda-se aqui num postal Ilustrado, do princípio do século XX (este tem carimbo dos CTT de 07-03-1913), editado por Typ. Dias & Paramos, como era a mesma, na altura.
Muita coisa mudou a começar pelo nome.
Esta Rua que começou por se chamar “Rua dos Arneiros”, foi em 10 de Dezembro de 1902 denominada “Rua Conselheiro José Luciano”. Após a proclamação da Republica passou a denominar-se “Rua Machado dos Santos” muito embora nas actas da Câmara não conste esta deliberação. Em sessão de Câmara de 28 de Maio de 1915, foi deliberado denominá-la “Rua 14 de Maio”, mas três anos mais tarde volta ao nome anterior. Em 22 de Maio de 1927 assume a denominação de Avenida Heróis da Grande Guerra, Em 1936 a “Avenida” deu lugar à “Rua” pela qual hoje é conhecida.
Para quem não está a situar a imagem, o edifício de 1º andar da esquerda é onde hoje está a “Livraria 107”.

Dados recolhidos do livro "As Ruas das Caldas"

domingo, 8 de outubro de 2006

A Praia da Rocha

Num fim-de-semana de Setembro fui apanhar sol lá para as bandas do Sul.
Eu confesso que gosto muito da Praia da Rocha, falta-lhe aquele cheiro a maresia da Foz do Arelho, mas enfim tem um areal enorme.
Este ano fui agradavelmente surpreendido com as obras que por lá aconteceram, que foram magníficas, além de outras coisas construíram um passadiço em madeira que vai das rochas até ao forte de Santa Catarina, que proporciona uns passeios muito giros, isto levando em conta o meu escalão etário, porque o pessoal mais novo é mais da onda da Katedral e outros lugares.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Uma notícia de 1978

Agora que começaram as obras de recuperação da Rua Heróis da Grande Guerra, levanta-se de novo a discussão sobre a hipótese de se fechar esta via em definitivo. A propósito, vale a pena trazer aqui uma notícia da Gazeta das Caldas de 1978, quando a Rua das Montras (Almirante Cândido dos Reis) se preparava para proibir a circulação de viaturas, contra a opinião da maioria dos comerciantes de então. O tempo veio a provar que afinal eram de vistas curtas, pois hoje é das zonas comerciais mais interessantes da cidade. Quem sabe se daqui a uns anos não poderemos dizer o mesmo da Rua Heróis da Grande Guerra, parte integrante da zona histórica.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Sporting num estádio de recordações.

O Sporting conquistou ontem um empate frente ao Spartak em Moscovo, um bom resultado fruto do bom momento que a equipa atravessa. O Jogo foi disputado no antigo Estádio Olímpico, que foi palco dos Jogos de 1980, que me trouxe à memórias algumas recordações.
Na altura o ocidente boicotou os Jogos, com o argumento que a União Soviética tinha provocado uma enorme instabilidade na região ao invadir o Afeganistão. Agora os “invasores” são outros e quanto a instabilidade na zona, é só ver os telejornais, mas isso são contas de outro rosário.
O que ficou destes jogos foi a cerimónia de abertura, com o público na bancada a desenhar o “Misha” a mascote dos jogos, e a festa de encerramento a mesma coreografia, mas com o “Misha” a verter uma lágrima. Foi um espectáculo inesquecível.

sábado, 23 de setembro de 2006

Já não se fazem postais como antigamente

Ao ver este Postal Ilustrado vêem-me à memória os tempos em que os meus Pais tinham uma mercearia no Lugar da Sobrena próximo do Cadaval, e onde entre outras coisas se vendia também estes Postais Ilustrados, que estava expostos num armário de madeira e tinha ao alto uma enorme placa com vidrinhos que faziam a respectiva moldura.
Estes Postais que serviam para enviar os parabéns ou mesmo algumas prosas de amor, tinham como motivo normalmente imagens da Família, crianças ou algumas pinturas nalguns casos com alusões patrióticas e eram muito baratos, (metade do preço de uma carta), o que justifica o facto de se tornarem muito populares .