quarta-feira, 8 de novembro de 2006
domingo, 5 de novembro de 2006
Caldas de outros tempos – O Casino do Parque
Vai longe o tempo em que se podia visitar o casino, cuja sala de entrada apresentava um tecto de vidro, que lhe dava um ar esplendoroso.Este Salão teve períodos de glória no primeiro quarto do século XX, quando as Caldas, por via das Termas, era ponto de paragem da classe mais bem instalada na vida.
Com os anos, o edifício, que se situa no interior do Parque D. Carlos I, foi-se degradando. Depois de 1975, sofreu algumas obras de remodelação e passou a denominar-se Casa da Cultura. Nos anos noventa, iniciou-se um projecto de remodelação “megalómano” que teve como resultado a morte do edifício, que hoje se encontra abandonado e em ruínas.
Fica aqui como recordação um cartaz, datado dos anos sessenta, de um espectáculo que era abrilhantado por um dos maiores “Entertainers” do panorama Nacional: Max, um Madeirense de gema.
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
Os meus primeiros computadores
Decorria o ano de 1986 quando vi um anúncio publicado no Jornal "A Bola" que dizia que finalmente a técnica de programação estava ao nosso alcance, graças ao génio do Sr. Clive Sinclair, criador do ZX 81 e mais tarde do Spectrum 48K.
Assim com um pedido à firma “Landry – Engenheiros Consultores Lda”, Julgo que era assim que se chamava, encomendei o ZX 81, uma máquina extraordinária de 2 kb de memória, e mais tarde uma expansão para 16 Kb pela módica quantia 11 mil escudos, julgo que equivalia a cerca de 25% do vencimento de então. No ano seguinte o Spectrum 48Kb, adquirido na TV Caldas, por 28 mil escudos, trazia a cor e o som e uma memória já considerável.
Foram noitadas inesqueciveis , juntamente com os amigos, ora programando algumas rotinas em Basic ou desbravando jogos que hoje fazem parte da história, tais como o Horácio Glutão, Manic Miner, Chucki Egg, Jet Pac, eu sei lá, tantos que seria fastidioso enumerar.
domingo, 29 de outubro de 2006
Coisas da bola
Embora o Porto nas últimas duas jornadas tenha tido uma sorte incrível, que não disfarça a realidade; sem o Anderson é uma equipa vulgar, presto-lho aqui através destes cromos da década de Cinquenta, os meus parabéns, pois vai à frente e o resto é conversa.
domingo, 22 de outubro de 2006
Vai uma fatia de bolo ?
No Sábado passado fui até Vila Nova da Barquinha, ao encontro dos meus “Camaradas” da aventura Angolana de 1975, quando a descolonização e os confrontos entre os Movimentos de Libertação estavam no auge. Temos sempre histórias para contar, mas acima de tudo, 31 anos depois, temos uma amizade sólida que gostamos de partilhar.…Falemos das situações de que fomos
( http://blogueforanada.blogspot.com)
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
O Teatro Pinheiro Chagas
Mas voltando ao Pinheiro Chagas recorda-se com dois cartazes os espectáculos que por lá se faziam.
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Cromos da Bola
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Caldas de outros tempos - Rua Heróis da Grande Guerra

Agora que a Rua Heróis da Grande Guerra está em obras, recorda-se aqui num postal Ilustrado, do princípio do século XX (este tem carimbo dos CTT de 07-03-1913), editado por Typ. Dias & Paramos, como era a mesma, na altura.
Esta Rua que começou por se chamar “Rua dos Arneiros”, foi em 10 de Dezembro de 1902 denominada “Rua Conselheiro José Luciano”. Após a proclamação da Republica passou a denominar-se “Rua Machado dos Santos” muito embora nas actas da Câmara não conste esta deliberação. Em sessão de Câmara de 28 de Maio de 1915, foi deliberado denominá-la “Rua 14 de Maio”, mas três anos mais tarde volta ao nome anterior. Em 22 de Maio de 1927 assume a denominação de Avenida Heróis da Grande Guerra, Em 1936 a “Avenida” deu lugar à “Rua” pela qual hoje é conhecida.
Para quem não está a situar a imagem, o edifício de 1º andar da esquerda é onde hoje está a “Livraria 107”.
domingo, 8 de outubro de 2006
A Praia da Rocha
Num fim-de-semana de Setembro fui apanhar sol lá para as bandas do Sul.Eu confesso que gosto muito da Praia da Rocha, falta-lhe aquele cheiro a maresia da Foz do Arelho, mas enfim tem um areal enorme.
Este ano fui agradavelmente surpreendido com as obras que por lá aconteceram, que foram magníficas, além de outras coisas construíram um passadiço em madeira que vai das rochas até ao forte de Santa Catarina, que proporciona uns passeios muito giros, isto levando em conta o meu escalão etário, porque o pessoal mais novo é mais da onda da Katedral e outros lugares.
quinta-feira, 5 de outubro de 2006
Uma notícia de 1978
Agora que começaram as obras de recuperação da Rua Heróis da Grande Guerra, levanta-se de novo a discussão sobre a hipótese de se fechar esta via em definitivo. A propósito, vale a pena trazer aqui uma notícia da Gazeta das Caldas de 1978, quando a Rua das Montras (Almirante Cândido dos Reis) se preparava para proibir a circulação de viaturas, contra a opinião da maioria dos comerciantes de então. O tempo veio a provar que afinal eram de vistas curtas, pois hoje é das zonas comerciais mais interessantes da cidade. Quem sabe se daqui a uns anos não poderemos dizer o mesmo da Rua Heróis da Grande Guerra, parte integrante da zona histórica. quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Sporting num estádio de recordações.
O Sporting conquistou ontem um empate frente ao Spartak em Moscovo, um bom resultado fruto do bom momento que a equipa atravessa. O Jogo foi disputado no antigo Estádio Olímpico, que foi palco dos Jogos de 1980, que me trouxe à memórias algumas recordações.Na altura o ocidente boicotou os Jogos, com o argumento que a União Soviética tinha provocado uma enorme instabilidade na região ao invadir o Afeganistão. Agora os “invasores” são outros e quanto a instabilidade na zona, é só ver os telejornais, mas isso são contas de outro rosário.
O que ficou destes jogos foi a cerimónia de abertura, com o público na bancada a desenhar o “Misha” a mascote dos jogos, e a festa de encerramento a mesma coreografia, mas com o “Misha” a verter uma lágrima. Foi um espectáculo inesquecível.
sábado, 23 de setembro de 2006
Já não se fazem postais como antigamente
Ao ver este Postal Ilustrado vêem-me à memória os tempos em que os meus Pais tinham uma mercearia no Lugar da Sobrena próximo do Cadaval, e onde entre outras coisas se vendia também estes Postais Ilustrados, que estava expostos num armário de madeira e tinha ao alto uma enorme placa com vidrinhos que faziam a respectiva moldura.Estes Postais que serviam para enviar os parabéns ou mesmo algumas prosas de amor, tinham como motivo normalmente imagens da Família, crianças ou algumas pinturas nalguns casos com alusões patrióticas e eram muito baratos, (metade do preço de uma carta), o que justifica o facto de se tornarem muito populares .
quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Caldas de outros tempos - Associação Comercial
Esta Associação foi fundada em 12 de Novembro de 1902, por um grupo de cidadãos, entre os quais figuravam: Angelino Marcelino Garcia, Francisco António Pereira, João Almeida Cardoso, Jacinto da Silva Ribas, José Agostinho da Silva Angelo e Manuel Marques de Oliveira e Rafael Bordalo Pinheiro. No entanto, já em 8 de Julho de 1897, Francisco Gomes de Avelar (na sua publicação: Os Cavacos das Caldas), apelava para que o Comércio e a Indústria Caldenses, dessem as mãos em defesa dos interesses próprios, tendo sido de imediato apoiado por O Círculo das Caldas. Pouco depois, em Abril de 1899, foi organizada uma récita no Teatro dos Bombeiros a favor da Associação Comercial.
Finalmente, a 1ª Direcção (Joaquim da Cruz Ferreira, Joaquim de Almeida, João Pereira de Sousa, Alfredo Perez, José Francisco Enxuto Junior), seria eleita em 10 de Fevereiro de 1901. Em 20 de Novembro de 1902, o Circulo, noticiava que uma Assembleia Geral desta Associação “recentemente fundada”, tinha aprovado os seus estatutos. Esta reunião teve lugar no Hotel da Copa (na actual Rua Miguel Bombarda), onde ficou a sua Sede provisória. Em Janeiro seguinte passou a estar instalada na travessa de Santo António e em Março de 1903, o mesmo jornal relatava a inauguração, em 16 desse mês, da sua nova Sede. A sessão foi dirigida pelo presidente da Assembleia Geral: Rafael Bordalo Pinheiro. O Presidente da Direcção era João de Almeida Cardoso.
Durante a tarde e a noite daquele dia, esteve tocando, num coreto armado em frente da nova casa a Filarmónica Nova Caldense, que executou um hino dedicado àquela Associação composto pelo seu regente de então: Emílio Peres Lopes.
domingo, 10 de setembro de 2006
quarta-feira, 6 de setembro de 2006
Nau dos Corvos - Peniche
Não têm conta as fotos que já se fizeram tendo como motivo a Nau dos Corvos. Na verdade é um local de grande beleza, há quem considere este rochedo o verdadeiro cartão-de-visita de Peniche. É uma formação rochosa onde poisam gaivotas e corvos. Pelo seu aspecto, faz lembrar uma nau quinhentista. Ao fundo as Berlengas e os Farilhões completam o quadro. domingo, 3 de setembro de 2006
Caldas de outros tempos – A Avenida
Esta fotografia que faz parte do espólio do Jornal “O Século” e que foi publicada no livro Álbum das Termas, faz-nos recordar como era a Avenida nos anos sessenta, antes de se permitir aquela monstruosidade urbanística, que tornou uma zona agradável num local onde o caos é total e o mais grave é que parece que afinal não aprendemos com os erros cometidos. quinta-feira, 31 de agosto de 2006
Mais flores
As flores têm sobre mim uma sedução que não consigo explicar, não tanto pelo aroma, mas mais pela cor, que permite fotografias de grande beleza.Esta fotografia foi tirada no Parque das Caldas, mas quanto ao nome da flor… bom, ficamos à espera que os meus amigos que sabem muito destas coisas me esclareçam.
domingo, 27 de agosto de 2006
Caldas de outos tempos - O futebol
O Caldas Sport Clube foi fundado no dia 15 de Maio de 1916, por um grupo de caldenses composto por Eduardo José Valério, António Lopes Júnior e João dos Santos Arenha.
Tal como outras equipas, nomeadamente o Olhanense, o Atlético, o Juventude de Évora, a CUF e muitas mais, também o Caldas teve os seus momentos altos na divisão principal do futebol Nacional. O Caldas estreou-se na primeira divisão no ano de 1955/56 , sob o comando do excelente treinador José Sezabo, onde se manteria até 1959.
terça-feira, 22 de agosto de 2006
O Futebol está aí de novo
Rectângulo verde
sábado, 19 de agosto de 2006
Revistas "cor de rosa"
De volta às minhas colecções aqui está o Nº1 da Revista Plateia.
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
A minha boa acção
Em vésperas de um compromisso importante para a entrada do Benfica na “Champions”, quero mostrar a minha solidariedade e para que não digam que não estou de boa fé, vejam só, eu, um Sportinguista de primeira água, trago para este blog uma peça que qualquer Benfiquista gostaria de possuir: trata-se do numero Um do jornal do SLB datado de 1942. domingo, 13 de agosto de 2006
Coisas boas da vida
E fazendo jus à frase, lá fui até Alcaria, a dois passos do Fundão para dar um abraço aos companheiros da tropa e das aventuras africanas, especialmente a um companheiro a quem a vida empurrou para o norte de França há largos anos e ainda não tinha sido possível o reencontro com o resto da “Pandilha”
Claro está que um encontro tão importante exigia que os meus dotes de cozinheiro dessem um toque de classe ao petisco, o que viria a acontecer. A comida estava óptima, as bebidas (muitas) também e a boa disposição era às ‘paletes’.
quinta-feira, 10 de agosto de 2006
Caldas de outros tempos - Livraria Silva Santos

Lembrar o Silva Santos é recordar uma das pessoas mais extraordinárias do comércio da Cidade. Durante vários anos foi a única livraria que tinha como característica a enorme confusão que reinava na arrumação dos stocks, embora aparente, pois à pergunta “Ó Sr. Silva Santos tem o……. Ele respondia invariavelmente “sim senhor passa cá logo à tarde que eu guardo.”Cada venda por ele efectuada era uma lição de pedagogia.
No final da década de sessenta encerrou as portas vindo a falecer em 2 de Julho de 1981.
domingo, 6 de agosto de 2006
quarta-feira, 2 de agosto de 2006
Óbidos - Uma Vila medieval

Percorrer as ruas de Óbidos é ter a sensação que o tempo parou, pois os vestígios de burgo medieval prevalecem quase intactos. Esta Vila fundada em 308 a.c., pelos Celtas, teve como moradores Romanos e Visigodos até 1148 quando D. Afonso Henriques a conquistou. O seu Castelo domina toda a Vila que outrora se chamara de “Oppidum” que significava intramuros.
quarta-feira, 26 de julho de 2006
"Quem vem atravessa o rio junto à Serra do Pilar"

E não pode ficar indiferente à margem da Ribeira de Gaia, onde os Barcos Rabelos nos lembram o transporte do Vinho do Porto, que descia pelo Douro até Gaia.
A Zona da Ribeira é de uma beleza digna de ser considerada Património Mundial; durante o dia a luz inunda a paisagem, transformando o rio num espelho. Uma vista magnífica que nos deixa rendidos e com vontade de voltar.
quarta-feira, 19 de julho de 2006
domingo, 9 de julho de 2006
Uma vista sobre S.Martinho do Porto
terça-feira, 4 de julho de 2006
A importância do Tocador de Bombo
Este fim de semana, por sugestão de um amigo dos tempos da tropa, o Manel Sá (o tocador de Bombo), fui até a Alvorninha, uma aldeia no nosso Concelho, assistir ao encontro de folclore, que reunia vários grupos entre eles o grupo Etnográfico Danças d'Aldeia de Pardilhó que fica perto de Estarreja. Quer se goste ou não, julgo que ninguém pode ficar indiferente ao espírito de grupo e camaradagem que reina entre eles, valores que cada vez são mais raros pelo menos nos meios urbanos. Numa altura em que as pessoas cada vez mais têm dificuldade em encontrar prazer nas coisas que fazem, este é um bom exemplo que as pequenas comunidades nos dão.domingo, 2 de julho de 2006
40 Anos depois
Este bloco filatélico da Polónia recorda-nos a nossa presença no Mundial de 1966 em terras de Sua Majestade.quarta-feira, 21 de junho de 2006
domingo, 18 de junho de 2006
Uma Gaivota voava, voava...

A propósito desta fotografia veio-me à lembrança um poema da Ermelinda Duarte muito em voga em 1975. Resquícios do 25 de Abril.
Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.
Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.
Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.
Uma papoila crescia,
crescia, grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.
Uma criança dizia, dizia
"quando for grande não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.
Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.






























