quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Os meus primeiros computadores











Aproveitando o feriado para algumas arrumações, ao abrir uma caixa, deparei-me com as minhas preciosidades informáticas.

Decorria o ano de 1986 quando vi um anúncio publicado no Jornal "A Bola" que dizia que finalmente a técnica de programação estava ao nosso alcance, graças ao génio do Sr. Clive Sinclair, criador do ZX 81 e mais tarde do Spectrum 48K.
Assim com um pedido à firma “Landry – Engenheiros Consultores Lda”, Julgo que era assim que se chamava, encomendei o ZX 81, uma máquina extraordinária de 2 kb de memória, e mais tarde uma expansão para 16 Kb pela módica quantia 11 mil escudos, julgo que equivalia a cerca de 25% do vencimento de então. No ano seguinte o Spectrum 48Kb, adquirido na TV Caldas, por 28 mil escudos, trazia a cor e o som e uma memória já considerável.

Foram noitadas inesqueciveis , juntamente com os amigos, ora programando algumas rotinas em Basic ou desbravando jogos que hoje fazem parte da história, tais como o Horácio Glutão, Manic Miner, Chucki Egg, Jet Pac, eu sei lá, tantos que seria fastidioso enumerar.

domingo, 29 de outubro de 2006

Coisas da bola




















Se houvesse justiça nos jogos de futebol, neste momento o Sporting estava em primeiro lugar, o Porto em segundo e o Benfica em terceiro, mas, felizmente para o futebol, o resultado dos jogos são por vezes completamente imprevisíveis, o que dá uma certa graça à “coisa”.
Embora o Porto nas últimas duas jornadas tenha tido uma sorte incrível, que não disfarça a realidade; sem o Anderson é uma equipa vulgar, presto-lho aqui através destes cromos da década de Cinquenta, os meus parabéns, pois vai à frente e o resto é conversa.

domingo, 22 de outubro de 2006

Vai uma fatia de bolo ?

No Sábado passado fui até Vila Nova da Barquinha, ao encontro dos meus “Camaradas” da aventura Angolana de 1975, quando a descolonização e os confrontos entre os Movimentos de Libertação estavam no auge. Temos sempre histórias para contar, mas acima de tudo, 31 anos depois, temos uma amizade sólida que gostamos de partilhar.

…Falemos das situações de que fomos
Actores de verdade, actores de facto.
Independentemente do nosso papel,
do tamanho do nosso papel,
Ou do número de graus de liberdade
A que temos direito
Ou que fazem parte do nosso contrato.
Que o importante foi ser actor
E não mero figurante. ….

( http://blogueforanada.blogspot.com)

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

O Teatro Pinheiro Chagas





















Esta semana na viagem pela blogosfera, no blog “Viagens pelo Oeste”, li um “post” sobre a destruição do Cine Teatro Pinheiro Chagas. Esta história nunca foi bem explicada, o que é certo, é que um edifício emblemático da cidade desapareceu, deixando um vazio na praça 5 de Outubro durante muitos anos, talvez por isso, ou talvez não esta praça sofreu uma remodelação dos espaços que a tornaram atractiva, o mesmo não se pode dizer de outros espaços nomeadamente da Zona Histórica.
Mas voltando ao Pinheiro Chagas recorda-se com dois cartazes os espectáculos que por lá se faziam.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Cromos da Bola






































Não são propriamente "cromos", mas são uma maravilha estas carteiras de fósforos dos anos sessenta.
Na imagem temos algumas vedetas do Benfica e Sporting, mas a colecção estende-se a outros Clubes muito populares da época tais como o Atlético, o Lusitano de Évora, o Olhanense, a Cuf, o Vitória de Setubal e outros. Além de futebolistas tinha figuras de outras modalidades, nomeadamente Atletismo e Hóquei em Patins.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Caldas de outros tempos - Rua Heróis da Grande Guerra


Agora que a Rua Heróis da Grande Guerra está em obras, recorda-se aqui num postal Ilustrado, do princípio do século XX (este tem carimbo dos CTT de 07-03-1913), editado por Typ. Dias & Paramos, como era a mesma, na altura.
Muita coisa mudou a começar pelo nome.
Esta Rua que começou por se chamar “Rua dos Arneiros”, foi em 10 de Dezembro de 1902 denominada “Rua Conselheiro José Luciano”. Após a proclamação da Republica passou a denominar-se “Rua Machado dos Santos” muito embora nas actas da Câmara não conste esta deliberação. Em sessão de Câmara de 28 de Maio de 1915, foi deliberado denominá-la “Rua 14 de Maio”, mas três anos mais tarde volta ao nome anterior. Em 22 de Maio de 1927 assume a denominação de Avenida Heróis da Grande Guerra, Em 1936 a “Avenida” deu lugar à “Rua” pela qual hoje é conhecida.
Para quem não está a situar a imagem, o edifício de 1º andar da esquerda é onde hoje está a “Livraria 107”.

Dados recolhidos do livro "As Ruas das Caldas"

domingo, 8 de outubro de 2006

A Praia da Rocha

Num fim-de-semana de Setembro fui apanhar sol lá para as bandas do Sul.
Eu confesso que gosto muito da Praia da Rocha, falta-lhe aquele cheiro a maresia da Foz do Arelho, mas enfim tem um areal enorme.
Este ano fui agradavelmente surpreendido com as obras que por lá aconteceram, que foram magníficas, além de outras coisas construíram um passadiço em madeira que vai das rochas até ao forte de Santa Catarina, que proporciona uns passeios muito giros, isto levando em conta o meu escalão etário, porque o pessoal mais novo é mais da onda da Katedral e outros lugares.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Uma notícia de 1978

Agora que começaram as obras de recuperação da Rua Heróis da Grande Guerra, levanta-se de novo a discussão sobre a hipótese de se fechar esta via em definitivo. A propósito, vale a pena trazer aqui uma notícia da Gazeta das Caldas de 1978, quando a Rua das Montras (Almirante Cândido dos Reis) se preparava para proibir a circulação de viaturas, contra a opinião da maioria dos comerciantes de então. O tempo veio a provar que afinal eram de vistas curtas, pois hoje é das zonas comerciais mais interessantes da cidade. Quem sabe se daqui a uns anos não poderemos dizer o mesmo da Rua Heróis da Grande Guerra, parte integrante da zona histórica.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Sporting num estádio de recordações.

O Sporting conquistou ontem um empate frente ao Spartak em Moscovo, um bom resultado fruto do bom momento que a equipa atravessa. O Jogo foi disputado no antigo Estádio Olímpico, que foi palco dos Jogos de 1980, que me trouxe à memórias algumas recordações.
Na altura o ocidente boicotou os Jogos, com o argumento que a União Soviética tinha provocado uma enorme instabilidade na região ao invadir o Afeganistão. Agora os “invasores” são outros e quanto a instabilidade na zona, é só ver os telejornais, mas isso são contas de outro rosário.
O que ficou destes jogos foi a cerimónia de abertura, com o público na bancada a desenhar o “Misha” a mascote dos jogos, e a festa de encerramento a mesma coreografia, mas com o “Misha” a verter uma lágrima. Foi um espectáculo inesquecível.

sábado, 23 de setembro de 2006

Já não se fazem postais como antigamente

Ao ver este Postal Ilustrado vêem-me à memória os tempos em que os meus Pais tinham uma mercearia no Lugar da Sobrena próximo do Cadaval, e onde entre outras coisas se vendia também estes Postais Ilustrados, que estava expostos num armário de madeira e tinha ao alto uma enorme placa com vidrinhos que faziam a respectiva moldura.
Estes Postais que serviam para enviar os parabéns ou mesmo algumas prosas de amor, tinham como motivo normalmente imagens da Família, crianças ou algumas pinturas nalguns casos com alusões patrióticas e eram muito baratos, (metade do preço de uma carta), o que justifica o facto de se tornarem muito populares .

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Caldas de outros tempos - Associação Comercial

Cédulas emitidas pela Associação Comercial em 1921, para colmatar a falta de trocos.
Associação Comercial - Uma História com 100 Anos

Esta Associação foi fundada em 12 de Novembro de 1902, por um grupo de cidadãos, entre os quais figuravam: Angelino Marcelino Garcia, Francisco António Pereira, João Almeida Cardoso, Jacinto da Silva Ribas, José Agostinho da Silva Angelo e Manuel Marques de Oliveira e Rafael Bordalo Pinheiro. No entanto, já em 8 de Julho de 1897, Francisco Gomes de Avelar (na sua publicação: Os Cavacos das Caldas), apelava para que o Comércio e a Indústria Caldenses, dessem as mãos em defesa dos interesses próprios, tendo sido de imediato apoiado por O Círculo das Caldas. Pouco depois, em Abril de 1899, foi organizada uma récita no Teatro dos Bombeiros a favor da Associação Comercial.
Finalmente, a 1ª Direcção (Joaquim da Cruz Ferreira, Joaquim de Almeida, João Pereira de Sousa, Alfredo Perez, José Francisco Enxuto Junior), seria eleita em 10 de Fevereiro de 1901. Em 20 de Novembro de 1902, o Circulo, noticiava que uma Assembleia Geral desta Associação “recentemente fundada”, tinha aprovado os seus estatutos. Esta reunião teve lugar no Hotel da Copa (na actual Rua Miguel Bombarda), onde ficou a sua Sede provisória. Em Janeiro seguinte passou a estar instalada na travessa de Santo António e em Março de 1903, o mesmo jornal relatava a inauguração, em 16 desse mês, da sua nova Sede. A sessão foi dirigida pelo presidente da Assembleia Geral: Rafael Bordalo Pinheiro. O Presidente da Direcção era João de Almeida Cardoso.
Durante a tarde e a noite daquele dia, esteve tocando, num coreto armado em frente da nova casa a Filarmónica Nova Caldense, que executou um hino dedicado àquela Associação composto pelo seu regente de então: Emílio Peres Lopes.

domingo, 10 de setembro de 2006

Eu hoje estou vaidoso

Pronto, não resisto a partilhar este momento. Eu hoje estou muito vaidoso pois levei a minha filhota ao altar, e pelo ar de felicidade que tranpira nos "pombinhos" só podemos concluir que a vida tem coisas muito boas.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Nau dos Corvos - Peniche

Não têm conta as fotos que já se fizeram tendo como motivo a Nau dos Corvos. Na verdade é um local de grande beleza, há quem considere este rochedo o verdadeiro cartão-de-visita de Peniche. É uma formação rochosa onde poisam gaivotas e corvos. Pelo seu aspecto, faz lembrar uma nau quinhentista. Ao fundo as Berlengas e os Farilhões completam o quadro.

domingo, 3 de setembro de 2006

Caldas de outros tempos – A Avenida

Esta fotografia que faz parte do espólio do Jornal “O Século” e que foi publicada no livro Álbum das Termas, faz-nos recordar como era a Avenida nos anos sessenta, antes de se permitir aquela monstruosidade urbanística, que tornou uma zona agradável num local onde o caos é total e o mais grave é que parece que afinal não aprendemos com os erros cometidos.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Mais flores

As flores têm sobre mim uma sedução que não consigo explicar, não tanto pelo aroma, mas mais pela cor, que permite fotografias de grande beleza.
Esta fotografia foi tirada no Parque das Caldas, mas quanto ao nome da flor… bom, ficamos à espera que os meus amigos que sabem muito destas coisas me esclareçam.

domingo, 27 de agosto de 2006

Caldas de outos tempos - O futebol

Hoje o Jornal Público, na sua revista, traz um artigo sobre as equipas míticas de futebol que participaram na primeira divisão e este artigo deu o mote para este “post”.
O Caldas Sport Clube foi fundado no dia 15 de Maio de 1916, por um grupo de caldenses composto por Eduardo José Valério, António Lopes Júnior e João dos Santos Arenha.
Tal como outras equipas, nomeadamente o Olhanense, o Atlético, o Juventude de Évora, a CUF e muitas mais, também o Caldas teve os seus momentos altos na divisão principal do futebol Nacional. O Caldas estreou-se na primeira divisão no ano de 1955/56 , sob o comando do excelente treinador José Sezabo, onde se manteria até 1959.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

O Futebol está aí de novo

ODE AO FUTEBOL

Rectângulo verde
Meio de sombra
Meio de sol
Vinte e dois em cuecas
Jogando futebol
Correndo
Saltando
Ziguezaguiando
Ao som de um apito
De um homem magrito
Também em cuecas
E mais dois carecas
Com uma bandeira
De cá para lá
De lá para cá
Bola ao centro
Bola fora
Fora o árbitro
E a multidão
Lá do peão
Gritava
Berrava
Gesticulava
E a bola coitada
Rolava no verde
Rolava no pé
De cabeça em cabeça
A bola não perde
Um minuto sequer
E o zumbido no ar
Como um bezouro
Toda redonda
Toda bonita
Vestida de couro
O árbitro corre
O árbitro apita
O público grita
Goooooollllllooooo!
Bola nas redes
Laranjadas
Pirolitos
Asneiras
Palavrões
Damas frenéticas
Gordas
Esqueléticas
Esganadiças aos gritos
Todas à uma
Todas ao um
Ao árbitro roubam o apito
Entra a Guarda
Entra a polícia
Os cavalos a correr
Os senhores a esconder
Uma cabeça aqui
Um pé acolá
Ancas
Coxas
Pernas
Cabeças no chão
Cabeças de cavalo
Cavalos sem cabeça
Com os pés no ar
Fez-se em montão
Multidão.
E uma dama excitada
Que era casada
Com um marido
Distraído
No meio da bancada
Que estava à cunha
Tirou-lhe um olho
Com a própria unha!
À unha , à unha!
Ânimos ao alto!
...E no fim
Perdeu-se o campeonato!

Tóssan

Se a memória não me falha ouvi este divertido poema de Tossan pela primeira vez no programa ZIP-ZIP.

sábado, 19 de agosto de 2006

Revistas "cor de rosa"

De volta às minhas colecções aqui está o Nº1 da Revista Plateia.

O primeiro número da Plateia data de 1 de Abril de 1951, tornando-se num sucesso editorial, para o qual contribuiu as imagens sugestivas e meio desnudadas das vedetas de então. A revista que tinha como especialidade o Cinema e o Teatro, era propriedade da Empresa Aguiar e Dias e publicou 1031 números, acabando a sua publicação em 1986.
As suas páginas com imensas fotografias, a preto e branco, das figuras mais populares, tiveram uma grande popularidade com o aparecimente da televisão em Portugal.
Foi esta revista a percursora das separatas, algumas das quais são peças raras e de grande procura nos alfarrabistas.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

A minha boa acção

Em vésperas de um compromisso importante para a entrada do Benfica na “Champions”, quero mostrar a minha solidariedade e para que não digam que não estou de boa fé, vejam só, eu, um Sportinguista de primeira água, trago para este blog uma peça que qualquer Benfiquista gostaria de possuir: trata-se do numero Um do jornal do SLB datado de 1942.
Na terça-feira ganhem lá aos “ceguinhos” .

domingo, 13 de agosto de 2006

Coisas boas da vida

"Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos."Elmer G. Letterman

E fazendo jus à frase, lá fui até Alcaria, a dois passos do Fundão para dar um abraço aos companheiros da tropa e das aventuras africanas, especialmente a um companheiro a quem a vida empurrou para o norte de França há largos anos e ainda não tinha sido possível o reencontro com o resto da “Pandilha”
Claro está que um encontro tão importante exigia que os meus dotes de cozinheiro dessem um toque de classe ao petisco, o que viria a acontecer. A comida estava óptima, as bebidas (muitas) também e a boa disposição era às ‘paletes’.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Caldas de outros tempos - Livraria Silva Santos


Lembrar o Silva Santos é recordar uma das pessoas mais extraordinárias do comércio da Cidade. Durante vários anos foi a única livraria que tinha como característica a enorme confusão que reinava na arrumação dos stocks, embora aparente, pois à pergunta “Ó Sr. Silva Santos tem o……. Ele respondia invariavelmente “sim senhor passa cá logo à tarde que eu guardo.”
Cada venda por ele efectuada era uma lição de pedagogia.
No final da década de sessenta encerrou as portas vindo a falecer em 2 de Julho de 1981.

domingo, 6 de agosto de 2006

Dias de calor

As Caldas da Rainha que se caracterizam por ter um micro clima onde o calor e o frio são moderados, desta vez tivemos mesmo que nos socorrer do chapéu-de-sol.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Óbidos - Uma Vila medieval


Percorrer as ruas de Óbidos é ter a sensação que o tempo parou, pois os vestígios de burgo medieval prevalecem quase intactos. Esta Vila fundada em 308 a.c., pelos Celtas, teve como moradores Romanos e Visigodos até 1148 quando D. Afonso Henriques a conquistou. O seu Castelo domina toda a Vila que outrora se chamara de “Oppidum” que significava intramuros.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

"Quem vem atravessa o rio junto à Serra do Pilar"


E não pode ficar indiferente à margem da Ribeira de Gaia, onde os Barcos Rabelos nos lembram o transporte do Vinho do Porto, que descia pelo Douro até Gaia.
A Zona da Ribeira é de uma beleza digna de ser considerada Património Mundial; durante o dia a luz inunda a paisagem, transformando o rio num espelho. Uma vista magnífica que nos deixa rendidos e com vontade de voltar.

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Procura-se legenda para esta fotografia



Comentário:

"Obrigada pelo palito, estava aflito com uma casca de noz!"

Lurdes Peça

domingo, 9 de julho de 2006

Uma vista sobre S.Martinho do Porto



Com o tempo a não deixar o pessoal ganhar bronze, resta-nos observar a praia de longe. Neste caso é S. Martinho do Porto que é o último vestígio de um antigo Golfo que até ao século XVI se estendia a Alfeizerão e que se abre ao Oceano através de uma barra, com cerca de 250 metros de largura, entre os morros de Santana, a Sul, e do Farol, a Norte. A vila fundada pelos monges do Mosteiro de Alcobaça no século XIII, desce em anfiteatro desde a Capela de Santo António até ao Cais e à Praia e estende-se, cada vez mais, pela Avenida Marginal até às dunas de Salir. O seu casario antigo descobre-se subindo a Calçada D. Pedro V até ao Miradouro do Largo José Bento da Silva, ou até à Igreja Matriz do século XVIII.

terça-feira, 4 de julho de 2006

A importância do Tocador de Bombo

Este fim de semana, por sugestão de um amigo dos tempos da tropa, o Manel Sá (o tocador de Bombo), fui até a Alvorninha, uma aldeia no nosso Concelho, assistir ao encontro de folclore, que reunia vários grupos entre eles o grupo Etnográfico Danças d'Aldeia de Pardilhó que fica perto de Estarreja. Quer se goste ou não, julgo que ninguém pode ficar indiferente ao espírito de grupo e camaradagem que reina entre eles, valores que cada vez são mais raros pelo menos nos meios urbanos. Numa altura em que as pessoas cada vez mais têm dificuldade em encontrar prazer nas coisas que fazem, este é um bom exemplo que as pequenas comunidades nos dão.

domingo, 2 de julho de 2006

40 Anos depois

Este bloco filatélico da Polónia recorda-nos a nossa presença no Mundial de 1966 em terras de Sua Majestade.
Quarenta anos depois a Inglaterra ficou pelo caminho e nas meias-finais lá voltamos a encontrar a França, que mandou o Brasil para casa, provando que não basta ter bons jogadores mas é fundamental ter uma equipa.

Como a tradição já não é o que era, a França, mesmo com um Zidane rejuvenescido, vai ter paciência, mas a viagem até Berlim somos nós que a vamos fazer.

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Caldas de outros tempos


Este Postal ilustrado, uma edição de Alberto Malva de 1908, mostra-nos como era a Praça da República (antigamente Praça Maria Pia) nessa altura.
A sede da Associação Comercial ficava no topo da praça onde hoje se encontra o edifício do Banco, outrora os Armazéns do Chiado.

domingo, 18 de junho de 2006

Uma Gaivota voava, voava...


A propósito desta fotografia veio-me à lembrança um poema da Ermelinda Duarte muito em voga em 1975. Resquícios do 25 de Abril.

Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia,
crescia, grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Flores

Como o tempo está de chuva, a praia fica para outro dia, e num passeio pelas redondezas dá sempre para tirar algumas fotos giras de flores, das quais eu não sei o nome, mas são bonitas.

segunda-feira, 12 de junho de 2006

O fascínio do Atlântico

O céu está nublado como é hábito na Foz do Arelho, mas a imensidão do mar faz-nos sentir pequenos.

sábado, 10 de junho de 2006

Caldas de outros tempos

No tempo em que nas Caldas se engarrafavam pirolitos.

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Olhares sobre pontes


Uma imagem de fim de tarde na cidade da Régua.

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Caldas de outros tempos

O Hotel da Copa situava-se na Rua Miguel Bombarda, antiga Rua Serpa Pinto, e quando o seu proprietário Manuel Saudade e Silva o inaugurou em 1900, era uma das principais unidades hoteleira da região.

“Estabelecimento de primeira ordem na artéria de maior circulação, a dois minutos da Estação do Caminho-de-ferro e do estabelecimento Thermal, possuindo uma espaçosa e magnífica casa de jantar com mezas para 1 a 6 pessoas.”
Por 400 réis, os seus clientes podiam viajar de Caldas à Foz do Arelho e voltar, e por 800 réis tinham um jantar de 5 pratos.

domingo, 4 de junho de 2006

Visita a Amarante


Um dia destes fui visitar o meu amigo Jorge Mota, que mora na cidade de Amarante, ou como ele gosta de dizer “a Princesa do Tâmega”. Tagarelámos sobre amigos de outras guerras, reduzimos ministros à sua insignificância, enaltecemos as nossas qualidades. Depois de um passeio pelas margens do Douro, cuja paisagem nos reduz à nossa pequenez, fomos acabar as nossas conversas de volta de um Cabrito no forno, que além de fabuloso tinha como ingrediente uma vista lindíssima sobre o Douro com a Cidade da Régua em moldura, conforme se pode constatar pela foto.
Foi quase um fim-de-semana perfeito, não fosse o facto deste companheiro ser do FCP.
Enfim, não há ninguém perfeito, e como castigo um dia destes vou lá voltar.

sábado, 10 de abril de 2004


CALDAS DA RAINHA
A HISTÓRIA QUE SE CONTA...

A história que se conta é esta: A Rainha D. Leonor, mulher de El-Rei D. João II, viajava da vila de Óbidos para a da Batalha quando viu, no meio dos campos, um grupo de gente humilde que se banhava em água enlameada e quente. Mandou parar o séquito e quis saber o que significava aquilo. Eram tratamentos, disseram-lhe. Aquelas águas eram prodigiosas: acalmavam dores, saravam feridas, contavam-se até os casos de paralíticos que voltavam a andar como que por milagre. A Rainha, que então padecia de uma úlcera no peito que não havia maneira de fechar, quis fazer a experiência e viu que tudo o que lhe tinham dito era verdade: viu-se curada em poucos dias. O episódio deve ter algum fundamento de verdade, pois todos o contam da mesma forma. Nas datas é que há oscilação: para uns 1485, para outros 1487. A divergência não altera a história. D. Leonor mandou logo levantar ali um grande padrão de alvenaria, provavelmente para lhe não esquecer o lugar. Diz o inevitável Pinho Leal que ainda viu restos desse primeiro e tosco monumento. Logo no ano seguinte iniciou a construção de um hospital para que todos ali se pudessem tratar com algum conforto. A capela do estabelecimento foi consagrada a Nossa Senhora do Pópulo, curiosa invocação que permite mais de uma interpretação; Pópulo significa povo, e era ao povo que a Rainha destinava o hospital. Também é certo, porém, que Santa Maria do Pópulo era a invocação de uma igreja romana muito da predilecção do cardeal de Alpedrinha, D. Jorge da Costa, que nela mandou construir o seu túmulo. D. Jorge devia a sua formação aos frades Loios, e protegeu-os muito. Ora, a Rainha D. Leonor manteve sempre relações muito cordiais com o cardeal, e entregou a administração do hospital das Caldas precisamente aos Loios.
A povoação nasceu em torno do hospital. A terra ali não é fértil (são areias de um solo só ganho ao mar mas em eras geológicas quase nossas contemporâneas) mas o clima é de uma grande doçura, sem neves nem calmas excessivas, e, sobretudo, havia fartura de tudo: de legumes nas pequenas aldeias e pequenos lugares das antigas granjas de Alcobaça, peixe fresco trazido todos os dias pelos pescadores da Nazaré e Peniche, galinhas, ovos e todos os mimos inventados pelos agricultores de um amplo aro de aldeias. Em todo o caso, durante os séculos XVI e XVII, a vila era Óbidos. Nas Caldas existia apenas um arrabalde feliz.
A mudança vai começar com D. João V. Tinha os ossos enferrujados e, com os anos, estava quase hemiplégico. Os médicos recomendaram-lhe os banhos das Caldas e, segundo os memorialistas locais, o Rei foi lá durante treze anos seguidos. Inicialmente instalava-se em Óbidos e descia depois, de carruagem, até ao local dos banhos. Acabou por concluir que era mais confortável ter casa nas Caldas, e mandou ali construir um pequeno palácio, que ainda hoje está de pé. Toda a corte o acompanhou nessa decisão, e o pequeno lugar ganhou foros de vila importante.
É ainda D. João V quem manda construir a Casa da Câmara e o Chafariz das Cinco Bicas, que assinalava o lugar onde a Rainha D. Leonor vira os pobres banhar-se. O chafariz ainda hoje existe, mas já não marca coisa nenhuma porque o mudaram de sítio.
Adaptado de um texto de José Hermano Saraiva