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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Postais das Caldas – II – Alberto Malva

Os Imagens aqui reproduzidas são uma pequena amostra dos Postais Ilustrados editados por Alberto Malva, no princípio do século XX.
Este fotógrafo, da Rua da Madalena em Lisboa, foi responsável por uma vasta colecção a nível nacional e particularmente sobre as Caldas são conhecidos mais de duas centenas, alguns deles em parcerias com outros editores.
A colecção deste editor e de outros está muito bem documentada no excelente “Catálogo de Bilhetes Postais Ilustrados” da autoria do Dr. Vasco Trancoso.




domingo, 12 de julho de 2009

Postais das Caldas - I

Estes postais, que não foram muito divulgados, fazem parte de uma colecção editada pela Foto Articor, sendo as fotografias da autoria do proprietário o Sr. Amilcar de Figueiredo.

“Puxei” de novo o post sobre os Postais do Amilcar de Figueiredo porque o meu amigo Artur me “puxou as orelhas”.

“Os postais não foram divulgados na devida altura e é pena, porque, à excepção do primeiro, nos remetem para locais emblemáticos da cidade pouco retratados pelas edições mais comerciais. Os dois recantos da Mata Real seleccionados têm um significado muito especial para mim, pelas agradáveis reminiscências de infância que tiveram o condão de convocar a uma distância tão alargada no tempo. Apesar dos esforços desenvolvidos, continuo sem conseguir identificar os espaços documentados na segunda e na quinta fotografia. A legendagem sucinta de cada uma das imagens talvez ajudasse os mais distraídos a avivarem a memória e, quem sabe, a marcar uma visita especial «in loco»…

Então cá está o Post revisto e aumentado.


Praça da República
Moinhos do Alto da Serra do Bouro

Parque das Merendas - Mata

Mata (junto do portão da Igreja do N.S.Populo)

Casa Museu da Fábrica Bordalo Pinheiro

Estrada da Foz

"Aberta" da Foz do Arelho

Mata

Chafariz da Rua Vitorino Frois

domingo, 21 de junho de 2009

Caldas intemporal XXVII – O Pinheiro da Rainha



Este miradouro que se encontra na Mata, foi outrora um ponto de encontro dos visitantes que se deslocavam à nossa cidade.

“N’estas termas não havia então o movimento de familias que se vê hoje; o máximo meia dúzia, formando todas uma só familia… A vida que se passava era a seguinte: de manhã, tratamento no hospital onde havia o tradicional copinho dado pelo velho Sebastião que Deus tem; durante o dia, no passeio da Copa, jogava-se o arquinho, as senhoras cosiam e bordavam: mais tarde houve um jogo de Croquet devido á iniciativa da família Barros Lima e José Sacavém. Também havia o jogo da malha, e ainda me recordo de ver o falecido escritor Luciano Cordeiro joga-la com entusiasmo. Tempos que não voltam!
Depois de jantar, que era por volta das cinco horas, ia-se à mata real, uns subiam ao pinheiro da Rainha, outros espalhavam-se pelas ruas a jogarem jogos de prendas e arquinhos. Quando a noite vinha já próxima, todos desciam até ao Club, onde se dançava animadamente até às dez horas, sendo então servido o conhecido e tradicional chá com fatias e bolachas, alem e copos com agua chalada. Este chá era fornecido pela direcção do club, sendo digno de elogios pelo asseio e abundância.”
Alfredo Pinto (Sacavém)
Do livro “ Em terras de Portugal” Ed. Ferin-1914

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Caldas intemporal XXVI – Igreja Nossa Senhora da Conceição

Esta Igreja situada no actual largo 25 de Abril, teve em 20 de Agosto de 1950 o lançamento da primeira pedra e foi inaugurada em 21 de Outubro de 1951, com a presença do Cardeal Patriarca.
Na primeira imagem, um postal editado pela Havanesa das Caldas em 1952, podemos ver o “Largo do Borlão” ainda despido da urbanização actual.
Na terceira imagem é bem visível as obras que foram levadas a cabo para a dotar de vários serviços de apoio. Mas é nas traseiras da igreja que recentemente teve lugar a maior transformação, com a abertura de uma nova rua (Rua Padre Emílio) que ligou aquele largo à Rua Miguel Bombarda.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Caldas intemporal XXV – Edifício da Convalescença




“Da década de 1940, o edifício da Casa da Convalescença foi reformado, acrescentou-se um piso mansarda, o seu interior remodelado, dotando-o de uma imponente escadaria ao gosto monumental do Estado Novo. Depois desta reforma arquitectónica não houve nenhuma outra intervenção a nível de volumetrias construídas, mesmo a ligação entres os edifícios do Hospital e da antiga Casa da Convalescença é uma discreta, e bem conseguida construção envidraçada da década de 1990 No que respeita a espaços interiores as grandes mudanças são dos espaços de tratamentos ORL que passou para a Casa da Convalescença, libertando outros espaços no Hospital Termal.”http://www.aguas.ics.ul.pt/leiria_htermal.html

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Caldas intemporal XIX – Praça Cinco de Outubro



Já num “post” anterior referi que a Praça 5 de Outubro foi dos locais das Caldas que maiores transformações sofreu.
Da velha Praça do Peixe já nada resta. Esta conta agora com um parque de estacionamento subterrâneo de 2 pisos enquanto à superfície, alguns bares enchem a noite de animação. Durante o dia é um ponto de encontro principalmente para os alunos da ESAD – Escola de Artes.
O que se mantém são os lindíssimos edifícios no topo - pena que o que outrora serviu de Escola primária esteja num estado de abandono que mete dó.
Este friso de azulejos com dragões, encontra-se no topo do edifício, que foi a Escola Primária, e que é revestido em grande parte por azulejos rectangulares de vidrado verde, com origem da Fábrica de Sacavém.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Caldas intemporal XVIII – Rua de Camões



Esta é uma rua das Caldas com um peso histórico enorme.
Segundo o manuscrito de P.M.Jorge de São Paulo esta rua por alturas da construção do Hospital Real em 1534, era designada Rua das Oliveiras.
No Rol dos Confessados de 1656 é designada por “Rua de Baixo” com 11 fogos.
Em 1855 é citada numa deliberação da Câmara, que manda fazer obras no Largo da Copa, para que as águas que correm na Rua Direita possam seguir para a Rua de Baixo.
Em sessão de 1 de Setembro de 1856 foi designada por “Rua do Olival de Baixo”

-“Foi presente Joaquim Fadista, e requereo pª tirar pª a Rua do Olival de baixo uma porção de esterco – athe o conduzir para as suas fazendas – foi-lhe concedido pelo espaço de quatro dias”

Nos anos seguintes encontram-se várias referências a esta rua.
Em sessão de 7 de Junho de 1880 o Presidente da Câmara Dr. Carril Barbosa pedia aos vereadores para comparecem na Rua do Olival de Baixo, que foi alvo de obras, para a cerimónia da nova denominação que ficaria “Rua de Camões”. As tabuletas em ferro com o nome da rua foram oferecidas por Miguel Queriol como consta da acta de 5 de Julho seguinte.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Caldas intemporal XV – Alameda do parque



Esta perspectiva da Alameda do Parque realça ao fundo um Edifício com uma larga história.
No primeiro quartel do século XX, albergou o Clube de Recreio, que era um local obrigatório para as classes sociais mais abastadas que vinham ao “Hospital dos Banhos” em busca da cura para as suas maleitas.
A designação de “Casino” julgo que vem mais tarde, e nos anos setenta ganha a designação de Casa da Cultura, onde o CCC desenvolve as suas actividades teatrais.
Nos anos noventa é feita uma tentativa de recuperação, que embora com custos elevados, não foi coroada com sucesso e deixou o edifício no estado deplorável em que se encontra actualmente.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Caldas intemporal XIV – Hospital Termal



O Hospital Termal das Caldas da Rainha, à sombra do qual nasceu a povoação, foi fundado em 1485 pela Rainha D. Leonor, representa o mais antigo Hospital Termal do Mundo. No século XVIII, quando por toda a Europa se assistia a um renascimento do interesse pelo aquismo, o Rei D. João V, ele próprio frequentador assíduo do Hospital caldense, ordenou a sua reedificação. As obras tiveram Manuel da Maia como arquitecto responsável.
No século seguinte, o aumento e diversificação social da afluência dos Banhos das Caldas, foram acompanhados de significativas inovações. O Hospital foi integrado no património do Estado.


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Caldas intemporal XIII – Igreja Nossa Senhora do Pópulo




Consagrada a Nossa Senhora do Pópulo pela Rainha D. Leonor, este templo foi inicialmente concebido como capela privativa do Hospital, mas o rápido crescimento da povoação fez dela a Igreja Matriz das Caldas até quase aos nossos dias. Datada de 1500, foi planeada, tal como o Hospital Termal, pelo Mestre Mateus Fernandes (um dos arquitectos da Batalha) e possui uma arquitectura típica da primeira fase manuelina.
A última fotografia (a cores) foi obtida a partir da entrada da antiga Escola Comercial e Industrial e deixa ver a recuperação que foi feita no palácio da Rainha.

domingo, 12 de outubro de 2008

Caldas intemporal XI – Rua Diário de Noticias




"Em 1938 a cidade, muito grata ao jornal de Lisboa pela manifesta simpatia com que a tratava, resolveu homenageá-lo colocando uma placa com o seu nome na antiga “Calçada Nova da Rainha” que já fora em tempos Rua do Chafariz das Cinco Bicas”.
Houve festa na terra pela simples atribuição do nome ao Diário de Notícias. Meteu banda, muito povo, o Director do Jornal, o majestoso Eduardo Schwalback. Houve discursos muito aplaudidos. A banda tocou, o povo aplaudiu e foi descerrada a placa, uma das mais bonitas feita na Fábrica Bordalo Pinheiro.

“Crónicas do Meu Pequeno Mundo de Hermínio de Oliveira”

domingo, 28 de setembro de 2008

Caldas intemporal X - Avenida 1º Maio



A Avenida 1º de Maio é o exemplo do que não se deve fazer numa cidade.
A construção de edifícios de grande volumetria criou uma carga humana naquela zona que torna esta artéria pouco atraente e num amontoado de carros.
Anuncia-se a construção de um parque de estacionamento subterrâneo para a zona, mas o que era mesmo bom era o regresso à paisagem do 1ºpostal do início do século XX.

sábado, 13 de setembro de 2008

Caldas intemporal IX - Palácio Real



Nas Caldas não há muitos exemplos de recuperações interessantes, esta que foi levada a cabo no Palácio Real é uma das excepções.
Mandado edificar por D. João V, situado junto à Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, numa das entradas da Mata da Rainha D. Leonor, é um pequeno palacete citadino do séc. XVIII, com uma fachada simples e harmoniosa. Neste edifício, na década de sessenta, funcionava no primeiro andar aulas da Formação Feminina e no rés-do-chão o “Ginásio” das meninas.
Actualmente alberga o Museu do Centro Hospitalar e no átrio fazem-se algumas exposições que vale a pena ver.

sábado, 30 de agosto de 2008

Caldas intemporal VIII



A linha do oeste, ao longo dos anos, tem sido vítima da miopia de alguns “mentecaptos” que, ao invés, da tendência europeia que considera o transporte ferroviário um transporte com futuro, conseguiram entregar de mão beijada o transporte de pessoas para Lisboa, à rede de autocarros expresso.
Foi agora anunciado a sua reestruturação incluído no “pacote de compensações da Ota”.

O que a imcompetência desta gente não consegue fazer (por enquanto) é destruir a beleza estação dos caminhos ferro.