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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Nas Caldas de outros tempos - o Sinaleiro

O Sinaleiro



Ágil, imponente, aprumado,
A autoridade pendendo do apito...
Deixava o condutor aflito,
Com medo de ser multado!
De branco: luvas, capacete,
Cinturão e talabarte...
Até mesmo o “casse-tête”
E a bolsa do bacamarte!
O transito bem dirigido,
Condutor arrependido,
Com a lei atropelada!
Nos idos anos cinquenta,
Assim era o sinaleiro...
Para uma visão mais atenta,
Apitava de poleiro!..


Carlos Proença, é um apaixonado pelas Caldas e é da sua autoria este livro de poemas sobre velhas profissões do quotidiano Caldense.
Numa leitura mais ou menos apressada, este poema que transcrevo, transportou-me até aos princípios dos anos sessenta onde o aprumado sinaleiro desempenhava as suas funções ali na esquina onde hoje está a Venézia.

No alto do seu palanque o “cabeça de giz” era o garante do bom funcionamento do trânsito, e é bom recordar que na altura a Rua das Montras era a rua mais movimentada da cidade, todo o movimento de carros se fazia por aquela artéria.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A minha Estante – Álbum das Glórias


Zé Povinho é uma das Glórias deste livro fabuloso de Rafael Bordalo Pinheiro.
Diz ele a propósito do Zé Povinho “ Um dia virá em que ele mude de figura e mude também de nome, para, em vez de se chamar Zé Povinho, se chamar simplesmente POVO. Mas muitos impostos novos, novos empréstimos, novos tratados e novos discursos correrão na ampulheta constitucional do tempo antes que chegue esse dia tempestuoso.”
Titulo:
Álbum das Glórias
Autor:
Rafael Bordalo Pinheiro
Ano:
2003 (Conforme edição de 1880)


domingo, 29 de janeiro de 2017

A minha Estante – Os Teatros de Lisboa

Este livro de autoria de Júlio Cesar Machado tem ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro. Editado em 2002, conforme edição de 1874-1875.

Júlio Cesar Machado foi contemporâneo de Ramalho Ortigão e Bordalo Pinheiro, e passava os seus tempos livres na localidade de A-dos-Ruivos.

No Museu do Bambarral existe uma sala com o seu nome  

Titulo:
Os Teatros de Lisboa
Autor:
Júlio Cesar Machado
Ano:
2002 (Conforme edição de 1875)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A minha Estante – No Lazareto de Rafael Bordalo Pinheiro


Este é um livro de ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro sobre o Lazareto que era um edifício próprio para as quarentenas, isolado a destinado a receber e a desinfectar as pessoas e os objectos provenientes de lugares onde reine uma doença epidémica ou contagiosa.

Titulo:
No Lazareto
Autor:
Rafael Bordalo Pinheiro
Ano:
2003 – Reprodução da Edição original de 1881


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A minha Estante – Noticias interessantes da real Vila das Caldas

O manuscrito “Noticias interessantes da real Vila das Caldas” constitui um documento histórico de inegável importância para o estudo e conhecimento das Caldas da Rainha no final do seculo XVII.  
Um retracto que inclui não apenas uma componente descritiva dos espaços urbanos da vila, mas também preciosas achegas sobre a organização politica e institucional e sobre variados aspectos da vida quotidiana.

Titulo:
Noticias interessantes da real Vila das Caldas
Autor:
PH – Património Histórico
Ano:
2002

domingo, 22 de janeiro de 2017

A minha Estante – Lagoa de Óbidos

Primeiro Poema do Pescador

…Este é apenas um pequeno lugar do mundo
Um pequeno Lugar onde à noite cintilam luzes
São os barcos que deitam as redes junto à costa
Ou talvez pescadores de robalos com as suas lanternas
Suas pontas de cigarro e as suas amostras florescentes
Talvez o Farol de Peniche com o seu código de sinais
Ou a estrela cadente que deixa um rastro
E nada mais…

Manuel Alegre – Senhora das Tempestades

Titulo:
Lagoa de Óbidos
Autor:
José Parreira
Ano:
1999

sábado, 21 de janeiro de 2017

A minha Estante – Castelo de Óbidos

Deste livro gosto da frase “Óbidos …não é para turistas, é para namorados”

Titulo:
Castelo de Óbidos
Autor:
Comissão das 7 maravilhas
Ano:
2007

A minha Estante – Caldastoon 2015

“O Cartoon é uma forma de expressão artística que tem fortes raízes nas Caldas da Rainha, logo por “culpa” do maior de todos, Rafael Bordalo Pinheiro. Na nossa cidade habituámo-nos a ver a realidade de uma forma sarcástica mas, há uns anos que isto estava adormecido. Até que numa lufada de ar fresco nos surge Bruno Prates.”
Este livro é uma recolha dos cartoons publicados em 2015 pela Gazeta das Caldas.


Titulo:
Caldastoon 2015
Autor:
Bruno Prates
Ano:
2016

domingo, 7 de dezembro de 2014

O Sonho de uma Vida

Ontem fui ao CCC ao lançamento do livro da Isabel Castanheira, para o comum das pessoas é isto mesmo, a apresentação de um livro, mas quem conhece o percurso da Isabel sabe que é muito mais do que isso, é o concretizar o sonho de uma vida.
Ao longo destes últimos 30 anos, tenho partilhado com a Isabel algumas vivências, e por isso mesmo ontem a grande e justíssima ovação que recebeu, encheu-me a alma de satisfação por poder partilhar esta alegria com a minha amiga “Isabel da 107”.

… E o livro…bem o que é que se pode dizer sobre um livro do Bordalo feito pela pessoa que tem esta relação de intimidade com o Mestre…é perfeito e único.

domingo, 9 de novembro de 2014

Leituras


Um dia destes, ao ver os álbuns de banda desenhada numa livraria, veio-me à lembrança as nossas leituras de há cinquenta anos.
Estes são alguns exemplos mas o Mundo de Aventuras e o Falcão com as aventuras do Major Alvega são inesquecíveis.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Cada vez mais actual


domingo, 27 de outubro de 2013

A Laranjinha

A propósito desta fotografia publicada no grupo “Alegria na Rua”, lembrei-me de uma introdução ao jogo da laranjinha, feita por Herminio de Oliveira, no seu livro “Crónicas do Meu pequeno Mundo”.

Jogava-se muito, nas Caldas, há uns bons 50 anos. Havia vários locais na terra que tinham laranjinhas. O Emílio, na Rua Capitão Filipe de Sousa; o Serralha, na Rua do Cais; o Chico Zeca, na Rua 31 de Janeiro; a Floresta, taberna muito afamada, na Rua Cândido do Reis, propriedade da família Mendes; no Bairro Além da Ponte (como dantes se chamava), do António da Padeira, do lado esquerdo, quando se desce, e na Mata, perto do portão da Rua dos Loureiros, um dos mais animados locais onde se praticava esse jogo.
…Afinal era nisso que consistia o prémio: beber, beber em companhia, socializar o prazer, dar uma fuga aos compromissos de uma vida sacrificada de trabalho. Rir, gargalhar, gritar muito, eram assim os prazeres dessa época.

domingo, 2 de junho de 2013

Livros, Isabel Castanheira e Mia Couto

Todos os anos por esta altura cumpro religiosamente um ritual. Vou passear à Feira do Livro.
Este ano não fugiu à regra e neste domingo, sob um calor que tardava em aparecer, lá fui ver as novidades literárias e não só.
Bem sei que com as modernices, já se pode ler um livro no Tablet, ou comprar na internet, mas convenhamos, que não é a mesma coisa, ir á feira é um hábito que não abdico.     
Confesso que este ano não fui grande comprador, porque a crise não é só para os outros, mas ainda assim dei a minha contribuição para manter viva esta manifestação de cultura.

E a propósito de Livros e Autores não resisto em partilhar aqui uma carta da Isabel Castanheira (Loja 107 ) dirigida a Mia Couto, galardoado esta semana com o Prémio Camões.
Vale a pena ler a carta, por mim li e conclui que esta Cidade não mereceu a Livraria que já teve.   

Caro Mia Couto:

Votos de bem-estar e espero que esta mensagem o vá encontrar de boa saúde no seu longínquo e belo país de mar infindo.
O hábito de escrever cartas passou de moda, mas para mim que não sou propriamente uma jovem, a carta ainda é um meio de comunicar com as pessoas de que gostamos e que se encontram lá longe.
Esta semana foi-lhe conferido o Prémio Camões. O mais privilegiado prémio literário em língua portuguesa a ser concedido aos escritores que se expressam nesta nossa tão bela e mal tratada língua. Foi muito bem entregue.
Fiquei muito feliz. Uma alegria forte, bem sentida cá no fundo do meu coração. Porque gosto de si e gosto dos seus livros, que me conduzem a um mundo com os cheiros, névoas e sombras em tudo semelhantes às terras da minha juventude.
Tive a alegria e a honra de o receber por quatro vezes na minha livraria, bem distante da sua terra natal; nas Caldas da Rainha, a Loja 107.
Entretanto as coisas mudaram e muito. Tive que fechar a Livraria, porque se alterou drasticamente todo o negócio do livro. Hoje, este, não é um livro é um produto. Grandes grupos económicos, simultaneamente editores e livreiros, dominam o mercado, juntamente com os supermercados e a Fnac. Os livros publicados são muitos, tantos que até é difícil identificá-los. Quanto aos seus conteúdos abstenho-me de me pronunciar, porque não sendo crítica literária, corro o risco de ser injusta para um qualquer livro menos cinzento… Tornou-se inviável manter uma livraria nas actuais condições de mercado, num país em que a leitura está longe de ser uma prioridade. E a 107, fechou…
A vida neste país está muito difícil ; neste país que também é um bocadinho seu.
Recordo com muita saudade as suas visitas. Lembra-se das frutas exóticas que lhe foram oferecidas ao som de uma música dançada ao ritmo africano?
Ainda tem o gato bordaliano que quis que passasse a fazer parte da sua vida? Ele tem-se portado bem?
Lembra-se de ter tido a ousadia de lhe ter dito que era um homem bonito, o que o fez corar um pouco?
Sabe que vive em minha casa um gato da Danuta Wojciechowska, talvez fugido do seu livro “O Gato e o Escuro”. Acredite ou não, enquanto lambemos as nossas feridas, mantemos  grandes conversas sobre o que vamos lendo e muitas vezes não estamos de acordo.
Na última vez que cá esteve, em 2008, dedicou-me um autógrafo muito especial “À Isabel com a promessa de eterno retorno”.
Lanço-lhe um desafio, que é simultaneamente um desejo: quando tornar a Portugal a apresentar um seu novo livro, venha até às Caldas da Rainha. Faça desta cidade uma terra de eterno retorno, porque cá vive uma livreira, que tem pelos seus escritores um carinho muito especial e muitas saudades...

Isabel Castanheira
Ex Loja 107, Livraria Lda


domingo, 2 de setembro de 2012

A Biblioteca itinerante da Gulbenkian

Esta semana o meu Neto contava-me que na sua “escolinha” os meninos foram apanhar o Autocarro e foram à Biblioteca.

Veio-me de imediato à memória o extraordinário serviço prestado pela fundação Calouste Gulbenkian, que durante vários anos percorreram o País de lés-a-lés, levando alguma leitura a sítios onde por vezes, nem os jornais chegavam.
Nas Caldas, lembro-me bem da famosa Citroen, estacionar no tabuleiro da Praça e lá íamos nós com o cartãozinho que nos identificava, para levantar os livros que seriam devolvidos no mês seguinte.
Tempos depois este fabuloso serviço foi substituído pelas bibliotecas locais a cargo das autarquias.
Mas sem as famosas Citroens de verde velho, perdeu-se a magia.  

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Aventura do 1º Porto- Lisboa em Bicicleta

A dedicação do Mário Lino ao ciclismo é bem conhecida e dispensa mais considerações.
Pois bem, este meu Amigo, no ano em que se comemora o centenário do 1º Porto- Lisboa em bicicleta, apresenta um livro recheado de documentos e fotografias sobre a prova onde dá conta das ocorrências durante a mesma, que relatam bem a extraordinária proeza dos 15 corredores que iniciaram a prova na Praça da Batalha no Porto, quando passava cerca de uma hora da meia-noite da madrugada de 5 de Novembro de 1911.

“ Mais do que assinalar a passagem de um século sobre a edição da clássica “Porto-Lisboa”, este trabalho de investigação elaborado numa cidade com vastas memórias velocipédicas importantíssimas para o ciclismo nacional, pretende homenagear os “heróis” desta grande aventura, realizada durante o período histórico e conturbado da implantação da Republica.  

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Guerra ao Imposto (d"As Farpas")

"Há em Portugal quatro partidos: o partido histórico, o regenerador, o reformista e o constituinte. Há ainda outros, mas anónimos, e conhecidos apenas de algumas famílias. Os quatro partidos oficiais, com jornal e porta para a rua, vivem num perpétuo antagonismo: são irreconciliáveis. Do fundo dos seus artigos de jornal, latem perpetuamente uns contra os outros. Tem-se tentado uma pacificação, uma união impossível! Eles só têm de comum a lama do Chiado que todos pisam e a Arcada que a todos cobre. Quais são as irritadas divergências de princípios, que separam estas opiniões? -Vejamos: O partido regenerador é constitucional, monárquico, intimamente monárquico, e lembra nos seus jornais que é necessária a economia.
O partido histórico é constitucional, bastante monárquico e prova irrefutávelmente que é assaz aproveitável a ideia da economia.
O partido constituinte é constitucional e monárquico e da subida atenção a economia.
O partido reformista é monárquico, e constitucional e é doidinho pela economia.
Todos quatro são católicos.
Todos quatro são centralizadores.
Todos quatro têm o mesmo afecto à ordem.
Todos quatro querem o progresso, e citam a Bélgica. Todos quatro estimam a liberdade.
Quais são então as desinteligências? - Profundas! Assim, por exemplo, a ideia de liberdade entendem-na de diversos modos.
O partido histórico diz gravemente que é necessário respeitar as Liberdades Públicas. O partido regenerador nega, nega com uma divergência resoluta, e prova com abundância de argumentos que o que se deve respeitar são - as Públicas Liberdades!
A conflagração é manifesta!
Na sua acção governamental as dissensões são perpétuas. Assim o partido histórico propõe um imposto: porque, não há remédio, é necessário (...).
- Caminhamos para uma ruína! exclama o presidente do conselho - O deficit cresce! O país está pobre! A única maneira de nos salvarmos é o imposto (...).
Mas então o partido regenerador, por exemplo, que está na oposição, brame de desespero (...):
- Como assim! exclamam todos, mais impostos!?
E então contra o imposto escrevem-se artigos, elaboram-se discursos, conspira-se; (...). Prepara-se o cheque ao ministério histórico, vem a votação... zás! cai o ministério histórico.
E ao outro dia, o partido regenerador no poder, triunfante, ocupa as cadeiras de S. Bento. Esta mudança alterou tudo: os fundos desceram, as transacções suspenderam-se; os comboios cruzam-se cheios de autoridades demitidas, o crédito diminuiu, a opinião descreu mais, a fé pública dissolveu-se mais - mas finalmente caiu aquele ministério desorganizador que concebera o imposto, e está tudo confiado, esperando.
Abre-se a sessão parlamentar: o novo ministério regenerador vai falar. (...)
Os senhores taquígrafos aparam as suas penas mais velozes. O telégrafo está vibrante de impaciência para comunicar aos governadores civis e aos coronéis a regeneração da pátria. Os senhores correios de secretaria têm os seus corcéis selados!
Porque enfim o ministério regenerador vai dizer o seu programa, e todo o mundo se assoa, com alegria e esperança!
- Tem a palavra o novo presidente do conselho.
- O novo presidente: Um ministério nefasto (apoiado, apoiado! exclama a maioria histórica da véspera) caiu perante a reprovação do país inteiro. Porque senhor presidente, o país está desorganizado, é necessário restaurar o crédito. E a única maneira de nos salvarmos...
Murmúrios. Vozes: Ouçam! Ouçam!
«... É por isso que eu peço que entre já em discussão... (atenção ávida: sente-se palpitar debaixo dos fraques o coração da maioria...) que entre em discussão - o imposto (...)» (apoiado! apoiado!)
E nessa noite reúne-se o centro histórico, ontem no ministério, hoje na oposição. Todos estão lúgubres.
- Meus senhores, diz o presidente, e a sua voz e cava. - O país está perdido! - E dando uma punhada: - O ministério regenerador ainda ontem subiu ao poder e doze horas depois já entra pelo caminho da anarquia e da opressão, propondo um imposto! Empreguemos todas as nossas forças em poupar o país a esta última desgraça! - Guerra ao imposto!»
Não, Não! Com estas divergências tão profundas é impossível a conciliação dos partidos."

in As Farpas, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, 1871

É impressionante como este e outros textos de “As Farpas” são tão actuais, quase 140 anos depois. Os escritos de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão são uma magnífica caricatura da sociedade Portuguesa da época.

domingo, 10 de julho de 2011

O Hotel Lisbonense

Aqui á uns tempos, um amigo de nome Vicente Martins solicitou-me o envio de alguma documentação sobre o hotel Lisbonense e o pouco que tenho coloquei à sua disposição.
Pois bem.. O Sr. Vicente Martins, que não tenho o prazer de conhecer, publicou agora um Livro sobre o Hotel Lisbonense, e são desse livro estas imagens.
Como se trata de uma edição de autor, julgo que o livro não se encontra no circuito comercial, porém para os interessados podem contactar directamente para o seguinte mail:


segunda-feira, 27 de junho de 2011

o Grupo do Leão

O Grupo do Leão de que falo hoje é o título do livro de B.D. da autoria de Rui Zink e António Jorge Gonçalves.

Os autores partem do quadro do Grupo do Leão que se encontra na Cervejaria Leão de Ouro na Rua 1º Dezembro, para desvendar o mistério do desaparecimento de várias figuras do quadro.
Bem escrito e com alguma graça nas descrições o livro é um exercício cultural interessante sobre um quadro

….Que é o único retrato colectivo desta geração de artistas
Porque aqui que ninguém nos ouve
Não é o retrato de um Grupo
Ou uma tertúlia de Pintores
O quadro é Portugal
Sempre foi
Sempre será.
….
Partilho esta minha leitura com a Amiga Isabel Castanheira que teve a gentileza de me oferecer este exemplar

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Fado Ilustrado

Eu pertenço a um grupo de pessoas que acha que a Banda Desenhada não é uma arte menor. Durante a minha infância comprava semanalmente uma revista de BD “Tintin” que tinha tudo o que era autores da Escola Franco-Belga.

Na época havia poucos autores Portugueses, ou pelo menos era essa a minha percepção. Agora já vão aparecendo nas bancas algumas obras de autores cá do Burgo.

Este álbum que aqui trago, “O Fado Ilustrado”, é da autoria de Jorge Miguel e despertou-me a atenção pelo facto de alguma forma de se relacionar com as Caldas da Rainha, pois a figura central é o Pintor José Malhoa, onde entre outras coisas dá-nos conta das dificuldades do Pintor em passar para a tela “Os bêbados” e o “Fado”.
Sobre o Livro achei muito bom graficamente, em termos históricos tem muito trabalho de pesquisa, mas quanto ao “Guião da estória”  não é grande coisa, há várias histórias que não se ligam muito bem. Ainda assim vale a pena ler.
  
O Autor pretendeu….”ligar várias personagens que tivessem todas vivido naquele tempo e que por alguma razão estivessem ligadas. O fio condutor tinha-o mesmo colado num poster na parede do meu atelier: "O FADO" do pintor Malhoa. Quando soube que os modelos para aquela obra tinham sido personagem reais, fez-se luz na minha mente: Ligar toda esta gente toda:
O meu escritor preferido, o Eça, o Ramalho, os outros Vencidos da vida, grupo a que pertencia também o rei D. Carlos, o Grupo do leão a que pertencia Malhoa, as figuras pitorescas do bairro da Mouraria (as personagens que utilizo existiram realmente), fadistas da época, tudo num ambiente de ameaça terrorista por parte da Carbonária portuguesa.
Note-se para a "pequena" História que a massa Carbonara ganhou o nome a partir de aí."

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A paixão pela cidade

O Amigo Mário Lino é uma figura sobejamente conhecida nas Caldas e dispensa qualquer tipo de apresentação.
A sua dedicação à Cidade tem sido bem patente em vários livros que tem publicado e que fez o favor de me oferecer.
No livro “Origens da Volta” Alves Barbosa escreve no prefácio;
“E pelo meio da narrativa, Mário Lino prende a atenção do leitor com aqueles pequenos nadas de sabor discreto que fornecem à obra uma dimensão peculiar”.

O livro “Das Caldas da Rainha a S.Tomé e Príncipe", é um intercalar de memória, de sentimentos, de impressões pessoais, quase íntimas, no discurso histórico, para além de contrariar a tendência académica, é uma particularidade de Mário Lino que ninguém lhe pode levar a mal, tal o grau de entusiasmo e de genuinidade com que o faz.