sábado, 25 de abril de 2009

Confraria do Príapo

Um grupo de cidadãos desta cidade resolveu meter mãos à obra e pôr de pé a ideia de criar a Confraria do Príapo.

Para os menos atentos, Priapo era o Deus Grego da Fertilidade. Filho de Dionísio e Afrodite, a sua imagem é apresentada como um homem idoso, mostrando grandes órgãos genitais.

Pegando nessa ideia chegou a altura de dar alguma dignidade ao “Pirilau das Caldas”, transformando a peça de loiça numa mais valia para a Cidade.
E é isto que a Confraria do Príapo se propõe, “…defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo.”
Eu por mim acredito no projecto, daí ser um subscritor desde a primeira hora.

Nota: A imagem é de uma garrafa em forma de Falo, comercializada por uma marca de ginga.

domingo, 19 de abril de 2009

Cravos de Abril

Já são muitos os anos que nos separam da “Revolução dos Cravos”, mas eu tal como o Sr. Antão, que “incompreensivelmente”, aos meus olhos de então, comemorava a República, também eu continuo a “pôr o meu cravo na lapela”.
...E por favor não culpem o 25 de Abril por esta crise profunda que vivemos. Tal como também não pode ser responsabilizado pela imbecilidade da classe política que nos tem governado, nem tão pouco pelo facto de nos termos demitido de participar na “coisa pública” defendendo os nossos ideais.

Por tudo isto deixo aqui o meu cravo com este magnifico poema de José Fanha.

CRAVOS

Para os meninos que queiram recordar o que não viveram

Tinha um cravo na lapela
tinha outro cravo na mão
pus um cravo na janela
e mais um no coração.

Dei cravos a tanta gente
tanta gente os deu a mim
nesse dia de repente
tudo em volta era um jardim.

Dei um cravo ao soldadinho
outro cravo ao capitão
liberdade pão e vinho
e que viva a revolução.

Cravo em verso cravo em prosa
cravo nosso meu e teu
em Maio que é mês da rosa
choveram cravos do céu.

Muito tempo já passou
no que passou desde então
mas o cravo esse ficou
dentro do meu coração.

Passa o tempo e não demora
no que passou desde então
mas o cravo inda cá mora
dentro do meu coração.

José Fanha (Abril 2006)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Caldas intemporal XXIV – Pavilhões do Parque e salão Ibéria


Agora que surgem notícias de projectos que contemplam a recuperação dos Pavilhões, vem a propósito a publicação destas fotos daquela zona do Parque, onde além dos pavilhões é visível também o Salão Ibéria, uma sala de cinema que segundo o jornal Circulo das Caldas de 8 de Agosto de 1917, “as sessões de cinema já vinham funcionando há algum tempo. Nos anos cinquenta a sua arquitectura inicial foi reformulada, permitindo a exibição de filmes em “cinemascope”.
Após longos anos de actividade o edifício ruiu na noite de 9 de Outubro de 1978.

sábado, 11 de abril de 2009

C.C.C. ou o teatro nas Caldas

Falar de Teatro nas Caldas é falar do CCC - Conjunto Cénico Caldense, mas também não é justo esquecer todos os movimentos, e foram muitos, que surgiram até aos anos sessenta, com destaque para “os Pimpões” que chegaram a ter representações notáveis com grande envolvimento dos Caldenses.
Se a memória não me falha julgo que foi em Setembro de 1968 que eu vi " O Vagabundo das mãos de Ouro" do Romeu Correia, e foi a primeira vez que eu vi teatro com“olhos de ver.
Lembrei-me de tudo isto porque esta semana desapareceu do nosso convívio um homem que teve sempre uma ligação grande a este grupo de teatro, bem como a outros núcleos da “Resistência”: o Renato Mendonça.

As imagens publicadas são do arquivo do Jorge Sobral e têm a particularidade de ter na 1º página um linóleo do Armando Correia.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Caldas intemporal XXIII – Largo Frederico Pinto Basto

Provavelmente se perguntarmos aos Caldenses onde fica o Largo Frederico Pinto Basto, uma grande maioria não saberá a resposta.
O largo fica no Bairro da Ponte, junto à Farmácia Perdigão, antes Correia Mendes.
Este Largo faz parte da minha infância, pois o Bairro da Ponte foi a minha “casa” durante largos anos e obviamente acompanhei a evolução urbana deste espaço aqui bem documentada nestas fotos, uma dos anos sessenta e outra recente.
Deste largo tenho a recordação do “café do Diamantino”, da sede dos Pimpões, dos bailes dos Santos Populares e das noites de conversa passadas no muro do Chafariz.
Nos anos sessenta e setenta, o Bairro da Ponte era um bairro eminentemente operário, aliás, para a cidade, este foi sempre o bairro do “outro lado da linha”.
Claro que com a deslocalização das pessoas, este sentimento já não faz sentido; além disso, o Largo está lindo e tem o “Café Creme” onde servem uma bica quase tão boa como a simpatia do Abílio e do Vitor que são responsáveis por atravessar a cidade diariamente para a bica da noite.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Foz do Arelho no seu melhor




Palavras para quê? A Foz do Arelho tem um encanto que não se explica, sente-se.