quinta-feira, 27 de março de 2008

Um cartaz de 1940

Este cartaz, de grande formato, sobre as comemorações centenárias na província da Estremadura, que tiveram lugar em Caldas da Rainha nos meses de Agosto e Setembro de 1940, é uma das peças da minha colecção, que eu ainda não consegui entender muito bem que tipo de comemorações publicitava e que tipo de festejos é que envolveu.
Este evento decorre numa altura em que chegam às Caldas refugiados da Guerra.

Com o titulo "Ecos da Guerra - Os emigrados em Caldas da Rainha", A Gazeta das Caldas noticiava que, "Inesperadamente automóveis estrangeiros começaram aparar nas ruas da cidade, enquanto muitos outros, atulhados de bagagens, se dirigiam para o sul. (...) Os hotéis ficaram cheios de estrangeiros: austríacos, ingleses, franceses, americanos, Belgas e Holandeses.(...) Gente estranha, de todos os credos políticos e de todas as religiões recolheram-se ao bom abrigo dum Portugal tranquilo graças ao Estado Novo, a Carmona e Salazar"Segundo uma descrição cronológica do Historiador João Serra, ficamos ainda a saber que em 1940 era inaugurado o novo edifício dos Correios e a cidade tinha 9632 habitantes. António Montez era nomeado director do Museu Malhoa e Júlio Lopes presidia aos destinos da Cidade.
Quanto à exposição, nas minhas pesquisas sobre o assunto, não fui muito bem sucedido.

domingo, 23 de março de 2008

A Pérgula do parque

Cinquenta anos separam estas fotografias, mas a Pérgula do parque contínua com o mesmo encanto de outros anos.
O primeiro postal é o Nº6 da Colecção Passaport Loty, o segundo é da Colecção Dúlia e foi editado com o número 179 e o terceiro é uma fotografia minha.

"O arquitecto Berquó de acordo com o que se passava no resto da Europa, concebeu-o num estilo romântico oitocentista, marcadamente cosmopolita que exalta o sentimentalismo e transmite as sensações de unidade e harmonia de quem contempla a natureza. O traçado destes espaços é fluido, desaparecendo a composição axial do Barroco que caracterizava o anterior Passeio da Copa. A topiária entra assim em desuso apreciando-se antes as formas naturais das árvores e arbustos que agora se apresentam não ordenadas mas em maciços vegetais. Mais tarde, já nos anos 40, o arquitecto Paulino Montez vem percorrer o caminho inverso retalhando o espaço, implantando-lhe canteiros de formato metodicamente geométrico e realizando como construção uma pérgula em ferro, situada ao longo de um dos eixos propostos. O Arquitecto Paisagista Francisco Caldeira Cabral vem, nos finais dos anos 40 apresentar uma proposta para o parque onde são projectados amplos espaços vegetalizados numa concepção modernista da paisagem, utilizando espécies vegetais endémicas da região (como por exemplo as urzes) apontando-as como as mais indicadas já que além da sua vertente estética são as mais bem adaptadas às condições do local."
( Teresa Câmara, in http://www.monumentos.pt/Monumentos)

Esta é a apreciação técnica da “coisa”, para mim a pérgula será sempre o local Romântico que esconde nas suas folhagens “juras de amor” que o tempo vai fazendo esquecer.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Uma imagem sem legendas

domingo, 16 de março de 2008

Do Ford Capri ao Fiat 600

Eu confesso que para mim os carros são “coisas” com rodas que servem para a gente se deslocar de um lado para o outro e ponto final. Quando a conversa é sobre “máquinas” dou comigo a pensar que estes fulanos são maluquinhos.
Mas há carros e carros. Este fim-de-semana encontrei-me com uns camaradas de “Outras Guerras”, e o meu Amigo Joaquim Rodrigues (Barriguinhas para os amigos), que tem a tal “pedrada” por carros antigos, desta vez apresentou-se na reunião com este magnifico exemplar dos anos setenta que se portou lindamente na viagem de Castelo Branco a Pardilhó (Murtosa) e regresso. Em matéria de carros antigos este meu amigo é reincidente, se não vejam este magnifico Fiat 600, outra preciosidade, que ele trouxe noutro encontro.

quarta-feira, 12 de março de 2008

As Noites de Domingo

A “malta” do blog dos Antigos alunos do Ramalho Ortigão, está a “ Tentar reconstituir os locais de encontro das juventudes caldenses entre as décadas de 40 e 70. Narra-nos um pequeno depoimento com lembranças de algum desses lugares onde "foste feliz".
E o que distinguia os locais, o que vos fazia preferir uns aos outros? A localização, os jogos, a qualidade da imperial ou das bifanas, as pessoas que lá iam, as horas a que fechavam, as conversa, o dono ou os empregados, tudo o que se lembrarem.”
Respostas para:
inqueritoscaldas@gmail.com


Ao pensar no tema proposto dou comigo a relembrar algumas coisas, nomeadamente das noites de Domingo, que começavam com um passeio pela Rua das Montras e acabavam no Café Lusitano. Com o pretexto de beber um café e ver televisão, estes momentos eram aproveitados para namorar, sempre sobre o olhar atento dos Pais da “menina”, porque no início da década de setenta uma saída nocturna a sós com a “pequena” era assunto fora de questão.

sábado, 8 de março de 2008

Marketing ao Jantar

“ Ainda se assiste a demasiados casos em que as empresas, através dos seus representantes, parecem esquecer que dependem dos clientes, mais do que os clientes dependem deles. Esta atitude é errada e fatal! Quem nela incorrer, certamente terá os dias contados, pois o mercado, quando funciona, é impiedoso para com aqueles que lhe viram as costas. Uma empresa não existe sem clientes e estes são cada vez mais raros. Por outro lado, é mais difícil e custoso conquistar um novo cliente do que manter os actuais, razão pela qual os clientes são hoje considerados preciosos activos que em geral, devem ser preservados a todo o custo."

Este e outros conceitos foram servidos pelo Prof. José Rafael Nascimento, durante uma jantarada de amigos ontem à noite no Pachá, onde o Paulo e a sua equipa condimentam as refeições com uma eficiência e simpatia que se reconhece.
Mas voltando ao especialista em Marketing, o “Homem” sabe do que fala, e fiquei impressionado com o conhecimento que tem sobre a zona Oeste, mais precisamente sobre as Caldas.
O professor não tem a “varinha de condão” para resolver os problemas mas tem ideias muito precisas de algumas acções, que com baixo custo, se poderiam levar a cabo, quer a nível do comércio quer a nível da própria cidade.
Julgo que seria de grande importância voltar a falar do assunto, mas desta vez juntar ao grupo representantes do Município e outras forças vivas da cidade, até porque o Professor mostrou grande disponibilidade para tal, e no mínimo seria um crime não aproveitar as lições do “Mestre”.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Uma obra impressionante

Este fim-de-semana a convite de familiares participei num almoço em Fátima, e aproveitei o passeio para visitar o novo “Santuário”.
Eu confesso que não sou muito dado a estas coisas de “Religiões”, mas fiquei impressionado com a beleza da chamada Nova Igreja, dedicada à Santíssima Trindade.
Este Templo da autoria do arquitecto grego Alexandros Tombazis, com uma decoração inspirada na arte bizantina, é uma obra de muito bom gosto.