“Embora esta cidade se haja desenvolvido, o seu ritmo de crescimento é lento.
A abertura de novas artérias de há muito projectada e que ligaria a Avenida da Independência Nacional, às Ruas Miguel Bombarda e 31 de Janeiro, não se faz, com prejuízo evidente para o Comércio e para a própria cidade.
…. Outro facto a evidenciar é o de estarem a decorrer, auspiciosamente, as negociações entre a Câmara Municipal e administração da Caixa Geral de Depósitos, com vista à demolição dos prédios situados no extremo norte da Praça da República.
…...entretanto, verifica-se não estar ainda solucionado o caso dos terrenos destinados à Piscina e Pavilhão situados junto à Escola Industrial e Comercial.
…. Outro facto que continua a merecer reparo é o trânsito citadino.”
Este artigo publicado no Diário Popular em Abril de 1968, com as devidas adaptações, continua pleno de actualidade, e tal como agora, a autarquia, protestou junto do Jornal, por considerar não serem justos os reparos.
Dias depois o Diário Popular, publicou novo texto cheio de sarcasmo.
Estes recortes fazem parte da “colecção” de preciosidades do meu amigo António Guilherme, que além de ser um Sportinguista dos 5 costados é também um leitor atento dos Blogs plantados na Net.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Tal como há 40 anos
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Um postal do Entroncamento
Hoje apeteceu-me publicar aqui um postal da minha colecção, que retrata a Ponte da Pedra no Entroncamento. E porquê ?Porque o meu Amigo Carlos Silva, que é do Tramagal, conhece bem aquela zona, e francamente, não encontrei melhor maneira de lhe dizer que um dia destes vou lá almoçar com ele.
Claro está que depois disto fui pesquisar sobre esta ponte e descobri que foi construída no último quartel do século XVI e constituía um ponto de encontro, da encruzilhada entre as estradas que ligavam Torres Novas, Golegã e Vila Nova da Barquinha.
…. Não sei se tem alguma coisa a ver com isto, mas no Restaurante da Quinta da Ponte da Pedra, da Vila Nova da Barquinha, não se come nada mal.
Temas:
Entroncamento,
Postais
domingo, 9 de dezembro de 2007
Memórias de Camilo Castelo Branco
Um dia destes ao passear por Vila Real deparei com a placa (na foto), cravada numa parede, alusiva a uma situação vivida por Camilo Castelo Branco.Fiquei curioso, pois de todo, não sabia a que se devia tamanha sova.
Esta passagem da sua biografia esclareceu-me.
“Ainda a viver com Patrícia Emília de Barros, Camilo publicou n'O Nacional, correspondências contra José Cabral Teixeira de Morais, governador civil. Devido a esta desavença é espancado pelo «Olhos-de-Boi», capanga do governador. As suas irreverentes correspondências jornalísticas valeram-lhe, em 1848 nova agressão a cargo de Caçadores 3. Camilo abandona Patrícia nesse mesmo ano, fugindo para casa da irmã, residente agora em Covas do douro.”
Muitos anos passaram, mas escrever ou dizer tudo o que se pensa continua a ter os seus riscos e nestes novos tempos, com “requintes de malvadez”. Por isso quando não quiserem “comprar” uma “boa peixeirada”, assobiem para o ar.
Temas:
Camilo Castelo Branco,
Livros,
Vila Real
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Está bonita a minha Rua
Pois é …. A ideia partiu da "Isabel da 107", depois juntou meia dúzia de elementos que constituíram o “braço armado” da iniciativa e ….Bem… vale a pena ver as ruas das Caldas.Cada Comerciante tem à porta da sua loja uma árvore de Natal com efeitos alusivos ao seu ramo de negócio, e o resultado é espectacular.
As ruas enchem-se de gente para desfrutar o momento.
Ah … a Câmara Municipal e a Associação Comercial não têm nada a ver com isto, é que por vezes para fazer “coisas” não é uma questão de dinheiro, mas sim de imaginação.
Esta foto não é muito elucidativa, porque foi obtida numa fase de elaboração, mas num Sábado destes venham passear ao centro da Cidade e vão gostar do “Pinhal do Pai Natal”.
Temas:
ACCCRO,
Comércio,
Natal,
Rua Heróis Grande Guerra
sábado, 1 de dezembro de 2007
Do Chiado ao BCP
Este anúncio de 1947 publicitava a filial dos Grandes Armazéns do Chiado das Caldas da Rainha, que se situava na Praça da República, vulgo Praça da Fruta.
Dos armazéns do Chiado lembro-me de uma enorme escadaria à entrada e um senhor (Constantino ?) muito gentil que fazia as honras da casa e tinha como ex-líbris o seu laço sempre impecável.
As casas comerciais tem os seus ciclos, e nos anos sessenta o Chiado fechou as portas. Anos depois deu lugar ao Banco Comercial Português, que fez uma óptima recuperação do edifício, o que nesta cidade é coisa rara.
Dos armazéns do Chiado lembro-me de uma enorme escadaria à entrada e um senhor (Constantino ?) muito gentil que fazia as honras da casa e tinha como ex-líbris o seu laço sempre impecável.
As casas comerciais tem os seus ciclos, e nos anos sessenta o Chiado fechou as portas. Anos depois deu lugar ao Banco Comercial Português, que fez uma óptima recuperação do edifício, o que nesta cidade é coisa rara.
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