segunda-feira, 26 de novembro de 2007

A equipa do Caldas de 1963/64

Ao desfolhar uma revista que o Mário Duarte me emprestou, deparei com uma fotografia da equipa do Caldas, da época de 63/64, que me trouxe à memória os meus tempos de “garoto”. Nesta altura tinha 11 anos e para ir ao futebol, o Ribas (Guarda-Redes na fila de cima à esquerda), que segundo a minha mãe seria um “primo afastado”, fazia o favor de me levar com ele para o Campo da Mata para assistir aos jogos que normalmente começavam às três da tarde. Claro está, como ele fazia parte da equipa, lá ia eu para o Campo da Mata com duas horas de antecedência, o que era uma grande “seca”, mas tinha algumas vantagens; não pagava bilhete e era uma “pessoa importante”, pois era amigo do Guarda-Redes.
Para completar a informação sobre a fotografia, aqui fica o nome dos atletas.
De pé da esquerda para a direita; Ribas, Rogério, Quim, Ramiro, Fiteira, Ramos, Lenine e Victor.
Em primeiro plano; Valter, Américo, Janita, Sena, Óscar e Mário.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Uma volta por Vila Real

Um dia destes fui a Vila Real “beber um cafezinho”. Na passagem fiquei em Amarante na “pensão” de um amigo das “guerras” Angolanas.
Foi um passeio do melhor, o fim do dia passado com a família “Mota” é sempre vivido de maneira que me deixa com vontade de voltar em breve.
E Vila Real ….Continua bonita e muito bem tratada, conforme se pode ver pela amostra junta.

domingo, 18 de novembro de 2007

O Naufrágio do Higland Hope, ou a História de um Piano

O vapor Inglês Highland Hope (2) pertencente à companhia Nelson Line era um navio de 14 000 toneladas que encalhou nos rochedos do Farilhão Grande, a Norte das Berlengas, numa zona conhecida como Bailadeira.
Na noite de 19 de Novembro de 1930, apenas 1 ano após a sua construção, o Highland Hope (2), devido ao denso nevoeiro que se fazia sentir, encalhou de proa naqueles ilhéus não tendo sido possível a sua remoção pelo que viria perder-se.
Das 550 pessoas a bordo não houve vítimas a registar, devido fundamentalmente à assistência pronta dos barcos de Peniche, na sua maioria embarcações que se dedicavam à pesca. Todos os ocupantes do navio foram transportados para Peniche onde lhes foi dada roupa, comida e abrigo.
Procedeu-se ao salvamento de todos os objectos de fácil transporte, entre eles um piano fabricado em 1890, que o Montepio Rainha D. Leonor adquiriu e passou a utilizar nos bailes e teatros que esta instituição realizava.
Esta Pianola não necessitava de pianista, pois tinha um sistema de cilindros, que para tocar bastava rodar.
Quando o Montepio fez a Casa de Saúde, acabou com os bailes e em 1947 o Piano foi vendido aos “Pimpões” por 1.500 Escudos.
Em 1993 o Piano foi objecto de um restauro, concluído em 1995, e actualmente permite a sua utilização tal como no passado.
O Piano encontra-se presentemente na Biblioteca dos “Pimpões”.

Fontes Bibliográficas
Mariano Calado, Peniche na História e na Lenda, 3ª Edição, Peniche 1984;
Actas da Câmara Municipal de Peniche, 22 de Janeiro de 1931;
José Augusto Pimentel – Gazeta das Caldas 1992

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Rapaziada da “Bola”

A propósito de uma recolha de fotografias para o “Blog” da escola(http://www.alunosbordalo.blogspot.com/) , junto vinha esta que não tem nada a ver com a Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, mas é uma preciosidade.
Esta equipa de futebol, que julgo ser dos anos cinquenta, resultou de um encontro de amigos e são eles: Vitor Rodrigues, José Gomes das Gaeiras, José Augusto, Carlos Gouveia, Henrique Sales, Moleiro e Calheiros Viegas.
Em baixo; Chitas, Mário Melo, Luis Barreto, Mário duarte e Carvalhinho.
Alguns destes amigos já partiram, mas fazem parte das recordações do Valentino Subtil que permitiu a publicação desta fotografia.

domingo, 4 de novembro de 2007

Caldas - Praça da Fruta

Este Postal Ilustrado editado por Amilcar de Figueiredo, mostra-nos como a Praça da República, outrora Praça do Rossio, empedrada em 1883 com o apoio financeiro de Faustino da Gama, é um belo exemplo de calçada portuguesa.
Embora já na curva descendente, o movimento na praça continua a ser interessante. O frenesim, principalmente dos Sábados, começa ao romper do dia até às duas da tarde, onde são transaccionados, principalmente frutas e legumes frescos na sua maioria cultivados na zona. Os figos e as amoras apanhadas nos caminhos e vendidas em “caixinhas” são alguns dos exemplos.
Mas vende-se um pouco de tudo desde os ovos, coelhos e galinhas até às tradicionais “pilinhas das caldas” que para os excursionistas provoca sempre momentos de grande alarido e de alguma brejeirice.
Longe vão os tempos em que o metro quadrado era disputado desde as 5 da manhã, porque era ponto assente que o meio da praça era onde estava a alma do negócio, dizia-se mesmo que nas pontas os preços eram mais baratos.
A ladear esta praça podemos ver inúmeras referências da cidade, desde o Café Central, noutros tempos centro de tertúlias intelectuais, até aos azulejos de”arte nova” da “Nova Padaria Taboense”, produção Bordalo Pinheiro fabricados na Fabrica de Faianças.