terça-feira, 26 de junho de 2007

Vamos passear ao Parque

Este postal editado por A. Malva no princípio do século XX, ilustra bem como eram os tempos áureos desta cidade termal, onde o Parque era local obrigatório para passeio.

“O Parque e a Mata oferecem largo espaço e recreio às creanças ou o socêgo e a calma dos fatigados. Por outro lado os amantes de distracções ou amadores desportivos, encontram nas Caldas da Rainha, distracções de todos os tipos: cinema, patinagem, concursos hípicos e outros.”

(Folheto de promoção da cidade de 1955)

Os tempos são outros mas o Parque continua com um encanto que vale a pena descobrir.
O que seria este espaço numa Cidade que soubesse tirar proveito desta maravilha?

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Teatro Pinheiro Chagas

A propósito de uma fotografia do Teatro Pinheiro Chagas, (julgo que é da autoria de José Neto Pereira de 1939 após as obras de restauro), que o meu amigo Vitor Pessa me enviou, vale a pena escrever duas linhas sobre este edifício que se tornaria no nosso “Monumental”, quer na grandeza quer na derrocada.
Este teatro que se localizava na Praça 5 de Outubro, antiga Praça Nova e mais tarde Hintze Ribeiro, ou como todos a conhecemos “Praça do Peixe”, foi construído em 1901. Por lá passaram realizações culturais marcantes da nossa cidade. O Orfeão Caldense, Os Pimpões o CCC, foram algumas das colectividades locais que levaram à cena inúmeras peças. A companhia de Vasco Santana também por lá passou, tal como Igrejas Caeiro com os seus “Companheiros da Alegria”.
No período final da sua existência, foram os filmes que encheram a sala. Quem não se lembra do “Piolho” (Geral), onde os filmes eram vividos com grande intensidade, pelas classes menos “endinheiradas”.
Nos Anos oitenta o Cine-Teatro entrou em “agonia” e não resistiu à falta de vontade de o preservar. Em 1992 após uma tentativa (seria?) de o reconstruir, acabou por sucumbir, passando “Os Pimpões” a ser a única sala de espectáculos da Cidade.


domingo, 17 de junho de 2007

O Mundial de Hóquei em Patins




















Estes “Cromos” de antigos jogadores de Hóquei em Patins, faziam parte de uma numerosa colecção de Carteiras de fósforos, com caricaturas de vários desportistas. Vem a propósito, pois começa hoje em Montreux-Clarens (Suíça) a participação da Selecção Nacional de Hóquei em Patins no Campeonato Mundial da modalidade, juntamente com outras 15 formações.Esta modalidade que já não desperta paixões como noutros tempos, teve os primeiros vestígios nos anos 1850-1875. É no condado de Kent na Inglaterra que encontra-se a origem deste desporto. As primeiras regras do jogo foram escritas em 1875 por the Men hockey association de Londres.
Os tempos são outros as regras vão-se alterando na tentativa de captar novos apreciadores da modalidade mas o facto de nunca se afirmar como modalidade Olímpica não ajudou nada.


terça-feira, 12 de junho de 2007

Santos Populares

Nos anos setenta o “NAC – Núcleo de Acção Cultural” de “Os Pimpões”, organizavam os festejos dos Santos Populares com o desfile da respectiva marcha, conforme se pode ver pelo autocolante da época.
Embora a nossa região não tenha grande tradição neste tipo de desfiles, as marchas não deixam de ser uma das expressões mais marcantes da cultura popular, que no figurino que hoje conhecemos, tiveram o seu início nos anos trinta quando se decidiu organizar um evento que juntasse num mesmo local a riqueza proporcionada pelas populares marchas de arquinho e balão que alegravam os largos e pátios dos bairros lisboetas.
As tradicionais fogueiras deram lugar aos manjericos, sardinhas e sangria, coisas mais urbanas, mas em qualquer dos casos esta quadra é sempre sinónimo de festa.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Arquitectura Portuguesa - ESAD

Os CTT no dia 31 de Maio lançaram uma colecção de Selos sobre a Arquitectura Portuguesa.
Um dos selos tem como motivo a ESAD de Caldas da Rainha, um magnífico edifício do arquitecto Vitor Figueiredo, construído em 1993.
“No meio do pinhal Vitor de Figueiredo projectou esta escola de artes que se estende em dois volumes estreitos e longos por entre as árvores. O projecto assenta na repetição dos elementos que compõem a arquitectura reforçados pelo domínio do branco que tudo calibra mas que atribui também singularidade ao conjunto”.
Este edifício ganhou o Prémio Secil de Arquitectura em 1998. Nesta cidade onde os “mamarrachos” fizeram escola, este exemplo é um oásis.