sábado, 28 de abril de 2007

Fernando Daniel de Sousa

Este Postal ilustrado da Foz do Arelho foi editado no princípio do século por Fernando Daniel de Sousa, uma figura ilustre desta cidade (julgo que tinha uma "Drogaria" onde hoje funciona as análises do Freitas, virada para a Praça).
Fernando Daniel de Sousa era filho único de João Daniel de Sousa (Comerciante caldense conotado com o Partido Republicano) e, enquanto jovem, foi funcionário do Banco Martins Pereira em Caldas da Rainha. No entanto, cedo ficou responsável pelas lojas do seu Pai (Fazendas, calçado, mercearias e postais) que duraram até 1954, data de encerramento da sua actividade comercial.
Pertenceu à Comissão de Iniciativa na década de 30, foi membro da Associação Comercial e Industrial, esteve ligado aos Bombeiros e ao Montepio e era correspondente do Século e do Diário Popular.

domingo, 22 de abril de 2007

Os primeiros sinais da “Revolução”

No dia 24 de Abril de 1974, enquanto Otelo Saraiva de Carvalho, Garcia dos Santos, Vitor Crespo, Vitor Alves e Jaime Neves, ultimavam as instruções finais para que o “Movimento dos Capitães” tivesse sucesso, o Jornal “A República”, publicava um pequeno texto que de casual não tinha nada, chamando a atenção para o programa de Rádio “Limite” na Rádio Renascença. Nesse Programa seria emitida a senha que confirmava o início das operações militares.
Ás vinte e duas horas e cinquenta minutos a Estação dos Emissores Associados de Lisboa, transmite o primeiro sinal combinado:
«Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74: "E depois do Adeus"».
Ás 0:30 Horas pela voz de Leite de Vasconcelos a Rádio Renascença transmite a primeira quadra do "Grandola Vila Morena".

Grandola, Vila Morena
Terra da Fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade.

José Afonso cantou, e eu que estava no quartel de Paço de Arcos escutei.
Soube três horas depois que o movimento estava em marcha.

terça-feira, 17 de abril de 2007

O Largo da Copa

“ Entre os bens e propried. Q. a Rª D. Leonor deixou a este Hosp. forão huas casas sitas na praça iunto ao Hosp. Dos Peregrinos as quais fundou de novo húa Leanor annes a quem Diº. Aluz Aloxª de Óbidos qº lhe deu a charnequa de sesmaria iunto ao Cano de Água fria …e outo chão para acrescentar as casas .”

Esta foi a primeira referência ao largo da Copa em 1542. No “Rol dos Confessados” de 1656 é mencionada apenas quatro fogos, apesar de ser o local principal da Vila. Nesta data é conhecido por “Praça Velha”, talvez porque o Rossio já era conhecido por “Praça Nova”.
Em 1984 já é mencionado por Largo da Copa, e em sessão do Município, de 17 de Janeiro de 1898, sob proposta do Presidente, Eduardo Augusto Mafra, foi deliberado denominar o Largo da Copa por – Largo Rainha D. Leonor.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

A Importância do Cavaco…s das Caldas

Hoje vou falar de um “blog”, que para quem gosta das “Coisas das Caldas”, promete ser um local de consulta indispensável.
É claro que eu sou suspeito porque a Isabel Castanheira faz o favor de ser minha amiga, e eu tenho a responsabilidade, de a ter empurrado para a criação deste espaço na “Net”.
Mas quem a conhece, também pensa como eu, que não era justo ela não partilhar connosco o seu notável trabalho de pesquisa sobre a Cidade que adoptou Rafael Bordalo Pinheiro (a sua grande paixão).
Prometo ser um leitor atento, e não se esqueçam de dar uma espreitadela a “Cavacos das Caldas” em: http://www.cavacosdascaldas.blogspot.com/

domingo, 8 de abril de 2007

Sala de jantar do Lisbonense

Agora que tanto se fala do Hotel Lisbonense e do que está planeado para aquele local, aqui está um Postal Ilustrado, editado por Dias & Paramos, que retrata a Sala de Jantar do Grande Hotel Lisbonense, um edifício que em minha opinião não é relevante arquitectonicamente, mas encerra nas suas paredes um grande significado histórico.