sexta-feira, 23 de março de 2007

A escola da Foz do Arelho


Este Postal Ilustrado, editado por Typ.Caldense – José da Silva Dias (Cliché de F.Matias), leva-nos até à Foz do Arelho, onde se pode observar a Escola mandada construir pela Casa Grandela & Cª.
Francisco de Almeida Grandela, viveu apaixonado pela questão da educação em Portugal, foi um entusiasta das escolas móveis.
Em 1904 conheceu uma Inglesa de nome Stella Stuart que o incitou a dar mais atenção ao problema da alfabetização, levando a construir escolas na nossa região, sendo a mais emblemática a da Foz do Arelho.
Foi a própria Miss Stella que ajudou a população a ler e, quando se retirou para Inglaterra, por morte de um parente, mais de metade da polução da Foz sabia ler e escrever.

domingo, 18 de março de 2007

"O Armador do Caldas"

Hoje quando cumpria o ritual da “bica do almoço” estive na conversa com o António Pedro, e dando sequência à conversa aqui está a minha homenagem a um dos mais brilhantes jogadores que passou pelo Caldas.
A imagem mostra-nos o suplemento Nº 281 do Cavaleiro Andante, do princípio dos anos sessenta, dedicada a António Pedro “O Armador do Caldas”.
“Quer a interior, quer a médio, António Pedro” desempenha quase sempre, na equipa, o papel de “Armador de jogo”, pertencem-lhe regra geral, as iniciativas de ataque. Remata bem e defende a sua própria baliza com mestria."António Pedro nasceu em Vila Franca de Xira, e foi no Operário Vilafranquense que começou a jogar.

terça-feira, 13 de março de 2007

A Revolta das Caldas

Em 16 de Março de 1974 uma coluna de cerca de 200 militares do Regimento de Infantaria 5 (RI 5), das Caldas da Rainha, marchou para Lisboa, pensando que estava em marcha o golpe que derrubaria o Governo de Marcelo Caetano. Os actores desta tentativa frustrada não sabiam que tinha sido o ensaio geral que levaria ao 25 de Abril.

A "revolta das Caldas", como ficou vulgarmente conhecida a tentativa dos homens do RI 5, foi uma resposta directa ao acto de demissão, pelo Governo de Marcelo Caetano, dos generais Francisco da Costa Gomes e António de Spínola dos cargos de, respectivamente, chefe e vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas. Foi, ainda, uma reacção emocional, militarmente activa, contra a sessão de obediência ao Governo de Marcelo, por este organizada, e que teve por actores a esmagadora maioria dos oficiais generais e da hierarquia das Forças Armadas - "o beija-mão", no dizer dos capitães, que teve lugar no dia 14 de Março, quatro horas antes de Costa Gomes e Spínola serem demitidos, por se recusarem a comparecer.
Como retaliação deste movimento cerca de duas centenas de oficiais, sargentos e praças foram detidos. Entre eles, todos os oficiais do RI 5 que faziam parte do movimento (Virgílio Varela, Fortunato de Freitas, Ivo Garcia, Silva Carvalho e outros) e importantes homens do sector spinolista do movimento relacionados com a revolta (Manuel Monge, Casanova Ferreira, Almeida Bruno, Marques Ramos). No 25 de Abril, uma parte importante dos oficiais mais perto do general Spínola - que o Governo considerava o sector mais perigoso do Movimento dos Capitães - encontrava-se detido no Estabelecimento Prisional Militar da Trafaria.

Pesquisa no DN de 17-03-1974 (Reportagem de José Manuel barroso)

segunda-feira, 5 de março de 2007

A guerra passou por aqui.

O meu amigo Heleno, “camarada de outras guerras”, que por motivos profissionais se encontra em Angola, fez questão de me enviar algumas fotos sobre os locais que os dois bem conhecemos.
Esta imagem deixa-nos perceber o difícil que vai ser Angola libertar-se de um passado que deixou marcas profundas, não só na paisagem mas fundamentalmente nas pessoas.
As gerações vindouras vão ter muito que fazer para que estas marcas desapareçam e que no seu lugar floresça a esperança de um futuro promissor.

quinta-feira, 1 de março de 2007

O Parque D.Carlos I

"Onde hoje existe o Parque D. Carlos I houve, em tempos, uma vasta vinha. Ao lado desta foi criada uma zona ajardinada para ajudar à convalescença dos que corriam à hidroterapia. Finalmente, já em finais do século passado, começaria a desenhar-se o actual parque que, em conjunto com a mata, forma o verdadeiro pulmão das Caldas da Rainha. O parque, então designado Passeio da Copa, era um jardim de estrutura barroca, funcionando como espaço de convalescença dos doentes e local de lazer.
Um dos mais aprazíveis de Portugal com árvores seculares, gracioso lago com barcos de recreio, court de ténis, parque infantil e Museu. É uma espécie de passeio público ao gosto dos princípios do século, hoje enriquecido com locais de cultura. Criado em 1889 por Rodrigo Maria Berquó, esta zona verde já existia desde os primórdios do hospital termal.
Também da autoria deste arquitecto, na altura administrador do hospital, são os "Pavilhões do Parque" (na foto), mandados construir com o objectivo de ampliar o hospital, mas que, devido à morte de Berquó e ao fim da monarquia, nunca serviram para essa função
Em Junho de 1892 é inaugurado o novo Parque D. Carlos I, rapidamente adoptado pelos caldenses. Já neste século foi instalado na área do parque o Museu José Malhoa. Projectado por Paulino Montês, foi um dos primeiros espaços museológicos portugueses construído de raiz.
Nos últimos anos, fruto da realização de bienais de escultura das Caldas da Rainha, têm sido colocadas no parque obras de artistas participantes para valorizar o espaço."