terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Bordalo no sapatinho


Pois é, o Pai Natal sabe dos meus gostos, e como me portei bem durante todo o ano, recompensou-me com dois magníficos exemplares sobre Rafael Bordalo Pinheiro; um sobre a cerâmica e outro sobre as ilustrações publicadas na “A Paródia” alusivas ao teatro.
Este brilhante ceramista e caricaturista, que Sousa Viterbo depois de uma visita que fez à Fábrica descreveu como “Risonho sempre, com aquele seu ar finamente bonacheirão e finamente malicioso”, desapareceu em 1905 e tem uma obra cujo valor documental é amplamente reconhecida.
Bordalo Pinheiro integrava o famoso Grupo do Leão, formado por vários artistas e literatos entre os quais se contava o seu irmão Columbano, o pintor José Malhoa, Ramalho Ortigão e outros.
A Cerâmica das Caldas teve sempre uma grande tradição, desde a barrista Maria dos Cacos e Manuel “O Mafra” que tiveram como seguidores Francisco Gomes d’Avelar, António Alves da Cunha e José Francisco de Sousa.

domingo, 17 de dezembro de 2006

Salvemos a Praça….


Este postal ilustrado da Praça da Republica edição do Novo Salão de Barbear, que se localizava nesta mesma Praça nos nº 26 e 27, segundo o livro “Caldas da Rainha – Bilhete-postal Ilustrado” de Vasco Trancoso foi editado em 1911. (O que tenho na minha colecção tem data dos CTT de 13-08-1958).
Esta Praça que antes de 1910 se chamava Praça Maria Pia, tem um empedrado lindíssimo, ou melhor dizendo, tinha um empedrado lindíssimo, pois actualmente o estado de abandono a que foi condenado levou a uma degradação a clamar por uma intervenção urgente, e seria a altura ideal para reestruturar toda aquela zona.
Em minha opinião, a construção de um parque de estacionamento subterrâneo de dois pisos resolveria os problemas de estacionamento do centro da cidade e o tabuleiro superior depois de devidamente reconstruído e apetrechado com mobiliário urbano adequado permitiria que o mercado diário continuasse a funcionar em condições, e não como acontece actualmente onde vendedoras e compradores são tratados como em qualquer mercado medieval.

Apetece-me gritar como nos anos setenta

Salvemos a Praça e o Lince da Malcata

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Termas

“A vila das Caldas da Rainha é a mais concorrida terra da província da Estremadura. Dista 56 quilómetros da estação do Carregado, na linha de Lisboa ao Entroncamento.
Do Carregado para as Caldas faz-se a viagem em carruagens ou na diligência que sai do Carregado duas vezes por dia, pela manhã e à noite, depois da chegada do comboio àquela estação. O percurso é de 6 a 7 horas, havendo no Cercal casa de pasto e estação de mudas da diligência.
O Preço dos bilhetes é de 2$000 reis por ida e volta ou 1$200 reis por viagem sem retorno.
A vila oferece aos que a frequentam as maiores comodidades que proporcionam em Portugal terras desta ordem.
Há os hotéis de José Paulo Rodrigues, do Padre Justino António Viana, as hospedarias da Mariana e de José Pires. Além disso quase todas as famílias da vila recebem hóspedes durante a estação balneária.
O preço nos hotéis é de 800 a 1$000 reis. No excelente edifício do hospital há quartos bem mobilados e com bom serviço pelo preço diário de 600 a 1$000 reis.”

“Banhos de Caldas e Águas Minerais ……Ramalho Ortigão”

Alguém me explica quem é o responsável pelo estado a que chegou o Hospital Termal !

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Um caso de Longevidade – Mercearia Pena

Estava eu nas minhas navegações pela Net, quando “Os Altos Comandos” cá da casa me incumbiram de comprar o bacalhau para a noite da consoada, e claro que teria que ser na “Mercearia Pena”, pois aqui a tradição ainda é o que era.
Este estabelecimento é um caso bem sucedido de longevidade. A Mercearia Pena fundada em 1909 aposta em produtos tradicionais, tais como o bacalhau, café, queijos, enchidos e outros produtos de charcutaria regional, e é claramente uma aposta na diferença, muito bem conduzida pelos seus proprietários e pela eficiência do Silvestre.
O meu amigo Mané, um benfiquista dos quatro costados, é uma figura que nós já não dispensamos.
Vale a pena passar por lá, nem que seja pelo aroma do café que se sente no ar, e no caso dos coleccionadores de pacotes de açúcar, poderão enriquecer a vossa colecção.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Rio Tâmega

Esta fotografia tirada na Primavera em Amarante, dá-nos uma vista do Rio Tâmega, com as suas margens enfeitadas de casas do século XVII, cujas varandas de madeira colorida e os Restaurantes com os seus terraços debruçados sobre o Rio, dá-nos uma paisagem deslumbrante.
Esta fotografia foi tirada na ponte de S. Gonçalo, que nos leva ao monumento com o mesmo nome.
Fico a imaginar até onde teriam subido as águas nesta altura de cheias.