quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Um Snack Bar com história

Um dia destes fui almoçar ao “Camaroeiro Real” e de repente dei comigo a pensar na importância que este Snack-bar teve na minha juventude, sim porque isto de nos sentarmos ao balcão e beber um Camaroeiro (Imperial num copo maior) era sinal de independência e masculinidade.
Durante a refeição, em conversa com o empregado, lembrei que há trinta e cinco anos comia-se ali um bitoque com ovo a cavalo, pão e cerveja por 17 escudos e cinquenta centavos ( 85 cêntimos), servido pelo Sr. Júlio o Abel ou o Luís.
O Cinzeiro da imagem ao lado é dessa altura, mas agora os tempos mudaram, os bilhares deram lugar a uma sala de refeições, bem agradável por sinal…..e as Francesinhas são óptimas.

sábado, 25 de novembro de 2006

Caldas de outros tempos - Pastelarias

A Pastelaria Machado deve ser das casas mais antigas de Caldas da Rainha, ainda em actividade. A sua origem remonta ao século XVIII com a Casa Fausta. Gertrudes Fausta uma das célebres irmãs Fausta, que parece ter sido uma das conserveiras de maior fama e que mais contribuiu para a manutenção de uma actividade emblemática das Caldas: as Cavacas e as trouxas-de-ovos.
Nesse tempo, eram ainda confeccionados alguns doces tradicionais, hoje ignorados, tais como: O "Manjar de Tornada" e os célebres "Cacos".
As irmãs Fausta foram contemporâneas, no final do século XIX, da Cavacaria das Mendricas (na actual Praça da República) onde se reuniam Rafael Bordalo Pinheiro, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, Columbano, Lopes de Mendonça, António de Andrade (então tenor em início de carreira), o Padre António (de Almeida) de Óbidos (conhecido pela sua bela voz de barítono, bem como pelas pescarias e caçadas que organizava), Gomes de Avelar (editor dos Cavacos das Caldas e ceramista local), os maestros do Club de Recreio (Gaspar e depois Taborda), e Mariano Pina. Por vezes também cavaqueavam no café da Adelaidinha da rua Direita - onde mais tarde ficaria a pastelaria Gato Preto.
Nesta época, havia ainda as seguintes casas e ou conserveiras: a Maria Carolina de Albuquerque (Já existia em 1887), a Cavacaria Pires (abriu em 1892) e a Cavacaria Central (abriu em 1897) - ambas no largo das Gralhas (actual largo Dr. José Barbosa); a Gertrudes e a Mariana Rodrigues Valada (também citada em 1883 por Silvano Lopes) ambas na rua Nova; a Cecília Santos na rua Direita; a Viúva Nunes, a Cesária Coelho e a Mariana César já tinha casa aberta em 1884) - todas na então praça Maria Pia; a Jesuína Garcia na rua General Queirós; o Pedro Prudêncio (emblema do Gato Preto) na rua do jardim nº 52 - premiado na Exposição de Paris de 1900; e a Cavacaria Conde, situada primeiro na Praça Maria Pia e depois na rua Direita (actualmente rua da Liberdade), que desde 1895 anunciava um doce que já não se prova nos dias de hoje - os Pastéis de D. Leonor.
Postal que retrata a Rua de Camões, onde se situa a Pastelaria Machado.

As Irmãs Fausta influenciaram as gerações seguintes de doceiras que fizeram época sobretudo no 1º quartel do século XX, tais como: as Carneirinhas: a Jade: a Adelaide Augusta do Café Sport na praça da Republica; a Flor de Liz na Rua Heróis da Grande Guerra - depois na Av. da Independência Nacional e, nos anos 30, na praça da República; O Africano de Francisco António dos Santos - na Rua Almirante Cândido dos Reis; a Maria Regina Garcia Pereira - e mais tarde a sua filha Regina - no largo do Conselheiro José Filipe; e o Joaquim Machado, na rua Camões, que herdaria a tradição da antiga casa Fausta.
Joaquim Machado desenvolveu a sua arte da doçaria, sobretudo, na primeira década do século XX (vendia as suas famosas trouxas a meio tostão cada) . A Cavacaria Machado, como ficou a denominar-se o estabelecimento, foi tomada de trespasse, em Maio de 1927, pela sociedade de Tiago Leopoldo Perez, que em Maio de 1928 adquiriu a denominação Tiago e Perez Lda.. Ainda hoje existe e é gerida por Herdeiros deste último.

(Pesquisa: Caldas da Rainha de Vasco trancoso, revistas da época, Jornal “O Expresso” e Publicações da Associação Comercial.)

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

"A Luta continua"

Numa altura em que a contestação social parece voltar às ruas em força, recordo aqui um autocolante editado em 1978, em Caldas da Rainha, quando a luta era pela semana inglesa e algumas regalias salariais. A sede do sindicato dos Empregados do Comércio funcionava na Rua do Jardim.

domingo, 19 de novembro de 2006

Caldas de outros tempos - Rua Miguel Bombarda

Este postal ilustrado do início do século XX, (carimbo dos CTT 08-09-1916), mostra-nos a Avenida 1º de Maio e ao fundo a Rua Miguel Bombarda. O edifício do lado esquerdo foi durante muitos anos o quartel dos Bombeiros

Nota: Não é Avenida 1º de Maio, mas sim Independência Nacional, e o meu amigo Zé Manel Serrenho, como é uma pessoa atenta, não deixou passar este lapso.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Guimarães uma cidade com História


Ontem os noticiários davam conta que Guimarães tinha-se candidatado a “Capital Europeia da Cultura”. Como simples cidadão, sem qualquer poder de decisão, gostaria de subscrever a ideia, pois considero Guimarães uma cidade que respira História por tudo o que é sítio.
Deixo aqui uma fotografia que tirei no princípio do ano, quando por lá passei uma manhã de visita ao “Berço de Portugal”.

sábado, 11 de novembro de 2006

Festival do chocolate em Óbidos


Na quinta-feira, lá fui até Óbidos para dar uma espreitadela ao Festival do Chocolate.
O facto de ser a um dia de semana teve a vantagem de fugir à enorme confusão dos Sábados e Domingos, mas mesmo assim ainda me sujeitei a uma pequena fila de espera para visitar a sala onde se pode ver umas esculturas de chocolate, cujo tema é a B.D.
Atendendo à grande promoção que é feita ao evento, fiquei com a sensação que o mesmo fica aquém das espectativas criadas, pois tirando a sala de que falei e alguns pontos meramente comerciais fica muito pouco para ver.
O melhor mesmo é o aroma a chocolate que se sente por toda a Vila , que com festa, ou não, é sempre bonita .

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

O Sol está de volta

Para traz fica as enxurradas que provocaram enormes estragos e as noites com o céu coberto de nuvens, mesmo com a lua a querer furar, tal como se pode ver nesta foto tirada no passado Sábado quando a minha cidade ficou 30 minutos em escuridão completa.

domingo, 5 de novembro de 2006

Caldas de outros tempos – O Casino do Parque

Vai longe o tempo em que se podia visitar o casino, cuja sala de entrada apresentava um tecto de vidro, que lhe dava um ar esplendoroso.
Este Salão teve períodos de glória no primeiro quarto do século XX, quando as Caldas, por via das Termas, era ponto de paragem da classe mais bem instalada na vida.
Com os anos, o edifício, que se situa no interior do Parque D. Carlos I, foi-se degradando. Depois de 1975, sofreu algumas obras de remodelação e passou a denominar-se Casa da Cultura. Nos anos noventa, iniciou-se um projecto de remodelação “megalómano” que teve como resultado a morte do edifício, que hoje se encontra abandonado e em ruínas.
Fica aqui como recordação um cartaz, datado dos anos sessenta, de um espectáculo que era abrilhantado por um dos maiores “Entertainers” do panorama Nacional: Max, um Madeirense de gema.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Os meus primeiros computadores











Aproveitando o feriado para algumas arrumações, ao abrir uma caixa, deparei-me com as minhas preciosidades informáticas.

Decorria o ano de 1986 quando vi um anúncio publicado no Jornal "A Bola" que dizia que finalmente a técnica de programação estava ao nosso alcance, graças ao génio do Sr. Clive Sinclair, criador do ZX 81 e mais tarde do Spectrum 48K.
Assim com um pedido à firma “Landry – Engenheiros Consultores Lda”, Julgo que era assim que se chamava, encomendei o ZX 81, uma máquina extraordinária de 2 kb de memória, e mais tarde uma expansão para 16 Kb pela módica quantia 11 mil escudos, julgo que equivalia a cerca de 25% do vencimento de então. No ano seguinte o Spectrum 48Kb, adquirido na TV Caldas, por 28 mil escudos, trazia a cor e o som e uma memória já considerável.

Foram noitadas inesqueciveis , juntamente com os amigos, ora programando algumas rotinas em Basic ou desbravando jogos que hoje fazem parte da história, tais como o Horácio Glutão, Manic Miner, Chucki Egg, Jet Pac, eu sei lá, tantos que seria fastidioso enumerar.